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SOBRENATURAL

Diante do caos constitucional,

Dos abusos cometidos contra a nação,

Gostaria de ter o poder sobrenatural,

Caminhar sobre as águas do mar

E voar para bem longe dessa conspiração,

Sem necessitar do visto e do carimbo

Ou tirar o passaporte do bolso.

O problema é que a saudade me mata,

Enquanto que ainda não saí de Rio Bonito.

Não quero carregar a culpa de ter partido,

Apagado a luz…

E fechado a porta,

Porque as crianças precisam ter esperança,

Mesmo que ainda não tenham nascido.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior : .

Rio Bonito, 02 de agosto de 2018.

Padre-Dudu-Braga

Já pensou no poder do teu voto?

“Menos de um mês nos separam das eleições municipais. É uma oportunidade para nossa população falar através das urnas. Não percamos a chance de ter uma participação ativa e consciente que resgate a política e eduque para cidadania. Recordemos que se trata de uma eleição sem o financiamento empresarial e regida pela lei da Ficha Limpa, relevantes conquistas da sociedade brasileira.
Vamos tentar partilhar nas próximas semanas alguns critérios que cristãos e homens de boa vontade devem levar em conta para votar dignamente.
Para começar nossa reflexão me utilizarei de uma comparação que os bispos filipinos fizeram entre os dez mandamentos e as eleições.

Vejamos:

Primeiramente, convidam a “não votar por um ateu ou por alguém que ofende o nome de Deus” e a não votar em candidatos que usam fazer promessas vazias, não mantidas.
Terceiro ponto: “as autoridades públicas devem garantir aos cidadãos um tempo destinado ao descanso e ao culto divino”; a quarta indicação recorda que os políticos têm o dever de promover políticas em favor da família.

Em relação ao mandamento “não matar”, o texto afirma que “um eleitor católico não pode votar em candidatos que se opõem à sacralidade da vida humana, desde a concepção até a morte natural”.

Sobre o sexto ponto, a Igreja recorda o compromisso em “promover a visão cristã da sexualidade e do matrimônio, com a dignidade e a autêntica liberdade de vida, realmente frutífera”. “O problema da população não é uma questão de números, mas de cuidado das pessoas e da melhoria de qualidade da vida humana”, recorda a mensagem.

Sobre o sétimo conselho, “não roubar”, os Bispos convidam a considerar candidatos não envolvidos em negócios sujos ou corrupção e apropriação indevida de dinheiro público; enquanto sobre o “falso testemunho” se convida a desconfiar das “mentiras da propaganda por parte de candidatos que enganam intencionalmente” para “receber o favor dos eleitores”. Enfim, o texto recorda o empenho necessário com o respeito da mulher e da dignidade humana e para libertar os cidadãos das consequências da pobreza.

Para escolher e votar bem é imprescindível conhecer, além dos programas dos partidos, os candidatos e sua proposta de trabalho, sabendo distinguir claramente as funções para as quais se candidatam. Dos prefeitos, no poder executivo, espera-se conduta ética nas ações públicas, nos contratos assinados, nas relações com os demais agentes políticos e com os poderes econômicos. Dos legisladores, os vereadores, requer-se uma ação correta de fiscalização e legislação que não passe por uma simples presença na bancada de sustentação ou de oposição ao executivo.

É fundamental considerar o passado do candidato, sua conduta moral e ética e, se já exerce algum cargo político, conhecer sua atuação na apresentação e votação de matérias e leis a favor do bem comum. A Lei da Ficha Limpa há de ser, neste caso, o instrumento iluminador do eleitor para barrar candidatos de ficha suja.

Vamos pensar bem; o poder para transformar este momento de crise pode estar passando pelas tuas mãos!

Deus te abençoe!
Padre Dudu

Unidos pelo Avivamento !”
Pe. Dudu

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Rio Bonito é o verdadeiro teatro dos vampiros

Poderia ficar calado, deixando de escrever ou falar aquilo que penso, que é o resultado daquilo que vejo, percebo, sinto e processo no meu cérebro. Entretanto, há uma força maior que movimenta os músculos das minhas mãos, fazendo com que as palavras se construam diante da tela do computador.

A cidade de Rio Bonito está abandonada. Enquanto que o capim e a erva daninha infestam as divisas existem entre os paralelepípedos por suas ruas, desde as periferias até o centro. O governo construiu clínicas e unidades de pronto atendimento descartáveis, que serão desmontadas da noite para o dia, caso o aluguel dos contêineres não seja pago. Mas, faltam os medicamentos necessários ao atendimento célere e responsável, porque os médicos e os enfermeiros precisam ser santos e realizarem milagres em nome do salário.

A cidade de Rio Bonito está falida, mas não é pela falta de dinheiro. Simplesmente, nossos governantes decidiram construir estruturas, cujos suportes não poderão ser aplicados, tendo em vista que a mão-de-obra é pouca, bem como, seus certificados. O dinheiro está se esvaindo na forma do asfalto, do concreto e da pedra brita. Eles construíram pirâmides, que não testemunharão a história, porque não fazem qualquer sentido no presente mesozoico de uma sociedade que deseja emprego e salário, mas sem a obrigação do compromisso consigo e com o contribuinte.

E assim, seremos as testemunhas do apocalipse da geração dos órfãos do colegiado, que terão que construir novos tótens  e deuses, enquanto que a cegueira da adoração será transferida para uma alma doce, gentil e atormentada pelo confronto moral entre a justiça e o gosto afrodisíaco do poder.

Os vampiros voltarão aos seus sarcófagos e entrarão em torpor, na esperança de retornarem numa geração menos educada e doente, porque eles sugaram o sangue das últimas três dinastias, enquanto que as gotas restantes se amargaram pelo sódio do ócio e o álcool do cio.

Por fim, na esperança de que tudo se resolva num passe de mágica, o cidadão pega seu dente de alho e sua estaca, deslumbrando acabar com a origem de tudo isso. Todavia, não há qualquer hipótese do povo acabar com tais tiranias, sem que a estaca perfure o próprio peito, porque somos o alimento que nutre nossos políticos, através das nossas fraquezas e vícios.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Cueca Branca

No Brasil, partido político é que nem cueca branca

Há um problema no Brasil, quando o assunto é a atribuição da responsabilidade pelos erros e consequências da má decisão ou escolha, tanto na economia quanto no jogo do poder dentro da política. Simplesmente, a sociedade e a imprensa condenam o Poder Executivo, quando é o legislativo que constrói as dinastias dentro da política.

As dinastias, quando são contrariadas ou não conseguem estabelecer a herança e a continuidade do poder, decidem criar uma nova legenda, sigla ou partido político. É justamente nesse momento que as opiniões se perdem, principalmente, por parte da imprensa, tendo em vista que os erros são cometidos pelas pessoas, mas, no final, os partidos assumem a culpa pelo todo, deixando os agentes livres para migrarem em novas legendas, cometendo os erros de antes.

No final, o partido político tem a mesma função da cueca branca com a marca do freio de bicicleta: – Tira-se uma e coloca outra no lugar, até que outro acidente aconteça.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior