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O "Auto da Compadecida" foi a grande atração da noite no palco do "Natal Bonito".

Natal Bonito mostra que Rio Bonito pode ser mais bonito

“Praça Fonseca Portela lotada. No palco, um grupo de jovens e adolescentes. Meninos que conseguiram na marra e na persistência alcançar o estrelato. A estória de Ariano Suassuna, “O Auto da Compadecida”, permitiu vermos no palco, jovens e crianças de todas as idades e talentos variados. O desempenho da garotada confirma o que já se sabe há muito tempo: Rio Bonito é uma terra de pessoas talentosas, de artistas que precisam apenas que lhes pavimente o caminho.
Do outro lado da rua, artesãos, gente tão talentosa quantos os atores que davam vida a obra de Suassuna. Pessoas que através de traços, riscos, pinturas, dobraduras e cortes; confirmavam que talento e criatividade é realmente a marca da nossa gente. O polêmico “Natal Bonito”, iniciativa que inebria ufanistas e desagrada pessimistas; confirma que nossa gente tão sofrida exige serviços públicos de qualidade, mas também gosta de celebrar e expor seus atributos.
Os artistas, no palco e na rua? Esses querem apenas oportunidades. Oportunidades de externar o seu talento, sua criatividade, suas obras. Eventos como o que aconteceu na noite desse sábado, 16 de dezembro, por mais que o palco do Natal Bonito tenha recebido até aqui muita gente talentosa, cria uma expectativa positiva na cabeça do riobonitense, que há anos deseja ter um Ano novo que ofereça de verdade novas perspectivas.
A trupe do Lona na Lua, os artesãos e aqueles que estão empenhados em promover o “Natal Bonito”; pela primeira vez conseguem, em muitos anos, alinhar o que é desejo do riobonitense há muito tempo: ver nossos artistas valorizados, ter orgulho de ser riobonitenses e acreditar que Rio Bonito é uma cidade possível.”
Por Flávio Azevedo.
Dr. Nogueira participando do Programa Flávio Azevedo dessa sexta-feira (15/12).

Saúde e Transporte de Pacientes no Programa Flávio Azevedo

Dr. Nogueira participando do Programa Flávio Azevedo dessa sexta-feira (15/12).

Dr. Nogueira participando do Programa Flávio Azevedo dessa sexta-feira (15/12).

“O Programa Flávio Azevedo dessa sexta-feira (15/12), entre outros temas, vai tratar de temas o Transporte de Pacientes, partindo da notícia de que uma Van que transporta pessoas que se tratam em outros cidades foi presa pela Polícia Rodoviária Federal (posto do Basílio), na tarde dessa quinta-feira (14). Já não tem carro e os que ainda conseguem circular, por relaxamento e/ou incompetência, desses governantes pangarés que se revezam na Prefeitura; estão em situação irregular.

Também recebemos o médico João Jorge Cabral Nogueira, que conversou conosco sobre Saúde, Comportamento e outros assuntos.”
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Política municipal de Rio Bonito na pauta do Programa Flávio Azevedo

O Programa Flávio Azevedo dessa quarta-feira (13/12) iniciou falando do estado calamitoso do espaço, no Mato Frito, em Rio Bonito; onde funcionava o antigo Lixão, que em 2003 recebeu R$ 681 mil em investimento e chegou a gerar 50 empregos diretos. Também vamos repercutir algumas aprovações na Câmara Municipal de Vereadores durante a Sessão Legislativa dessa terça-feira (12); entre elas a liberação de recursos para a Gratificação Natalina para os contratados da Prefeitura de Rio Bonito, e a aprovação da mensagem do Executivo que prevê mudanças na relação contribuinte e Fazenda (dívida com impostos municipais).

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CNEC anuncia fechamento da Faculdade Cenecista de Rio Bonito

“Seguindo o adágio popular que afirma ser Rio Bonito a cidade do “Já Teve”, a partir de, hoje, podemos afirmar que Rio Bonito “já teve” uma faculdade cenecista. Sim, a Faculdade Cenecista de Rio Bonito (FACERB), instituição de ensino superior que funcionou até aqui, no turno da noite, nas dependências do Colégio Cenecista Monsenhor Antônio de Souza Gens, está encerrando as suas atividades. O anúncio veio da própria Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC).
Quando foi fundada em 2009, a FACERB nos encheu de orgulho e prometia, além de abrir horizontes, ótimas perspectivas para Rio Bonito e Região. No início a unidade até foi promissora, mas nos últimos anos foi castigada pela crise econômica, pelo excesso de política na condução da CNEC e sentiu muito a falta do seu grande idealizador, o professor Carlos Aberto de Moura Machado, o professor Betinho, mentor e responsável pela abertura da FACERB.
Mais uma nota triste desse momento é a iniciativa da CNEC de transferir os universitários para outra unidade da rede, o que vai impactar a vida acadêmica e pessoal dos estudantes, uma vez que muitos alunos só estavam conseguindo estudar porque a FACERB está em Rio Bonito. Vale destacar que muitos alunos serão impactados não só pela questão financeira, mas principalmente pelo fator tempo.
Foi marcada para essa quarta-feira (13/12), na FACERB, uma reunião entre alunos e representantes da CNEC. O pleito dos alunos é óbvio e deveria ser respeitado: “tudo bem que novas turmas não sejam abertas, mas que os alunos continuem estuando na unidade até o término do último período em vigência”.
Conhecedor que sou da nossa gente, eu desconfio que essa postagem vá gerar descontentamento. Não estou preocupado com isso! Eu sempre fui um dos grandes entusiastas da FACERB, desde sua aula inaugural (29/05/2009), solenidade que eu tive o prazer de ser o mestre de cerimônia. Sendo assim, eu fico muito a vontade para lamentar a perda da FACERB, sobretudo a forma como o encerramento das atividades da unidade está sendo conduzido. Também me preocupo com os sinais fragilidade que o tradicional “Colégio Manuel Duarte” tem apresentado nos últimos anos, com demissões de quadros importantes e outros fatos que têm sido comentado por funcionários da unidade e pais de alunos.
Que a CNEC respeite e mantenha as suas tradições de campanha, cidadania e preocupação com a Educação da comunidade, sobretudo os menos favorecidos; e que não esqueça a memória de figuras como Monsenhor Antônio de Souza Gens, um baluarte da Educação em nossa cidade e principal timoneiro do projeto “Colégio Manuel Duarte” desde o seu surgimento. Resta, agora, duas perguntas: o que será daquela estrutura que está sendo erguida pela CNEC, próximo ao novo Fórum da cidade? O local abrigaria a FACERB. E cessão do espaço pela Prefeitura, como que fica?”
Por Flávio Azevedo
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Em Rio Bonito, a Eleição é para Prefeito, mas o que querem construir é uma monarquia

Há um problema no período eleitoral, porque os grupos políticos querem rotular tudo e todos como situação e oposição, quando existe uma área enorme para toda sociedade, chamada de zona neutra, onde o mundo é cinza, enquanto que as pessoas podem observar os fatos de cima do muro. Descer não é uma obrigação, mas uma opção para o cidadão e o eleitor. Aliás, foi por causa de tal fenômeno social, que sempre ocorreu dentro da democracia, que criaram as opções do voto em branco e nulo.

Achei muito legal ver o meu texto Marquinho Luanda é autônomo e uma opção positiva nas Eleições 2016 publicado, na íntegra, na página do Jornal O Tempo, do jornalista Flávio Azevedo. Nele, fiz questão de apresentar o pré-candidato em função do seu histórico legislativo e da conjuntura atual no Município de Rio Bonito. Sem dúvida alguma, os articuladores da campanha eleitoral já possuem um norte pré-configurado por mim, gratuitamente, que não foi explorado até o momento. Só fiquei surpreso por não colocarem o texto entre aspas ou por não terem reconstruído sua estrutura dentro da visão do seu grupo político.

Achei mais legal, ainda, o fato de publicarem o meu texto após a publicação da resenha, Marquinhos Luanda me tocou no seu discurso, mas faltou falar da política, pelo qual fiz a crítica construtiva de que está faltando o principal no pacote, que são as soluções dos problemas tangíveis da nossa sociedade, através de uma plataforma política, de um plano de governo ou da sua equipe estratégica. Em tempo, o pré-candidato poderia ter apresentado sua visão política do futuro, incluindo suas propostas, tendo em vista que ele é o candidato da majoritária. Discordando do Flávio Azevedo, só haveria problema, se fosse divulgado o número do candidato e se o mesmo estivesse pedindo, contraditoriamente, voto dentro da sua própria convenção. Em caso de dúvida, consultem o link: TSE – Propaganda Eleitoral – Eleições 2016.

Fico feliz em ver que as pessoas estão acompanhando minhas resenhas, pois, sempre que tenho a oportunidade, balanço o tabuleiro de xadrez político riobonitense, para oxigenar o ambiente e provocar a imaginação dos grupos políticos, que não me surpreendem muito, tendo em vista que eles tratam a política como um jogo de poker, que se baseia no blefe e na sorte.

Por fim, o Marquinho Luanda é autônomo e está livre e distante da prefeita Solange Pereira de Almeida, tendo o PMDB como o ponto de interseção. Todavia, principalmente do mês de maio para cá, por livre e espontânea vontade, ele criou uma relação simbiótica com o atual presidente da Câmara Municipal, Reginaldo Ferreira Dutra, popularmente conhecido como Reis, enquanto que a opinião pública não consegue distinguir um do outro, demonstrando que, por maiores que sejam suas propostas e ideias, elas serão consumidas pelas aspirações do grupo político, fazendo a manutenção da política do mais do mesmo, deixando as coisas no seu devido lugar.

Eu consigo ver o Marquinho Luanda cumprindo seu sonho, que é ser igual ou superior ao Aires Abdala. O único problema é o grupo político, que não comunga das mesmas ideias, caso contrário, já teria realizado governos faraônicos nos últimos 24 anos.

E que comecem a lançar as pedras para eu construir um castelo e a próxima resenha.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

NARDO

Sem a exigência do diploma, o jornalismo se torna livre e responsável

Quando falam sobre a história do jornalismo, eu imagino o homem mal vestido no velho oeste americano, num ambiente escuro e cheio de placas gráficas e tinta, com uma pequena mesa de madeira para escrever suas resenhas, no intuito de materializá-las no jornal. Esse mesmo jornalista tinha a função de cobrir os eventos, escrever as resenhas, fazer o trabalho gráfico, editar e distribuir o jornal pela cidade. Literalmente, era um trabalho de arte, que exigia amor ao conhecimento e à construção de uma nova profissão, num mundo cercado por criadores de gabo, prostituição, furto de animais, tribos indígenas, a guerra da sucessão, a escravidão e o confronto paradoxal entre progresso, cultura, cotidiano e privacidade.

A profissão do jornalismo foi ganhando forma e mercado com o advento da locomotiva e sua extensão pelos Estados Unidos da América, do norte ao sul e do oceano atlântico ao pacífico. No mesmo período, a sociedade americana foi apresentada à máquina fotográfica à base do magnésio, bem como ao telégrafo. E assim, os jornais das metrópoles começaram a fazer a cobertura da história de uma nação, onde o pré-requisito da profissão era ser alfabetizado, ter coragem para pegar a estrada e fazer o trabalho dentro do prazo determinado.jornalismo

Falar do jornalismo na cultura americana é retornar à guerra de sucessão e ao mundo dos filmes de faroeste.

No Brasil, um dos primeiros atos da ditadura foi exigir que o jornalista tivesse nível superior, para, assim, limitar os meios de comunicação à elite e a classe média. O máximo que um bom escritor produziria seria a arte gráfica da imprensa, salvo àqueles que tinham a sorte de encontrar um idealista diplomado, que emprestava seu diploma e espaço para que alguma coisa fosse dita à sociedade, aliás, método muito utilizado nas décadas de 1930 a 1945 e 1964 a 1985.

Há cinco anos, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que não há necessidade em ser ter a formação em jornalismo ou comunicação social para exercer a profissão de jornalista, tendo em vista que seria o mesmo que exigir da dona de casa, da merendeira, do cozinheiro, ou de várias outras profissões baseadas na experiência, a capacitação técnica ou universitária. Quanto à questão da responsabilidade sobre o conteúdo do texto, a questão de ter a formação em jornalismo ou não, não diminui os riscos quantos às ações indenizatórias e as contendas judiciais, que são travadas normalmente entre os canais da imprensa brasileira e as supostas vítimas. O mesmo fenômeno ocorre, inclusive, nos países do primeiro mundo.

Conforme o STF, em plenário:

“Para o relator, danos a terceiros não são inerentes à profissão de jornalista e não poderiam ser evitados com um diploma. Mendes acrescentou que as notícias inverídicas são grave desvio da conduta e problemas éticos que não encontram solução na formação em curso superior do profissional. Mendes lembrou que o decreto-lei 972 /69, que regulamenta a profissão, foi instituído no regime militar e tinha clara finalidade de afastar do jornalismo intelectuais contrários ao regime.

Sobre a situação dos atuais cursos superiores, o relator afirmou que a não obrigatoriedade do diploma não significa automaticamente o fechamento dos cursos. Segundo Mendes, a formação em jornalismo é importante para o preparo técnico dos profissionais e deve continuar nos moldes de cursos como o de culinária, moda ou costura, nos quais o diploma não é requisito básico para o exercício da profissão.

Mendes disse ainda que as próprias empresas de comunicação devem determinar os critérios de contratação. “Nada impede que elas peçam o diploma em curso superior de jornalismo”, ressaltou.

Seguindo voto do relator, o ministro Ricardo Lewandowski enfatizou o caráter de censura da regulamentação. Para ele, o diploma era um “resquício do regime de exceção”, que tinha a intenção de controlar as informações veiculadas pelos meios de comunicação, afastando das redações os políticos e intelectuais contrários ao regime militar.” (STF – Supremo Tribunal Federal – http://lfg.jusbrasil.com.br/noticias/1365753/stf-decide-que-diploma-de-jornalismo-nao-e-obrigatorio-para-o-exercicio-da-profissao)

Por costume, os jornais brasileiros exigem que o jornalista tenha formação universitária, pois, assim, seus proprietários e dirigentes entendem que, seguindo tal padrão, o status e a imagem do veículo de comunicação não serão afetados diante da opinião pública. Todavia, se formos analisar a decisão com profundidade, o STF materializou uma decisão muito feliz, tendo em vista que a mesma permite que o pequeno escritor possa fazer jornalismo, produzir conteúdo e competir no mercado da comunicação com os grandes jornais e estúdios.

Logo, quando vejo o Flávio Azevedo registrando os eventos na região, exercendo a função do jornalista, não consigo deixar de fazer a relação histórica supramencionada na cultura americana, ou de retornar ao período da Era Vargas, com o Estado Novo, ou o Golpe Militar de 1964, onde os escritores e pensadores eram perseguidos, caçados, presos, torturados, assassinados ou exilados. Ainda tinham aqueles que eram libertos pelo sistema, mas a máquina do Estado caluniava em cima dos seus trabalhos, tornando aquilo que era escrito, um ente vivo e real, vinculado ao seu próprio criador. E assim, escritores e jornalistas dignos foram vítimas de mentiras, calúnias e difamações, porque a sociedade lia sua matérias e comentavam seus conteúdos pelas ruas.

Por fim, embora Rio Bonito pareça ter parado no tempo monarquista, atuando como uma espécie de ilha ou feudo, isolado do restante da República Federativa do Brasil, não há qualquer irregularidade no exercício da profissão quanto ao jornalista, Flávio Azevedo. O mesmo se estende ao seu jornal, que luta com as grandes mídias do Estado e a própria imprensa oficial local. Existe um momento que a cultura da resistência tem que surgir e marchar no sentido contrário da maioria, pelo simples fato de que existe a diversidade, que se baseia na liberdade de expressão e que é o inimigo natural de qualquer forma de ditadura ou poder, que tenha a pretensão de controlar seu povo.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior