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Bolsonaro venceu as Eleições e deixou o PT e a imprensa brasileira na luta na lama

O PT (Partido dos Trabalhadores), após 14 anos no poder, viu seu plano de poder escorrer como água entre os dedos no segundo turno, com a vitória esmagadora do JAIR MESSIAS BOLSONARO, do PSL. Todavia, se considerarmos a era Temer e a parceria do PT com o PMD, atual MDB, no jogo do poder, o certo seria prolongar a predominância real do partido em 16 anos, uma vez que o discurso do golpe se demonstrou como uma farsa durante as alianças nas eleições gerais de 2018.

ELEIÇÕES 2018 – ANÁLISE DO VOTO PARA PRESIDENTE DA REPÚBLICA (Fonte: TSE)
Unidade Federativa (Estado) População IBGE Eleitorado Jair Bolsonaro Fernando Haddad Brancos Nulos Abstenção
Espírito Santo 3.988.088 2.754.749 1.276.611 747.768 51.580 102.536 575.920
Minas Gerais 21.085.435 15.699.063 6.100.107 4.382.952 309.049 1.275.394 3.631.561
Rio de Janeiro 17.194.327 12.406.861 5.669.059 2.673.386 219.829 859.238 2.985.349
São Paulo 45.675.471 33.042.569 15.306.023 7.212.132 746.949 2.581.039 7.196.426
Paraná 11.376.723 7.972.415 4.224.416 1.948.790 132.345 290.303 1.376.226
Rio Grande do Sul 11.344.168 8.353.814 3.893.737 2.263.171 208.909 411.601 1.576.396
Santa Catarina 7.104.740 5.073.146 2.996.242 940.724 88.680 221.888 855.612
Mato Grosso 3.455.630 2.330.011 1.085.824 549.001 23.071 60.981 611.134
Distrito Federal 2.985.749 2.086.086 1.080.411 463.340 44.657 102.988 394.690
Goiás 6.956.114 4.454.429 2.124.739 1.118.060 59.568 189.457 962.605
Mato Grosso do Sul 2.758.351 1.877.747 872.049 465.025 27.014 85.889 427.770
Pará 8.545.631 5.498.812 1.742.188 2.112.769 60.908 302.178 1.280.769
Acre 873.817 547.590 294.899 86.977 6.594 10.659 148.461
Amapá 834.777 512.117 185.096 183.616 6.589 19.638 117.178
Amazonas 4.102.469 2.428.821 885.401 875.845 29.353 118.680 519.542
Rondônia 1.764.197 1.175.634 594.968 229.343 13.856 44.054 293.413
Roraima 585.391 333.576 183.268 72.872 3.700 10.811 62.925
Tocantins 1.561.690 1.039.178 356.684 371.593 7.688 45.111 258.102
Maranhão 7.049.697 4.536.973 886.565 2.428.913 42.274 119.765 1.059.456
Alagoas 3.328.265 2.187.735 610.093 912.034 25.919 96.413 543.276
Bahia 14.834.584 10.391.945 2.060.382 5.484.901 107.203 547.841 2.191.618
Ceará 9.095.614 6.343.848 1.384.591 3.407.526 78.178 288.048 1.185.505
Paraíba 4.002.909 2.868.023 782.143 1.451.293 36.933 136.900 460.754
Pernambuco 9.519.133 6.569.316 1.661.163 3.297.944 76.515 341.822 1.191.872
Piauí 3.267.016 2.370.422 422.095 1.417.113 20.914 86.849 423.451
Rio Grande do Norte 3.489.041 2.373.876 652.562 1.131.027 29.990 129.752 430.545
Sergipe 2.285.660 1.577.191 364.860 759.061 21.087 119.746 312.437
TOTAL: 209.064.687 146.805.947 57.696.176 46.987.176 2.479.352 8.599.581 31.072.993

 

ELEIÇÕES 2018 – ANÁLISE DO VOTO PARA PRESIDENTE DA REPÚBLICA: ABSTENÇÕES
Região Unidade Federativa (Estado) Abstenção Abstenção % Estadual Abstenção % Regional Abstenção % Nacional
SUDESTE Espírito Santo 575.920 20,91% 22,47% 20,44%
Minas Gerais 3.631.561 23,13%
Rio de Janeiro 2.985.349 24,06%
São Paulo 7.196.426 21,78%
SUL Paraná 1.376.226 17,26% 17,67%
Rio Grande do Sul 1.576.396 18,87%
Santa Catarina 855.612 16,87%
CENTRO-OESTE Mato Grosso 611.134 26,23% 22,39%
Distrito Federal 394.690 18,92%
Goiás 962.605 21,61%
Mato Grosso do Sul 427.770 22,78%
NORTE Pará 1.280.769 23.29% 19,92%
Acre 148.461 27,11%
Amapá 117.178 22,28%
Amazonas 519.542 21,39%
Rondônia 293.413 24,96%
Roraima 62.925 18,86%
Tocantins 258.102 24,84%
NORDESTE Maranhão 1.059.456 23,35% 19,78%
Alagoas 543.276 24,83%
Bahia 2.191.618 21,09%
Ceará 1.185.505 18,69%
Paraíba 460.754 16,07%
Pernambuco 1.191.872 18,14%
Piauí 423.451 17,86%
Rio Grande do Norte 430.545 18,14%
Sergipe 312.437 19,81%

Em 2018, o Partido do Trabalhadores não soube analisar a hora de parar com a propaganda enganosa e de inventar mentiras para se manter no poder. Esse foi o maior erro do Fernando Haddad, que deveria ter começado a campanha se desvinculando do Lula e reconhecendo os erros do partido, oferecendo um novo recomeço, mesmo com seu péssimo desempenho como prefeito na cidade de São Paulo, quando entregou a principal cidade do país e da América Latina ao DÓRIA do PSDB, em 2016.Analisando as abstenções no segundo turno, fica claro que as pesquisas eleitorais falharam durante o período eleitoral, ficando no mesmo nível do Fake News, que era combatido pela imprensa no horário nobre, quando, de fato, a briga estava dentro das redações, com as obrigações diretas com seus respectivos patrocinadores, carregando a excessiva carga da parcialidade.Analisando os números das Eleições Gerais de 2018 para a Presidência da República, não há qualquer sombra de dúvida em relação à legitimidade do Jair Bolsonaro, mesmo com o aumento da taxa de abstenção para a média nacional de 20,44%, tendo o menor registro na Paraíba com 16,07%, enquanto que o maior foi no Acre com 27,11%. Todavia, em termo de impacto no universo eleitoral nacional foi a abstenção computada em 21,78% no Estado de São Paulo que causou espanto, com 7.196.426 eleitores, que fizeram questão de não participarem das eleições.

A vitória do Jair Messias Bolsonaro, do PSL, quebrou vários tabus políticos, matemáticos e financeiros na História do Brasil, uma vez que o Estado do Rio de Janeiro não faz presidente desde a República das Espadas em 1922, enquanto que o candidato do PSL não tinha o financiamento da campanha, como seus concorrentes, contando com o Whatsapp e o Facebook na comunicação social, derrubando, com R$535.000,00 declarados de gastos com a internet, vários gigantes milionários, que investiram no horário nobre e na propagação do Fake News através da própria imprensa brasileira.
Diante da luta na lama que o PT trouxe para as eleições de 2018, o Bolsonaro conseguiu sair limpo e sem compromissos partidários com o sistema, com sua corrupção institucionalizada, o que lhe dará liberdade plena para escolher os ministros e os aliados que quiser, bem como aplicar a meritocracia, há décadas defendida pela sociedade, mas pouco executada dentro das instituições políticas brasileiras.
Analisando os números no segundo turno, eu não tenho dúvida alguma de que o Bolsonaro teria vencido no 1º Turno, se o PT e o MDB não tivessem inserido quatro ex-ministros e aliados do PT na era Lula e Dilma Rousseff, cujos nomes são: – Fernando Haddad, Marina Silva, Ciro Gomes e Henrique Meirelles. Nunca uma campanha foi tão focalizada na dúvida do eleitor e na subjetividade como essa, o que levou o povo ao voto da revolta por conta da ausência do Estado e os escândalos que marcaram a República Brasileira nos últimos anos.

Por fim, com a vitória do Bolsonaro, a esquerda na América Lantina e abaixo da linha do equador terá que repensar sua existência inútil, além de ter que arranjar outras formas de financiamento, uma vez que o presidente eleito e seu futuro ministro da fazenda, Paulo Guedes, já deixaram bem claro que a forma de negociar do Brasil focalizará o bem maior dos brasileiros, abrindo as portas do comércio para o mundo inteiro, deixando a bandeira do MERCOSUL de lado, a não ser o fato da proposta ser interessante para o nosso país, o que não tem sido desde o início da formação do bloco na era Lula para cá. Simplesmente, o Brasil bancou a Bolívia, Peru, Equador, Argentina e,  principalmente, a pseudo-democracia da Venezuela e de Cuba, tirando os investimentos sociais e tecnológicos das gerações do presente e do futuro.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Jr :.

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Brasil não precisa mais dos ditadores, mas do retorno da constituição viva, através da Monarquia

Há uma carência programada e planejada no ensino brasileiro em relação à disciplina da História, principalmente, quando a disciplina fica específica à História do Brasil. Simplesmente, quanto mais nos aproximados do período Monárquico e Republicano, os temas são apresentados de forma rasa aos alunos, no intuito de enfraquecer o pensamento monarquista constitucional de um lado, além de manter a juventude, no processo de reposição das gerações, sob a zona do controle social, alimentando de forma direta as tendências do Estado, que se mantiveram no prisma conservador e da direita, preservando a propriedade, o latifúndio e a participação de uma minoria contribuinte de 20% de uma nação, que tem que sustentar a totalidade dos 200 milhões de habitantes.

Se o Brasil gozou a plenitude constitucional e a cidadania, é latente que foi na Monarquia, principalmente no reinado do Dom Pedro II, que foi um estadista, com a visão esplêndida do futuro da nossa nação, investindo na tecnologia e no desenvolvimento, enquanto que sua geração dos empresários e políticos não o acompanhavam na maioria dos projetos, devido à visão obtusa, limitada e escravagista do seu tempo. Precisamos apontar para um fato muito importante na História do Brasil, que nossos professores não contaram: – Os militares deram fim ao regime monárquico, porque a família real passou por cima do Congresso Nacional, abolindo a escravidão no país. Em retaliação ao ato irrevogável do Império, os senhores das fazendas de café e do açúcar se recusaram a contratar a maioria dos negros libertos, preferindo pagar a viagem e o salário ao imigrante europeu, alegando a transmissão da tecnologia, quando de fato a situação se limitava à vaidade humana.

A população negra foi para o campo e para os morros, que evoluíram para o modelo do subúrbio e das favelas que conhecemos hoje. O código penal previa o crime de vadiagem, levando o Estado a prender os negros desempregados, que estavam pelas ruas, levando-lhes ao trabalho forçado nos navios da marinha. Assim, dando o salto histórico superior a um século, nos deparamos com os problemas sociais construídos naquela época, não pelo Império, mas pela República das Espadas, que virou a do Café com Leite e se apresenta como a democracia da parceria entre o PMDB e o PSDB.

Por fim, aconselho a você, que é jovem e cheio de ideias para utilizar a internet e estudar mais sobre as monarquias europeias. Depois de analisar as informações da atualidade, faça uma pesquisa profunda sobre a Monarquia Constitucional Brasileira, e concluirás que éramos para ter seguido a tradição da Inglaterra, Holanda e da Finlândia, por exemplo, mas acabamos seguindo o sonho americano, conquistando direitos trabalhistas em períodos ditatoriais e colocando os políticos corruptos para brincarem de casinha com dinheiro público, deturpando a essência do Estado e do próprio povo brasileiro, que não fora consultado quando fizeram o golpe e a mudança do sistema, transferindo o poder moderador do Imperador para o Senado e a Câmara dos Deputados. O Brasil não precisa de mais senadores, mas do retorno do Rei e da legitimidade do Estado, que deve ser separada das questões do governo dentro da essência parlamentar da Monarquia Constitucional.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Precisamos conversar sobre o foro privilegiado e a imunidade parlamentar na política brasileira

Tento não entrar na competição ideológica da opinião pública em relação à direita ou esquerda, porque, na minha opinião pessoal, nunca existiu a esquerda no poder, tendo em vista o número dos acordos de gaveta e a energia imposta pela sociedade para que um determinado grupo possa assumir o comando da nação. Assim, a partir do momento que o partido pagou o pedágio financeiro, ético e moral, a ideologia morre para dar lugar ao pragmatismo do mercado, com seus fluxos de ações na Bolsa de Valores, aplicando as taxas de juros que liquidam o país aos estrangeiros.

A coalizão no Congresso Nacional está diretamente relacionada aos partidos e ao número dos Ministérios, que são distribuídos no circuito do poder, levando o acesso ao dinheiro público junto consigo. Essa mesma dinâmica se repete nos Estados e nos Municípios, enquanto que, provavelmente, o prefeito, o governador e o presidente da república que ignorarem a mecânica do sistema público, não terminarão o mandato ou não conseguirão se reeleger.

A doença da política brasileira está nas Assembleias Legislativas, no Congresso Nacional e nas Câmaras Municipais, uma vez que os vereadores, deputados e senadores não se dão por satisfeitos com o número excessivo dos cargos comissionados disponibilizados aos seus respectivos gabinetes, querendo mais e cada vez mais, se entranhando na máquina pública, fazendo o cabide de emprego e o apadrinhamento, burlando as licitações e a própria Lei. Na teoria, era para eles nos representarem, mas, na prática, eles só representam seus próprios interesses, construindo o patrimônio inimaginável as custas do suor do trabalhador brasileiro.

Não adianta fazer protesto ou tentar iniciar qualquer revolução, enquanto os políticos gozarem do foro privilegiado e da “imunidade parlamentar”. O Político precisa se responsabilizar por seus atos e omissões, quando investido da função pública.

Por fim, o político se adapta ao ambiente, para depois moldá-lo. E assim, o sistema escraviza as empresas, os empresários e a sociedade, não dando opções, transformando-lhes em vítimas. Logo, esse deveria ser o momento para o Congresso Nacional acabar com o foro privilegiado e a imunidade parlamentar, transformando o político num cidadão comum aos olhos da lei. Dessa forma, as empresas teriam a quem recorrer nas situações da propina e da corrupção, porque o Presidente da República é quem assina os atos do Poder Executivo, mas são os membros do Poder Legislativo que mandam nas pastas e nas verbas.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Teori Zavascki foi mais uma baixa na guerra econômica global

As condições ambientais do acidente aéreo, que provocou a morte do Ministro Teori Zavascki, leva a opinião pública a especular várias teorias da conspiração, uma vez que a autoridade era o relator da Operação Lava Jatos dentro do STF (Supremo Tribunal Federal), responsável direto pelas decisões nos autos, incluindo a homologação das delações dos 77 executivos da Odebrecht, que estava prevista para ser materializada até o fim deste mês.

A aeronave, prefixo PR-SOM, modelo Hawker Beechcraft King Air C90, tinha o piloto experiente, que conhecia as características climáticas e geográficas da região de Paraty e Angra dos Reis, enquanto que a tripulação de 05 pessoas estava dentro dos padrões do avião, que se encontrava com a documentação e a manutenção em dia. Logo, as suspeitas da sabotagem aumentam, principalmente, diante da aproximação da homologação das delações, cujos conteúdos envolvem a maioria dos partidos e políticos no poder, desde 1987. Assim, a expectativa do mercado e da imprensa é enorme, enquanto que a morte do relator atrasará o andamento da Operação Lava Jatos, deixando a Odebrecht e a maioria das construtoras e consórcios brasileiros paralisadas, diante do impedimento legal para participarem das licitações governamentais.

Acompanhando a imprensa e as teorias da conspiração da opinião pública nas redes sociais, nota-se o óbvio, uma vez que a primeira suspeita induzida cai no Partido dos Trabalhadores, que estava no poder desde 2003. O problema é que, caso as delações alcançassem o Lula, todos os políticos cairiam, com o efeito dominó. Todavia, precisamos lembrar que a Odebrecht tinha um departamento para cuidar das propinas e fraudes dentro dos contratos do governo, com registros organizados contabilmente desde 1987. Assim, o óbvio é que a questão não pode ser centralizada numa única pessoa ou partido político, mas em todo Congresso Nacional. Entretanto, o óbvio seria contraditório, tendo em vista que a Operação Lava Jatos teve efeitos colaterais na Europa, América Central e Estados Unidos, dando origem aos acordos firmados entre os consórcios internacionais, as grandes corporações e os governos vitimados pelos esquemas.

Pessoalmente, acho que deveríamos abandonar o óbvio e ir além das questões partidárias da nossa nação, uma vez que existem várias corporações de olho nos projetos governamentais brasileiros, tanto civis quanto militares, vislumbrando a intensificação das suas bases na América do Sul, provocando, literalmente, uma competição entre as principais nações econômicas do planeta, evidenciando os Estados Unidos da América, a Rússia, a Suécia e a China. Dessa forma, diante do prisma econômico, a construção dos benefícios com o acidente indica a interferência internacional, por meio das agências privadas de inteligência, que foram contratadas pelas grandes corporações estrangeiras, vislumbrando retardar a homologação das delações, mantendo a Odebrecht e os demais consórcios isolados dos processos licitatórios no território nacional, começando pela construção dos novos presídios e da Unidade de Produção de Gás Natural na estrutura daquilo que já foi idealizado, um dia, como o COMPERJ (Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro).

Não seria a primeira vez e nem a última, a utilização do acidente aéreo como maquiagem para afastar todas as circunstâncias de um homicídio, uma vez que a sociedade tenderá a se comover e a aceitar a natureza da morte de tal forma, enquanto que a reação da opinião pública já não seria solidária diante da queima de arquivo, do assassinato encomendado ou do suicídio, utilizando-se, nesse caso, o ex-presidente Getúlio Vargas.

Há uma tradição nos acidentes aéreos no Brasil, que foi inaugurada com a morte do presidente e marechal, Castelo Branco, que se vinculou ao Ulisses Guimarães, Roger Agnelli, Eduardo Campos e outros empresários fortes e influentes na economia nacional e internacional. Como o avião era de um empresário do ramo da hotelaria, a arquitetura da missão de sabotagem exigiria o grampo telefônico dos envolvidos, o rastreamento do itinerário da aeronave através das torres de controle e do sistema de geoprocessamento, podendo contar, ainda, com os satélites e drones para a execução. Todavia, se ampliarmos para os acidentes automobilísticos, a lista ficará muito maior, começando pelo ex-presidente.

A maioria da população não sabe, mas a Odebrecht atua em vários países e setores, incluindo a área da defesa, com a construção e venda dos armamentos, consolidando sua marca nas Américas, Europa, Ásia e África. Logo, como sua matriz se encontra fragmentada pelo escândalo da Operação Lava Jato, se a corporação ficar isolada dos projetos da iniciativa pública, o governo brasileiro será compelido a investir nas empresas estrangeiras, que querem e muito retornar com o modelo aplicado até a década de 1990.

Por fim, a morte do Ministro Teori Zavascki tranqüilizou o mercado, demonstrando alta na BOVESPA e no otimismo do investidor estrangeiro, enquanto que o Governo Brasileiro está negociando o retorno dos americanos à Base Militar de Alcântara, iniciando um ciclo estratégico que vai muito além da briga ideológica e política. Todavia, a ex-presidente Dilma Rousseff ampliou os laços econômicos do Brasil com a China, colocando o Brasil no olho do furacão da doutrina Monroe, que se baseia na máxima: “América para os americanos.”

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Com Rodrigo Maia, os Democratas retornaram ao centro do poder

A noite do dia 13/07/2016 (quarta-feira), foi marcada por uma eleição épica e literalmente extraordinária na Câmara dos Deputados, em Brasília. Depois dos trâmites de praxe, o PT e o PMDB  demonstraram que lhes faltam estratégia e articulação na política, mesmo com o poder, quase que absolutista, e o controle do tesouro nacional em suas mãos, uma vez que o novo presidente da casa legislativa é o deputado federal, ROGRIGO MAIA, do DEM (Democratas), que recebeu 285 votos contra os 185 de Rosso, cujo histórico está diretamente ligado à linha gestora e estratégica do seu pai e ex-prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, César Maia.

A Eleição para a Presidência da Câmara dos Deputados deixou bem claro à sociedade que a direita e a esquerda brasileira tiveram suas principais siglas partidárias desgastadas, em função dos escândalos e das condutas técnicas e pessoais das suas lideranças, abrindo espaço aos partidos políticos que se posicionaram de forma neutra ou que se manifestaram diante do caos gestor, ético, político e administrativo do cotidiano. Assim, inacreditavelmente, o DEM, antigo PFL (Partido da Frente Liberal), ressurgiu das cinzas, assumindo a posição mais estratégica na política nacional, trazendo o cenário político da década noventa, que foi marcado pelo triângulo amoroso entre o PFL, PSDB e o PMDB.

Pessoalmente, acho que a democracia foi restabelecida na Câmara dos Deputados, tendo em vista a vitória do Rodrigo Maia, cujo perfil político e ideológico demonstra pouca simpatia à esquerda brasileira, que o alinhará diretamente com o discurso dos cariocas e paulistanos. Em suma, independentemente da volta da Dilma Rousseff ou da manutenção do Michel Temer na Presidência da República, a Câmara dos Deputados pegará pesado nos projetos sociais e nas questões orçamentárias, enquanto que o PMDB terá que negociar parte dos seus cargos comissionados, ministérios e secretarias com os partidos menores, vislumbrando o equilíbrio e a manutenção da sua pseudo-supremacia, uma vez que, ironicamente, o PMDB deu o tiro no próprio pé, quando sabotou o PT para ampliar seu poder, tendo em vista que os partidos do centro só conseguem se manter no domínio, quando há um hospedeiro para sustentá-lo. Logo, só resta saber se o DEM se alinhará com a maioria dos partidos pequenos, vislumbrando a independência, ou se permitirá ser infectado pelo PMDB, ao ponto de se tornar mais um hospedeiro histórico, que será abandonado no momento oportuno.

Historicamente, é muito difícil a manutenção, a longo prazo, da aliança entre o PSDB e o PMDB por causa das vaidades, o que dará ao DEM a oportunidade de reassumir a posição parlamentar de outros tempos áureos, fazendo a conexão entre os dois principais partidos políticos representantes da direita.

Por fim, talvez o Rodrigo Maia consiga fazer mais pelo Estado do Rio de Janeiro do que seu antecessor, que teve todas as janelas disponíveis para entrar para história, mas fez questão de manter a política do mais do mesmo, como uma criança narcisista se admirando no espelho.

Por Nadelson Cosa Nogueira Junior

DF - DILMA/MUNICÍPIOS/INVESTIMENTO - POLÍTICA - A presidente Dilma Rousseff,   acompanhada de seu vice, Michel Temer,   descendo a rampa para a cerimônia de   contratação de obras de saneamento do   Programa de Aceleração do Crescimento   (PAC) 2 em municípios com até 50 mil   habitantes, no Salão Nobre do Palácio   do Planalto, em Brasília, nesta quarta-  feira.   21/12/2011 - Foto: DIDA SAMPAIO/AGÊNCIA ESTADO/AE

A Economia só voltará a crescer, quando o Impeachment acontecer

Precisamos deixar a hipocrisia e as ideologias de lado nesse momento, para analisarmos a política nacional, que está afetando a economia e a vida de todos os brasileiros. Quando a Dilma Rousseff oficializou as pedalas, enviando o buraco bilionário nas contas públicas na casa dos três dígitos ao congresso nacional, ficou latente que não havia como jogar a sujeira para debaixo do tapete, mesmo com a aprovação, quando as planilhas do governo tinham sido reprovadas pelo Tribunal de Contas da União em 2015.

A verdade é que a Operação Lava-Jato fechou as portas da corrupção, da propina e dos mecanismos contábeis governamentais, que movimentavam o dinheiro da Petrobrás e de outras autarquias para o sistema paralelo, deixando o político à deriva e sem opções para os investimentos pessoais e os famosos fundos de campanha ou caixa dois, salvo as verbas da educação, da merenda escolar, da saúde pública e da previdência social, baseados no princípio de que, se não chegou ao destino, a verba poderá ser reutilizada em outros destinos, seguindo a vontade do governante e do seu respectivo grupo político. Assim, decidiram inverter a hierarquia das obrigações governamentais, colocando os fornecedores na primeira fila da prioridade, deixando os servidores no final, quando a Lei diz que a regra é justamente o contrário daquilo que está sendo praticado no Estado do Rio de Janeiro.

Na tentativa transparente de assumir o buraco nas contas, objetivando ganhar tempo no mandato para manter o plano de poder do Partido dos Trabalhadores, a presidente, Dilma Rousseff, acabou deixando tanto seu governo, como o Congresso Nacional expostos, diante do pacote econômico, que se baseava na única regra que o governo conhece: – Majorar os impostos, as taxas sobre os serviços da água, da luz, do telefone e dos combustíveis, provocando o aumento do desemprego e fechamento de milhares de empresas na sociedade.

Assim sendo, os industriais, os grandes empresários brasileiros e os investidores estrangeiros decidiram adiantar o inevitável, demitindo o máximo de gente possível, vislumbrando a intensificação do caos, que só parará com o impeachment da Dilma Rousseff. O mercado já percebeu que o governo não apresentará soluções reais e legítimas para a solução do problema econômico, enquanto que a troca do governante, mesmo que seja ilusória, dará a força e a energia necessária para que a economia volte a se movimentar por suas próprias pernas, com a intervenção mínima do Estado.

Chegou a hora da Dilma Rousseff se afastar para que as coisas voltem aos seus devidos lugares.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Não me satisfaço somente com o PT, pois quero ver todas as legendas envolvidas na cadeia

Estou decepcionado com o PT (Partido dos Trabalhadores), porque o partido optou em fazer a política e a gestão pública na informalidade da corrupção cultural brasileira, que foi institucionalizada na sociedade, possivelmente, muito antes do advento da nossa república, que surgiu como a resposta ao Império, por causa da sua atitude em abolir a escravidão no Brasil.

Todavia, com as várias operações em moda, me incomoda o fato de ver o PT, cujos números indicam que havia a participação de 3% nos empreendimentos  e na diversidade dos golpes no dinheiro público e nas estatais brasileiras, aparecer sozinho na imprensa nacional, quando os outros 97% dos valores foram distribuídos entre as outras legendas, com seus votos e apoios condicionados.

Não estou dizendo que o PT é santo, como, muito menos, não o transformarei em vítima de um processo, cuja inclusão foi optativa. Todavia, entre o clamor público, cumulado com as entrevistas dos políticos e líderes partidários em focalizar todo o ódio da nação numa única legenda, o certo seria construir um padrão, objetivando apurar todos os envolvidos. Todavia, é mais fácil sacrificar o sócio minoritário dos 3% do que colocar as partes que participaram da maior fatia dos desvios nos 97% do bolo brasileiro, porque a ideia dos políticos e da imprensa não é moralizar o Brasil ou combater a corrupção, mas tirar o atravessador do Poder Executivo, para que o país volte, literalmente, à configuração gestora das décadas de 70 e 80, com várias agências regionais, cujos valores eram liberados para o saneamento básico, a educação, a saúde e a garantia dos acessos à energia elétrica e à água encanada. Mas, no final, o dinheiro sumia de um lado, enquanto que a miséria e a pobreza cresciam do outro.

Quero ver o PT e todos os envolvidos pagarem pelos crimes cometidos, o que resultaria no isolamento do Congresso Nacional  quase que inteiro na cadeia, para que a mensagem da cultura anticorrupção seja transmitida por parte da nação. Caso contrário, não importará qual mecanismo jurídico ou político será aplicado na cassação ou no afastamento da presidente da república, tendo em vista que o resultado será o mesmo: – Manter a corrupção no poder. No final, os envolvidos no Poder Legislativo ficarão com 100% dos investimentos, para personalizarem em proveito próprio, enquanto que o povo se deleitará, comendo o pão duro  e mofado dentro do circo de suas casas, durante o horário nobre.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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FHC e Lula dançam juntos no fogo amigo do poder

Não me assusto de ver a mídia brasileira com seus fotógrafos e colunistas políticos mirando o Lula, tendo em vista que o PT (Partido dos Trabalhadores) faz questão de deixar bem claro que não largará o osso do poder, enquanto que lutará até o último soldado. Todavia, mesmo com o Aluízio Mercadante em stand by, a única estrela do partido é o ex-presidente LULA, cujas bases do seu colégio eleitoral estão fincadas nos sindicatos, nas federações e no público alvo do Programa Bolsa Família.

Também, não me assusto com o fato de ver a mesma mídia brasileira bombardeando o ex-presidente, Fernando Henrique Cardoso (FHC), tendo em vista que, até a presente data, é o único nome com força política nacional e internacional dentro do PSDB para confrontar o LULA. E assim, mesmo com o excesso da energia depositada no Aécio Neves, no José Serra e no Geraldo Alckmim, o PSDB está passando pela crise da identidade política da meia idade, com poucas lideranças reais ou quase nenhuma para concorrer ao pleito presidencial em 2018.

Enquanto Lula atravessa o bombardeio dos possíveis escândalos, compartilhando o desgaste com a estrela do seu partido, Dilma Rousseff se arrasta para melhorar a opinião pública, através do marketing, associando sua imagem aos Jogos Olímpicos do Rio 2016, enfrentando seu vice-presidente, que é do PMDB, na construção das coalizões e acordos com os partidos políticos dentro do Congresso Nacional.

A verdade é que o maior inimigo dos políticos, cuja liderança é inquestionável, é a vaidade, que serve de trampolim para que os jornais sejam financiados, produzindo resenhas encomendadas, objetivando derrubar o oponente e o próprio amigo.

No final, Lula só tem o FHC, enquanto que o FHC só tem o Lula como amigo, demonstrando que o Brasil está sem opção para o futuro, salvo os escândalos com seus respectivos cartéis.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A América Latina carece de novas lideranças políticas, que sejam técnicas e carismáticas

A América Latina está carente de novas lideranças políticas, que trazem o carisma e a inovação necessários para os problemas da atualidade, limitando-se ao José Mujica, no Uruguai, Michelle Bachelet, no Chile, e Maurício Macri, na Argentina. Simplesmente, as lutas populares do continente se misturaram com as ideologias ultrapassadas do comunismo e à indústria do narcotráfico, dificultando o diálogo construtivo com as potências ocidentais, além de provocarem os efeitos devastadores em suas respectivas sociedades no combate ao tráfico da cocaína, da heroína e da metanfetamina. A violência e a guerrilha urbana se tornaram elementos agregados à paisagem humana na América Latina.

No Brasil, o PT (Partido dos Trabalhadores) cortou na própria carne, no quesito corrupção e transparência. Todavia, ao contrário de todos os partidos políticos, não sobrou muito do corpo trabalhista para resistir e purificar a essência do partido predominante no governo desde 2003, uma vez que os sábios, os intelectuais, os ditadores e muitos oportunistas pularam do barco ao longo dos anos, migrando para outras siglas, e construindo seus impérios pessoais dentro do filtro, estabelecido pelo próprio Congresso Nacional, quanto quem será ou não o candidato ao circuito do poder.

Essa semana, materializou-se a migração entre os deputados e senadores do PT para outros partidos, enquanto que a REDE foi a que mais recebeu cadeiras, mesmo não participando do pleito eleitoral oficial.  A imprensa e os ativistas estão comemorando o fato, tendo em vista que o PT perdeu força no Congresso, como legenda. Todavia, sou obrigado a discordar da euforia, tendo em vista que o PT está se infiltrando nos partidos novos e antigos, com exceção do PMDB e do PSDB, mobilizando novas frentes de batalha, focalizando o domínio local, regional e nacional das siglas. No final, todo o processo não passará de um show de ilusão.

Para piorar o panorama político, os únicos partidos que conseguiriam competir com a dinâmica estratégica do PT, dentro das variáveis siglas, são o PMDB e o PSDB, que não possuem nomes expressivos, enquanto que seus  governos municipais e estaduais se encontram no declínio financeiro e estrutural.

Por fim, os brasileiros estão perdidos e desorientados. Suas memórias se limitam ao presente, enquanto que o fantasma da Ditadura Militar assombra os lares e os grupos sociais, ganhando o apoio da classe média. A democracia está perdendo sua nobreza e seu valor, porque os políticos são egoístas, não se preocupam com as políticas públicas, transformando o voto no trampolim para o tráfico de influência, a geração de novos negócios, com o acesso direto ao orçamento público para transformá-lo na coisa privada. Não existe democracia sem a manutenção da educação e a igualdade no mercado das oportunidades.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior