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LOCAUTE

Rio Bonito, 27 de maio de 2018.

O movimento veio com o anúncio imprevisível.
locauteOs caminhões pararam nas rodovias,
Porque o governo aumentou o preço do combustível
Irresponsavelmente, por onze vezes seguidas.

A sociedade entrou em desespero,
Enquanto que secaram os postos de gasolina.
O ovo e a batata valiam mais que o euro.
Os idosos lembravam dos tempos da ferrovia.

Os caminhoneiros bloquearam as saídas das refinarias.
Os aviões continuaram nos aeroportos.
As pessoas propagaram o medo e as falsas notícias,
Enquanto que os sindicatos faziam seus acordos.

O Presidente da República ficou calado
Mesmo fazendo de conta que era algo banal.
O governo não pode abrir mão dos impostos elevados,
Tendo em vista que a festa já contava com o cupom fiscal.

O Ministro tem a convicção de que é locaute.
A imprensa chama a greve de chantagem.
A sociedade brasileira está à própria sorte,
Enquanto que os políticos só querem sacanagem.

O petróleo é nosso, mas já foi fatiado.
A gasolina teve o preço majorado.
O povo paga pelos erros de terceiros,
Enquanto aumenta a fila dos desempregados.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior : .

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No Brasil, o dinheiro jorra como água ou dá em árvore como folha e fruto

Eles trabalham nas empresas dos mais variados nichos no mercado, desde do ramo da exportação, conectando as pessoas jurídicas com os paraísos fiscais, até alcançarem a profundidade das licitações no poder público, constituindo uma rede de conexão corporativa e política, que constroem impérios e feudos da corrupção. Também mantém o status e ostentam o padrão de riqueza, que contradiz a lógica matemática, financeira e tributária brasileira, com carros importados, apartamentos e casas de praia nas áreas mais badaladas e caras do Estado do Rio de Janeiro, porque o dinheiro não brota no chão como água ou dá em árvore como folha ou fruto, salvo, se você for amigo confiável do político, que o transformará em laranja, para ter acesso ao dinheiro público e destruir o futuro do Brasil, do Estado do Rio de Janeiro e dos municípios, desviando o dinheiro das pastas da educação, saúde e desenvolvimento urbano.

Normalmente, as pessoas ligadas a esse tipo de conexão maligna indagam que não precisam mais se expor ou trabalhar, porque estão bem financeiramente, mas que farão para ajudar sua cidade, o Estado e o Brasil. Todavia, elas não abrem mão dos seus salários, do tráfico de influência e de todas as alegorias que envolvem o poder, porque, na realidade e contrariando o discurso original, o negócio da família precisa de todo o aparato para continuar existindo e ganhando dinheiro, de forma direta ou indireta, ora sugando tudo, ora lavando dinheiro ou captando percentuais de participação.

A corrupção é tão profunda no Brasil, que o presidente da república, Michel Temer, do PMDB, liberou R$12 bilhões em verbas, em 2017, para a base aliada ao governo, para continuar no poder e deixar os processos paralisados, pelo menos, enquanto ele estiver na presidência. Na prática, o governo federal foi liberando verbas, em sua maioria para projetos antigos e engavetados, estabelecendo, na maioria das vezes, quem os executaria. No caso de Rio Bonito, temos o exemplo da ciclovia superfaturada, cuja obra está paralisada.

É latente atentarmos para o fato de que o problema do Brasil não está somente na política, mas na classe empresarial e na elite que estão acostumados a ganhar dinheiro com o dinheiro público, através das licitações e dos empréstimos junto ao BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, tirando o problema de Brasília e dos palácios governamentais estaduais, trazendo-lhe para a sociedade, podendo ser uma pessoa comum, íntima, familiar ou conhecida no contexto.

Por fim, como já dizia Honore de Balzac: “Por trás de uma grande fortuna existe um crime”. Era difícil ver um milionário na imprensa internacional até a década de 1990, porque eles eram poucos, enquanto que se dedicavam à difícil arte de se perpetuar o capital, através dos investimentos. Foi por volta de 2003, que a moda das celebridades milionárias e bilionárias pegou na mídia global, com suas fusões corporativas, encantando o mundo com suas bolhas e ilusões. Mesmo assim, era comum a fortuna oriunda do acúmulo das heranças entre gerações. Todavia, o Brasil da atualidade está marcado pelo surgimento das grandes fortunas da noite para o dia, com pouco ou nenhum trabalho. Simplesmente, os amigos dos políticos se tornaram ricos e circulam entre os poderes da federação e os estrangeiros, sem dó, remorso ou arrependimento pelo mal que ainda causam à nação brasileira.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Com o aumento da gasolina, o governo Temer intensificou o desemprego e a crise econômica

O aumento no preço do litro da gasolina para o valor de R$4,19, provoca um efeito em cascata para todos os setores, tendo em vista que há uma relação diretamente proporcional no frete e em toda logística do transporte nacional, que é focalizado nas rodovias. Dessa forma, o fabricante, os distribuidores e os vendedores incorporam os encargos na venda, transferindo a sobrecarga tributária repetidas vezes, até o produto chegar às mãos do consumidor. Assim, a unidade da latinha do refrigerante, que custa aproximadamente R$1,59 no atacado, salta para o preço final entre R$4,50, podendo chegar aos R$7,00 para o consumidor nas lanchonetes e restaurantes. Todavia, se calcularmos a carga tributária e o seu impacto no aumento dos combustíveis, o consumidor ficará assustado, porque ele descobrirá que o Estado consome direta e indiretamente 42,7% de tudo que é produzido e conquistado com o suor do seu trabalho, sem dar qualquer contrapartida no mundo real, salvo os conchavos, os apadrinhamentos e a cooperação financeira entre os políticos.

Como o agronegócio tem sua logística concentrada no transporte ferroviário, os maiores prejudicados serão os setores da indústria e do comércio, que estão concentrados na região sudeste, que são muito dependentes do transporte rodoviário para a distribuição e a revenda no restante do país. Em suma, o valor do atacado e do varejo aumentarão, enquanto que as empresas terão que fazer cortes para compensar o fluxo de caixa e o lucro, restando a única opção mais viável, que é a demissão, o que aumentará o desemprego e os gastos do governo com a seguridade social, além de ter impacto direto no comportamento do mercado consumidor, que há conta com 68 milhões de inadimplentes em 2017, conforme o CERASA e SPC.

A política econômica brasileira está fechando vagas de emprego, quando deveria abrir mais, focalizando o incentivo do consumo e a tributação por demanda. Mas, o governo focaliza a liquidação da economia nacional, aplicando altas taxas de juros para atrair o investidor estrangeiro, fechando as portas para as portas para as empresas nacionais. Isso é tangível para os cariocas, quando andam pelo centro do Rio de Janeiro e se deparam com as lojas e as salas comerciais fechadas. Entretanto, nada disso faz diferença para as metas do Banco do Central e do Ministério da Fazenda, que precisam fazer a política econômica para manterem a elite na ponta da pirâmide, no meio de uma crise política na Presidência da República, que está custando R$15 bilhões aos contribuintes. No final, as ações na bolsa de valores e os papéis do tesouro nacional valem mais do que sua própria nação.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Preocupados com a reforma da previdência, os brasileiros perderão seus direitos trabalhistas com a aprovação da terceirização no Congresso

terceirizacaoMeu caro leitor, eu ainda consigo me surpreender com a reação da opinião pública brasileira, embora o mecanismo de resposta esteja seguindo o planejamento adotado pelas forças econômicas e políticas, que evidenciam um tema polêmico, tipo a reforma da previdência, para liberar a terceirização de todas as atividades-fim dentro do Congresso Nacional, passando por cima das garantias trabalhistas, através de um caminho constitucional paralelo. Assim, por exemplo, uma escola poderá terceirizar a prestação dos serviços dos professores, das merendeiras, dos supervisores, colaboradores da limpeza e dos serviços gerais, dando margem legal para a anulação do 13º salário, FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e férias, uma vez que as pessoas jurídicas não possuem as garantias trabalhistas das pessoas físicas.

Após 06 anos da investidura fracassada dos barões da indústria e do comércio paulistano e carioca pela terceirização no governo Dilma Rousseff, os empresários materializaram seus planos, através do governo do presidente Michel Temer, que não recebeu um único voto através da democracia, pagando sua parte na contrapartida da manutenção do político do PMDB no cargo, quando o Brasil deveria ter ingressado numa nova Eleição Presidencial, após o impeachment de julho de 2016.

Enquanto a imprensa te mantém focalizado nos possíveis 40 anos de contribuição e na aposentadoria pós-morte, a privatização da CEDAE foi aprovada na ALERJ, a Presidência da República focalizará a reforma previdenciária no âmbito privado e nos servidores públicos federais, deixando os Estados e Municípios encarregados das suas reformas no momento oportuno. Mas, a pior parte é saber que o governo cortará na carne do trabalhador, deixando de recolher R$417 bilhões das empresas, que não recolheram ou fizeram o recolhimento da forma errada, com o Bradesco na liderança, com seus R$700 milhões em dívidas junto ao INSS (Instituto Nacional da Seguridade Social).

Por fim, a propaganda do PMDB já está no ar, justificando cada ato calculado como necessário para o futuro da sociedade e do mercado nacional, quando uma minoria, composta por executivos, banqueiros e políticos, se beneficiará com lucros majorados, ao custo do tempo de vida dos trabalhadores brasileiros, que se mobilizam pelas causas certas nos momentos errados, porque um grupo de consultores em marketing e estratégia econômica decidiram as portas fechadas dentro do Palácio do Planalto.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Reis se aproxima do Marcos Abrahão para medir força com Mandiocão

Não me assustei ou fiquei surpreso com a manutenção do vereador Reginaldo Ferreira Dutra, do PMDB, na Presidência da Câmara Municipal de Rio Bonito pelo 3º biênio consecutivo, tendo em vista sua articulação dentro do governo Solange Pereira de Almeida, flutuando por várias secretarias, e a obtenção dos 2000 votos nas urnas nas Eleições 2016, sendo o vereador mais votado em Rio Bonito.

Não fui surpreendido com o apoio que o Reis recebeu por parte dos vereadores novatos, que ingressaram no seu primeiro mandato, uma vez que a gravidade dos grupos políticos e dos interesses investidos neles, por parte dos seus respectivos patrocinadores, convergiam para a manutenção do sistema, que é contraditório, diante da predominância da palavra MUDANÇA nos discursos, mas mantendo as coisas nos seus respectivos lugares: – O pobre implorando por emprego, porque o mercado está saturado, deixando de absorver a juventude e as pessoas com mais de 50 anos de idade. Como já dizia o jornalista Flávio Azevedo: – Tudo isso já era esperado.

Todavia, devo admitir que estou surpreso com a aproximação declarada do Presidente da Câmara Municipal, Reginaldo Ferreira Dutra, do deputado estadual, Marcos Abrahão. Na verdade, era para ambos estarem trabalhando juntos desde o primeiro mandato do deputado, prospectando verbas, investimentos sociais, anistias e incentivos para beneficiar o desenvolvimento social, político e econômico de Rio Bonito. Entretanto, foi construído um muro imaginário nos Poderes Executivo e Legislativo na esfera municipal, que deixaram o Marcos Abrahão isolado na ALERJ e com pouca inteiração institucional local. Ao que tudo indica, o afastamento da Solange do circuito político deu maior liberdade ao deputado estadual Paulo Melo e aos vereadores para optarem por uma terceira opção, aproximando o Poder Legislativo Municipal da ALERJ.

Os movimentos no tabuleiro de xadrez do poder indicam que o prefeito José Luiz Alves Antunes (Mandiocão) terá as dificuldades maximizadas por parte da Câmara Municipal, que está refletindo a mágoa gerada pela liminar que anulou os efeitos da sessão, que reprovou as contas do ex-prefeito, legitimando sua posse e a permanência no cargo por parte do TRE-RJ e do TSE. Todavia, os políticos deveriam avaliar suas estratégias, uma vez que, provavelmente, o Reis não seria reeleito vereador, caso o escândalo do concurso público de Rio Bonito tivesse acontecido antes das eleições. Por outro lado, mesmo que Mandiocão sofresse o impeachment ou fosse cassado antes do período de 02 anos, Rio Bonito iria para uma nova eleição, que resultaria na manutenção do candidato da situação, tendo em vista o controle da máquina pública e o apoio do 1º Distrito. Entretanto, não poderíamos desconsiderar a síndrome do vice Michel Temer, que assumiu o comando da nação com o impeachment da Dilma Rousseff, antes dos 24 meses, abrindo precedentes para prefeitos e governadores no futuro.

Por fim, espero que a democracia seja cumprida, desejando que o deputado Marcos Abrahão aproveite a oportunidade para aumentar sua aprovação perante à opinião pública riobonitense, caso ainda insista concorrer ao cargo de prefeito no futuro. Também espero que os vereadores novatos compreendam a profundidade da crise ética e econômica que nos encontramos, enquanto que a cidade de Rio Bonito deverá sempre estar acima das vaidades e dos desejos pessoais, pois, atrapalhar o governo do Mandiocão nesse momento, sem fundamento, seria o mesmo que sabotar os riobonitenses.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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PMDB maximizou a crise no Estado do Rio de Janeiro para forçar a volta da CPMF e privatizar tudo

Ainda no governo do ex-governador, Sérgio Cabral, o PMDB constituiu o superfundo, utilizando os ativos do RIOPREVIDÊNCIA, vislumbrando aumentar os ganhos, aplicando o mecanismo na bolsa de Nova Iorque, EUA. A única coisa que eles não esperavam era o óbvio, que se resumiria na saída dos dois maiores consumidores do petróleo do mercado mundial, EUA e China, causando o maior desequilíbrio energético-financeiro desde 1974, levando os gigantes petrolíferos ao prejuízo. Tudo aconteceu com o anúncio em 2009 e a materialização da logística no final de 2014. Simplesmente, os americanos e os chineses se especializaram no óleo de xisto e na busca das novas fontes de energia, cujos mecanismos vão desde a energia nuclear até à solar. Mas, o que o Estado do Rio de Janeiro tem com tudo isso? – Bem, o Estado do Rio de Janeiro se tornou economicamente dependente da política do petróleo, entrando no fenômeno chamado de “Mal Holandês”. Com a crise do petróleo na atualidade, os royalties despencaram, enquanto os irresponsáveis do PMDB condicionaram o superfundo e os riscos dos investimentos aos royalties do petróleo, comprometendo a imagem do Brasil no exterior, tendo em vista que os investimentos saíram dos lucros para os prejuízos, levando as bandeiras das principais seguradoras internacionais a demandarem com os cariocas, que, no silêncio de vários meses, realizaram as manobras com o próprio fundo previdenciário, procedendo o pagamento das dívidas no exterior, mas deixando um rombo bilionário para os servidores ativos e inativos.

Não satisfeito, o recém-eleito governador Pezão se aproximou da presidente Dilma Rousseff, apresentando a proposta do retorno da CPMF, com a alíquota dobrada, sendo 50% da porção para a União e os outros 50% para os Estados. Assim, o Estado do Rio de Janeiro triplicaria sua arrecadação, sem movimentar um único parafuso, somando o imposto e o fim da crise do petróleo. O problema é que o povo brasileiro não aprovaria naquele momento a criação de mais impostos, diante dos altos índices do desemprego. Em suma, os políticos precisavam construir uma crise generalizada, que levaria a sociedade brasileira às ruas para sensibilizar o Congresso Nacional, para que o mesmo votasse extraordinariamente o retorno da CPMF, com a alíquota dobrada. Mas, para tanto, seria necessário cortar a manutenção da saúde e da segurança pública, expondo o cidadão à situação de risco, além de colocar o povo na rua para fazer pressão diante da mídia nacional e internacional. Assim, eles precisariam de doze meses para articularem todas as peças do tabuleiro de xadrez.

Em março de 2016, o governo do Estado do Rio de Janeiro alterou a fórmula com gastos com pessoal, incorporando os apadrinhados, contratados e tudo mais no pacote, transformando a soma de todos em servidores públicos. Assim, a folha de pagamento anual dos servidores públicos saltou dos R$13 bilhões para R$20 bilhões, aparecendo 12.000 novos funcionários na conta do pessoal, quando sua colocação era em outra distinta para os Tribunais de Conta do Estado do Rio de Janeiro e da União. Em suma, na tentativa em justificar a crise financeira, o atual governo acabou denunciando o fato de que o Estado está mantendo R$7 bilhões de cabides de emprego diretos e indiretos entre as autarquias e fundações, que deveriam ser os primeiros cortes, cuja solução é a indução à privatização, mesmo contrariando os R$138 bilhões de isenções e incentivos fiscais concedidos nos últimos 06 anos.

Por fim, as categorias dos servidores públicos já se uniram e chamaram a atenção da mídia. Agora, só falta aparecer alguém em Brasília com a brilhante ideia de resolver tudo nos Estados Federativos com a volta da CPMF, com o apoio popular diante do caos generalizado, transformando a sociedade e os servidores públicos em peças descartáveis no jogo do poder. Mas, antes de mais nada, os Estados do Rio Grande do Sul e Minas Gerais precisarão sofrer as mesmas mobilizações, para que a crise pareça generalizada, com sua radiação afetando o Estado de São Paulo na política.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Querem fazer a mudança e a renovação, mantendo as mesmas pessoas no poder

Inauguração da malha asfáltica no Green Valley, em 2014.

Inauguração da malha asfáltica no Green Valley, em 2014.

Infelizmente, essa resenha não seguirá a onda do momento na imprensa, que é o Eduardo Cunha. Todavia, os biólogos e os biomédicos compreenderão com muita facilidade a memória viral que sustentará todo o contexto. Para àqueles que não sabem, o sistema imunológico humano registra as infecções em sua memória genética, mantendo um padrão de resposta. É justamente com base neste modelo científico que a vacina é aplicada, de forma preventiva.

Desde 2013, construíram e estão vendendo uma imagem em cima do atual candidato do PMDB à prefeitura de Rio Bonito, que eu mesmo consumi e acabei propagando há poucos meses atrás, em relação a sua desvinculação da prefeita Solange Pereira de Almeida. Mas, a foto principal desta resenha é o registro histórico e da memória genética do PMDB, que apresentarei à opinião pública.

A ideia que venderam era que a Solange estava em conflito com o Marquinho Luanda, que se intensificou na campanha para deputado federal em 2014, quando a prefeita optou em apoiar o Eduardo Cunha. Já nos bastidores da política, os mais próximos alegam que a prefeita queria apoiar o Tiãozinho, ex-secretário municipal de desenvolvimento econômico, para prefeito, que faria parceria com Murilinho, atual secretário municipal de meio ambiente, para vice. Entretanto, há algo que não está encaixando no raciocínio lógico, tendo em vista que o Tiãozinho não tinha sido o vice de Solange em 2012, justamente pelo fato da presidência do diretório municipal do PDT não ter autorizado, enquanto que o diretório estadual manteve a decisão. O mandato começou e Tiãozinho continuou na inércia de 2012. Por outro lado, era comum ver os vereadores Marquinho Luanda e Dilon nas fotografias com a Solange nos eventos do governo, até as eleições de 2014.

Hasteamento das bandeiras em 07/05/2015.

Hasteamento das bandeiras em 07/05/2015.

Em 2014, já durante a eleição para deputado federal, o vereador Marquinho Luanda levantou a suposta bandeira da oposição ao governo dentro da Câmara, enquanto que a Solange ainda pretendia investir na reeleição, até o primeiro processo alcançar a condenação no segundo grau da jurisdição, tornando-a inelegível pela Lei da Ficha Limpa. E assim, o Marquinho Luanda continuou exercendo o papel da oposição, mas junto à prefeita no hasteamento da bandeira no dia 07/05/15, quando a cidade não teve festa, além de aparecer na mídia na maioria dos eventos públicos.

Causa-me estranheza o fato do vereador Reis, do PMDB, atual presidente da Câmara Municipal, investido no cargo desde 2013, apoiar o Marquinho Luanda, porque a lógica do poder manda isolar a oposição. Mas, no caso deles, a parceria rendeu a candidatura ao cargo de prefeito, cuja construção já estava evidente em 2015, quando os vereadores, em exercício, migraram para os partidos menores, vislumbrando a posição alfa dentro das coligações. Todavia, Marquinho Luanda ficou no PMDB com o Reis, quando a lógica eleitoral já indicava que somente um se elegeria. Logo, naquele momento, todo o cenário já estava construído, enquanto que precisava do tempo para ser materializado.

Na construção da imagem de uma suposta oposição política que o desvincularia da prefeita Solange, Marquinho Luanda cometeu dois erros graves, quando apareceu no palanque com a velha guarda do grupo, utilizando a palavra RENOVAÇÃO. Mas, a cereja do bolo está no fato que a maioria ainda não parou para analisar: – O atual candidato a prefeito foi um dos vereadores que votaram pela manutenção da reprovação das constas do ex-prefeito Mandiocão, sendo a pessoa que, tecnicamente, mais se beneficiaria com o ato. A questão é: – Foi tudo calculado, ou o destino se dedicou em colocar todas as peças nos lugares exatos para que estivéssemos analisando todo o contexto no momento? – Esse julgamento caberá à opinião pública nas urnas.

Por fim, quando o Marquinho Luanda se analisa, ele se vê no PMDB do Aires Abdalla, quando, na realidade, ele está no PMDB do Michel Temer, do Eduardo Cunha, da Solange e do Reis. Logo, os votos dedicados ao candidato a deputado federal, em 2014, foram computados para legenda, alimentando a rede de forma direta e indireta, construindo a fábrica de deputados, que a prefeita não conseguiria agregar votos diretamente ao Eduardo Cunha, tratando-se de Rio Bonito.

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Marcos Abrahão cresce em 2016, tendo a Lei da Ficha Limpa como maior aliado

A Convenção do lançamento da candidatura do deputado estadual, Marcos Abrahão, do PT do B, ao cargo de prefeito, a qual se realizou no dia 04/08/2016 (quinta-feira), já dá ao candidato, independentemente da vitória ao pleito, grande admiração e respeito por parte dos analistas e dos articuladores políticos, tendo em vista que o evento contou com a presença das lideranças de quase todos os setores da sociedade riobonitense, enquanto que era nítida a presença diversificada dos membros dos outros dois principais grupos políticos, que estão com seus respectivos avatares, Solange Pereira de Almeida e José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), impedidos, em função da inelegibilidade fundamentada na Lei Complementar nº 135/2010, chamada de Lei da Ficha Limpa.

Com o posicionamento do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) em declarar inelegível o atual presidente interino da república, Michel Temer, do PMDB, a justiça eleitoral já está deixando bem claro à opinião pública que aplicará o mesmo padrão nos candidatos inscritos na lista dos inelegíveis, o que afastará o Mandiocão das liminares, cuja tese se manterá diante da atuação jurídica das coligações e dos setores da sociedade, que clamam pela transparência e ética na política. Assim, dois sistemas solares se dissolverão em 2016, enquanto que os grupos políticos não estão obtendo êxito na tentativa de manter a unidade de antes, perdendo seus articuladores e estrategistas, com seus recursos e contatos.

Enquanto Mandiocão tenta sustentar a ilusão da sua pré-candidatura e o Marquinho Luanda procura estancar a evasão do exército eleitoral do seu grupo político, mesmo com a máquina na mão, Marcos Abrahão deixou bem claro, ao subir no palanque, que não gastará energia em críticas aos oponentes, porque seu foco é a eleição e a administração do nosso Município, baseados nos princípios da mudança na mentalidade e da renovação política, vislumbrando a transparência e a participação popular.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Com Rodrigo Maia, os Democratas retornaram ao centro do poder

A noite do dia 13/07/2016 (quarta-feira), foi marcada por uma eleição épica e literalmente extraordinária na Câmara dos Deputados, em Brasília. Depois dos trâmites de praxe, o PT e o PMDB  demonstraram que lhes faltam estratégia e articulação na política, mesmo com o poder, quase que absolutista, e o controle do tesouro nacional em suas mãos, uma vez que o novo presidente da casa legislativa é o deputado federal, ROGRIGO MAIA, do DEM (Democratas), que recebeu 285 votos contra os 185 de Rosso, cujo histórico está diretamente ligado à linha gestora e estratégica do seu pai e ex-prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, César Maia.

A Eleição para a Presidência da Câmara dos Deputados deixou bem claro à sociedade que a direita e a esquerda brasileira tiveram suas principais siglas partidárias desgastadas, em função dos escândalos e das condutas técnicas e pessoais das suas lideranças, abrindo espaço aos partidos políticos que se posicionaram de forma neutra ou que se manifestaram diante do caos gestor, ético, político e administrativo do cotidiano. Assim, inacreditavelmente, o DEM, antigo PFL (Partido da Frente Liberal), ressurgiu das cinzas, assumindo a posição mais estratégica na política nacional, trazendo o cenário político da década noventa, que foi marcado pelo triângulo amoroso entre o PFL, PSDB e o PMDB.

Pessoalmente, acho que a democracia foi restabelecida na Câmara dos Deputados, tendo em vista a vitória do Rodrigo Maia, cujo perfil político e ideológico demonstra pouca simpatia à esquerda brasileira, que o alinhará diretamente com o discurso dos cariocas e paulistanos. Em suma, independentemente da volta da Dilma Rousseff ou da manutenção do Michel Temer na Presidência da República, a Câmara dos Deputados pegará pesado nos projetos sociais e nas questões orçamentárias, enquanto que o PMDB terá que negociar parte dos seus cargos comissionados, ministérios e secretarias com os partidos menores, vislumbrando o equilíbrio e a manutenção da sua pseudo-supremacia, uma vez que, ironicamente, o PMDB deu o tiro no próprio pé, quando sabotou o PT para ampliar seu poder, tendo em vista que os partidos do centro só conseguem se manter no domínio, quando há um hospedeiro para sustentá-lo. Logo, só resta saber se o DEM se alinhará com a maioria dos partidos pequenos, vislumbrando a independência, ou se permitirá ser infectado pelo PMDB, ao ponto de se tornar mais um hospedeiro histórico, que será abandonado no momento oportuno.

Historicamente, é muito difícil a manutenção, a longo prazo, da aliança entre o PSDB e o PMDB por causa das vaidades, o que dará ao DEM a oportunidade de reassumir a posição parlamentar de outros tempos áureos, fazendo a conexão entre os dois principais partidos políticos representantes da direita.

Por fim, talvez o Rodrigo Maia consiga fazer mais pelo Estado do Rio de Janeiro do que seu antecessor, que teve todas as janelas disponíveis para entrar para história, mas fez questão de manter a política do mais do mesmo, como uma criança narcisista se admirando no espelho.

Por Nadelson Cosa Nogueira Junior

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A Magia do Impeachment e as expectativas na economia

Conforme a ritualística legislativa, o impeachment deve ser recebido, com a sessão aberta, passar pela eleição no plenário, com maioria de 2/3 (dois terços) da Câmara dos Deputados. Após a eleição, o expediente deve ser encaminhado ao Senado para ser votado. Caso aprovado, nesta etapa, o presidente é afastado pelo prazo de 180 dias ou 06 meses, enquanto que o expediente será supervisionado pelo Excelentíssimo Presidente do Supremo Tribunal Federal. Em suma, o impeachment só pode tramitar sob a tese da prática do crime de responsabilidade, enquanto que será justamente essa a matéria analisada e julgada deste momento histórico adiante.

Conforme as estatísticas apresentadas pela imprensa, dos 513 deputados federais, 58,09% respondem processos na justiça, enquanto que, no Senado Federal, 60% dos 81 senadores se encontram na mesma situação.

Com a taxa de juros do cheque especial na casa dos 12,75% ao mês e 333% ao ano e a classe média endividada, os economistas mais otimistas esperam que o dólar retorne aos R$2,75, com o afastamento da Presidente Dilma Rousseff e a entrada do Presidente em Exercício, Michel Temer. Tudo num passe de mágica, mesmo com o barril de petróleo na casa dos US$48,00, e com a Petrobrás com 68% do valor de mercado comprometido, com as ações desvalorizando na Bolsa de Valores. Há uma contradição entre o idealizado no discurso político e a prática econômica nacional e internacional, enquanto que a gasolina teria que retroagir aos R$2,90.

Para intensificar o desafio econômico, as empreiteiras envolvidas nos escândalos estão proibidas de negociarem com o governo pelos próximos dois anos. Assim, só existem duas opções para o mercado interno: 01 – Anistiar as empreiteiras para que os trabalhos continuem em execução; ou 02 – Criarem mecanismos legais e constitucionais que possibilitem o remanejo das pessoas jurídicas penalizadas para outras, recém constituídas.

O governo Michel Temer terá que injetar dinheiro no mercado, para que o mesmo possa girar e movimentar a sociedade brasileira como antes da crise. Para tal, ele terá que movimentar o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica. Todavia, há outro desafio, que seria o dinheiro para o financiamento. Todavia, eles já pensaram em tudo e fizeram a fusão do Ministério da Fazenda com o da Previdência Social. A lógica indica que o tesouro nacional fará novos movimentos com o dinheiro dos aposentados, como já vem acontecendo há bastante tempo em alguns Estados da Federação. Com tal fusão, o céu será o limite para realizar o ilusionismo.

No mais, vem aquela pergunta que poucos fizeram até agora: – Qual foi o crime de responsabilidade cometido por Dilma Rousseff? – No final, não importará mais, desde que o novo governo baixe o índice do desemprego, o dólar volte aos R$2,75, a gasolina retorne aos R$2,90 e os juros do cheque especial se estabilize abaixo dos 8% ao mês.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior