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DEZ PASSOS PARA COMEÇAR O ANO EM DEUS – Por Padre Dudu

“Diariamente, somos desafiados a “dar a Deus o que é de Deus e a César o que é de César”. É um bom combate, uma luta constante na batalha da vida! Não é só a ação ou a experiência que enriquecem nosso ser. Tudo depende da qualidade dos nossos atos e experiências. Uma abundância de ações mal vividas também pode esgotar nosso ser, esvaziar nossos sonhos, roubar o sentido da vida. Não podemos viver apenas para “fazer alguma coisa”.
Como viver no início deste Novo Ano?
Começar em comunhão com Deus, Sob o olhar carinhoso da Mãe: Guardar o primado de Deus! Nos primeiros instantes de 2016, pela fé, entregamos tudo a Ele! O cristão deveria, onde estivesse, com quem estivesse, parar e rezar. No primeiro dia do ano civil, a Igreja nos faz celebrar a “Mãe de Deus”. Dia Santo de preceito. Começar com a benção da Mãe nos deve confortar! Consagrar o novo ano a Ela: Eis um bom e santo segredo!
Vivendo reconciliados: Começar o ano com ressentimentos e mágoas não é inteligente nem poderá fazer bem. Aproveite o dia internacional da paz para estar em paz com todos! Libere perdão! Comece um novo ano interiormente livre, literalmente novo.
Em Família: Em meio ao contexto da crise, não se pode esquecer que a Família é o melhor recurso do ser humano. Basta pouco para programar algo em família. Na verdade, basta querer. Não são grandes viagens; mas momentos intensos vividos juntos nestes dias onde possivelmente todos gozam de férias.
Cuidar da saúde: Bom também seria tirar uns poucos dias para os exames de rotina. Cuidar do corpo que precisará ter forças suficientes para enfrentar os desafios do novo ano;

Viver com propósitos: Um pequeno plano de vida não faz mal a ninguém. Nada de esquemas rígidos e fechados; mas alguns objetivos, virtudes e propósitos a serem alcançados devem nos motivar quando as dificuldades chegarem;

O justo descanso: Descansar é sempre necessário e salutar. Repousar ao menos dois ou três dias é uma necessidade neste tempo presente. Fazer memória de como Deus, em sua fidelidade e providência, tem me ajudado; permitir a alma descansar em Deus, entregando a Ele as preocupações;

Boas leituras, sobretudo a Escritura: O tempo das férias pode ser propício para as leituras que enriquecem e fortalecem nosso espírito. Recordo de um pedido do Papa Bento: Leiam integralmente os pequenos livros da Bíblia durante as férias!

Visite parentes e amigos: Aproveitar o tempo livre para viver a “cultura do encontro” visitando pessoas que você não vê há algum tempo é um ato salutar;
Praticar obras de misericórdia: Como bons católicos, em comunhão com o Ano Santo da Misericórdia, o exercício das obras espirituais e corporais de Misericórdia pode ser um ato concreto para nossa vivência de férias verdadeiramente cristãs;
Participe da Santa Missa em Igrejas que você ainda não conhece: Ao fazer tua programação semanal ou mensal de férias, priorize a Santa Missa dominical, e, se puder, vá a uma Comunidade Católica diferente para perceber a riqueza e a diversidade da nossa Igreja. Se estiver em um grande centro onde tenha a Catedral, visite a Porta Santa neste Ano da Misericórdia!
Que a Fé no Deus Vivo e Verdadeiro nos diga que Ele nos acompanhará todos os dias deste ano que começamos. Sustentados pela Esperança, caminhemos na certeza de que é Fiel Quem fez a Promessa! Oh não! Ele Não dorme, nem cochila! O Seu Espírito virá em socorro à nossa fraqueza! Caminhemos, ao longo deste ano, Ano da Misericórdia, certos de que a alegria de Deus é nos perdoar e fazer em nós, como em Maria, maravilhas!”

Padre Dudu

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🎄Natal em 2017🎄 Por Padre Dudu

Estamos vivos para fazer memória desta data que mudou o rumo da história: Deus nasceu! Que surpresa! 😀
Se abríssemos os corações como abrimos os presentes? 🎁🛍💕
Se apenas fôssemos homens e mulheres de boa vontade para receber a paz que o Menino trouxe? 😇
Que não falte o ingrediente essencial na ceia: O Amor! 
Que não falte o convidado principal desta Festa: Deus! 🙏
Desejo muito o principal e mais urgente de todos os indutos: Soltar a maldade que começa na mente e no coração e se derrama no julgamento sobre os outros. 👀Indulto perene aos nossos próprios algozes, criados e alimentados por nós próprios! 😍
Ah, se os presidentes e os povos chegassem ao acordo que Jerusalém, Cidade da Paz, tivesse no coração de cada pessoa a sua capital? 💒
Oxalá, Belém, Casa do Pão, fosse prolongada em cada Casa nesta noite, e que Deus pudesse novamente amar os outros através de nós…🏡
Seria Natal se voltássemos a amar! Será Natal, disse um dia Madre Teresa, sempre que sorrires ao teu irmão e lhe ofereceres a tua mão a quem sofre.👫
Será Natal se o governo atender o pedido das crianças do sertão de Pernambuco que pediram água ao Papai Noel. 🎅🏾😭
Será Natal na casa da comerciante do interior de São Paulo que atendeu ao pedido de Bruno, uma criança de 11 anos, que cuida da vó com câncer, e que pediu um pão com queijo e presunto ao Papai Noel! Obrigado Mayara! 👏👏👏
Alegria, oração e gratidão foi o que pediu o Papa Francisco para vivenciarmos de modo autêntico este Natal.🌍
Meus votos é que cada um faça a sua parte no amor, e o Divino Menino nos ajudará!
Unidos 🙏🔥

Pe. Dudu 24/12/17

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Independência e Esperança por Padre Dudu

“Hoje é um dia fundamental para nossa vida de brasileiros, dia histórico e profético. Celebrar a independência de nossa pátria é sonhar com o Povo que quis criar, amar, redimir e santificar. Não somos um povo qualquer! Caminhamos na fé e não apenas guiados pelas delações premiadas. A sabedoria do Espírito nos diz que nossa crise não é econômica, mas a ausência de amor à Deus e ao próximo!

A convocação dos nossos bispos brasileiros hoje para um dia de jejum e oração é um ato profético! O Documento de Aparecida nos ensinou que “O que nos define não são as circunstâncias dramáticas da vida, nem os desafios da sociedade ou as tarefas que devemos empreender, mas acima de tudo o amor recebido do Pai graças a Jesus Cristo pela unção do Espírito Santo” (n. 14).

Não são as conjunturas sociais que nos definirão! Quem tem fé, dizia Bento XVI, vive difrente! Levante gigante adormecido! Que se ouça do Ipiranga agora um grito de esperança! Seremos um povo heroico (como diz nosso hino) se formos uma pátria formada de homens e mulheres que não percam a esperança em Deus, nas pessoas, e portanto, no futuro. O que o Papa Francisco disse hoje na Colômbia, sirva também para nós neste dia:  “Não se deixem vencer. Mantenham a esperança e a alegria”!

Nesta mudança de época, nesta mudança do cenário sócio-político-econômico brasileiro, oremos pela mudança dos nossos corações para a mudança das nossas estruturas! Temos, como Igreja Católica um legado inegável e um ministério profético para o futuro da nação de Santa Cruz! Diante da imposição de culturas superficiais e maléficas, proclamemos a civilização do amor, proclamando o que cantamos em nossas celebrações que “a vida é bem mais do que aquilo que o mundo ensina”.

Junto à Cruz desta Santa Terra, foi encontrada também a Senhora da Esperança (imagem que os portugueses trouxeram nas caravelas que vieram para o Brasil): Maria! Somos uma Pátria que cresce debaixo de um olhar materno! Há 300 anos Deus escolheu um lugar de cura, libertação, avivamento, milagres, devoção e fé. Não existe e nem existirá no Brasil um epicentro, tão poderoso espiritualmente falando, como o lugar onde aquelas redes foram lançadas! E hoje, 7 de Setembro, no Evangelho do dia, Jesus pede que as redes sejam lançadas (Cf. Lc 5, 1-11). Eles já haviam lavado as redes e estavam desistindo da pesca. Imagem do Povo Brasileiro que está prestes a desistir…Não! Com Jesus nos espera um pesca milagrosa. Esta foi a ordem de João de Deus, São João Paulo II, para o terceiro milênio: Duc in altum! Avançem para as águas profundas! Sete é plenitude! 7 de Setembro! Que a Onipotência e a Perfeição de Deus toque a nossa Terra, abençoe nossa nação e cure a todos nós, brasileiros! Haverá um levante! Creiamos como o Papa Francisco que nos exortava no último dia nove de Agosto: “Jesus entrevê uma possibilidade de Ressureição mesmo para quem fez um monte de opções erradas na vida. Onde houver um homem e uma mulher sofrendo, Jesus vai querer sua cura, sua libertação e sua vida plena” E ainda no Angelus de nove de Julho: “Ele é o Descanso que buscamos! Quando Jesus entra na vida, chega a paz”.

Ofereço estas linhas à Ironi Spuldaro, meu filho, amigo, irmão e agora, também meu pai, que hoje me pediu que escrevesse. Você me conhece…Hoje, neste dia de jejum e oração, o Espírito está renovando também a minha esperança pela Igreja e pelo Brasil. Unidos pelo Avivamento, sempre a até o fim!”

 

PD

Festa da Independência, Ano Mariano 2017, a.D

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Baleia-Azul…Permaneça no mar. Texto de Padre Dudu

“Baleia-Azul Volte para o Mar!
​Nem o nome do jogo, nem o país de seu nascimento são uma coincidência! Biólogos afirmam que a Baleia-azul, um dos maiores mamíferos do mundo, possui um comportamento suicida. Ao se perceberem doentes, nadam até a areia das praias para encalharem e perderem a vida. No trajeto, geralmente podem levar outras baleias sadias consigo. Já a Rússia está desde o ano de 2013 em primeiro lugar na lista de maior índice de suicídio dentre os países da Europa. Não se pode esquecer que a Rússia é o maior país do planeta!
​Tudo leva a crer que este jogo mortal chamado de “Baleia Azul (Blue Whale) foi planejado minuciosamente. Interessante foi a análise feita em primeira mão por uma psicóloga russa:
​ ”Dá a impressão de que as tarefas foram colocadas por psicólogos experientes. Tudo foi feito muito profissionalmente”, disse à Gazeta Russa a pesquisadora do Instituto de Psicoterapia e Psicologia Clínica, Anastassía Deliáguina.

​”Falando em termos gerais, as crianças são atraídas por qualquer mistério, especialmente se for relacionado à morte. Além disso, se um adolescente sofre de problemas psicológicos sérios ou trauma, não é surpresa que ele vá adiante com esse jogo até o fim”, disse ela.

​O jogo foi revelado em Maio de 2016 graças às investigações do jornal russo Nôvaia Gazeta. Estudando dados e causas de suicídios entre adolescentes russos, os jornalistas descobriram que mais de 100 dos jovens haviam cometido suicídio entre Novembro de 2015 e Abril de 2016 eram membros de comunidades na internet associadas de alguma maneira ao jogo da Baleia.

​Quando o principal líder do grupo, Philip Budeikein, de 21 anos, foi preso; os seus seguidores já haviam viralizado o jogo infernal pelas redes de todo mundo. Em fevereiro de 2017 o Centro Público Russo para Tecnologias de Internet registraram um novo pico no número de posts com essas hashtags, que começaram a aparecer no Instagram a uma frequência de uma por minuto! Em março de 2017, as autoridades da Rússia estavam investigando aproximadamente 130 casos de suicídio relacionados ao fenômeno. O jogo mortal chegou também a Europa onde fez até agora quase quatrocentas vítimas!

​A revista Veja on line, nestes últimos dias citou o caso de uma adolescente que em depressão entrou por engano neste jogo. Diz a entrevista: “Uma mulher se apresentou como curadora e a chamou para uma conversa privada. A adolescente conta que a curadora fez perguntas sobre ela e pediu que cortasse a perna – fazendo um desenho de uma estrela – e enviasse a foto. Só depois disso, ela seria aceita no grupo real”.

​Supostamente, o “jogo” envolve 50 desafios que precisam ser realizados quase sempre pela madrugada (4.20h) durante 50 dias. Alguns destes desafios envolvem a auto-mutilação, e a última tarefa-missão é o suicídio. Os seus idealizadores e mercadores da morte estudam as pessoas através do Facebook, e depois mandam convites. Todos os dias são criados novos grupos que nem sempre aparecem com o nome original. Alguns se chamam ”casa solitária”, “Estou no jogo”, “Acorde-me às 4.20h”, etc. Os grupos são coordenados pelos chamados “curadores” que convidam, aceitam, passam os desafios e os cobram. São eles que ameaçam os que desejam deixar o jogo, usando quase sempre a mesma frase: “Nós iremos atrás de você e de sua família”.
​Vejamos os cinco primeiros desafios:
1. Com uma navalha, escreva a sigla “F57” na palma da mão e em seguida enviar uma foto para o curador.
2. Assista filmes de terror e psicodélicos às 4:20 da manhã, mas não pode ser qualquer filme, o curador indicará, lembrando que ele fará perguntas sobre as cenas, pois ele quer saber se você realmente assistiu.
3. Corte seu braço com uma lâmina, “3 cortes grandes” mas é preciso ser sobre as veias e o corte não precisa ser muito profundo, envie a foto para o curador, e seguirá para o próximo nível.
4. Desenhe uma baleia azul e enviar a foto para o curador.
5. Se você está pronto para se tornar uma baleia escreva “SIM” em sua perna. Se não, corte-se muitas vezes “Castigue-se”.
Olhem os últimos:
45. O curador indicará a data da sua morte, e você aceitará.
46. Acorde as 4:20 e vá a uma estrada de ferro.
47. Não fale com ninguém o dia todo.
48. Fazer um voto de que você é realmente uma Baleia Azul.
49. Todos os dias, você deve acordar às 4:20 da manhã, assistir a vídeos de terror, ouvir música que “eles” lhe enviam, fazer 1 corte em seu corpo por dia, falar “com uma baleia”.
50. Tire sua própria vida.
​Pelo que percebi nestes dias pesquisando, estão vindo do Sul do País os primeiros alertas. A secretaria de saúde de Porto Alegre já emitiu nota sobre o fenômeno. O secretário de Segurança do Paraná, Wagner Mesquita, fez um apelo para que os jovens “não cedam a ameaças” do jogo Baleia-Azul, durante entrevista coletiva, em que anunciou a criação de uma força-tarefa para identificar os responsáveis pelos desafios, nesta quarta-feira, 19 de Abril.
​Até o presente momento foi lúcida, proativa e esclarecedora a fala do prefeito de Curitiba Rafael Greca que nomeou o jogo como “uma desgraça que chegou a Curitiba” e disse que os jovens e famílias da capital ”não merecem acreditar que a morte vale a pena, que o suicídio é bom e que a mutilação é necessária”. Falando as famílias, ele alertava: “Você precisa nos ajudar a reagir. Se você tem adolescentes, procure acolhê-los, trazê-los para perto de si. Se observar comportamento estranho de madrugada, reaja, interfira. Não os rejeite, mas traga-os para a conversa”. Greca ainda assinalou que o município acionou uma rede de proteção à vida, através de órgãos de segurança e da Polícia Federal. “Vamos trabalhar no sentido de alertar e prevenir essa praga moderna” acrescentou.

​O prefeito parece ter tocado em dois pontos fundamentais segundo o meu parecer: A família e o diálogo. Tive ainda mais certeza quando assistia um noticiário que trazia um caso de uma ocorrência do Mato Grosso do Sul. Uma professora conseguiu obter mensagens do telefone de um adolescente que tinha como desafio envenenar trinta crianças de três colégios diferentes. Na mensagem ele pedia perdão para todos os pais. Perguntei-me porque ele não teve abertura para falar com os próprios pais…
​Angela Bley, psicóloga coordenadora do instituto de psicologia do Hospital Pequeno Príncipe, de Curitiba, diz que o adolescente com autoestima baixa, sem vínculo familiar fortalecido é mais vulnerável a cair neste tipo de armadilha. “O que tem diálogo em casa, não é criticado o tempo todo, tem autoestima melhor, tem risco menor. Deixe que ele fale sobre o jogo, o que sente, é um momento de diálogo entre a família.”
​Difícil, mas urgente e necessário neste momento é o desafio de resgatarmos vínculos reais (a começar pelos familiares) numa cultura completamente virtual. Para uma geração que quase vive virtualmente, é pedir demais? Quantos adultos olham mais os celulares que os filhos? Podemos trocar o verbo jogar pelo verbo conversar? Quem são os primeiros a colocar os jogos nas mãos dos filhos? Encantei-me ao ver esta semana em uma oficina de arte-terapia o primeiro desenho no tecido de uma menina de sete anos…
​Algumas dicas de especialistas podem nos ajudar a refletir e repensar nosso comportamento com a geração y:
1. Fique atento à mudança de comportamento;
2. Compartilhe projetos de vida;
3. Abra espaço para diálogo;
4. Adolescentes devem buscar aliados e
5. Escolas podem criar iniciativas pela vida

​Ainda neste contexto deste jogo mortal, alguém corajosamente afirmava: ”Os nossos jovens estão se suicidando, e cada vez mais, porque a gente não presta atenção neles. Não é o desafio da Baleia-azul que está matando os nossos adolescentes. É a nossa insensibilidade”. Recordei-me, então de palavras proféticas da Madre Teresa de Calcutá: “A maior doença do Ocidente hoje não é a lepra nem a tuberculose; é ser indesejado, não ser amado e ser abandonado. Nós podemos curar as doenças físicas com a medicina, mas a única cura para a solidão, para o desespero e para a desesperança é o amor. Há muitas pessoas no mundo que estão morrendo por falta de um pedaço de pão, mas há muito mais gente morrendo por falta de um pouco de amor. A pobreza no Ocidente é um tipo diferente de pobreza não é só uma pobreza de solidão, mas também de espiritualidade. Há uma fome de amor e uma fome de Deus”.
​Sim, tudo indica que a cultura da morte atual continua fazendo suas vítimas e se atualizando porque falta Deus, e, portanto, falta amor!
​Esta iniciativa do mal poderia também nos levar a pensar o quanto estamos sendo lentos para o bem. Até quando os filhos das trevas, no dizer de Jesus, serão mais espertos que nós? Um exemplo, porém, de reação positiva foi criada por uma dupla de publicitários paulistanos que resolveu divulgar uma versão positiva do game: O ”Baleia Rosa”! Com otimismo, criaram 50 tarefas que fazem o bem ao outro e ao próprio jogador. Entre as propostas da “baleia do bem” estão tarefas como “Converse com alguém com quem você não fala há muito tempo” e “Grite na rua: eu me amo”. Isto sim nos dá esperança! Isto sim é digno da adolescência e da juventude! O Projeto de São Paulo me faz lembrar o apelo de ”Globalização da solidariedade” do Papa João Paulo II e a ”Cultura do encontro” do Papa Francisco. Também penso na música da jovem curitibana Ana Vilela, trem bala, quando ela fala de uma “chuva de vida que cai sobre nós”. É desta chuva que as novas gerações precisam!

​Sim, vamos rezando, amando, unidos pelo bem, educando as gerações com nossas atitudes para as virtudes que podem trazer novamente esperança para nosso país neste tempo de profunda crise moral, e colaborando para que esta “onda” passe o mais rápido possível e leve novamente a Baleia-Azul para o fundo do mar…”

Por Padre Dudu

20 de Abril de 2017

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Retrospectiva 2016 por Padre Dudu

“Quando me pediram este artigo para o nosso portal, recordei-me, imediatamente da Palavra de Paulo aos Romanos: “E porque nós sabemos que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8,28). É bem verdade que muitos de nós, como todo cidadão informado e consciente, poderia começar a recordar tantas situações que aconteceram ao longo deste ano de 2016: Da grande crise econômica aos escândalos de corrupção, do processo de impeachment ao novo presidente, dos atos terroristas à guerra no Oriente Médio, da perseguição aos cristãos à migração forçada de tantos irmãos, de tragédias naturais à episódios de violência que nunca imaginaríamos pensar…

Quem somos no meio de tudo isso? O que vemos e como vemos? O que esperamos?

Como cristãos somos homens e mulheres que carregamos uma Esperança que não decepciona (cf. Rm 5,5). E, ao mesmo tempo, somos carregados por Ela! Somos homens e mulheres como todos os outros; mas nos diferenciamos pela fé que nos faz ver além. Temos visão sobrenatural, vamos além das análises de conjuntura. Estamos além do psíquico e do sociológico, apesar de precisarmos deles.

Homens e mulheres que vivem no Espírito não são determinados pelos fatos! Há um número belíssimo no Documento de Aparecida que diz: “Os sinais da vitória de Cristo Ressuscitado nos estimulam enquanto suplicamos a graça da conversão e mantemos viva a esperança que não defrauda. O que nos define não são as circunstâncias dramáticas da vida, nem os desafios da sociedade ou as tarefas que devemos empreender, mas todo o amor recebido do Pai, graças a Jesus Cristo pela unção do Espírito Santo” (DA 14).

Quantas vezes ouvimos São João Paulo II afirmar categoricamente: “O mal e a morte não possuem a última palavra sobre a vida do homem”.

Somos homens e mulheres da Esperança porque somos homens e mulheres que nasceram pela Ressurreição Daquele que parecia ter perdido. Humanamente, na Cruz, Jesus também parecia um fracassado, um derrotado. Pense em tudo o que estava envolvido no exato instante em que Jesus morreu na Cruz! Em nenhum outro momento da História de Salvação haviam mais interesses eternos envolvidos! Existe, porém, na vida de todo homem um instante crucial, um Gólgota a subir, um Calvário a ser enfrentado, diariamente um madeiro a ser carregado. Este momento não pode ser evitado. Não podemos desistir! Quando alcançarmos o lado ressurreto da cruz, veremos bênçãos de vitória indescritíveis! Recordo-me de uma homilia do nosso Papa Emérito, Bento XVI, em que ele dizia que quem salvou o mundo foi um Crucificado, o que salvou o mundo foi a paciência de Deus. Portanto, irmãos, ainda que os acontecimentos de 2016 tenham ofuscado a tua visão ou até mesmo abalado teus sonhos e tua fé, lembre-se que o próprio Espírito Santo deu ao mundo, justamente neste ano da história, um Ano Santo: O Ano da Misericórdia!

Veja e entenda 2016 na ótica da Misericórdia! Faça memória grata do teu ano. Abra-se com confiança filial ao futuro kairós de Deus Pai em tua vida. Permita ser movido pelo Espírito, verdadeiro Protagonista da História humana. Como os santos, glorie-se nas tribulações! Sinta-se forte em suas fraquezas para que a Força de Cristo (que é o Espírito!) habite em você! A moldagem do nosso homem novo (do verdadeiro carismático) acontece pela submissão à Obra do Espírito que continua sendo entregue pela Cruz! Não renuncie ao Batismo da Cruz. Nele está o verdadeiro Batismo do Espírito Santo, o genuíno Avivamento! Nos tempos áridos, repensemos o que é realmente importante e essencial para nossa vida de fé e nossa salvação. Bendito 2016! Louvor e Glória a Ti, Senhor!

Que venha 2017, Ano Mariano no Brasil, Ano Jubilar para a Grande Família Carismática! Jubileu de Ouro! Existe Ouro que não passe pelo Fogo? Obrigado, Espírito de Deus! Te Amamos na Alegria e na Tribulação! Aleluia! Amém!”

Por Padre Dudu

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Deus te ama desde o ventre da tua mãe

“Preocupada, uma mulher procurou seu ginecologista.
– Doutor, eu estou com um problema muito sério e preciso da sua ajuda desesperadamente! Meu bebê não tem um ano e eu estou grávida novamente. Eu não quero outro filho.
Então o médico disse:
– Em que exatamente você quer que eu a ajude?
– Eu quero fazer um aborto!
Depois de pensar por alguns instantes, o médico falou:
– Olha, eu tive uma idéia que me parece melhor e também é menos arriscada.
A mulher sorriu satisfeita.
Então o médico continuou:
– Veja bem, para que você não tenha que tomar conta de dois bebês, vamos matar esse que está nos seus braços. Assim, você poderá descansar até que o outro nasça. Já que vamos matar um dos seus filhos, não importa qual deles. Dizem que os filhos são todos iguais para as mães. Não é mesmo? E, além do mais, sua vida não correrá risco com procedimentos cirúrgicos, se você escolher esse aí para matarmos.
A mulher ficou horrorizada com as palavras do médico e disse-lhe:
– Que monstruosidade o senhor está me propondo. Matar uma criança é um crime!
O médico respondeu-lhe:
– Eu concordo. Mas eu pensei que isso não fosse problema para você. Eu só estou sugerindo que você troque o filho que será morto.
Pelo semblante da mulher, o médico viu que tinha conseguido esclarecer seu ponto de vista.
E ele a convenceu que não há diferença entre matar uma criança que está nos braços ou uma que está no ventre. O crime é o mesmo.
Você sabe desde quando Deus te ama? DESDE O VENTRE DA TUA MÃE!”

 

Por Padre Eduardo Braga

#NÃOAOABORTO #SIMAVIDA ⚘

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Já pensou no poder do teu voto?

“Menos de um mês nos separam das eleições municipais. É uma oportunidade para nossa população falar através das urnas. Não percamos a chance de ter uma participação ativa e consciente que resgate a política e eduque para cidadania. Recordemos que se trata de uma eleição sem o financiamento empresarial e regida pela lei da Ficha Limpa, relevantes conquistas da sociedade brasileira.
Vamos tentar partilhar nas próximas semanas alguns critérios que cristãos e homens de boa vontade devem levar em conta para votar dignamente.
Para começar nossa reflexão me utilizarei de uma comparação que os bispos filipinos fizeram entre os dez mandamentos e as eleições.

Vejamos:

Primeiramente, convidam a “não votar por um ateu ou por alguém que ofende o nome de Deus” e a não votar em candidatos que usam fazer promessas vazias, não mantidas.
Terceiro ponto: “as autoridades públicas devem garantir aos cidadãos um tempo destinado ao descanso e ao culto divino”; a quarta indicação recorda que os políticos têm o dever de promover políticas em favor da família.

Em relação ao mandamento “não matar”, o texto afirma que “um eleitor católico não pode votar em candidatos que se opõem à sacralidade da vida humana, desde a concepção até a morte natural”.

Sobre o sexto ponto, a Igreja recorda o compromisso em “promover a visão cristã da sexualidade e do matrimônio, com a dignidade e a autêntica liberdade de vida, realmente frutífera”. “O problema da população não é uma questão de números, mas de cuidado das pessoas e da melhoria de qualidade da vida humana”, recorda a mensagem.

Sobre o sétimo conselho, “não roubar”, os Bispos convidam a considerar candidatos não envolvidos em negócios sujos ou corrupção e apropriação indevida de dinheiro público; enquanto sobre o “falso testemunho” se convida a desconfiar das “mentiras da propaganda por parte de candidatos que enganam intencionalmente” para “receber o favor dos eleitores”. Enfim, o texto recorda o empenho necessário com o respeito da mulher e da dignidade humana e para libertar os cidadãos das consequências da pobreza.

Para escolher e votar bem é imprescindível conhecer, além dos programas dos partidos, os candidatos e sua proposta de trabalho, sabendo distinguir claramente as funções para as quais se candidatam. Dos prefeitos, no poder executivo, espera-se conduta ética nas ações públicas, nos contratos assinados, nas relações com os demais agentes políticos e com os poderes econômicos. Dos legisladores, os vereadores, requer-se uma ação correta de fiscalização e legislação que não passe por uma simples presença na bancada de sustentação ou de oposição ao executivo.

É fundamental considerar o passado do candidato, sua conduta moral e ética e, se já exerce algum cargo político, conhecer sua atuação na apresentação e votação de matérias e leis a favor do bem comum. A Lei da Ficha Limpa há de ser, neste caso, o instrumento iluminador do eleitor para barrar candidatos de ficha suja.

Vamos pensar bem; o poder para transformar este momento de crise pode estar passando pelas tuas mãos!

Deus te abençoe!
Padre Dudu

Unidos pelo Avivamento !”
Pe. Dudu

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Pokémon GO: Novidade? Vício? Ameaça? Alucinação? Absurdo? Por Padre Dudu.

“Os famosos “monstros de bolso” (tradução das palavras inglesas que formam a palavra Pokémon) são criaturas fictícias, imaginárias, que se tornaram uma verdadeira febre no final dos anos noventa nos vídeo games e desenhos. Até aqui, acredito que não haja novidade para ninguém.
Alguns falam de outra possível tradução: “Demônio de Bolso”. Também já disseram que o criador desses personagens, um japonês, após ter terminado o projeto, começou a viver como bicho, até ser internado em um hospício onde logo morreria por suicídio. Precisamos pesquisar…
A questão agora é a chegada (último dia 3 de Agosto) no Brasil do aplicativo “Pokémon GO” criado para os Smartphones. As propagandas dizem: “Finalmente Pokémon GO está entre nós, e é chegada a hora de aprender o máximo para se tornar mestre Pokémon”. Os apaixonados pelos jogos querem apenas uma coisa: “Alcançar o maior dos objetivos: Capturar os mais poderosos Pokémon”.
E a febre começou! Disponíveis já nas lojas online da Apple e do Google, o jogo já começou espalhar monstrinhos (ou diabinhos) pelas cidades todas (preferia anjos!). E a ideia é que os jogadores (na maior parte, crianças) andem pelas ruas procurando o Pokémon! Ah…até encontrá-los! Atenção pais! Pensem no teor e na proposta do jogo! Nem tudo que parece inofensivo, o é na realidade! Essa é a diferença do jogo! Se nossos filhos estavam escravos dos celulares e tablets em casa, agora sairão para as ruas à caça dos pokémons! Creio que era melhor meu tempo de criança em São Gonçalo quando íamos atrás das tanajuras ou das pipas; ao menos eram reais!
Essa mistura de realidade com o mundo virtual (mais virtual que real. Real mesmo só o aparelho celular) pode se tornar uma epidemia, um vírus, uma febre esdruxula. Serão quase (que me desculpem os jogadores) como zumbis circulando pelos espaços vazios capturando Pokémons, que até então totalizam em 250 tipos diferentes. Temos que pensar!
Alienação? Distanciamento da realidade? Exclusão do mundo real? “Idiotização social” como alguns falaram? Infantilização dos adultos? Tentativa de transformar o mundo real em um vídeo game gigante? Invasão de espaço? Tem até Pokémon na nossa Igreja, e nem a Apple nem o Google me pediram!!!
Temos que pensar! No Rio, o jogo começou exatamente antes das Olímpiadas! O Prefeito que não gosta de Maricá quer copiar os EUA, onde já aconteceram inúmeros acidentes, também no trânsito. Soube, através de uma amiga, de crianças atropeladas e caindo de janelas e escadas na tentativa de capturarem os pequenos demônios de bolso! Fora os assaltos aos celulares que triplicaram neste segundo dia de uso em São Paulo, por exemplo. Fanatismo? Insensatez? Guerra espiritual? Brincadeira? Mais um aplicativo? O tempo e os frutos dirão! O problema é que no Brasil, tudo tem proporções gigantes. Se isso for um mal, nos preparemos. Imagine Pokémon nas escolas, igrejas, mercados, praças, ruas, na praça de alimentação do shopping?
Capturar todos? Sair de casa? Podíamos aproveitar o ensejo para falar aos nossos filhos sobre a complexa realidade que a sociedade atravessa. Seria tão bom se eles voltassem a sair de casa para comprar o pão para os pais, os remédios para os avós. Se saíssem para recolher alimentos e agasalhos para os mais carentes. Se promovêssemos a “cultura do encontro” como pede o Papa Francisco!
Ah se eles saíssem com a mesma disposição para a Escola e a Igreja! Para o Culto e a Missa! Para a sala de aula! Imagina nossas crianças no recreio? O Fenômeno Pokémon ainda está no começo! Vamos, em contrapartida, ensinar nossos filhos a saírem de si, a procurarem Deus, e os amigos, os parentes, e a natureza real, os animais e as verdadeiras instituições que edificam e formam um ser humano para a batalha da vida!
Vamos à Caça do Avivamento do Bem, da necessidade do Próximo, do Real, do Evangelho e da Família, do trabalho justo e honesto, da Cultura da Vida e da Civilização do Amor! Vamos à busca de Deus, da Igreja e do estudo, do Perdão e da Paz! Deixemos que os monstros se ocupem e enterrem seus próprios monstros! Deixemos os demônios no inferno. Deixemo-nos no bolso do diabo. Nascemos de Deus e para Ele, nascemos para o Céu! Aplica-te ao Amor Real e sem fingimento!
Não perca tempo! Saia e espalhe a bondade real que está em você para todos os que pelos caminhos da vida você encontrar! Vá! A vida é curta! O mundo precisa! Saia! Para isso não é preciso nem telefone, nem rede, nem aplicativo, nem dinheiro! Vai humaniza com amor e por amor o ser humano que se coisificou, desumanizando-se.
Nada de monstros, apenas homens e mulheres novos pelo Amor!”

 

Padre Dudu

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A Culpa não é da Tocha! Por Padre Dudu

“Sim gente! A culpa não é da tocha! A tocha é neutra! Ela não governa o Brasil, o Estado, nem nossos municípios. Não foi ela também que elegeu nossos governantes. Se estamos em crise, a situação é um pouco mais complexa! Havendo culpa, essa deve recair sobre nós, cidadãos e sobre os que deveriam manter e administrar os bens públicos, nossos políticos! Quão ingênuo é culpar um objeto ou revoltar-se pelos quase 200 mil (que todos dizem) que podem ter saído dos cofres de nossas prefeituras… Quantos milhões foram desviados e nunca nos posicionamos; talvez em alguns casos porque também fomos beneficiados….

A dois dias antes de chegar ao Maracanã para a cerimônia de abertura dos Jogos do Rio de Janeiro, a tocha olímpica passeou por parte da cidade-sede e por redondezas, mais precisamente pela Baixada Fluminense, nesta quarta-feira. Foram cerca de 120 km percorridos e 207 pessoas conduzindo a chama, que saiu de Niterói em veleiro tripulado por ídolos da vela como Torben e Lars Grael e passou por Duque de Caxias, São João de Meriti, Nilópolis, Belford Roxo e Nova Iguaçu.
Alguns momentos tensos marcaram a trajetória. Na parte da tarde, protestos em Duque de Caxias obrigaram o carro de mídia a ficar fechado por um tempo. À noite, em Belford Roxo, um morador local tentou apagar a chama jogando cal e água. No mesmo local, explosões de bombas foram ouvidas, mas nada que comprometesse a integridade dos participantes. Manifestantes também apareceram em São João de Meriti, atirando copos e garrafas, e em Nova Iguaçu, arremessando lixo. Que bom que em Rio Bonito e em nossos Municípios vizinhos nada disso aconteceu!

Vamos terminar falando de coisa boa? Uma mensagem positiva, profética, portadora de esperança: O Papa Francisco, ao final da Audiência Geral desta quarta-feira (03/08), o Papa enviou uma mensagem ao povo brasileiro, por ocasião dos Jogos Olímpicos. Eis as palavras textuais do Papa:
“Queria agora dirigir uma saudação afetuosa ao povo brasileiro, em particular à cidade do Rio de Janeiro, que acolhe atletas e torcedores do mundo inteiro por ocasião das Olimpíadas. Diante de um mundo que está sedento de paz, tolerância e reconciliação, faço votos de que o espírito dos Jogos Olímpicos possa inspirar a todos, participantes e espectadores, a combater o bom combate e a terminar juntos a corrida (cf. 2 Tm 4, 7-8), almejando alcançar como prêmio não uma medalha, mas algo muito mais valioso: a realização de uma civilização onde reine a solidariedade, fundada no reconhecimento de que todos somos membros de uma única família humana, independentemente das diferenças de cultura, cor da pele ou religião. E aos brasileiros, que com sua característica alegria e hospitalidade organizam a Festa do Esporte, desejo que esta seja uma oportunidade para superar os momentos difíceis e comprometer-se a ‘trabalhar em equipe’ para a construção de um país mais justo e mais seguro, apostando num futuro cheio de esperança e alegria! Que Deus abençoe a todos!”

A Família Olímpica consta de 209 países e 1384 pessoas. Até refugiados de países como Sudão, estarão presentes. Oxalá que outra chama, a chama do Amor toque tantas pessoas que estiverem no Rio nestes dias. Impossível? Para o que Deus que é Amor, nada é impossível!

Acenda, em nós Senhor, a chama que ninguém apague! Ilumina o Rio e o Mundo com a Luz e o Fogo do Teu Espírito!”

 

Padre Dudu

Padre Dudu - Canção Nova.

O WhatsApp de cada dia nos dai hoje?

“Não! A vida não é só WhatsApp! Ele não pode ser o nosso pão de cada dia! A vida não pode ser resolvida pelo WhatsApp! Será que um aplicativo, além de quase “onipresente”, pode ser também “onipotente”? Parece ser para tantos de nós! Quantos precisamos bater no peito? Não! Não se pode resolver tudo pelo WhatsApp! Definido como um aplicativo para comunicação por mensagens através dos smartphones, o WhatsApp se transformou em um dos principais meios de comunicação da atualidade, substituindo até mesmo as ligações e, o pior, as relações pessoais, a “cultura do encontro”. No entanto, assim como qualquer recurso humano, também o WhatsApp precisa ser usado com sabedoria e equilíbrio.
Precisamos de critérios
Talvez não estivéssemos preparados para a chegada deste aplicativo, atualmente quase “divinizado”; e, é exatamente por isso, que precisamos, em nossas conversas privadas ou em nossos inúmeros grupos, pensar em critérios e regras de conduta que devem ser sempre lembradas para o uso justo do WhatsApp.
A exposição da vida, a futilidade nos conteúdos desnecessários, a dispersão na concentração, a substituição da pessoa real pela virtual, o uso do aplicativo para não dizer o que precisamos dizer pessoalmente, a dependência viciosa de vivermos grudados no telefone por causa dele… Todas essas situações precisam nos fazer pensar. Até quando estamos sendo verdadeiramente livres depois do advento do WhatsApp em nossa vida? Quantos minutos conseguimos ficar sem olharmos o telefone? Conseguirmos ficar alguns dias sem usá-lo?
Precisamos nos questionar
A comunicação pelo smartphone e aplicativos ainda é um fenômeno recente, no entanto, ninguém pode negar que o contato contínuo e a instantaneidade fazem parte da essência deste aplicativo. A informação imediata e o perigo de ser absorvido pelo mundo virtual caminham juntos no uso do aplicativo.
Em qualquer tempo e lugar, pelo WhatsApp nossas mensagens podem ser recebidas e respondidas quase simultaneamente! A conversação em tempo real traz uma nova dinâmica social, ampliando-se a dimensão espaço- temporal. “O indivíduo está presente fisicamente, mas é absorvido por outro mundo tecnologicamente mediado”, disse um estudioso recentemente.
Novamente digo que não estávamos preparados para esse dilúvio de tecnologia virtual carregada de informações e possibilidades, e que, em muitas vezes, nos forçam a tomar decisões imediatas. Pessoalmente, o que mais tem me incomodado é que somos “pressionados” muitas vezes a agir a partir do que as pessoas nos pedem, perguntam ou exigem pelo telefone. Todos querem respostas e soluções para suas dúvidas e questões imediatamente, na mesma velocidade em que recebemos e respondemos as mensagens. Não temos praticamente o tempo que precisamos nem mesmo para pensar em responder. Quantas vezes podemos por isso ter respondido ou nos expressado de maneira errada?
A questão da sociabilidade, da convivência.
A alienação de algumas pessoas demonstrando a supervalorização do virtual em detrimento do diálogo e do convívio com outros indivíduos, é um dos fatores que certamente mais afeta de modo negativo. Várias pessoas estão completamente viciadas no WhatsApp. Não se trata apenas de adolescentes! Muitas das vezes não conseguimos distinguir o real do virtual. Um dos maiores problemas apontados por aqueles que estudam o assunto, e por quem decidiu cancelar a conta, é à “eterna conectividade”. Percebe-se que, com a facilidade da comunicação virtual, o convívio social e pessoal tem sido deixado de lado por muita gente. Isso é um risco não só para as relações afetivas, mas também, para a trajetória profissional do indivíduo, uma vez que assuntos importantes ainda demandam maior atenção e exigem que as informações sejam trocadas pessoalmente.
A cibercultura do nosso século, especialmente entre os jovens, transformou a internet num elemento da cultura atual. Pensemos na cultura da visibilidade provocada pelas telas dos computadores e telefones, por exemplo. As comunidades virtuais falam, por exemplo, de “eu visível” e “eu invisível”. Ninguém pode negar o quanto tudo isso tem tocado em nossas relações, tanto positivo quanto também negativamente
Quem de nós, ainda não dominado pelo vício, não se sentiu extremamente mal por estar em uma mesa, por exemplo, onde a atenção real foi desviada pela virtual? E naquela reunião, quando nos momentos mais importantes, alguém está no “Sapp”? O que pensar da cena absurda e grotesca daqueles quatro membros da família que estavam todos à mesa cada qual com seu telefone on line no Sapp?
Resolver tudo pelo WhatsApp?
O ritmo que atualmente a vida moderna nos impõe é uma rotina louca e acelerada. Nela, sobretudo, o telefone celular ampliou a possibilidade de coordenar à distância coisas corriqueiras e ordinárias sem querer ter tanto trabalho. Não estamos falando aqui daqueles que dependem quase que exclusivamente da rede telefônica para seu trabalho ordinário e cotidiano.
No entanto, cresce a tendência de resolver tudo via WhatsApp. É a famosa frase: “Eu mandei um Saap” ou ainda “Me manda um Saap”. É assim mesmo? Tem que ser assim mesmo para tudo? E o que dizer do absurdo de pessoas que terminam relacionamentos não só por causa do WhatsApp como também por WhatsApp? Vovó diria: “Meu filho, é o apocalipse!”.
A questão da Gestão do tempo
Ih…que ponto difícil! Quanto tempo estamos no Sapp? Nem sei! Quantas coisas deixamos de fazer é mais fácil pensar. Quantas horas de leitura, convivência, orações e sono passaram a ser subtraídas, sequestradas e roubadas depois que nós conhecemos o Sapp?
Prejuízos e limites no ambiente de trabalho e na Igreja?
Vale dizer que o alto grau de interatividade pode ser bastante prejudicial no trabalho, sobretudo, se o alerta sonoro do aplicativo fica ligado. Tem gente que não tem “desconfiômetro”! Nada contra os carteiros, mas ninguém merece aquele barulhinho do assovio! E na Missa? Sempre acho que veio do “grupo do inferno” mandado pelo capeta! Deus não precisa de WhatSapp para se comunicar conosco! Porém, a conversão também precisa passar primeiramente pelos ministros do culto. Temos visto coisas que até mesmo o grupo do inferno duvida…
A chegada constante de mensagens atrapalha a concentração e diminui significativamente a produtividade do profissional, o que tende a gerar atrasos e baixa qualidade.
Vejam esta frase de um jovem de São Gonçalo: “O whatsapp não me deixa trabalhar, mas me deixa viver”. O que pensar?
Alguém conseguiria trabalhar eficazmente estando online durante toda a carga horária? Se já reclamávamos da atenção que o cliente precisava antes, imagine agora…
O Conteúdo, O excesso desnecessário e a futilidade das Mensagens
Muitos usuários têm abandonado o aplicativo por conta da enxurrada de mensagens recebidas diariamente – algumas até sem importância – e pelo aumento desordenado do número de grupos – família, trabalho, escola, entre outros. Essas duas desvantagens acabam gerando um outro ponto negativo listado por quem utiliza o Sapp: O compartilhamento de conteúdo inapropriado. Não estou pensando em conteúdo impróprio, moralmente falando, mas o que dizer do dilúvio de pornografia que nossos adolescentes recebem atualmente pelo Saap?
Conflitos dos mais sensatos e a questão dos Grupos
A cobrança imediata porque você visualizou acredito ser uma das maiores dificuldades, mesmo que alguém pense diferente. Estar na chuva é pra ser molhar ou podemos pensar que se eu não dou conta, eu posso sair.
Mas, eis a questão: Ler ou não ler? E se você leu? Basta ler? Como esse WhatsApp é exigente! Não basta ler todas essas conversas, tem que participar! Porque seria muita falta de consideração da sua parte visualizar a mensagem e não manifestar a sua opinião. Se você não tiver tempo para responder, nem leia, é o que muitos pensam. Do contrário, a mensagem azul dirá para o seu amigo que você leu, mas não está nem aí para responder e quer mais que ele exploda! – é assim que ele vai se sentir (a propósito, é como você também se sente). E também não adianta muito não abrir a mensagem só para não constar como visualizada, porque o WhatsApp conta que “você foi visto pela última vez há 2 minutos atrás e não quis responder ninguém!” – semeando a discórdia!
Todos esperam que você leia os seus WhatsApps, como se cada um fosse único! O pior é que, inevitavelmente, um belo dia, enquanto você responde as suas últimas 672 mensagens não visualizadas, você acaba enviando para um grupo ou pessoa errada. Mais um problema; fora a questão do corretor, que não cansa de te constranger…
Quanto aos grupos, encontrei um texto de uma jornalista com umas reflexões legais:
“Além de todas essas pessoas aclamando a sua resposta com urgência, você também tem que dar atenção para os grupos: grupo dos amigos do colégio, dos amigos da faculdade, dos amigos que são mais amigos da faculdade, grupo do trabalho, grupo dos amigos do trabalho, grupo da família (e os 476 “Bom Dias” diários), grupo das melhores amigas…
Sair desses grupos não parece uma boa opção, porque, isso sim, seria o cúmulo dos cúmulos! Deixar um grupo do WhatsApp é o mesmo que desligar na cara das pessoas, ou mandá-las calar a boca. Sim, eu sei que no fundo essa é a sua vontade, mas você não quer que eles saibam – só que todos saberão, porque no exato minuto que você sair, aparecerá na tela: “você, pessoa ingrata, saiu”. Pronto! Ali já começam as especulações e outros integrantes do grupo irão se perguntar o motivo (este será o assunto do dia!) levantando as hipóteses mais absurdas: “Ela deve ter saído porque naquele dia eu falei que o ex dela estava ficando com a minha prima, com certeza ela não gostou porque ainda pensa nele. Ou então, agora ela está interessada na minha prima…” – mundo moderno. Se você procurava paz, errou. Você que só queria um tempinho para viver, agora terá que usar os seus próximos minutos para se explicar.
Eis que silenciar os grupos no Whatsapp parece ser a melhor solução”
A novidade do WhatSapp: A Criptografia
Nestes primeiros dias de Abril, nossos telefones pediram atualização; e eis que recebemos uma outra surpresa: A Criptografia!
Com o que chamam de “criptografia de ponta a ponta”, as mensagens são embaralhadas ao deixar o telefone da pessoa que as envia e só conseguem ser decodificadas no telefone de quem as recebe. A criptografia amplia a confidencialidade das informações que as pessoas trocam para lidar com assuntos de trabalho, fotos pessoais, etc. Já há polêmica em relação a esse novo recurso. Vamos esperar!
Peço perdão se me equivoquei em alguma coisa. Os que me conhecem sabem que essa nunca foi nem será minha área. Apenas partilhei situações do cotidiano vividas por mim e pelas pessoas que convivo ou atendo e que me passaram a incomodar um pouco ou bastante. Amigo WhatSaap, sei que você é importante é já me ajudou muito. Agradeço-lhe e talvez fiquemos um tempo sem nos falar. Que nossos amigos nos compreendam…”

Por Padre Dudu