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Bolsonaro venceu as Eleições e deixou o PT e a imprensa brasileira na luta na lama

O PT (Partido dos Trabalhadores), após 14 anos no poder, viu seu plano de poder escorrer como água entre os dedos no segundo turno, com a vitória esmagadora do JAIR MESSIAS BOLSONARO, do PSL. Todavia, se considerarmos a era Temer e a parceria do PT com o PMD, atual MDB, no jogo do poder, o certo seria prolongar a predominância real do partido em 16 anos, uma vez que o discurso do golpe se demonstrou como uma farsa durante as alianças nas eleições gerais de 2018.

ELEIÇÕES 2018 – ANÁLISE DO VOTO PARA PRESIDENTE DA REPÚBLICA (Fonte: TSE)
Unidade Federativa (Estado) População IBGE Eleitorado Jair Bolsonaro Fernando Haddad Brancos Nulos Abstenção
Espírito Santo 3.988.088 2.754.749 1.276.611 747.768 51.580 102.536 575.920
Minas Gerais 21.085.435 15.699.063 6.100.107 4.382.952 309.049 1.275.394 3.631.561
Rio de Janeiro 17.194.327 12.406.861 5.669.059 2.673.386 219.829 859.238 2.985.349
São Paulo 45.675.471 33.042.569 15.306.023 7.212.132 746.949 2.581.039 7.196.426
Paraná 11.376.723 7.972.415 4.224.416 1.948.790 132.345 290.303 1.376.226
Rio Grande do Sul 11.344.168 8.353.814 3.893.737 2.263.171 208.909 411.601 1.576.396
Santa Catarina 7.104.740 5.073.146 2.996.242 940.724 88.680 221.888 855.612
Mato Grosso 3.455.630 2.330.011 1.085.824 549.001 23.071 60.981 611.134
Distrito Federal 2.985.749 2.086.086 1.080.411 463.340 44.657 102.988 394.690
Goiás 6.956.114 4.454.429 2.124.739 1.118.060 59.568 189.457 962.605
Mato Grosso do Sul 2.758.351 1.877.747 872.049 465.025 27.014 85.889 427.770
Pará 8.545.631 5.498.812 1.742.188 2.112.769 60.908 302.178 1.280.769
Acre 873.817 547.590 294.899 86.977 6.594 10.659 148.461
Amapá 834.777 512.117 185.096 183.616 6.589 19.638 117.178
Amazonas 4.102.469 2.428.821 885.401 875.845 29.353 118.680 519.542
Rondônia 1.764.197 1.175.634 594.968 229.343 13.856 44.054 293.413
Roraima 585.391 333.576 183.268 72.872 3.700 10.811 62.925
Tocantins 1.561.690 1.039.178 356.684 371.593 7.688 45.111 258.102
Maranhão 7.049.697 4.536.973 886.565 2.428.913 42.274 119.765 1.059.456
Alagoas 3.328.265 2.187.735 610.093 912.034 25.919 96.413 543.276
Bahia 14.834.584 10.391.945 2.060.382 5.484.901 107.203 547.841 2.191.618
Ceará 9.095.614 6.343.848 1.384.591 3.407.526 78.178 288.048 1.185.505
Paraíba 4.002.909 2.868.023 782.143 1.451.293 36.933 136.900 460.754
Pernambuco 9.519.133 6.569.316 1.661.163 3.297.944 76.515 341.822 1.191.872
Piauí 3.267.016 2.370.422 422.095 1.417.113 20.914 86.849 423.451
Rio Grande do Norte 3.489.041 2.373.876 652.562 1.131.027 29.990 129.752 430.545
Sergipe 2.285.660 1.577.191 364.860 759.061 21.087 119.746 312.437
TOTAL: 209.064.687 146.805.947 57.696.176 46.987.176 2.479.352 8.599.581 31.072.993

 

ELEIÇÕES 2018 – ANÁLISE DO VOTO PARA PRESIDENTE DA REPÚBLICA: ABSTENÇÕES
Região Unidade Federativa (Estado) Abstenção Abstenção % Estadual Abstenção % Regional Abstenção % Nacional
SUDESTE Espírito Santo 575.920 20,91% 22,47% 20,44%
Minas Gerais 3.631.561 23,13%
Rio de Janeiro 2.985.349 24,06%
São Paulo 7.196.426 21,78%
SUL Paraná 1.376.226 17,26% 17,67%
Rio Grande do Sul 1.576.396 18,87%
Santa Catarina 855.612 16,87%
CENTRO-OESTE Mato Grosso 611.134 26,23% 22,39%
Distrito Federal 394.690 18,92%
Goiás 962.605 21,61%
Mato Grosso do Sul 427.770 22,78%
NORTE Pará 1.280.769 23.29% 19,92%
Acre 148.461 27,11%
Amapá 117.178 22,28%
Amazonas 519.542 21,39%
Rondônia 293.413 24,96%
Roraima 62.925 18,86%
Tocantins 258.102 24,84%
NORDESTE Maranhão 1.059.456 23,35% 19,78%
Alagoas 543.276 24,83%
Bahia 2.191.618 21,09%
Ceará 1.185.505 18,69%
Paraíba 460.754 16,07%
Pernambuco 1.191.872 18,14%
Piauí 423.451 17,86%
Rio Grande do Norte 430.545 18,14%
Sergipe 312.437 19,81%

Em 2018, o Partido do Trabalhadores não soube analisar a hora de parar com a propaganda enganosa e de inventar mentiras para se manter no poder. Esse foi o maior erro do Fernando Haddad, que deveria ter começado a campanha se desvinculando do Lula e reconhecendo os erros do partido, oferecendo um novo recomeço, mesmo com seu péssimo desempenho como prefeito na cidade de São Paulo, quando entregou a principal cidade do país e da América Latina ao DÓRIA do PSDB, em 2016.Analisando as abstenções no segundo turno, fica claro que as pesquisas eleitorais falharam durante o período eleitoral, ficando no mesmo nível do Fake News, que era combatido pela imprensa no horário nobre, quando, de fato, a briga estava dentro das redações, com as obrigações diretas com seus respectivos patrocinadores, carregando a excessiva carga da parcialidade.Analisando os números das Eleições Gerais de 2018 para a Presidência da República, não há qualquer sombra de dúvida em relação à legitimidade do Jair Bolsonaro, mesmo com o aumento da taxa de abstenção para a média nacional de 20,44%, tendo o menor registro na Paraíba com 16,07%, enquanto que o maior foi no Acre com 27,11%. Todavia, em termo de impacto no universo eleitoral nacional foi a abstenção computada em 21,78% no Estado de São Paulo que causou espanto, com 7.196.426 eleitores, que fizeram questão de não participarem das eleições.

A vitória do Jair Messias Bolsonaro, do PSL, quebrou vários tabus políticos, matemáticos e financeiros na História do Brasil, uma vez que o Estado do Rio de Janeiro não faz presidente desde a República das Espadas em 1922, enquanto que o candidato do PSL não tinha o financiamento da campanha, como seus concorrentes, contando com o Whatsapp e o Facebook na comunicação social, derrubando, com R$535.000,00 declarados de gastos com a internet, vários gigantes milionários, que investiram no horário nobre e na propagação do Fake News através da própria imprensa brasileira.
Diante da luta na lama que o PT trouxe para as eleições de 2018, o Bolsonaro conseguiu sair limpo e sem compromissos partidários com o sistema, com sua corrupção institucionalizada, o que lhe dará liberdade plena para escolher os ministros e os aliados que quiser, bem como aplicar a meritocracia, há décadas defendida pela sociedade, mas pouco executada dentro das instituições políticas brasileiras.
Analisando os números no segundo turno, eu não tenho dúvida alguma de que o Bolsonaro teria vencido no 1º Turno, se o PT e o MDB não tivessem inserido quatro ex-ministros e aliados do PT na era Lula e Dilma Rousseff, cujos nomes são: – Fernando Haddad, Marina Silva, Ciro Gomes e Henrique Meirelles. Nunca uma campanha foi tão focalizada na dúvida do eleitor e na subjetividade como essa, o que levou o povo ao voto da revolta por conta da ausência do Estado e os escândalos que marcaram a República Brasileira nos últimos anos.

Por fim, com a vitória do Bolsonaro, a esquerda na América Lantina e abaixo da linha do equador terá que repensar sua existência inútil, além de ter que arranjar outras formas de financiamento, uma vez que o presidente eleito e seu futuro ministro da fazenda, Paulo Guedes, já deixaram bem claro que a forma de negociar do Brasil focalizará o bem maior dos brasileiros, abrindo as portas do comércio para o mundo inteiro, deixando a bandeira do MERCOSUL de lado, a não ser o fato da proposta ser interessante para o nosso país, o que não tem sido desde o início da formação do bloco na era Lula para cá. Simplesmente, o Brasil bancou a Bolívia, Peru, Equador, Argentina e,  principalmente, a pseudo-democracia da Venezuela e de Cuba, tirando os investimentos sociais e tecnológicos das gerações do presente e do futuro.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Jr :.

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Momento de reflexão sobre as Eleições Riobonitenses

Ao contrário do que o grupo político do Mandiocão pensa, eu gostaria muito que a situação dele estivesse definida antes da eleição, para que a democracia fosse exercida na plenitude. Sem neuras, medos ou dúvidas. Mas, foi o próprio candidato que quis assim. Ele chegou aqui com suas próprias escolhas e decisões. Aliás, ele decidiu passar por cima de tudo. Havia a presunção na vitória, que levou a maioria a não compreender o contexto, que tornou a Câmara Municipal inútil e a função do vereador, como fiscal da lei, sem sentido. Se isso for adiante, os prefeitos poderão torrar todo o dinheiro público, porque não acontecerá nada. Essa é a mensagem transmitida à sociedade e a opinião pública. A questão final é: – Quem vencerá no interior do eleitor? – A razão ou a emoção? O caso ficou mais latente, quando o STF definiu a soberania da Câmara Municipal em 10/08/2016. Logo, se o eleitor for pelo conhecimento e pela razão, já saberá o que fazer nas urnas. Todavia, se o eleitor for pelo coração, não há o que se discutir. O voto é o voto. É o momento singular e exclusivo entre o eleitor, a urna e todo o resto da sua vida.
Por Nadelson Costa Nogueira Junior
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Votei no Mandiocão e na Solange, e não me ofendi com o Marcos Abrahão

Inaugurei minha cidadania com o meu primeiro voto, em 1994, quando votei no Fernando Henrique Cardoso para presidente. Para prefeito, votei em Aires Abdalla em 2000, em Mandiocão em 2004 e 2008, enquanto que, em 2012, minha intenção de voto público foi a Solange Pereira de Almeida. Para 2016, ainda estou analisando o ambiente político e o feedback dos candidatos, tanto para prefeito, quanto para vereador.

No exercício da sinceridade, o candidato Marcos Abrahão perdeu o filtro quando fez o comentário de que “quem se mistura com porco, farelo come”. O que me assustou não foi o fato do candidato ter dito a frase supramencionada no contexto do seu discurso na semana retrasada, mas ter visto muita gente se doendo em função do comentário, cuja radiação foi propagada pelos grupos políticos, mantendo-se até hoje, propositalmente. Aliás, várias pessoas já me pararam na rua e me disseram que não votariam no candidato por causa do comentário. Ai, eu provoco ainda mais o questionamento pessoal, e pergunto se esse simples comentário tornaria o candidato menor que suas propostas de governo, enquanto que as pessoas me respondem que não, repensando a programação que elas foram induzidas.

Sinceramente, colocando o sensacionalismo de lado, os dizeres do candidato não me ofenderam em qualquer segundo, enquanto que nunca pensei na hipótese de me avaliar como suíno ou qualquer outra coisa parecida, considerando o fato de que fui eleitor do Mandiocão e da Solange Pereira de Almeida no passado.  E vou explicar de forma muito rápida e simples o meu raciocínio: – Votei nos dois candidatos. Participei da campanha política da Solange em 2012. Mas, não quebrei as condutas daquilo que acredito que é certo dentro da ética. Também, não exerci função comissionada em nenhum dos dois governos. Todavia, trabalhei como contratado no Município de Rio Bonito em 1998, por 11 meses, quando pedi demissão e fiquei trabalhando em casa, dando aulas particulares de administração de empresa, história, sociologia e filosofia, aguardando o concurso do Tribunal de Justiça me convocar, o que aconteceu em setembro de 1999. Fiz questão de me libertar do sistema na primeira oportunidade que tive, cuja única opção era através dos estudos e da investidura nos concursos públicos, porque não nasci em família rica.

Realmente, eu esperava que as pessoas que exerceram ou ainda exercem funções comissionadas nos últimos 24 anos, incluindo os diretores das escolas, fossem se ofender automaticamente, tendo em vista que, nestes casos, não tem como negar o vínculo ao sistema. Não falarei dos contratados, porque as pessoas precisam sobreviver, principalmente, numa cidade que se esqueceu da capacitação da juventude e da geração de renda, cujos governos jogaram a responsabilidade em cima dos comerciantes e dos industriais, que estão sobrecarregados com os impostos, encargos trabalhistas e tributos.

A opinião pública precisa parar de se levar na emoção, e pensar com a razão. Os políticos estão se doendo com o comentário do Marcos Abrahão, porque, da forma dele, ele colocou o dedo na ferida. Agora, não vejo sentido algum no cidadão de bem, que nunca foi vereador ou exerceu função comissionada dentro dos governos nos últimos 24 anos,  sentir as dores de um sistema incompetente, que visa a manutenção dos cargos comissionados e dos exércitos políticos, deixando a saúde, a educação, a segurança, a cultura e a maioria das pastas abandonadas, cujas competições pelo poder se ramificam dentro no Hospital Regional Darcy Vargas e nos clubes esportivos.

Por fim, acho que a política riobonitense chegou ao fundo do poço, enquanto que os candidatos estão lutando no vale-tudo pelo voto, passando por cima da ética, deixando de apresentar as propostas e as soluções aos temas pertinentes para nossa cidade, falando em renovação, com as mesmas pessoas, que, na minha opinião, são responsáveis pelos problemas no último um quarto de século.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Padre-Dudu-Braga

Já pensou no poder do teu voto?

“Menos de um mês nos separam das eleições municipais. É uma oportunidade para nossa população falar através das urnas. Não percamos a chance de ter uma participação ativa e consciente que resgate a política e eduque para cidadania. Recordemos que se trata de uma eleição sem o financiamento empresarial e regida pela lei da Ficha Limpa, relevantes conquistas da sociedade brasileira.
Vamos tentar partilhar nas próximas semanas alguns critérios que cristãos e homens de boa vontade devem levar em conta para votar dignamente.
Para começar nossa reflexão me utilizarei de uma comparação que os bispos filipinos fizeram entre os dez mandamentos e as eleições.

Vejamos:

Primeiramente, convidam a “não votar por um ateu ou por alguém que ofende o nome de Deus” e a não votar em candidatos que usam fazer promessas vazias, não mantidas.
Terceiro ponto: “as autoridades públicas devem garantir aos cidadãos um tempo destinado ao descanso e ao culto divino”; a quarta indicação recorda que os políticos têm o dever de promover políticas em favor da família.

Em relação ao mandamento “não matar”, o texto afirma que “um eleitor católico não pode votar em candidatos que se opõem à sacralidade da vida humana, desde a concepção até a morte natural”.

Sobre o sexto ponto, a Igreja recorda o compromisso em “promover a visão cristã da sexualidade e do matrimônio, com a dignidade e a autêntica liberdade de vida, realmente frutífera”. “O problema da população não é uma questão de números, mas de cuidado das pessoas e da melhoria de qualidade da vida humana”, recorda a mensagem.

Sobre o sétimo conselho, “não roubar”, os Bispos convidam a considerar candidatos não envolvidos em negócios sujos ou corrupção e apropriação indevida de dinheiro público; enquanto sobre o “falso testemunho” se convida a desconfiar das “mentiras da propaganda por parte de candidatos que enganam intencionalmente” para “receber o favor dos eleitores”. Enfim, o texto recorda o empenho necessário com o respeito da mulher e da dignidade humana e para libertar os cidadãos das consequências da pobreza.

Para escolher e votar bem é imprescindível conhecer, além dos programas dos partidos, os candidatos e sua proposta de trabalho, sabendo distinguir claramente as funções para as quais se candidatam. Dos prefeitos, no poder executivo, espera-se conduta ética nas ações públicas, nos contratos assinados, nas relações com os demais agentes políticos e com os poderes econômicos. Dos legisladores, os vereadores, requer-se uma ação correta de fiscalização e legislação que não passe por uma simples presença na bancada de sustentação ou de oposição ao executivo.

É fundamental considerar o passado do candidato, sua conduta moral e ética e, se já exerce algum cargo político, conhecer sua atuação na apresentação e votação de matérias e leis a favor do bem comum. A Lei da Ficha Limpa há de ser, neste caso, o instrumento iluminador do eleitor para barrar candidatos de ficha suja.

Vamos pensar bem; o poder para transformar este momento de crise pode estar passando pelas tuas mãos!

Deus te abençoe!
Padre Dudu

Unidos pelo Avivamento !”
Pe. Dudu

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O Câncer no legislativo precisa ser tratado, enquanto que a quimioterapia é o voto

Há uma contradição tangível entre o discurso e a prática, quando o tema é a ética e a moralidade na política brasileira, pois, por maiores que sejam os processos judiciais e as folhas dos antecedentes criminais dos políticos, o eleitor acaba votando neles ou nos seus filhos e netos, construindo uma rede de mentiras e impérios pessoais, cuja matéria-prima é o dinheiro público.

Inicialmente, eles ingressam no Poder Legislativo, barganhando cargos e contratos junto aos prefeitos, objetivando a manutenção do seu exército eleitoral.  Com o contato com a máquina pública e o sistema administrativo, o vereador constrói sua rede pessoal de veículos para transportar os doentes, os pobres e os necessitados aos hospitais e centros especializados, utilizando-se do mecanismo dos Municípios, que já possuem ou deveriam possuir toda a estrutura necessária para que tais artifícios não fossem realizados, porque a verba específica é enviada e gasta todos os meses. Todavia, quando o vereador é inteligente e se cerca de assessores capacitados, sua primeira atitude nas políticas públicas é constituir um instituto ou uma fundação, vislumbrando os investimentos estrangeiros e do próprio governo na esfera social. Mas, em Rio Bonito, a regra aplicada, até o presente momento, é o vereador não evoluir na sua consciência social, escravizando a massa para garantir o voto na próxima eleição.

Em contradição à consciência social, o vereador se reelege, almeja a Presidência da Câmara Municipal, passando a controlar todas as assessorias, os carros oficiais, o combustível e demais benefícios ligados ao cargo, vislumbrando fazer a maioria ou totalidade dos votos nos temas que são do interesse do governo, mas, na realidade, são do interesse dele, porque o jogo já tem suas cartas marcadas, enquanto que o pedágio dos contratos e das licitações precisam ser tributados ao Estado Paralelo, para garantir o pagamento e a possibilidade de renovação. E é exatamente nesse momento que o empresário, que possui família e empregados para sustentar, se vê refém de um sistema impiedoso e hipócrita, porque ele é obrigado a fazer parte do erro, sem ter qualquer opção, tendo em vista que ao fazer o certo, que seria a denúncia, terminaria na sua saída dos contratos e a falência do negócio.

No final, os vereadores, deputados e senadores se adaptam ao sistema e o utilizam para pagar o almoço, que parece ser gratuito à massa, mas não o é. A situação fica ainda mais latente e grave, quando se tem uma prefeita com condenação no segundo grau de jurisdição na Justiça Federal, cuja base legal obrigaria, moralmente, ao Poder Legislativo em proceder o impeachment e a condução ao sucessor de direito, enquanto que a cidade ficou paralisada ao longo do último mandato, porque a gestora foi cedendo aos poucos, até perder o controle das secretarias municipais e da máquina pública. Ela se tornou refém de sua própria vaidade, enquanto que o feudo de Rio Bonito se transformou numa monarquia constitucional.

Por fim, não me assusto com a postura dos nossos legisladores, porque a maioria não sabe como fazer, além de não ter vontade política para o aperfeiçoamento necessário. Simplesmente, eles se adaptaram às falhas do sistema, se tornando uma espécie de câncer, que precisa ser tratado com a quimioterapia do processo eleitoral. Todavia, ainda me assusto com os diretores das escolas na rede municipal, que são apadrinhados e que não se movimentam para denunciar o sucateamento da educação. Muito pelo contrário, eles se polarizam pelo poder, trazendo o conflito velado entre os grupos políticos para dentro da máquina pública, que se materializam nas perseguições, nas permutas e remoções para as áreas distantes do Município. Os diretores só se manifestam, quando os cargos lhes são retirados, por causa do sistema mantido exatamente pelo seu silêncio e de uma geração inteira dos profissionais da educação e da saúde, porque o mesmo mecanismo se repete em todas as pastas e secretarias.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Businessman with hands on eyes

Meu voto é do Aécio Moura, com ou sem desistência

Deixarei a cerimônia e a conveniência de lado, tendo em vista que a situação de Rio Bonito é séria.

Pessoalmente, eu acho que a desistência do Aécio Moura foi prematura, enquanto que sua saída manterá o caos como está. Independentemente de vencer ou perder, defendo a ideia de que não existem candidatos preparados para os tempos que virão, enquanto que o estudo econômico, desenvolvido pelo Aécio, demonstrou exatamente que Rio Bonito está doente, e  que a cura está na visão contingencial do gestor, que deverá buscar novas receitas e serviços, objetivando a sustentabilidade do poder público municipal, que é algo inexistente até o momento presente.

Nesse exato momento, Rio Bonito precisa da sua sociedade e do empresariado unidos, enquanto que deveríamos lutar pela ética e transparência no governo. Testemunhei várias vezes os cidadãos de bem criticando a escolha do vice por parte do Aécio Moura, bem como sua metodologia de campanha com custo zero. No final, ficou a mensagem de que o povo quer mudança, mas faz questão de não mudar seu comportamento e o sistema no qual está inserido.

Fiz vários cálculos e projeções, que indicam que o Município de Rio Bonito poderia voltar a executar as funções básicas com eficiência a partir de junho de 2018, desde que todos fizessem sua parte e compartilhassem a responsabilidade com o Prefeito, através de um pacto pela transparência e o desenvolvimento do Município.

Acho que o Aécio Moura se assustou, mas não foi com os números, mas com a outra face da realidade política que afeta nossa sociedade, que é hipócrita e não analisa aquilo que diz e faz, salvo a conveniência. Essa mesma sociedade quer que o candidato siga as regras do sistema, apertando a mão de todo mundo, dando abraços, sorrisos falsos, oferecendo a alma como sacrifício em busca da conquista do voto, que, inevitavelmente, acabará na encruzilhada entre o certo e o errado no exercício das promessas.

Por fim, estou vendo que as pessoas de bem estão desesperadas, porque não haverá opção no momento do voto, enquanto que muitos já tinham comprado a ideia da campanha limpa e com ética. Assim, se eu fosse o empresário ou o cidadão de bem, procuraria o Aécio Moura agora, não para falar que ele terá ou teria o meu voto, mas para demonstrar preocupação com o município, apresentando soluções, ideias e projetos. No mais, mesmo com sua desistência, eu votaria no AÉCIO MOURA, porque acredito na ética e na necessidade no choque de gestão.

Apertar a mão, fazer promessas e sair sorrindo para todo mundo é fácil. Difícil é assumir uma posição e nadar contra a correnteza, principalmente, quando se está sozinho. Até o momento, eu vi o Aécio Moura sozinho na luta, quando o combate é de todos, sendo pobres ou ricos.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O ovo do povo

Por entre os brinquedos das crianças,

Os políticos se realizam,

Subornando, com a gratidão,

A dependência financeira e a ignorância.

 

Por entre os cargos comissionados,

Os políticos negociam,

Transformando o público em privado,

Fazendo cortesia com o chapéu alheio.

 

Por entre as palavras do discurso da crise da saúde,

Os políticos lamentam a falta de dinheiro e amiúde,

Mas não fazem qualquer economia,

Chantageando a opinião pública para pressionar Brasília.

 

Por entre erros e mais erros,

Os políticos transformaram a república em várias monarquias.

Gastam todo o dinheiro do tesouro,

Contando com o ovo do povo.

 

Na próxima eleição,

O político apertará sua mão.

Ele levará seu voto e trabalho.

Cometerá o crime perfeito, com o abraço.

 

Ele colocará a culpa na crise mundial.

Dirá que falta dinheiro para o investimento público.

Mas, patrocinará festas e andará em carro oficial,

Pois, para eles, o eleitor é somente um número.

 

O cidadão, na qualidade do otário,

Pensa que é tudo em função das regalias e do salário.

Entretanto, o político precisa do seu voto e consentimento,

Para fazer acordos e dividendos com o orçamento.

 

Quando você pensa que já viu de tudo,

O político passa a investir em pedra brita,

Porque ela é a matéria-prima do concreto

E do trono futurista do Poder Executivo.

 

Se o dinheiro acabar,

Eles criarão um novo imposto.

O Estado precisa arrecadar,

Contando com o ovo do povo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A democracia sempre foi uma fantasia absolutista que o brasileiro acreditou

democraciaO Brasil é um país que está saindo da puberdade, quando o assunto é política e democracia. O erro já começa na comparação, tendo em vista que a maioria dos países, que goza da social democracia e dos efeitos da gestão participativa, passou por duas guerras mundiais, enfrentando climas áridos ou frios. O contraste histórico é tão absurdo entre os países baixos da Europa e o Brasil, que, enquanto a Holanda, a Bélgica e a Noruega se mobilizavam pelos movimentos populares no final do século XIX, o Brasil estava explorando a mão-de-obra escrava, descartando-a aos mucambos, sem qualquer ajuda ou responsabilidade por parte do Estado, tanto no Império quanto na República.

Enquanto que, nos Estados Unidos da América, existe o bipartidarismo com os Democratas e os Republicanos, o Brasil optou pelo pluripartidarismo, cujas siglas não se definem pela ideologia, mas pela conveniência dos seus fundadores. Simplesmente, os democratas, insatisfeitos nos seus partidos de origem, decidiram construir seus mundos paralelos no circuito do poder, quando deveriam seguir o consenso da maioria do partido. E é, justamente, por causa desta conveniência egoísta dos políticos, que a democracia brasileira não consegue amadurecer. Nossos políticos são imaturos, egoístas e infantis. Foi por tal motivo, que aconteceram as ditaduras e os impeachments.

O que o Brasil está testemunhando, nesse momento histórico, é o resultado de uma elite política, que adora se comportar como monarquista, custando muito mais caro do que os castelos luxuosos do imperador, com sua frágil e inútil nobreza. Eles querem levar tudo no tapa. Quando o fluxo do caixa dois é desviado ou cortado, os políticos se unem para derrubar o governo, da mesma forma que fizeram com Dom Pedro II e seus sucessores presidentes, na república.

Nossa democracia será madura, quando acontecer o fim do voto obrigatório para o eleitor e do voto secreto para os deputados e senadores, bem como, com o fim da imunidade parlamentar e do foro privilegiado para os parlamentares e membros do Poder Executivo.

Por fim, o brasileiro não compreende a democracia, porque, na realidade, ela sempre foi uma fantasia para o Poder Monárquico das Oligarquias da República das Espadas e do Café com Leite. Em suma, a democracia só existe no nosso mundo imaginário, porque, na prática, os deputados são como imperadores, com sede de luxo e poder, que deverá ser patrocinado pelo trabalho suado e árduo do povo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior