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Prisão do deputado Marcos Abrahão já afetou a eleição municipal de 2020, em Rio Bonito

No último dia 08/11/18, quinta-feira, a polícia federal colocou em execução, em conjunto com a Receita Federal e o Ministério Público Federal, a Operação Furna da Onça, prendendo temporariamente, dez deputados da ALERJ, entre eles, o Marcos Abrahão, cujo nome foi citado na delação do Carlos Miranda, que foi o operador do ex-governador Sérgio Cabral. Conforme Carlos Miranda, o deputado Marcos Abrahão recebeu R$80.000,00 mensalmente, do início de 2011 até 2014, para aprovar os pacotes do governo.

Conforme a mídia, houve chuva de dinheiro da janela da casa do deputado em Rio Bonito, enquanto que as equipes conjuntas localizaram o material, recolheram e o levaram como prova. Em suma, tirando a investigação e a delação do Carlos Miranda, a situação do dinheiro no momento da operação foi a cereja do bolo para fechar o caixão com chave de ouro, uma vez que somente esse fato desdobrará outras fases e, possivelmente, novas operações, diminuindo o peso da dúvida da opinião pública antes mesmo do julgamento formalizado.

Com base nas informações da delação, só para o deputado riobonitense foram computados aproximadamente R$3.840.000,00, que foram retirados da segurança, saúde e educação pública, isso, sem contar com os salários atrasados dos servidores e o Estado de Calamidade Financeira que assola o Estado do Rio de Janeiro desde o seu decreto em 17/06/2016.

Por fim, se a eleição geral de 2018 fosse hoje, o Marcos Abrahão, do AVANTE, que só se reelegeu para o quinto mandato na ALERJ por conta da fórmula da legenda, por uma pequena margem decimal, não obteria êxito. Todavia, independentemente dos desdobramentos judiciais e do resultado das investigações, o deputado estadual riobonitense dificilmente realizará o sonho de ser o prefeito do município de Rio Bonito, porque “Roma perdoa, mas não esquece jamais.” Também, não vejo a viabilidade para que o deputado faça o sucessor para indicar e controlar seu grupo político no Poder Executivo Municipal. Dessa forma, a prisão afetou a eleição municipal de 2020, deixando um dos três principais grupos políticos da localidade sem liderança e coesão, enquanto que a sociedade ainda aguarda o desfecho do destino político do Mandiocão de um lado, assistindo a Solange Pereira de Almeida pedindo apoio político do outro, mesmo impedida por força da sentença condenatória, que transitou em julgado no Superior Tribunal de Justiça.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior : .

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Sérgio Moro intensificou a Operação Lava Jatos a partir de um Land Rover

Ao assistir a palestra que o juiz federal, Sérgio Moro, ministrou na Universidade de Chicago, nos EUA, me veio a certeza de que, quando há o interesse da máquina judiciária e do fiscal da ordem pública, as operações policiais e periciais, bem como as auditorias ganham força, corpo, substância e substrato, criando desdobramentos diante dos novos fatos, das denúncias e do contexto probatório por si.

A maioria da nação brasileira não faz a menor ideia de como começou a Operação Lava Jatos, mas o magistrado apresentou a primeira peça do quebra-cabeça que promete alcançar desdobramentos nos crimes de fraude, enriquecimento ilícito, abuso de autoridade, abuso do poder econômico, evasão das divisas, criação de várias empresas laranjas, peculato, perjúrio, corrupção ativa e passiva, entre outros, cujos conteúdos comprometem desde o Palácio do Planalto, chegando as esferas dos Estados, crescendo com um câncer dentro dos palácios governamentais e nas Assembleias Legislativas, demonstrando que a máquina pública está doente, entrando no estágio terminal da ética e da moralidade. E pensar que todo o contexto se originou do desdobramento da conduta financeira e individual de um único ex-diretor da PETROBRÁS S/A, que tinha comprado, na época, um Land Rover, que, para o Ministério Público Federal não correspondia à capacidade econômica e financeira do investigado. No final, a história concluirá que as grandes corporações, as construtoras, os bancos, os executivos e os políticos ligados ao esquema da Operação Lava Jatos foram expostas à justiça, por causa de um Land Rover, que provocou o desdobramento mais profundo dentro da polícia federal.

Saindo da esfera da Operação Lava Jatso, me pergunto agora o que está acontecendo de errado em Rio Bonito, no Estado do Rio de Janeiro e no Brasil, tendo em vista que é um padrão o crescimento patrimonial dos políticos, dos vereadores aos senadores, enquanto que, com raríssimas exceções, o padrão do crescimento patrimonial é de 200% a 1200% por mandato, me vem a certeza de que, caso o juiz Sérgio Moro, a Procuradoria Geral da República e o Ministério Público realizassem a auditoria através do imposto de renda dos nossos representantes, poucos ficariam em pé e intactos. Logo, se o Land Rover do ex-diretor da PETROBRÁS causou tanto estrago, imaginem como ficariam as coisas, casos analisassem as casas de praia na região dos lagos, o número dos imóveis comprados ao longo do mandato, bem como o upgrade dos carros.

Por fim, o juiz Sérgio Moro se tornou um herói e um exemplo para a sociedade, porque ele seguiu em frente e executou seu trabalho, independentemente dos achismos e das ideologias políticas, tornando-se uma referência à magistratura estatual, federal e internacional. Assim, a Operação Lava Jato está reconstruindo o caminho do crime do colarinho branco, levando os agentes para o banco dos réus, enquanto que novas operações devem surgir nos Estados e nos Municípios, objetivando limpar a administração pública de um lado, além de restituir os valores furtados dos cofres públicos, do outro.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior