Posts

twitter-lei-seca-rj-detalhes

Sobre a Operação Lei Seca e o Whatsapp

No dia 02/09/2017, fui dar uma volta em Rio Bonito à noite e me pararam pela primeira vez na Operação da Lei Seca. Achei muito interessante. A policial me parou, pediu os documentos e solicitou para acompanhá-la. Achei muito legal o aparato tecnológico e o bafômetro. Um colega me perguntou se eu estava preocupado: – Eu disse que não, porque pago meus impostos em dia e não bebo álcool. O bafômetro continuou zerado, me entregaram os documentos, enquanto que fiz o retorno e voltei para casa, com a sensação estranha do dever cumprido.

Na mesma noite, começaram os envios das mensagens pelo whatsapp e facebook, avisando que a Lei Seca estava em frente ao Super Market. Eu paguei a conta, entrei no carro e fui até lá para testar o serviço, que merece nota 10. Só faltou o cachaceiro de plantão, que deve ter mudado o percurso por causa da mensagem, até que ele provoque um acidente grave e machuque alguém que você ame. Pense nisso, antes de avisar sobre a fiscalização de qualquer coisa.

O DETRAN informou que existem mais de 60.000 pessoas que perderam o direito de dirigir e que não devolveram suas habilitações às autoridades competentes. Estranho, porque eu tenho a ligeira impressão que a maior parte dessa galera dirige em Rio Bonito.

Por fim, vejo uma sociedade hipócrita, cínica e demagoga, que exige mudança dentro de si e na política corrupta, mas que se recusa seguir seu discurso, começando pela desobediência às leis no trânsito e pelo envio das mensagens para proteger e blindar àqueles que estão alcoolizados ou sem a habilitação para dirigir, mas que mesmo assim insistem contrariar a lei, até baterem num poste em alta velocidade ou provocarem um acidente, envolvendo um inocente, porque, a partir do momento que eles beberam ou decidiram dirigir sem habilitação, se colocaram na condição de infratores, idealizando o suicídio ou o homicídio de outrem, que poderá ser alguém estranho, amigo, parente ou vizinho.

 

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

desempregado1460463719

Com 50 anos, sou velho demais para o mercado de trabalho e novo demais para me aposentar

O mercado de trabalho está, literalmente, aumentando o abismo entre as gerações X, Y e Z, tanto na profundidade quanto na largura. Enquanto a geração X (Baby Boomers), que focaliza a estabilidade no trabalho e as garantias para o futuro, mantendo-se na normalidade, busca trabalhar no mesmo lugar a vida inteira, as gerações Y e Z focalizam os empregos que permitem a obtenção dos salários mais elevados, mas que permitem os empregados aproveitarem mais a vida pessoal. Logo, no equilíbrio entre os binômios EMPREGO x VIDA PRIVADA, o mercado acaba se ajustando aos salários cada vez menores, diante do excedente dos profissionais que é lançado a cada semestre no mercado de trabalho, aumentando o exército de trabalho reserva, que é composto pelas pessoas que estão capacitadas, mas que não foram absorvidas no trabalho formal. Assim, no final do mês, o contracheque aparece com os descontos legais e o salário pequeno, com as armadilhas dos benefícios e dos prêmios da produtividade, que não são incorporados nas obrigações trabalhistas, aumentando o lucro do empregador e alimentando a ilusão do empregado.

No exercício do trabalho de gestor, tenho notado a tendência das empresas em contratar as pessoas com menos de 50 (cinquenta) anos de idade, alegando a racionalização das rotinas, através da contratação dos empregados com a idade entre 25 a 40 anos de idade, que já vem com os cursos de capacitação, atualização e idiomas já inclusos nos seus currículos, diminuindo os custos com o treinamento e o desenvolvimento dos talentos. Todavia, a questão é: – Por que não contratar os funcionários com a idade compreendida entre os 40 a 50 anos de idade, com as mesmas atualizações, cursos e a experiência pessoal e profissional? – A resposta é simples, tendo em vista que o mercado quer sugar o máximo desta geração, não tendo que pagar pela reposição da mão-de-obra nos casos das licenças para tratamento da saúde, que, conforme as estatísticas, são muito maiores a partir dos 45 a 50 anos de idade, enquanto que os custos aumentam astronomicamente, a cada década adicionada na fórmula.

O Brasil está caminhando na contramão da Europa, Canadá, Israel e EUA, tendo em vista que estas sociedades valorizam a experiência e já possuem a política pública madura vislumbrando a manutenção da mão-de-obra idosa, tendo em vista que seus sistemas previdenciários são mais justos e equânimes, enquanto que a consciência social do trabalhador objetiva a noção do trabalhar continuamente, para garantir o padrão e o complemento econômico do lar.

O Trabalhador com 50 anos de idade precisará de mais 15 anos, em média, para se aposentar, se for do sexo masculino, e 05 anos no caso do sexo feminino. O que eles farão para sobreviver até o preenchimento dos quesitos da aposentadoria, no modelo atual? Em tempo, há outro indicador social muito interessante, tendo em vista que tem se tornado um padrão o jovem ingressar no mercado de trabalho formal com 30 anos de idade, uma vez que sua primeira década de trabalho se materializou na informalidade, nos estágios ou nos contratos temporários, o que lhe dará a média de 15 anos a 20 anos de trabalho garantido, até o empregador decidir que seu trabalho está caro, transformando o trabalhador numa sucata aos olhos da liquidez e do lucro.

Por fim, eu não tenho dúvida que o caminho para solução do problema supramencionado está na educação financeira, na economia doméstica e no incentivo no empreendedorismo, objetivando transformar o desempregado no seu próprio patrão, atendendo aos anseios das gerações Y e Z.  Na atualidade, já existem profissionais capacitados para prestarem a consultoria ou o coach (treino), na busca das soluções aos problemas do cotidiano, com custos baixos e que se encaixam no orçamento doméstico, tanto para os empregados, empresários e desempregados. No final, a solução do problema individual se transformará na rede das respostas, que suprirão a sociedade inteira.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Gestor em Recursos Humanos

Tel: (21)98829-2915 / E-mail: consultoria@nadelson.com.br
O empresário Bruno Soares Guimarães, do PSB.

O eco do silêncio de José Luiz Alves Antunes e a escolha do vice

O vice-prefeito, Anderson Tinoco, do PSDB.

O vice-prefeito, Anderson Tinoco, do PSDB.

Embora, esteja evitando tocar no assunto publicamente, a hipótese da pré-candidatura do José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), do PP, ao cargo de Prefeito em Rio Bonito, alterou o tom e o discurso dos demais pré-candidatos, tendo em vista que seu silêncio está dando mais força e voz ao clamor público por seu retorno, cujo eco faz ressonância na sociedade rio-bonitense quanto à escolha do vice-prefeito, cujos boatos circulam em torno dos 03 (três) nomes: 01 – A vereadora Rita de Cássia (PP); 02 – O atual vice-prefeito, Anderson Tinoco (PSDB); e 03 –  O empresário da construção civil, Bruno Guimarães Soares (PSB).

Anderson Tinoco perdeu seu valor estratégico, uma vez que a atual prefeita ainda continua no cargo, enquanto que o político não soube aproveitar o afastamento do governo para se aproximar da população e do eleitor.  Em contrapartida, a opinião pública não compreendeu o discurso do seu distanciamento da gestão do município, que foi baseado na ética, tendo em vista que ele continuou recebendo o salário de vice-prefeito.

A vereadora Rita de Cássia, do PP.

A vereadora Rita de Cássia, do PP.

Quanto à vereadora Rita de Cássia, o boato é que a mesma está se afastando da política nas eleições municipais de 2016, enquanto que seu silêncio indica que há fundamento até o momento. Outrossim, sua atuação como vice centralizaria o poder no Partido Popular, mas, também, diminuiria as chances de uma aliança coesa com outros partidos, podendo, inclusive, afetar as eleições no legislativo. Mesmo assim, a vereadora seria uma boa opção para vice.

Todavia, minha atenção está focalizada no empresário, Bruno Guimarães Soares, popularmente conhecido como Bruno Guima ou Bruno da Brunauto, que está filiado ao PSB desde 2011, com ideias inovadoras, atuante nas políticas públicas do município nos últimos 05 anos. O empresário é aspirante na política profissional, mas com o Know Row (Conhecimento) de veterano, tendo em vista sua atuação na formação do Conselho Comunitário de Segurança em 2011, quando, na oportunidade, demonstrou sua liderança natural na mobilização popular e no diálogo entre a sociedade civil e os governos do município de Rio Bonito e do Estado do Rio de Janeiro. Entretanto, o empresário torna-se mais estratégico por não ter ocupado cargos políticos no passado, enquanto que a opinião pública demonstrou-se receptiva ao nome tanto entre os empresários, quanto a comunidade evangélica e católica.

O empresário Bruno Soares Guimarães, do PSB.

O empresário Bruno Soares Guimarães, do PSB.

Por fim, mesmo com os indicadores sociais apontando para a necessidade de um vice-prefeito do sexo feminino, se eu fosse o José Luiz Alves Antunes, optaria pelo empresário Bruno Soares, levando em consideração sua diversidade, articulação e juventude. O Rio-Bonitense necessita de alguém que aperte a mão, olhe nos olhos, fale com sinceridade e que compreenda as prioridades e os anseios dessa nova geração. Acredito que ele tenha as propriedades necessárias para agregar valor ao grupo político, ao Município de Rio Bonito e à posteridade, na construção de uma sociedade justa e com qualidade de vida para seus cidadãos.

Independentemente das circunstâncias, se me for dada a oportunidade, gostaria de conversar com o empresário Bruno Soares Guimarães, objetivando a construção do perfil político de Rio Bonito para as Eleições Municipais deste ano.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

1380653_899185720093578_1951113344191625740_n

O Brasil é uma nação bipolar

O Brasil está passando pela bipolaridade do verde amarelo e do vermelho, da direita e da esquerda, do analfabeto e do intelectualizado, da mortadela e do queijo prato, de uma nova eleição e do impeachment.

Não importa quem está com a razão ou do lado certo, porque todos são repetidores das ideias, que foram construídas nos gabinetes dos marqueteiros, cujas campanhas são pagas com o dinheiro do povo, de um jeito ou de outro.

No final, não importará o vencedor dos clubes da torcida, porque a democracia foi sequestrada pelos partidos políticos, enquanto que suas ideias foram vendidas num posto de gasolina, numa saca de soja ou numa peça de carne bovina.

Hoje, estamos lutando contra os caras pintadas da década de noventa, que forjarão novos eventos históricos, objetivando a criação dos novos líderes políticos, através da imagem dos seus filhos. Daqui vinte anos, não importará o nome que os historiadores darão à bagunça que está acontecendo no presente, porque teremos que expulsá-los do poder, da mesma forma que fizemos com seus pais.

Por fim, digo isso, não porque sou vidente ou tenho bola de cristal, mas, por um único motivo: – O Brasileiro tem memória. Mesmo assim, votaremos no primeiro mentiroso bem vestido que aparecer, tendo em vista que a mentira é doce e comove o eleitor na sua última gota de esperança. Enquanto isso, o país é comprado pela China. Todavia, sua juventude quer aprender a falar inglês. As cores do verde e amarelo não possuem sentido patriótico para a nação, que sabotou a educação pública, objetivando manter as coisas e os fatos nos mesmos lugares, seguindo a ordem fixada pelo sistema, que consome a sociedade e a si mesmo.

Precisamos compreender que o Brasil é bipolar no poder e no dinheiro, porque a política é um negócio que precisa dar lucro, sem planejamento ou trabalho.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

desemprego-jovem

Rio Bonito precisa combater o fantasma do desemprego

O fantasma do desemprego assombra a cidade de Rio Bonito há décadas. Entretanto, em 2015, parece que a assombração ficou maior e mais forte. Poderia apresentar os indicadores do desenvolvimento humano para comprovar a tese, entretanto, isso se tornaria cansativo para o leitor. Logo, serei mais prático e objetivo.

Como gestor e ser humano, existe uma tendência no mercado de trabalho que está me preocupando e muito, que é o estabelecimento da idade limite dos 50 anos de idade para o contrato na maioria das organizações que prestam serviços. Em suma, a economia está instável, enquanto que temos uma juventude desempregada e com baixa capacitação de um lado, e o mercado está, literalmente, fechando as portas para os mais velhos do outro. Assim, me questiono, diariamente, qual será o destino dessa geração e das próximas?  A preocupação fica ainda maior, quando vejo a nova regra da aposentadoria, que contará com a soma do tempo de recolhimento junto ao INSS à idade, estabelecendo o resultado mínimo de 90 para mulheres e 95 para homens. Logo, a lógica da exclusão dos trabalhadores com idade igual ou maior que 50 provocará um desequilíbrio socioeconômico, porque será difícil para tal geração alcançar a aposentadoria pelo emprego formal.

Voltando para Rio Bonito, sou obrigado a fazer duas perguntas:  – Quais políticas públicas foram desenvolvidas para combater o desemprego? De quem é a culpa? A primeira pergunta é simples de responder, tendo em vista que a Secretaria Municipal do Trabalho foi criada em 2013, sem qualquer relevância ou atuação expressiva na sociedade. Quanto à culpa, não terei problemas em depositá-la nos Prefeitos e Vereadores nos últimos 23 anos, tendo em vista que se preocuparam com o  aumento da arrecadação, deixando de lado a criação das novas vagas de emprego, deixando o cidadão escravizado, através dos contratos junto ao Município. Embora a nova reformulação do Polo Industrial coloque como condição a empregabilidade e a criação dos novos postos de trabalho, na prática, seus efeitos continuaram focalizando o uso dos terrenos, exclusivamente.

Eu seria leviano se deixasse de atribuir parte da responsabilidade aos especuladores do mercado imobiliário riobonitense, tendo em vista que estão esmagando o trabalhador assalariado, com os aluguéis muito além da capacidade financeira da localidade.

Por fim, se o fantasma do desemprego não for combatido e repensado agora, Rio Bonito terá grande possibilidade de se tornar uma cidade fantasma no futuro, que será lembrada pela travessia entre a capital até à Região dos Lagos.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Padre Eduardo Braga.

UM FUTURO PARA NOSSOS JOVENS

“Não são poucas as vezes que, infelizmente, vemos pais e mães se consumindo em lágrimas e dores diante da triste realidade em que seus filhos se encontram. Bebidas, vícios, más companhias, sexo livre, muitas “aventuras” e pouco compromisso com o próprio futuro.

Festas, bailes, “sociais”, ou seja lá o nome mais popular do momento que estejam dando a estes verdadeiros covis em que está sendo devorada a nossa juventude. Avançam noite adentro, e só terminam quando o dia desponta, porque, afinal, as trevas não suportam a luz. E de lá saem centenas de jovens moribundos, destroçados pelo álcool e pelas drogas, com o olhar perdido e o coração absolutamente vazio. E o absoluto vazio que descobrem dentro de si talvez seja o que mais lhes assusta, e, por isso, vão se afundando cada vez mais nesta vida mundana querendo preencher um espaço que jamais será preenchido com estes contra valores.

O Papa Francisco dizia esta semana que a família é a resposta para o mundo de amanhã. Se há, e eu creio firmemente que há, uma chance da juventude ser salva, a chave está na família. Que as famílias sejam sinais e canais de amor para os seus filhos! Mas de um amor exigente, que imponha limites a eles enquanto ainda há tempo! Não é normal um filho desrespeitar um pai ou uma mãe, não é normal um filho dormir fora sem você saber onde ele está, não é normal um filho chegar “meio bêbado” em casa, como se isso fosse possível! Muitas das batalhas que pais e filhos enfrentam hoje são fruto de uma educação permissiva demais, que não conseguia enxergar que alguns dos pequenos erros e transgressões da infância e adolescência se transformariam em uma montanha de problemas no futuro. Mesmo que você possa, não os cubram de presentes, mas faça com que eles saibam o valor que as coisas têm, e o quanto se precisa trabalhar para conquistar algo. Não os deixe acreditar que o ter é mais importante que o ser. Este é o amor exigente que pode decidir entre a vida ou a morte do seu filho, entre a sua salvação ou perdição. Este é o verdadeiro amor que faz o bem, não importando se naquele momento parece um mal. Este é o verdadeiro amor que faz os pais sacrificarem seus “minutos de sossego” para perder tempo e energias dando disciplina e limites aos filhos.

Há esperança para a juventude! Na contrapartida desta realidade triste de uma juventude doente, existe uma juventude sarada, que está buscando a felicidade bem longe dos vícios, que está abraçando um estilo de vida saudável, alegre, simples e cheio de boas perspectivas, um futuro com Deus. Nos últimos meses, centenas de jovens católicos experimentaram esta Nova Primavera que o Espírito de Deus quer derramar sobre toda a juventude. Quantos adolescentes e jovens nossos viveram momentos intensos de encontro com Deus em retiros, acampamentos cristãos, em noites de Vigília de Oração e Louvor! Uma magnífica demonstração de fé e docilidade a Deus para dar lição em muitos adultos experientes!

E a boa nova é que há lugar para todos! Do lado onde há vida e esperança, um futuro promissor e feliz, há espaço para todos! Não estamos julgando e condenando os jovens que hoje vivem nos desertos de um mundo sem Deus, que ainda não descobriram que é possível ser feliz vivendo o cristianismo. Todos podem ser alcançados pelo amor libertador d’Aquele a quem chamamos de Pai, fazendo-os passar da morte para a vida! Deus ama a todos, e espera um pequeno passo de retorno, de desejo de conversão, para poder Se adiantar e correr ao encontro de cada filho. Era um jovem aquele filho que, depois de esbanjar tudo o que tinha, resolveu voltar para casa, porque sabia que lá teria o que jamais encontraria em lugar algum: o amor verdadeiro, o respeito, a sua dignidade.

Desejo e clamo por um verdadeiro avivamento da juventude! Que se acenda no coração de cada jovem o desejo de retornar para a Casa do Pai, encontrando nos seus lares este amor que acolhe, restaura e restitui a vida. E que assim os jovens de hoje gerem famílias santas cheias de esperança e de amor para construção de um novo amanhã!”

Padre Dudu