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Sobre a Operação Lei Seca e o Whatsapp

No dia 02/09/2017, fui dar uma volta em Rio Bonito à noite e me pararam pela primeira vez na Operação da Lei Seca. Achei muito interessante. A policial me parou, pediu os documentos e solicitou para acompanhá-la. Achei muito legal o aparato tecnológico e o bafômetro. Um colega me perguntou se eu estava preocupado: – Eu disse que não, porque pago meus impostos em dia e não bebo álcool. O bafômetro continuou zerado, me entregaram os documentos, enquanto que fiz o retorno e voltei para casa, com a sensação estranha do dever cumprido.

Na mesma noite, começaram os envios das mensagens pelo whatsapp e facebook, avisando que a Lei Seca estava em frente ao Super Market. Eu paguei a conta, entrei no carro e fui até lá para testar o serviço, que merece nota 10. Só faltou o cachaceiro de plantão, que deve ter mudado o percurso por causa da mensagem, até que ele provoque um acidente grave e machuque alguém que você ame. Pense nisso, antes de avisar sobre a fiscalização de qualquer coisa.

O DETRAN informou que existem mais de 60.000 pessoas que perderam o direito de dirigir e que não devolveram suas habilitações às autoridades competentes. Estranho, porque eu tenho a ligeira impressão que a maior parte dessa galera dirige em Rio Bonito.

Por fim, vejo uma sociedade hipócrita, cínica e demagoga, que exige mudança dentro de si e na política corrupta, mas que se recusa seguir seu discurso, começando pela desobediência às leis no trânsito e pelo envio das mensagens para proteger e blindar àqueles que estão alcoolizados ou sem a habilitação para dirigir, mas que mesmo assim insistem contrariar a lei, até baterem num poste em alta velocidade ou provocarem um acidente, envolvendo um inocente, porque, a partir do momento que eles beberam ou decidiram dirigir sem habilitação, se colocaram na condição de infratores, idealizando o suicídio ou o homicídio de outrem, que poderá ser alguém estranho, amigo, parente ou vizinho.

 

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Tanguá passa pela madrugada do terror, com a explosão do caixa eletrônico do Banco do Brasil

whatsapp-image-2017-04-21-at-11-13-57Na madrugada desta sexta-feira, 21/04/2017, por volta das 03:30 horas, uma quadrilha explodiu a unidade dos caixas eletrônicos da Agência do Banco do Brasil, destruindo a estrutura do banco parcialmente.

Conforme os relatos, a resposta da polícia militar foi imediata, enquanto que houve a troca de tiros, o que resultou na fuga dos meliantes do local do crime. Ninguém ficou ferido.

A tentativa do furto dos caixas eletrônicos do Banco do Brasil nesta madrugada se tornou a cereja do bolo no mês de abril de 2017, diante dos roubos e da violência aplicada por partes dos criminosos junto ao comércio e as residências localizadas à margem da BR-101, em Tanguá.

A verdade é que a economia está estagnada, enquanto que a única melhoria foi na propaganda política do PSDB e do PMDB. O Brasil registrou oficialmente o fechamento de 71.000 vagas de emprego formal em março deste ano, aumentando a fila dos desempregados de um lado, e o desespero do mercado e das famílias do outro.

18076977_1531587190246800_8136162656930554327_oPara piorar a situação, a ausência do dinheiro e do emprego provocou o aumento da concentração da renda nas mãos do governo e da elite, não sobrando muito para os usuários das drogas furtarem em seus lares e nas comunidades, o que provocou a inadimplência do tráfico de drogas, obrigando os traficantes à executarem os devedores de um lado, além de praticarem outros crimes do outro.

A solução para o problema não é imediata, mas paliativa, tendo em vista que o problema é de origem econômica, enquanto que a única garantia de proteção da sociedade está nas mãos dos bravos combatentes da política militar e civil, que não são valorizados pelos governos e pela imprensa convencional.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Falando de Segurança Pública

Rio Bonito está dentro dos padrões estatísticos da tipologia hierárquica dos crimes, salvo, àqueles, que estão ligados diretamente aos casos da violência doméstica, focalizando a violência praticada contra a mulher, os idosos e as crianças. Nesse caso, estamos falando duma tipicidade de crime que acontece dentro de casa, no convívio da própria família. Como os juizados da violência doméstica ainda são relativamente novos,  é comum o desequilíbrio nos registros e nos indicadores de desenvolvimento humano, que tenderão diminuir com transcorrer do tempo e a aplicação da própria Lei.

A polícia militar do Município de Rio Bonito sempre foi muito ativa e presente na sociedade, incluindo o BPRV em Boa Esperança, que é um dos recordistas em prisões e apreensões de entorpecentes no nosso Estado. Para falar a verdade, eu considero o trabalho da polícia civil e militar um ato de heroísmo, tendo em vista as ausências de estruturas e investimentos, sem falar nos salários baixos. O número dos réus presos nas varas criminais já fala por si só, que temos uma polícia em plena atividade, mas, por motivos das leis físicas e da matéria, não poderá estar em todos os lugares e atender todos os chamados ao mesmo tempo.

Há tempos, eu estava indo ao Ministério Público, quando o órgão se encontrava localizado no centro da cidade, e me deparei com uma cena de participação social incrível: – Um ladrão tentou roubar uma loja na rua da conceição, usando uma pequena faca. Um cidadão, de estatura alta  e forte, saiu da sua zona de acomodação, interviu na tentativa de roubo, desarmou o criminoso e o mobilizou, até a vinda da polícia. Esse tipo de iniciativa não é coberta pela imprensa local, porque não vende. Mas, o fato é que os riobonitenses são conhecidos por sua capacidade de adaptação e respostas aos delitos. A fama surgiu, quando tentaram roubar um banco na cidade, se não me engano na década de 50 ou 60, enquanto que a sociedade se juntou com foices e enxadas, resolvendo o problema sumariamente. Essa fama ainda está em Rio Bonito. O cidadão que interveio na tentativa de roubo é o exemplo total desta solidariedade e energia local.

Comparando a estatística e as prisões na nossa cidade com outras localidades, o prazo de resposta está rápido e eficiente por parte da polícia. Todavia, a segurança pública poderia ficar mais ampla é ágil, se o Município de Rio Bonito, através da recém-criada secretaria de segurança pública fizesse sua parte, legalizando, investindo e equipando sua guarda municipal, bem como, estendendo o investimento no monitoramento remoto, que inibe as práticas criminais de um lado, além de materializar contexto probatório do outro. A verdade é que, se isolarmos a polícia civil e militar, que são instituições estratégicas e operacionais do Estado, a Secretaria de Segurança Pública se limita em fazer reuniões e mediar o encontro entre a sociedade e a força de polícia, com uma atividade mínima e inexistente, se utilizando dos órgãos do Estado para fazer a fama.

As polícias militar e civil, bem como a Operação Lei Seca, têm a minha aprovação, analisando todo o contexto social, o prazo de resposta, as prisões e a presença nos pontos estratégicos da nossa cidade. No entanto, a secretaria municipal de segurança pública precisa justificar o sentido da sua existência aos riobonitenses, porque muito pouco foi realizado ou planejado com relação à pasta, incluindo o descaso estratégico com o monitoramento remoto e o investimento na guarda municipal, que são instrumentos importantíssimos no combate e na prevenção na área da segurança pública, que também foram promessas realizadas no palanque durante as eleições municipais, em 2012.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior