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despedida

A Hora da Partida

O momento da partida sempre é difícil para quem fica e para quem parte, porque, por mais que a sociedade se sustente no individualismo como a unidade mínima, sempre ficarão os fragmentos das impressões e das experiências de uma pessoa para outra.

Somos viajantes do tempo e das emoções, transferindo a bagagem continuamente com o próximo. Ora temos a sobrecarga do peso, ora não temos peso algum. E assim, vamos compensando uns com outros e vice-versa, numa solidariedade que se prende ao afeto e à afinidade, porque, no final, aquilo que parece ser o sacrífico ou um castigo, pode ser a oportunidade do ajuste e da aproximação.

Ninguém disse que a partida seria fácil, mas temos que ir, sem data, local e hora anunciados pelo além. Logo, é importante praticar a justiça, o respeito, o arrependimento e o perdão, devendo lembrar que a vida precisa ser sincera e plena, porque o corpo possui prazo de validade e, ao contrário do espírito, sua essência é mortal.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior : .

Rio Bonito, 14 de julho de 2018.

 

Diplomacia-mundial

A diplomacia de dois mundos

Abri as portas da minha casa aos sábios e conhecedores da arte da diplomacia. Eles trabalham muito e são pouco notados pela vizinhança. Na maioria das vezes, são imperceptíveis pelos materialistas.

Eles passam pelo portão e pelos portais da casa, acariciando o mezuzá.

Em nossas conversas diárias, falamos sobre o mundo e as possíveis soluções para a humanidade. Uma vez ou outra, alguns dos visitantes só pedem um copo de água.

Literalmente, estamos conectados em outra vibe e frequência.

Como a maioria deles diz: – Estamos construindo e reescrevendo a diplomacia de dois mundos.

Temos tanto para registrar. Temos tanto para fazer. Mas, o tempo é pouco, porque sou mortal, enquanto as janelas do espaço-tempo se fecham.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior