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DEZ PASSOS PARA COMEÇAR O ANO EM DEUS – Por Padre Dudu

“Diariamente, somos desafiados a “dar a Deus o que é de Deus e a César o que é de César”. É um bom combate, uma luta constante na batalha da vida! Não é só a ação ou a experiência que enriquecem nosso ser. Tudo depende da qualidade dos nossos atos e experiências. Uma abundância de ações mal vividas também pode esgotar nosso ser, esvaziar nossos sonhos, roubar o sentido da vida. Não podemos viver apenas para “fazer alguma coisa”.
Como viver no início deste Novo Ano?
Começar em comunhão com Deus, Sob o olhar carinhoso da Mãe: Guardar o primado de Deus! Nos primeiros instantes de 2016, pela fé, entregamos tudo a Ele! O cristão deveria, onde estivesse, com quem estivesse, parar e rezar. No primeiro dia do ano civil, a Igreja nos faz celebrar a “Mãe de Deus”. Dia Santo de preceito. Começar com a benção da Mãe nos deve confortar! Consagrar o novo ano a Ela: Eis um bom e santo segredo!
Vivendo reconciliados: Começar o ano com ressentimentos e mágoas não é inteligente nem poderá fazer bem. Aproveite o dia internacional da paz para estar em paz com todos! Libere perdão! Comece um novo ano interiormente livre, literalmente novo.
Em Família: Em meio ao contexto da crise, não se pode esquecer que a Família é o melhor recurso do ser humano. Basta pouco para programar algo em família. Na verdade, basta querer. Não são grandes viagens; mas momentos intensos vividos juntos nestes dias onde possivelmente todos gozam de férias.
Cuidar da saúde: Bom também seria tirar uns poucos dias para os exames de rotina. Cuidar do corpo que precisará ter forças suficientes para enfrentar os desafios do novo ano;

Viver com propósitos: Um pequeno plano de vida não faz mal a ninguém. Nada de esquemas rígidos e fechados; mas alguns objetivos, virtudes e propósitos a serem alcançados devem nos motivar quando as dificuldades chegarem;

O justo descanso: Descansar é sempre necessário e salutar. Repousar ao menos dois ou três dias é uma necessidade neste tempo presente. Fazer memória de como Deus, em sua fidelidade e providência, tem me ajudado; permitir a alma descansar em Deus, entregando a Ele as preocupações;

Boas leituras, sobretudo a Escritura: O tempo das férias pode ser propício para as leituras que enriquecem e fortalecem nosso espírito. Recordo de um pedido do Papa Bento: Leiam integralmente os pequenos livros da Bíblia durante as férias!

Visite parentes e amigos: Aproveitar o tempo livre para viver a “cultura do encontro” visitando pessoas que você não vê há algum tempo é um ato salutar;
Praticar obras de misericórdia: Como bons católicos, em comunhão com o Ano Santo da Misericórdia, o exercício das obras espirituais e corporais de Misericórdia pode ser um ato concreto para nossa vivência de férias verdadeiramente cristãs;
Participe da Santa Missa em Igrejas que você ainda não conhece: Ao fazer tua programação semanal ou mensal de férias, priorize a Santa Missa dominical, e, se puder, vá a uma Comunidade Católica diferente para perceber a riqueza e a diversidade da nossa Igreja. Se estiver em um grande centro onde tenha a Catedral, visite a Porta Santa neste Ano da Misericórdia!
Que a Fé no Deus Vivo e Verdadeiro nos diga que Ele nos acompanhará todos os dias deste ano que começamos. Sustentados pela Esperança, caminhemos na certeza de que é Fiel Quem fez a Promessa! Oh não! Ele Não dorme, nem cochila! O Seu Espírito virá em socorro à nossa fraqueza! Caminhemos, ao longo deste ano, Ano da Misericórdia, certos de que a alegria de Deus é nos perdoar e fazer em nós, como em Maria, maravilhas!”

Padre Dudu

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🎄Natal em 2017🎄 Por Padre Dudu

Estamos vivos para fazer memória desta data que mudou o rumo da história: Deus nasceu! Que surpresa! 😀
Se abríssemos os corações como abrimos os presentes? 🎁🛍💕
Se apenas fôssemos homens e mulheres de boa vontade para receber a paz que o Menino trouxe? 😇
Que não falte o ingrediente essencial na ceia: O Amor! 
Que não falte o convidado principal desta Festa: Deus! 🙏
Desejo muito o principal e mais urgente de todos os indutos: Soltar a maldade que começa na mente e no coração e se derrama no julgamento sobre os outros. 👀Indulto perene aos nossos próprios algozes, criados e alimentados por nós próprios! 😍
Ah, se os presidentes e os povos chegassem ao acordo que Jerusalém, Cidade da Paz, tivesse no coração de cada pessoa a sua capital? 💒
Oxalá, Belém, Casa do Pão, fosse prolongada em cada Casa nesta noite, e que Deus pudesse novamente amar os outros através de nós…🏡
Seria Natal se voltássemos a amar! Será Natal, disse um dia Madre Teresa, sempre que sorrires ao teu irmão e lhe ofereceres a tua mão a quem sofre.👫
Será Natal se o governo atender o pedido das crianças do sertão de Pernambuco que pediram água ao Papai Noel. 🎅🏾😭
Será Natal na casa da comerciante do interior de São Paulo que atendeu ao pedido de Bruno, uma criança de 11 anos, que cuida da vó com câncer, e que pediu um pão com queijo e presunto ao Papai Noel! Obrigado Mayara! 👏👏👏
Alegria, oração e gratidão foi o que pediu o Papa Francisco para vivenciarmos de modo autêntico este Natal.🌍
Meus votos é que cada um faça a sua parte no amor, e o Divino Menino nos ajudará!
Unidos 🙏🔥

Pe. Dudu 24/12/17

Padre-Dudu-Braga

Baleia-Azul…Permaneça no mar. Texto de Padre Dudu

“Baleia-Azul Volte para o Mar!
​Nem o nome do jogo, nem o país de seu nascimento são uma coincidência! Biólogos afirmam que a Baleia-azul, um dos maiores mamíferos do mundo, possui um comportamento suicida. Ao se perceberem doentes, nadam até a areia das praias para encalharem e perderem a vida. No trajeto, geralmente podem levar outras baleias sadias consigo. Já a Rússia está desde o ano de 2013 em primeiro lugar na lista de maior índice de suicídio dentre os países da Europa. Não se pode esquecer que a Rússia é o maior país do planeta!
​Tudo leva a crer que este jogo mortal chamado de “Baleia Azul (Blue Whale) foi planejado minuciosamente. Interessante foi a análise feita em primeira mão por uma psicóloga russa:
​ ”Dá a impressão de que as tarefas foram colocadas por psicólogos experientes. Tudo foi feito muito profissionalmente”, disse à Gazeta Russa a pesquisadora do Instituto de Psicoterapia e Psicologia Clínica, Anastassía Deliáguina.

​”Falando em termos gerais, as crianças são atraídas por qualquer mistério, especialmente se for relacionado à morte. Além disso, se um adolescente sofre de problemas psicológicos sérios ou trauma, não é surpresa que ele vá adiante com esse jogo até o fim”, disse ela.

​O jogo foi revelado em Maio de 2016 graças às investigações do jornal russo Nôvaia Gazeta. Estudando dados e causas de suicídios entre adolescentes russos, os jornalistas descobriram que mais de 100 dos jovens haviam cometido suicídio entre Novembro de 2015 e Abril de 2016 eram membros de comunidades na internet associadas de alguma maneira ao jogo da Baleia.

​Quando o principal líder do grupo, Philip Budeikein, de 21 anos, foi preso; os seus seguidores já haviam viralizado o jogo infernal pelas redes de todo mundo. Em fevereiro de 2017 o Centro Público Russo para Tecnologias de Internet registraram um novo pico no número de posts com essas hashtags, que começaram a aparecer no Instagram a uma frequência de uma por minuto! Em março de 2017, as autoridades da Rússia estavam investigando aproximadamente 130 casos de suicídio relacionados ao fenômeno. O jogo mortal chegou também a Europa onde fez até agora quase quatrocentas vítimas!

​A revista Veja on line, nestes últimos dias citou o caso de uma adolescente que em depressão entrou por engano neste jogo. Diz a entrevista: “Uma mulher se apresentou como curadora e a chamou para uma conversa privada. A adolescente conta que a curadora fez perguntas sobre ela e pediu que cortasse a perna – fazendo um desenho de uma estrela – e enviasse a foto. Só depois disso, ela seria aceita no grupo real”.

​Supostamente, o “jogo” envolve 50 desafios que precisam ser realizados quase sempre pela madrugada (4.20h) durante 50 dias. Alguns destes desafios envolvem a auto-mutilação, e a última tarefa-missão é o suicídio. Os seus idealizadores e mercadores da morte estudam as pessoas através do Facebook, e depois mandam convites. Todos os dias são criados novos grupos que nem sempre aparecem com o nome original. Alguns se chamam ”casa solitária”, “Estou no jogo”, “Acorde-me às 4.20h”, etc. Os grupos são coordenados pelos chamados “curadores” que convidam, aceitam, passam os desafios e os cobram. São eles que ameaçam os que desejam deixar o jogo, usando quase sempre a mesma frase: “Nós iremos atrás de você e de sua família”.
​Vejamos os cinco primeiros desafios:
1. Com uma navalha, escreva a sigla “F57” na palma da mão e em seguida enviar uma foto para o curador.
2. Assista filmes de terror e psicodélicos às 4:20 da manhã, mas não pode ser qualquer filme, o curador indicará, lembrando que ele fará perguntas sobre as cenas, pois ele quer saber se você realmente assistiu.
3. Corte seu braço com uma lâmina, “3 cortes grandes” mas é preciso ser sobre as veias e o corte não precisa ser muito profundo, envie a foto para o curador, e seguirá para o próximo nível.
4. Desenhe uma baleia azul e enviar a foto para o curador.
5. Se você está pronto para se tornar uma baleia escreva “SIM” em sua perna. Se não, corte-se muitas vezes “Castigue-se”.
Olhem os últimos:
45. O curador indicará a data da sua morte, e você aceitará.
46. Acorde as 4:20 e vá a uma estrada de ferro.
47. Não fale com ninguém o dia todo.
48. Fazer um voto de que você é realmente uma Baleia Azul.
49. Todos os dias, você deve acordar às 4:20 da manhã, assistir a vídeos de terror, ouvir música que “eles” lhe enviam, fazer 1 corte em seu corpo por dia, falar “com uma baleia”.
50. Tire sua própria vida.
​Pelo que percebi nestes dias pesquisando, estão vindo do Sul do País os primeiros alertas. A secretaria de saúde de Porto Alegre já emitiu nota sobre o fenômeno. O secretário de Segurança do Paraná, Wagner Mesquita, fez um apelo para que os jovens “não cedam a ameaças” do jogo Baleia-Azul, durante entrevista coletiva, em que anunciou a criação de uma força-tarefa para identificar os responsáveis pelos desafios, nesta quarta-feira, 19 de Abril.
​Até o presente momento foi lúcida, proativa e esclarecedora a fala do prefeito de Curitiba Rafael Greca que nomeou o jogo como “uma desgraça que chegou a Curitiba” e disse que os jovens e famílias da capital ”não merecem acreditar que a morte vale a pena, que o suicídio é bom e que a mutilação é necessária”. Falando as famílias, ele alertava: “Você precisa nos ajudar a reagir. Se você tem adolescentes, procure acolhê-los, trazê-los para perto de si. Se observar comportamento estranho de madrugada, reaja, interfira. Não os rejeite, mas traga-os para a conversa”. Greca ainda assinalou que o município acionou uma rede de proteção à vida, através de órgãos de segurança e da Polícia Federal. “Vamos trabalhar no sentido de alertar e prevenir essa praga moderna” acrescentou.

​O prefeito parece ter tocado em dois pontos fundamentais segundo o meu parecer: A família e o diálogo. Tive ainda mais certeza quando assistia um noticiário que trazia um caso de uma ocorrência do Mato Grosso do Sul. Uma professora conseguiu obter mensagens do telefone de um adolescente que tinha como desafio envenenar trinta crianças de três colégios diferentes. Na mensagem ele pedia perdão para todos os pais. Perguntei-me porque ele não teve abertura para falar com os próprios pais…
​Angela Bley, psicóloga coordenadora do instituto de psicologia do Hospital Pequeno Príncipe, de Curitiba, diz que o adolescente com autoestima baixa, sem vínculo familiar fortalecido é mais vulnerável a cair neste tipo de armadilha. “O que tem diálogo em casa, não é criticado o tempo todo, tem autoestima melhor, tem risco menor. Deixe que ele fale sobre o jogo, o que sente, é um momento de diálogo entre a família.”
​Difícil, mas urgente e necessário neste momento é o desafio de resgatarmos vínculos reais (a começar pelos familiares) numa cultura completamente virtual. Para uma geração que quase vive virtualmente, é pedir demais? Quantos adultos olham mais os celulares que os filhos? Podemos trocar o verbo jogar pelo verbo conversar? Quem são os primeiros a colocar os jogos nas mãos dos filhos? Encantei-me ao ver esta semana em uma oficina de arte-terapia o primeiro desenho no tecido de uma menina de sete anos…
​Algumas dicas de especialistas podem nos ajudar a refletir e repensar nosso comportamento com a geração y:
1. Fique atento à mudança de comportamento;
2. Compartilhe projetos de vida;
3. Abra espaço para diálogo;
4. Adolescentes devem buscar aliados e
5. Escolas podem criar iniciativas pela vida

​Ainda neste contexto deste jogo mortal, alguém corajosamente afirmava: ”Os nossos jovens estão se suicidando, e cada vez mais, porque a gente não presta atenção neles. Não é o desafio da Baleia-azul que está matando os nossos adolescentes. É a nossa insensibilidade”. Recordei-me, então de palavras proféticas da Madre Teresa de Calcutá: “A maior doença do Ocidente hoje não é a lepra nem a tuberculose; é ser indesejado, não ser amado e ser abandonado. Nós podemos curar as doenças físicas com a medicina, mas a única cura para a solidão, para o desespero e para a desesperança é o amor. Há muitas pessoas no mundo que estão morrendo por falta de um pedaço de pão, mas há muito mais gente morrendo por falta de um pouco de amor. A pobreza no Ocidente é um tipo diferente de pobreza não é só uma pobreza de solidão, mas também de espiritualidade. Há uma fome de amor e uma fome de Deus”.
​Sim, tudo indica que a cultura da morte atual continua fazendo suas vítimas e se atualizando porque falta Deus, e, portanto, falta amor!
​Esta iniciativa do mal poderia também nos levar a pensar o quanto estamos sendo lentos para o bem. Até quando os filhos das trevas, no dizer de Jesus, serão mais espertos que nós? Um exemplo, porém, de reação positiva foi criada por uma dupla de publicitários paulistanos que resolveu divulgar uma versão positiva do game: O ”Baleia Rosa”! Com otimismo, criaram 50 tarefas que fazem o bem ao outro e ao próprio jogador. Entre as propostas da “baleia do bem” estão tarefas como “Converse com alguém com quem você não fala há muito tempo” e “Grite na rua: eu me amo”. Isto sim nos dá esperança! Isto sim é digno da adolescência e da juventude! O Projeto de São Paulo me faz lembrar o apelo de ”Globalização da solidariedade” do Papa João Paulo II e a ”Cultura do encontro” do Papa Francisco. Também penso na música da jovem curitibana Ana Vilela, trem bala, quando ela fala de uma “chuva de vida que cai sobre nós”. É desta chuva que as novas gerações precisam!

​Sim, vamos rezando, amando, unidos pelo bem, educando as gerações com nossas atitudes para as virtudes que podem trazer novamente esperança para nosso país neste tempo de profunda crise moral, e colaborando para que esta “onda” passe o mais rápido possível e leve novamente a Baleia-Azul para o fundo do mar…”

Por Padre Dudu

20 de Abril de 2017

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Pokémon GO: Novidade? Vício? Ameaça? Alucinação? Absurdo? Por Padre Dudu.

“Os famosos “monstros de bolso” (tradução das palavras inglesas que formam a palavra Pokémon) são criaturas fictícias, imaginárias, que se tornaram uma verdadeira febre no final dos anos noventa nos vídeo games e desenhos. Até aqui, acredito que não haja novidade para ninguém.
Alguns falam de outra possível tradução: “Demônio de Bolso”. Também já disseram que o criador desses personagens, um japonês, após ter terminado o projeto, começou a viver como bicho, até ser internado em um hospício onde logo morreria por suicídio. Precisamos pesquisar…
A questão agora é a chegada (último dia 3 de Agosto) no Brasil do aplicativo “Pokémon GO” criado para os Smartphones. As propagandas dizem: “Finalmente Pokémon GO está entre nós, e é chegada a hora de aprender o máximo para se tornar mestre Pokémon”. Os apaixonados pelos jogos querem apenas uma coisa: “Alcançar o maior dos objetivos: Capturar os mais poderosos Pokémon”.
E a febre começou! Disponíveis já nas lojas online da Apple e do Google, o jogo já começou espalhar monstrinhos (ou diabinhos) pelas cidades todas (preferia anjos!). E a ideia é que os jogadores (na maior parte, crianças) andem pelas ruas procurando o Pokémon! Ah…até encontrá-los! Atenção pais! Pensem no teor e na proposta do jogo! Nem tudo que parece inofensivo, o é na realidade! Essa é a diferença do jogo! Se nossos filhos estavam escravos dos celulares e tablets em casa, agora sairão para as ruas à caça dos pokémons! Creio que era melhor meu tempo de criança em São Gonçalo quando íamos atrás das tanajuras ou das pipas; ao menos eram reais!
Essa mistura de realidade com o mundo virtual (mais virtual que real. Real mesmo só o aparelho celular) pode se tornar uma epidemia, um vírus, uma febre esdruxula. Serão quase (que me desculpem os jogadores) como zumbis circulando pelos espaços vazios capturando Pokémons, que até então totalizam em 250 tipos diferentes. Temos que pensar!
Alienação? Distanciamento da realidade? Exclusão do mundo real? “Idiotização social” como alguns falaram? Infantilização dos adultos? Tentativa de transformar o mundo real em um vídeo game gigante? Invasão de espaço? Tem até Pokémon na nossa Igreja, e nem a Apple nem o Google me pediram!!!
Temos que pensar! No Rio, o jogo começou exatamente antes das Olímpiadas! O Prefeito que não gosta de Maricá quer copiar os EUA, onde já aconteceram inúmeros acidentes, também no trânsito. Soube, através de uma amiga, de crianças atropeladas e caindo de janelas e escadas na tentativa de capturarem os pequenos demônios de bolso! Fora os assaltos aos celulares que triplicaram neste segundo dia de uso em São Paulo, por exemplo. Fanatismo? Insensatez? Guerra espiritual? Brincadeira? Mais um aplicativo? O tempo e os frutos dirão! O problema é que no Brasil, tudo tem proporções gigantes. Se isso for um mal, nos preparemos. Imagine Pokémon nas escolas, igrejas, mercados, praças, ruas, na praça de alimentação do shopping?
Capturar todos? Sair de casa? Podíamos aproveitar o ensejo para falar aos nossos filhos sobre a complexa realidade que a sociedade atravessa. Seria tão bom se eles voltassem a sair de casa para comprar o pão para os pais, os remédios para os avós. Se saíssem para recolher alimentos e agasalhos para os mais carentes. Se promovêssemos a “cultura do encontro” como pede o Papa Francisco!
Ah se eles saíssem com a mesma disposição para a Escola e a Igreja! Para o Culto e a Missa! Para a sala de aula! Imagina nossas crianças no recreio? O Fenômeno Pokémon ainda está no começo! Vamos, em contrapartida, ensinar nossos filhos a saírem de si, a procurarem Deus, e os amigos, os parentes, e a natureza real, os animais e as verdadeiras instituições que edificam e formam um ser humano para a batalha da vida!
Vamos à Caça do Avivamento do Bem, da necessidade do Próximo, do Real, do Evangelho e da Família, do trabalho justo e honesto, da Cultura da Vida e da Civilização do Amor! Vamos à busca de Deus, da Igreja e do estudo, do Perdão e da Paz! Deixemos que os monstros se ocupem e enterrem seus próprios monstros! Deixemos os demônios no inferno. Deixemo-nos no bolso do diabo. Nascemos de Deus e para Ele, nascemos para o Céu! Aplica-te ao Amor Real e sem fingimento!
Não perca tempo! Saia e espalhe a bondade real que está em você para todos os que pelos caminhos da vida você encontrar! Vá! A vida é curta! O mundo precisa! Saia! Para isso não é preciso nem telefone, nem rede, nem aplicativo, nem dinheiro! Vai humaniza com amor e por amor o ser humano que se coisificou, desumanizando-se.
Nada de monstros, apenas homens e mulheres novos pelo Amor!”

 

Padre Dudu

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A Culpa não é da Tocha! Por Padre Dudu

“Sim gente! A culpa não é da tocha! A tocha é neutra! Ela não governa o Brasil, o Estado, nem nossos municípios. Não foi ela também que elegeu nossos governantes. Se estamos em crise, a situação é um pouco mais complexa! Havendo culpa, essa deve recair sobre nós, cidadãos e sobre os que deveriam manter e administrar os bens públicos, nossos políticos! Quão ingênuo é culpar um objeto ou revoltar-se pelos quase 200 mil (que todos dizem) que podem ter saído dos cofres de nossas prefeituras… Quantos milhões foram desviados e nunca nos posicionamos; talvez em alguns casos porque também fomos beneficiados….

A dois dias antes de chegar ao Maracanã para a cerimônia de abertura dos Jogos do Rio de Janeiro, a tocha olímpica passeou por parte da cidade-sede e por redondezas, mais precisamente pela Baixada Fluminense, nesta quarta-feira. Foram cerca de 120 km percorridos e 207 pessoas conduzindo a chama, que saiu de Niterói em veleiro tripulado por ídolos da vela como Torben e Lars Grael e passou por Duque de Caxias, São João de Meriti, Nilópolis, Belford Roxo e Nova Iguaçu.
Alguns momentos tensos marcaram a trajetória. Na parte da tarde, protestos em Duque de Caxias obrigaram o carro de mídia a ficar fechado por um tempo. À noite, em Belford Roxo, um morador local tentou apagar a chama jogando cal e água. No mesmo local, explosões de bombas foram ouvidas, mas nada que comprometesse a integridade dos participantes. Manifestantes também apareceram em São João de Meriti, atirando copos e garrafas, e em Nova Iguaçu, arremessando lixo. Que bom que em Rio Bonito e em nossos Municípios vizinhos nada disso aconteceu!

Vamos terminar falando de coisa boa? Uma mensagem positiva, profética, portadora de esperança: O Papa Francisco, ao final da Audiência Geral desta quarta-feira (03/08), o Papa enviou uma mensagem ao povo brasileiro, por ocasião dos Jogos Olímpicos. Eis as palavras textuais do Papa:
“Queria agora dirigir uma saudação afetuosa ao povo brasileiro, em particular à cidade do Rio de Janeiro, que acolhe atletas e torcedores do mundo inteiro por ocasião das Olimpíadas. Diante de um mundo que está sedento de paz, tolerância e reconciliação, faço votos de que o espírito dos Jogos Olímpicos possa inspirar a todos, participantes e espectadores, a combater o bom combate e a terminar juntos a corrida (cf. 2 Tm 4, 7-8), almejando alcançar como prêmio não uma medalha, mas algo muito mais valioso: a realização de uma civilização onde reine a solidariedade, fundada no reconhecimento de que todos somos membros de uma única família humana, independentemente das diferenças de cultura, cor da pele ou religião. E aos brasileiros, que com sua característica alegria e hospitalidade organizam a Festa do Esporte, desejo que esta seja uma oportunidade para superar os momentos difíceis e comprometer-se a ‘trabalhar em equipe’ para a construção de um país mais justo e mais seguro, apostando num futuro cheio de esperança e alegria! Que Deus abençoe a todos!”

A Família Olímpica consta de 209 países e 1384 pessoas. Até refugiados de países como Sudão, estarão presentes. Oxalá que outra chama, a chama do Amor toque tantas pessoas que estiverem no Rio nestes dias. Impossível? Para o que Deus que é Amor, nada é impossível!

Acenda, em nós Senhor, a chama que ninguém apague! Ilumina o Rio e o Mundo com a Luz e o Fogo do Teu Espírito!”

 

Padre Dudu

Padre Dudu - Canção Nova.

Como viver bem a Semana Santa?

“Somos um país de raiz profundamente cristã. Nossa cultura e, nestes próximos dias, também o nosso calendário, nos dão prova disso. Não é possível construir uma sociedade verdadeira sem a referência e a vivência dos valores humanos e cristãos. Construir, pensar e legislar prescindindo de Deus é uma tolice que a história nos comprova. Deus é nosso melhor e maior Recurso!
Pois bem, aproximando-se da Semana Santa, partilho algumas intuições que podem nos ajudar a vivê-la como cristãos autênticos, ou, ainda, como homens e mulheres de boa vontade que possuem bases cristãs e respeito a Deus.
1- Ainda que você retire esses dias para o justo descanso viajando, não se esqueça de Deus! Sendo você cristão católico veja com antecedência os horários da programação local. Ao menos a Missa do Sábado de Aleluia deve ser vivida com intenso fervor e devoção. Se você for evangélico-protestante, não deixe de celebrar o Domingo de Páscoa. Medite também o mistério da Cruz do Senhor. Se você é um irmão ou irmã que está afastado ou não pratica nenhuma religião, que tal ler um dos relatos do Evangelho sobre a Paixão e Morte de Jesus ou assistir um Filme?
2- Gostaria de pedir algo aos jovens: Não façam nem participem de festas na Sexta Feira Santa! Seria um ato de desrespeito e ultraje ao Cristo Jesus. Neste dia, somos chamados ao recolhimento e a sobriedade. Ok?
3- Se você é educador ou pai, estes dias são oportunos para falar do Amor de Deus aos seus filhos! Precisamos tanto do Amor nestes tempos! Não permita que o coelho roube o lugar do Salvador! Se você é cristão, recorde-se dos nossos irmãos mais velhos, os judeus. A Páscoa judaica era o momento propício deles recordarem as maravilhas do Senhor, ensinando às novas gerações;
4- Em muitas famílias, ainda há o salutar costume do almoço dominical. Poder-se-ia aproveitar o Domingo de Páscoa para se realizar um grande almoço festivo, onde houvesse um momento de reconciliação coletiva e uma oração de ação de graças pela salvação que Jesus nos trouxe na Páscoa. Um Pai Nosso bem rezado pode alcançar tantos corações!
5- Nosso País, que possivelmente atravessa um dos momentos mais difíceis de sua história, foi descoberto no tempo da Páscoa. Os cristãos que frequentam a Casa de Deus, os homens e mulheres tementes a Deus que oram e rezam em suas casas, poderiam elevar um grande clamor a Deus pela restauração e avivamento da nossa nação. Há uma palavra bíblica que diz: “Se então o povo sobre o qual for invocado meu nome se humilhar, orar, me procurar e se converter de sua má conduta, eu escutarei do céu, lhe perdoarei o pecado e restituirei a saúde da terra” (II Crônicas 7, 14).
Nenhum brasileiro pode se omitir nesta hora! Jesus Ressuscitado abençoe a nossa Pátria e povo brasileiro livrando-nos das serpentes, cobras, jararacas e escorpiões. Maria pise a cabeça de todos eles e interceda pelo bem de nosso povo para que haja ordem e progresso, Páscoa verdadeira, e não apenas no calendário civil e religioso. Deus, salve o nosso povo! Deus, salve o Brasil! Queremos uma Semana Santa, um Ano Santo, uma Nação Santa! Lave a jato todo mal! Amém!”

Por Padre Dudu

Padre Dudu - Canção Nova.

Apenas chuvas fortes?

“O que está acontecendo com o planeta? A violência que está no coração do homem está produzindo a pior de todas as chuvas: A chuva da maldade e da indiferença, do lucro e da ganância, do abandono e do desamor! Crescemos com a falsa informação de que somos proprietários e dominadores da natureza! Esquecemos que um crime contra a natureza é um crime contra Deus e o próprio homem!
As soluções não podem apenas ser políticas ou técnicas. O mundo, diz a Encíclica sobre do Meio Ambiente do Papa Francisco, é mais que um problema a resolver; é um mistério gozoso que contemplamos na alegria e no louvor. Deus é menos louvado e reconhecido quando a natureza é destruída, manipulada e desestruturada.
A poluição voluntária e desmedida, os resíduos domésticos e comerciais não cuidados, a cultura do descarte que afeta tanto seres humanos excluídos da sociedade estão colocando em risco o futuro da humanidade. O aumento do aquecimento global, a escassez da água, o processo de desertificação…A sociedade globalizada é chamada a ter uma nova consciência de mudança de estilo, de comportamento de vida!
Em tantos casos verifica-se uma indiferença diante das tragédias. São os mais pobres os que mais sofrem! Tantos problemas mascarados ou negligenciados pelo poder público? Quanta irresponsabilidade também do cidadão. Em nossa cidade virou cena comum vermos sofás e colchões nas calçadas e nos terrenos baldios. Agrava o fato de não termos nem mesmo um lugar de despejo para tais objetos. Não temos aterro sanitário apropriado. Ainda em 2016, irmãos não possuem saneamento básico! Garrafas pets? Parece um festival! A degradação social gera a degradação ambiental. A crise ambiental é crise antropológica! Salvaremos o criado se o homem for convertido! O Papa fala hoje de “conversão ecológica”.
Falando aos prefeitos de muitas partes do mundo, ele dizia: “Não se pode separar o homem de todo o resto, pois existe uma relação que incide de maneira recíproca: o meio ambiente sobre a pessoa e a pessoa sobre o meio ambiente”.
Nossos municípios estão gemendo com o início daquilo que pode ser um anúncio de uma catástrofe ambiental. O grito dos mais pobres ainda não se faz ouvir? Nossos prefeitos, vereadores e secretários? Estão em seus gabinetes e salas? Preferem seu ar condicionado e sua zona de conforto ou estão no meio do nosso povo? Pisam o chão de nossa gente ou tomam café com eles apenas nos anos eleitorais? Vocês visitam os moradores mais necessitados antes, durante e depois das chuvas? Delegam funções e mandam em vosso lugar ou tocam na carne o sofrimento dos irmãos? Alguém de nós sabe o que é amanhecer sem nada? Já perdemos nossos bens materiais? Nossos parentes morreram eletrocutados por negligência? A privatização de nossas estradas está acima da dignidade da vida? Água, roupa e colchão não darão solução plena!
Essa luta é de todos: Poder público, sociedade civil, igrejas cristãs, homens e mulheres de boa vontade. Cuidar agora. Criar uma nova cultura agora. Administrar com responsabilidade, zelo, ternura e eficácia. Não poluir meu ambiente. Pensar nas próximas gerações. Viver a ecologia cotidiana diante do meio ambiente e do próximo. Viver o Evangelho! Quantos ‘pastores’ incapazes de estarem com seu povo também nessas horas, São lobos que querem a lã e o leite. Seremos julgados!
Deus nos salve da hipocrisia, crie em nós um espírito forte e corajoso. Livre-nos das piores chuvas. Traga-nos chuvas de bem, de solidariedade, de responsabilidade pessoal e política, de amor, de comunhão, inciativas de perdão e paz, criatividade generosa e dignificante. Cessem as mortes prematuras e não queridas por Deus! Seja avivada e esperança inquebrantável e a fé operosa! Governos, Famílias, Igrejas, Instituições, Homens e Mulheres sensatos, despertemo-nos e levantemo-nos; trabalhemos, antes que sejamos carregados pelo dilúvio definitivo como no tempo de Noé!”

Padre Dudu

Padre Eduardo Braga.

Padre Dudu representa a Igreja que ensina, liberta e cuida

No dia 28/02/2016 (domingo), fui convidado por minha mãe para acompanha-la ao almoço beneficente, o qual se realizou no Recanto Sacerdotal Jesus Bom Pastor, em Itaboraí.  Inicialmente, a proposta era um almoço beneficente, objetivando levantar fundos para a manutenção do Recanto Sacerdotal, cuja finalidade é dar o mínimo de conforto e abrigo aos padres aposentados, que dedicaram sua vida ao sacerdócio. Todavia, quando cheguei ao Recanto, fui surpreendido pelo amor e pela fraternidade das pessoas, que trabalham, se doam e mobilizam outras em nome da caridade.

E assim, o aniversariante do dia, que era o Padre Dudu, acabou me dando um presente com o evento, enquanto que, a cada minuto, eu ia desembrulhando a caixa imaginária para ver a surpresa que estava no seu interior, sendo apresentado ao recanto sacerdotal, com seus cômodos e sua simplicidade, testemunhando que o ser humano pode fazer maravilhas, quando é direcionado pela graça de uma comunidade, que se preocupa mais com o próximo e o estranho do que consigo mesma.

Lembro-me que Padre Dudu se sentou à mesa, e falava sobre a experiência da recente missão apostólica na Ilha Marajó, cujos moradores daquela região tiveram acesso à saúde médica e bucal pela primeira vez em suas vidas, através do projeto, enquanto que a singularidade ficava mais evidenciada quando uma senhora de 78 anos materializava tamanha carência por parte das políticas públicas. E, de uma forma muito lúcida, o pároco me apresentava uma Igreja que não cuida somente do espírito e da alma, mas do corpo dos indivíduos e da sociedade.

No mais, gostaria de agradecer pela experiência salutar e pelo acolhimento.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Padre Eduardo Braga.

AS ÚLTIMAS MORTES EM RIO BONITO

“Na última semana, nossa “pacata cidade” viveu (ou deveria ter vivido!) dias de luto. Foram muitas perdas humanas. Mortes naturais, assassinato e acidentes tocaram o coração daqueles que ainda possuem sensibilidade. E aqui está a questão mais sútil!
Segundo a expressão do Papa Francisco, a globalização da indiferença, nos tirou a capacidade de chorar. A cultura do bem estar (próprio e egoísta!) nos anestesiou e nos leva a pensar apenas em nós mesmos, torna-nos insensíveis com os outros.
Quem chorou a morte de Douglas e Vitor? Quem ainda pensa que um adolescente como Douglas ainda não estava na hora de partir? Sua morte ficará impune? Pecadores? Quem não for, atire a primeira pedra! Quem os chorou? Quem ainda lembra, sente compaixão e ora por aquela criança encontrada na beira do valão ano passado? Rios bonitenses também adoeceram pela insensibilidade do coração!
O acidente dos operários? Oramos por suas famílias? A dor deles foi também um pouco da nossa? Perdemos alguns minutos de sono naquela sexta para sábado? Nossas Igrejas também foram abatidas pela tibieza? Onde está o poder do fogo, da intercessão, do avivamento nestas horas? Sustentamos varões e “varoas” nossa Cidade com nossos joelhos ou ainda (como os pagãos) estamos pedindo carros, casas e prosperidade ao Senhor dos Exércitos?
Geralmente somos tocados apenas quando a dor e a angústia nos toca. Que pobreza! Precisamos disse o Papa aos jovens na África, ser compreensivos com os demais. Se vocês não receberam amor, amem os demais. Se sentiram a dor da solidão, concluía Francisco, aproximem-se daqueles que experimentam solidão.
Sobra-nos tempo para o julgamento, falta-nos tempo para perdoar e amar. Por isso somos uma sociedade que adoece. Temos remédio: Precisamos amar. Precisamos retornar de coração a Deus, sem interesses. Corações abertos à fé e a esperança sempre estarão abertos aos irmãos a certeza do futuro! Temos futuro se tivermos Deus! Teremos futuro se vivermos o amor! A dor, a tragédia e a morte não terão a última palavra sobre a história humana. Há um rebento novo de vida eterna e ressurreição desde o dia em que Jesus venceu a morte com Sua morte. Douglas e Vitor recebam a vida eterna! Operários do acidente sejam convivas na mesa celeste! Descansem em paz! Amém!
Deus perdoe nossa insensibilidade, nossa ausência de lágrimas e a dureza de nossos corações e convertei-nos antes que o Beto anuncie nosso velório na funerária Santo Antônio! Amém!
Parentes de nossos irmãos recebam do Espírito Consolador o que em nossa fraqueza não vos demos! Amém!”

Pe. Dudu

Padre Dudu - Canção Nova.

Dez passos para começar o ano em Deus

“Diariamente, somos desafiados a “dar a Deus o que é de Deus e a César o que é de César”. É um bom combate, uma luta constante na batalha da vida! Não é só a ação ou a experiência que enriquecem nosso ser. Tudo depende da qualidade dos nossos atos e experiências. Uma abundância de ações mal vividas também pode esgotar nosso ser, esvaziar nossos sonhos, roubar o sentido da vida. Não podemos viver apenas para “fazer alguma coisa”.

Como viver no início deste Novo Ano?

Começar em comunhão com Deus, Sob o olhar carinhoso da Mãe: Guardar o primado de Deus! Nos primeiros instantes de 2016, pela fé, entregamos tudo a Ele! O cristão deveria, onde estivesse, com quem estivesse, parar e rezar. No primeiro dia do ano civil, a Igreja nos faz celebrar a “Mãe de Deus”. Dia Santo de preceito. Começar com a benção da Mãe nos deve confortar! Consagrar o novo ano a Ela: Eis um bom e santo segredo!

Vivendo reconciliados: Começar o ano com ressentimentos e mágoas não é inteligente nem poderá fazer bem. Aproveite o dia internacional da paz para estar em paz com todos! Libere perdão! Comece um novo ano interiormente livre, literalmente novo.

Em Família: Em meio ao contexto da crise, não se pode esquecer que a Família é o melhor recurso do ser humano. Basta pouco para programar algo em família. Na verdade, basta querer. Não são grandes viagens; mas momentos intensos vividos juntos nestes dias onde possivelmente todos gozam de férias.

Cuidar da saúde: Bom também seria tirar uns poucos dias para os exames de rotina. Cuidar do corpo que precisará ter forças suficientes para enfrentar os desafios do novo ano;

Viver com propósitos: Um pequeno plano de vida não faz mal a ninguém. Nada de esquemas rígidos e fechados; mas alguns objetivos, virtudes e propósitos a serem alcançados devem nos motivar quando as dificuldades chegarem;

O justo descanso: Descansar é sempre necessário e salutar. Repousar ao menos dois ou três dias é uma necessidade neste tempo presente. Fazer memória de como Deus, em sua fidelidade e providência, tem me ajudado; permitir a alma descansar em Deus, entregando a Ele as preocupações;

Boas leituras, sobretudo a Escritura: O tempo das férias pode ser propício para as leituras que enriquecem e fortalecem nosso espírito. Recordo de um pedido do Papa Bento: Leiam integralmente os pequenos livros da Bíblia durante as férias!

Visite parentes e amigos: Aproveitar o tempo livre para viver a “cultura do encontro” visitando pessoas que você não vê há algum tempo é um ato salutar;

Praticar obras de misericórdia: Como bons católicos, em comunhão com o Ano Santo da Misericórdia, o exercício das obras espirituais e corporais de Misericórdia pode ser um ato concreto para nossa vivência de férias verdadeiramente cristãs;

Participe da Santa Missa em Igrejas que você ainda não conhece: Ao fazer tua programação semanal ou mensal de férias, priorize a Santa Missa dominical, e, se puder, vá a uma Comunidade Católica diferente para perceber a riqueza e a diversidade da nossa Igreja. Se estiver em um grande centro onde tenha a Catedral, visite a Porta Santa neste Ano da Misericórdia!

Que a Fé no Deus Vivo e Verdadeiro nos diga que Ele nos acompanhará todos os dias deste ano que começamos. Sustentados pela Esperança, caminhemos na certeza de que é Fiel Quem fez a Promessa! Oh não! Ele Não dorme, nem cochila! O Seu Espírito virá em socorro à nossa fraqueza! Caminhemos, ao longo deste ano, Ano da Misericórdia, certos de que a alegria de Deus é nos perdoar e fazer em nós, como em Maria, maravilhas!”

Padre Dudu