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A Múmia do Faraó

Retiraram suas vísceras.

O cérebro foi dissolvido em doses homeopáticas.

Havia total integridade nas têmporas,

Salvo o buraco da sucção hemorrágica.

Como uma obra de arte,

A carne foi convertida em cerâmica.

O corpo foi dissecado por milímetros

E enrolado por várias ataduras,

Compondo um casulo humanoide,

Que aguardava o nascimento da nova criatura,

Recebendo os cuidados de um ovoide.

A múmia era o início da conexão,

Cuja jornada não podia contar com a sorte,

Porque Anúbis cobraria o seu quinhão,

Enquanto que não havia plenitude para os pobres.

Uma vez servo e escravo na vida,

A mesma condição se perpetuaria na morte,

Porque o barco precisava navegar pelo infinito,

Enquanto que alguém teria que remar

E carregar os tesouros do Faraó,

Reproduzindo àquilo que é egípcio

E todos os abusos que ocorreram no leito do Nilo.

Logo, observe atentamente ao seu redor.

Trabalhe para atender os caprichos do Estado

E acumule para obter a concessão dos deuses.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior : .

Rio Bonito, 07 de agosto de 2018.

Marcos Paulo Borges, artista, dançarina e professor de danças urbanas no Estúdio de Dança Sonharte.

Estúdio de Dança Sonharte apresenta Marcos Paulo Borges, professor de danças urbanas

Marcos Paulo Borges, artista, dançarina e professor de danças urbanas no Estúdio de Dança Sonharte.

Marcos Paulo Borges, artista, dançarina e professor de danças urbanas no Estúdio de Dança Sonharte.

“(@MarcosPauloBC ‏) Artista/ Dançarino profissional pelo SPDRJ e bacharel em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense. Iniciou na dança em 2005, fazendo aulas de jazz e ballet na Cia. De Dança Elizete Mascarenhas. Em 2007 teve seu primeiro contato com as danças urbanas e desde então a tem como seu principal objeto de estudo.

Participou de diversos cursos na área da dança, com professores renomados a nível nacional e internacional, como: Keoni Madrid, Mariel Martin, Lauren Courtellemont, Phillip (Pac Man), Jaja Vankova , Kapela, Meech Onomo, Caleaf Sellers, Buddah Strech, Marjorie Smarth, Gemini, Paris Goebel, Fatou Tera, Airton Tenório, Alex Neoral, Helffany Peçanha, Nilson Tavares, Aline Teixeira, Luiz Mendonça e Renato Cruz.
Fez parte da primeira turma do Curso de Capacitação em Danças Urbanas – Condança/ IDEBRA.

Fez parte de grupos como COMRUA, Meriti Urbano e D’Company.
Já participou de comercias e programas de TV como: Tv xuxa, Mais Você, Vem-Aí, Video Show, Sangue Bom, Os Trapalhões e Vinheta de Fim de Ano da Rede Globo. Integrou o elenco do espetáculo “ Isso é volei”, apresentado nas finais da superliga de vôlei 2013, coreografado por Caio Nunes. Atuou como coreógrafo do Miss Universe Rio de Janeiro 2015. Participou do Criança Esperança 2010, aniversário de 15 anos do PROJAC e Especial de Natal da Xuxa em 2010 e 2011.Integrou o elenco profissional das cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas Rio 2016.
Em 2011 fundou a R.I.O Cia de dança, onde atua como diretor e produtor cultural. Ja participou e ganhou importantes festivais no Rio de Janeiro e fora, citando aprovação para o Festival Internacional de Hip Hop Curitiba e Festival de Dança de Joinville. Com a companhia já conquistou mais de 50 prêmios incluindo os três primeiro lugares no 12˚ e 13˚ Encontro Latino Americano de danças ( Salto – SP), 2˚Lugar no Festival de Dança de Joinville e melhor coreógrafo no XXII FENODAM.”

O Estúdio de Dança Sonharte, localizado na Rua Santa Clara, nº99, centro, Rio Bonito – RJ, oferece o curso de Danças Urbanas às Terças e Quintas-feiras, às 19:45 horas, enquanto que as matrículas poderão ser feitas a partir do dia 01 de fevereiro de 2018, das 14:00 às 18:00 horas.

 

 

 

 

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Delinquência e Glória

Para o poeta não importa

Se a vida é feita de derrotas

Ou se comunga nas vitórias,

Porque, no final do conflito,

Só haverá a glória interna,

Suplantada no teor da conquista.

 

Não haverá troféu ou medalha.

A banda tocará no bar lá na esquina.

As pessoas continuarão no egoísmo de suas vidas,

Enquanto que o artista encerrará com um ponto,

Admirando o âmago da sua escrita,

Declamando cada verso com rima.

 

 

E é assim que se forja a arte na artéria,

Inundando suas lágrimas no quarto escuro,

Tirando de si a grandeza e a delinquência do riso.

O poeta se transforma no júri, nos aplausos e na plateia.

Ele se alimenta de si e da sua abstração intuitiva,

Pois a inovação é a criatividade em movimento.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Estúdio de Dança SONHARTE

Adorei a proposta do Estúdio de Dança SONHARTE, em Rio Bonito

89c15e4ad67a505453f225b203d037f7Em alguns momentos, consigo fechar meus olhos e me desconectar da realidade, retornando à infância, quando morava em Copacabana, e passeava com minha avó na Quinta da Boa Vista para apreciar o melhor da música clássica e da dança, ao som da orquestra sinfônica nacional na execução do Projeto Aquarius.

Minha alma se encantava com a harmonia dos instrumentos de cordas, madeira, metais e percussão, regidos pelo homem que se vestia como pinguim e que tinha o cabelo engraçado, cujo nome era nada mais e nada menos que  Isaac Karabtchevsky. E assim, aprendi a admirar Tchaikovsky, bem como o gosto sofisticado do chá das cinco, acompanhado pela magnífica bomba de creme (eclair à la vanille) da Confeitaria Colombo, que se localizava na esquina entre as ruas Nossa Senhora de Copacabana e a Barão de Ipanema.

Voltando ao presente, ainda me realizo com as experiências da minha filha, que inclinou a vontade de retornar ao ballet e de praticar a arte em movimento, através da dança. Logo, eu entrei no Estúdio de Dança SONHARTE, me encantando com a harmonia das cores e a leveza da sua proposta, que é ensinar a dança através do Ballet, do Jazz e do Hip Hop, conectando o clássico ao contemporâneo. Compreendi, imediatamente, a proposta da professora Carol Rodrigues, que é realizar o sonho de fazer a arte em Rio Bonito, através dos movimentos e das coreografias. Compartilhei, quase que instantaneamente, a ideia, com a mesma intensidade do Projeto Aquarius, do Lago dos Cisnes de Tchaikovsky e do chá das cinco na antiga Confeitaria Colombo.

A arte e a cultura nunca serão demais para o mundo, principalmente, quando se trata de Rio Bonito, que tem tanto para sonhar e realizar. Por tal motivo, carpe diem, “aproveite o dia” e permita-se.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

Estúdio de Dança SONHARTE

Rua Santa Clara, nº 99, centro, Rio Bonito – RJ.

Tel.: (21)99833-6985

E-mail: carolweb_3004@hotmail.com.

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A experiência e o óbvio

Durante muito tempo, eu tenho nadado contra a corrente majoritária do pensamento e do comportamento humano. Enquanto as pessoas acumulam coisas, eu aprendi a viver experiências. Viajar é bom, mas não estou falando do turismo. Estou me referindo ao ato de admirar e aprender com o óbvio, como amar, comer, beber, conversar, ler, educar e, principalmente, compartilhar.

Sinto prazer em ficar na minha casa, degustar uma xícara de chá ou de café, comer um doce, escrever por escrever, bem como admirar o desenvolvimento da minha filha e da minha família.

Aprendi , ainda na infância, que o tudo jamais será o bastante para o consumista. Por isso, fui me desapegando das coisas, porque há sempre algo além no sorriso, na gargalhada ou na lágrima. Gosto de me surpreender pelo desconhecido, desde que haja a conexão, através de uma boa conversa, descobrindo um amigo, mesmo que nunca o veja depois da casualidade no ponto do ônibus ou na poltrona de um avião.

Admiro a dedicação de alguns pelo status, construindo carreiras e fazendo fortunas. O problema é que, na maioria das vezes, esse tipo de gente não possui profundidade, porque eles qualificam o mundo pelo poder do consumo.

No final, é no calor da família e da nossa casa que a posse acaba, porque no lugar do eu, existe o nós. Somente o pai, a mãe e os filhos poderão compreender a simplicidade dos pronomes, tendo em vista que o melhor fundo de investimento é a experiência de participar do desenvolvimento de alguém que será melhor do que sou. Caso contrário, a existência seria a total perda do tempo, se limitando à arte da vida na construção do abstrato.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Papaola Gourmet, quando a simplicidade te surpreende na gastronomia

P_20151110_215858Hoje, terça-feira, 10/11/2015, convidei minha família para jantar no Papaola Gourmet, por vários motivos: Primeiro, porque meus amigos mais próximos estão elogiando o restaurante, que está em sua fase embrionária, sob nova direção. Segundo, porque eu já frequentava o “antigo” Degusta Gastronomia, principalmente, para fazer as reuniões de negócios e com os amigos. Terceiro, porque eu queria ver o resultado da transição na gestão,  nos valores e na própria gastronomia.

Adorei a simplicidade adotada pela atual proprietária, que espalhou brinquedos de papel mache (handcrafts), acrescento à decoração, que valorizava o designer, a forma angular e o jogo de luzes, contrastando com a madeira e a transparência dos vidros, um toque artístico simples, quase infantil, que convida o cliente a acompanhar cada detalhe dos recursos artesanais aplicados. Qualquer pessoa com a alma artística se sentirá em casa só pelos detalhes simples, mas que transferiram a riqueza e o aconchego do pensamento cultural. De todos os brinquedos expostos, o que mais me chamou a atenção foi a menina brincando com a pipa.

A Paula nos recebeu de forma muito carinhosa, permitindo o feedback com a menu gastronômico do seu empreendimento. Não tinha como não se sentir em casa dentro do Papaola Gourmet.

P_20151110_205544Nós pedimos a porção de pastel de queijo como abertura, seguindo a tradição do Papaola Bistrô. Em seguida, escolhemos o sanduíche de peixe, que me surpreendeu pelo tamanho, pelo preço e, principalmente, pelo sabor delicioso.

Pessoalmente, eu senti muito quando os antigos proprietários tinham me avisado sobre a transferência do ponto, porque, de uma forma muito simples, o antigo espaço degusta tinha gerado uma gravidade afetiva e cultural comigo e meus convidados muito profunda. Entretanto, a Paula demonstrou que a radiação do Papaola Gourmet é boa e que transformará sua gastronomia no sinônimo do afeto, da dedicação e carinho que sempre lhe foram peculiar.

Sem exagero, eu fiquei tão satisfeito com o todo, que estou escrevendo para o público, nesse exato momento na minha casa, mas ainda sinto o sabor do peixe e o contrate com o pão, a salada e a pasta. Logo, posso afirmar, sem qualquer sombra de dúvida, que o Papaola Gourmet não faz gastronomia, mas a alquimia dos sabores, aproximando a cozinha da magia e da arte.

Por fim, não poderia terminar sem convidâ-lo a visitar o restaurante, que se localiza na Avenida Sete de Maio, nº 306, centro, Rio Bonito – RJ. CEP: 28800-000.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A inteligência competitiva e o nascimento do Cirque du Soleil

A Inteligência Competitiva se baseia na visão interna e externa da organização, considerando as variáveis ambientais. Muito mais do que um simples processo de gestão, a inteligência corporativa focaliza o capital intelectual e o conhecimento organizacional, focalizando a criatividade e a inovação, objetivando manter e construir a vanguarda no mercado. Logo, é correto afirmar que a IC (Inteligência Competitiva) contribui para a elaboração e a execução dos planos estratégicos empresariais, mantendo a dinâmica supramencionada para que a organização alcance seus objetivos e metas.

O Cirque du Soleil apresentou uma resposta aos espetáculos circenses, principalmente, num momento histórico no qual o modelo clássico do circo não poderia ser mantido, diante da questão dos maus tratos aos animais e os custos elevadíssimos com transporte, cuidados e alimentação. Assim, sob a roupagem da humanização do circo, o Cirque du Soleil substitui o show tradicional com animais, pela arte em movimento, somando ritmo, dança, fantasia, roteiro e dedicação, sendo literalmente a aplicação da inteligência competitiva na prática, associando a dança e a arte moderna como solução à crise do espetáculo. Muito mais do que um negócio que deu certo, o projeto alterou a dinâmica circense, trazendo o circo humanizado ao mundo do mega espetáculo.

Tecnicamente, embora a solução do Cirque de Souleil seja algo inegavelmente inteligente no mundo do circo, sua aplicação foi justamente ir às óperas do período renascentista, colocando o modelo moderno ocidental e oriental, introduzindo coreografias e performances que pertenciam ao mundo circense, surgindo uma espécie de ópera contemporânea, que une mundos distintos na realidade das artes, trazendo para a tenda aquilo que só poderia ser admirado num camarote de um teatro elitizado.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Virada Cultural em Rio Bonito: Participe e mostre sua arte

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“Programação – VIRADA CULTURAL MUNICIPAL DE RIO BONITO- RJ

 

DIA 02 DE OUTUBRO

 

*Circuito Literário- Tenda com títulos a venda e títulos para empréstimo. Espaço para leitura. Das 08h às 19h na Praça Fonseca Portela.

 

*Oficina de Origami- Na Pinacoteca às 10h.

 

*Apresentação de ballet com o grupo do CRAS– coreografia de Larissa Miguez na Praça Fonseca Portela às 14h e 10 min.

 

*Oficina de Origami– na Pinacoteca às 14h.

 

Oficina de Improvisação- Praça Fonseca Porteladas 14h e 40 min às 15h e 20min.

(Jogos teatrais e fundamentos da improvisação, ministrados por Bruno Comitre).

 

Exposição de Palhaços– Praça Astério Alves das 15h e 20 min até 15h e 50 min.

(palhaços desenvolvem pequenas partituras corpóreas, como: tirar um chiclete da boca, amarrar um tênis, fugir de uma mosca).

 

Katia e banda– Praça Fonseca Portela às 16h.

 

Conto no Ponto– Praça Fonseca Portela das 16h às 19h.

(micro histórias, micro contos, e causos curtos contados por ator aos ocupantes do ponto de ônibus).

 

Sombras na Praça– Praça Fonseca Portela das 16h às 17h.

(atores vestidos com roupa preta imitam as pessoas que circulam pela praça).

 

Workshop de Fotografia– Praça Fonseca Portela das 16h às 17h.

 

*Exposição de Acervo Permanente– Pinacoteca Municipal das 10h às 20h.

 

Flash Mob.- Praça Fonseca Portela às 17h.

(coreografia na rua).

 

Flash Mob.- Praça Astério Alves às 17h e 15 min.

(coreografia na rua).

 

Andarilhos da Poesia– Praça Fonseca Portela e Mercado Municipal das 17h às 18h.

(poemas e pensamentos proferidos por dois andarilhos que circulam pela Virada Cultural).

 

*Apresentação Musical– Tião e Dansol no Coreto da Praça Fonseca Portela às 17h

 

Roda de Capoeira– Praça Fonseca Portela a partir das 18h.

 

*Apresentação de Dança do Ventre com Sophia de Paula– Palco principal às 22h e 30 min. Praça Fonseca Portela.

 

*Festival da Canção– Praça Fonseca Portela das 20h às 23h.

 

*Espetáculo Teatral, classificação 14 anos- “Caminhos de Mulheres”- espaço de artes às 22h. (Aborda o tema; violência contra a mulher).

 

*Sarau literário com Juka Goulart e artistas regionais– Coreto do Mercado Municipal a partir das 23h.

 

*Cine Pracinha– Cinema na Madrugada na Praça Fonseca Portela a partir das 23h e 30 min.

 

DIA 03 DE OUTUBRO

 

 

*Brinquedos infantis na Praça Fonseca Portela– o dia todo.

 

Oficina de Confecção de Instrumentos Musicais– Coreto da Praça Fonseca Portela a partir das 11h.

 

Fast Draw– Praça Fonseca Portela das 16h até 16h e 30 min.

(pequenos rabiscos feitos pelo público são transformados em arte por um desenhista).

 

Caricaturas– Fonseca Portela das 16h e 30 min às 17h.

 

Flash Mob.- Praça Fonseca Portela às 17h.

(coreografia na rua).

 

*Espetáculo Teatral: “Os Fabulosos Pronta- Entrega”– Praça Fonseca Portela às 17h e 30 min.

 

Coral no Coreto– Praça Fonseca Portela a partir das 18h.

 

Solo Ana Raquel Couto e Ricardinho– Coreto na praça: Fonseca Portela, Voz e violão às 18h e 30 min.

 

*Festival da Canção– Praça Fonseca Portela das 20h às 23h.

 

*Apresentação de Dança do Ventre com Sophia de Paula– Palco principal às 19h e 30 min. Praça Fonseca Portela.

 

*Folia de Reis– Da Praça Astério Alves até a Praça Fonseca Portela das 23h às 0h.

 

*Hip Hop– Escadaria do Hospital Darcy Vargas- das 18h às 20h.

 

*Roda Cultural– Praça da Bandeira a partir das 22h.

(atrações como banda de rap, banda de reggae, batalha de mc’s e microfone aberto ao público durante toda a madrugada).

 

Conto no Ponto– No ponto de ônibus do Mercado Municipal das 10h às 13h.

(micro histórias, micro contos, e causos curtos contados por atores aos ocupantes do ponto de ônibus).

 

*Karaokê- Praça Fonseca Portela das 17h às 20.

 

DIA 04 DE OUTUBRO

 

*Festival de Bandas Escolares Municipais- Praça Fonseca Portela às09h.

 

Exposição de Telas Constr. Arte- Praça Fonseca Portela das 09h às 12h.

 

Música ao vivo com Kátia e banda– Pinacoteca às 11h.

 

*Contação de História– “Conto das Matas” no Coreto da Praça Fonseca Portela às 10h com Virgínia.

 

Work in Progress de Pintura– Praça Fonseca Portela das 09h às 12h.

 

*Pollock pelo Povo (grande tela pintada pelos visitantes. Técnica de gotejamento)- Praça Fonseca Portela das 09h às 12h.

 

*- Sinaliza que esta atividade é convidada e não pertence ao Projeto: Construindo Arte.”

 

Secretaria Municipal de Cultura de Rio Bonito.

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MANIFESTO CULTURAL CONTRA A PREGUIÇA ARTÍSTICA

Rio Bonito, 31 de outubro de 2005.

 

De todas as pastas e ministérios dum governo, nenhuma é tão simples e fácil de se resolver do que a cultura; pois, essa independe de planejamento, financiamento ou público, desde que as partes interajam por si mesma diante do princípio único de cultivar algo que se manifestou ou que ainda está se manifestando em nossas consciências individuais e na consciência coletiva como um todo.  Isso acontecerá, porque a consciência coletiva é maior do que a soma de todas as consciências que compõem a sociedade.  Ela ser-se-á autônoma e ditará as normas e formas de comportamento dum grupo ou estilo.   De fato, esse é um processo dialético que ora a cultura determina a consciência, bem como, ora a consciência determina a cultura.  A moda é um exemplo clássico de tal tendência humana.

A ideia seria somente deixar acontecer ou precipitar a ação cultural, através da indução da manifestação artístico-literária na sua forma bruta.  Assim, os poetas se sentiriam importantes com sua escrita; os pintores se inspirariam mais no mundo e mostrariam sua arte nua e crua; enquanto que os tradicionalistas folclóricos continuariam repetindo aquilo que aprenderam com seus pais, no intuito de manterem vivas a memória e a ação duma geração, sem autores ou réplicas.  Assim, haver-se-ia a constituição das coisas vivas e não vivas, animadas e inanimadas…  Assim haver-se-á a construção da cultura e da identidade duma sociedade que ainda não conhece a si mesma; pois, no final, Rio Bonito é exatamente isso:- Uma cidade que desconhece seus heróis e sua essência.

Entretanto, por maior que seja o incentivo financeiro, intelectual ou material por parte do Estado e da iniciativa privada, ainda não estaríamos seguindo o processo cultural na sua gênesis e integridade; senão, uma mera imagem ou reflexo duma elite que deseja ter aquilo que outras grandes cidades possuem, como teatros, cinemas, salas de leitura, saraus, simpósios, palestras, e entre tantas formas de transmissão ou entretenimento das pessoas…  E quem poderia concluir que o trapezista do império egípcio se transformaria no teatrólogo do presente, escrevendo textos, produzindo peças e construindo parte da consciência coletiva e cultural de sua época?  E quem poderia dizer que Vila Lobos seria exaltado, na atualidade, quando que, em sua época, foi ignorado pela própria nação brasileira?  Suas obras só tiveram êxito e aceitação somente após a aclamação pública dos franceses.  Essa é a triste história de nossa arte brasileira, que tem que passar pela aprovação estrangeira para se consagrar como nacional.  Isso é irônico, para não se dizer trágico.  Aliás, essa é uma característica brasileira: – Transformar o trágico em comédia, convivendo muito bem com isso.

É chegada a hora de retornarmos com as rodas de samba, o chorinho, o cinema artesanal, a gastronomia regional e sertaneja, as roupas com o toque nosso, a poesia com estilo, a prosa com paixão e afinco, e a escrita sem o objetivo do lucro; pois, quando se fala em cultura, na atualidade, só se vêm os cifrões dos projetos e das apresentações…  E assim, as pessoas vão produzindo a arte e a cultura, finalizando o dinheiro.   Logo, onde estão os mecenas de outros tempos ou os pensadores de outrora?  Onde estão a ironia e a oratória filosófica?   Onde está o namoro em casa, o passeio de mãos dadas na praça, o ato do primeiro doce beijo ou a magnitude do matrimônio, como uma instituição que nunca dever-se-ia acabar?  Onde estão o sonho e o sonhador, a escrita e o escritor?  Onde estão as dançarinas de ballet ou da dança moderna?  Onde?  E quem poderá explicar o caos que nos fora causado no processo de colonização, e que se acentuou, cada vez mais, com o processo de globalização?  Quem?  De fato, só sei que os ingleses ainda bebem o chá das cinco, e que os indianos cultuam centenas de deuses.  Por que eles resistiram, enquanto que nós não?  Deveríamos nos perguntar o que podemos fazer para melhorar o mundo e expressar realmente nossas ideias…  Devemos lutar, no intuito de chamar a atenção do mundo; mas, senão, para provarmos que, com todas as dificuldades, ainda produzimos aquilo que é somente nosso: – Nossas conquistas e nossos sonhos. Pois, a realidade é o sonho de alguém do passado.  Por que esperar o município, o Estado ou a União se posicionarem para fazer algo que, historicamente, é patrimônio e obrigação do público e do cidadão?  Por que, ao invés de acusarmos o Estado de incompetência, não analisamos a realidade como a é, com o objetivo único de assumirmos a responsabilidade e de expormos nossos dons nas ruas ou salas de artes?  Entretanto, Cyrano era mosqueteiro durante o dia, e fazia trova e ciência à noite.  Sua alma emanava arte por inteiro.  Por que não vejo o Cyrano no aqui e agora?  Por que só escuto lamentos de perda, quando, de fato, não perdemos nada ainda? Realmente, nem começamos a equação solidária da arte.  Talvez, seja necessário um desastre social ou a ausência total da esperança para que alcancemos a glória da arte e sua personificação cultural!  Talvez, eu devesse usar mais gírias e palavrões?  Talvez, eu devesse escrever menos e gargarejar mais?  Talvez, a cidade não tenha espaço cultural, porque, de fato, ela não quer cultura, mas uma forma de manifestação?  O fato é que sou poeta e que gosto de expor minha escrita e minha poética.   Conheço poucos poetas na cidade, mas os conheço.  Também, não posso ignorar os anônimos, que jamais serão conhecidos, embora, por acidente, sua escrita venha surgir como o referencial duma geração.  Conheço pintores, escultores, músicos e atores.  Ora…  Eu não escrevo por dinheiro, mas por amor.  Por que a cultura tem que surgir como um fim, quando, de fato, ela é um meio de sobrevivência social?  Diante de tamanha expressão literária, digo que precisamos reunir nossos artistas para produzirem arte.  Devemos reunir nossos pensadores para produzirem pensamento, e dar a oportunidade à massa para aprender a apreciar tudo isso.  Só basta alguns se posicionarem no tablado popular (parquet), enquanto que outros admirarão sua luz e sua glória.  Logo, façam algo além de criticar…  Peguem suas armas, que são suas consciências, e partam para o teatro do mundo, sem querer qualquer coisa em troca…  Simplesmente se doem à arte, pois, se realmente são artistas, não haverá dor ou rancor, mas atuação e reconhecimento…  Talvez, esse seja o segredo universal da arte e da cultura, tendo em vista que as mesmas funcionam como religiões que produzem o abstrato da fé, que consegue fundamentar o real e alterar as bases do material.  Logo, meus caros intelectuais riobonitenses, sejam espírito para alcançar a graça divina da matéria…   E podem contar comigo para as rodas de samba, os saraus, as rodas de leitura nos bares ou na própria chooperia Sete de Maio…  Deus não precisa de templos de ouro, logo, porque que os riobonitenses precisarão de teatros ou cinemas para apresentar sua forma de arte e vida.  Digo isso, porque sou um ator que interpreta a peça da vida, cuja medida das coisas é sua própria deficiência.  Talvez, fosse interessante juntarmos as forças no intuito de aumentarmos a aplicabilidade da proposta e de criarmos algo novo, ou de retornarmos ao antigo magistral.  Termino o presente texto, atentando para o fato de que a maior diferença entre o homem e a pedra é que o primeiro realiza, enquanto que a segunda só transcorre no tempo.  Nós somos Homens ou pedras?

 Nadelson Costa Nogueira Junior

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O PARADOXO

Rio Bonito, 31 de outubro de 2005.

O vazio só tem sentido com o excesso de espaço.

O todo só existe com a determinação de limites.

Mas, o homem pode ser o todo e ao mesmo instante vazio…

Isso dependerá do tamanho de sua alma…

Ou do desprendimento de seu espírito.

Dependerá da maneira que vê o mundo e a si próprio.

 

Dessa forma, existem pessoas que se contentam com latas de sardinhas.

Outras que se satisfazem muito mais com caixinhas de fósforos.

Já temos àquelas que possuem latifúndios…

E são insaciáveis diante da necessidade tosca de preencher o vazio.

Para elas, o todo nunca será o bastante,

Até que se consuma a vida insanamente.

 

O paradoxo é a contradição que mantém o equilíbrio.

E assim, os seres humanos continuarão suas histórias,

Dando socos em ponta de faca,

Deitando em cama de pregos,

Ou comendo caquinhos de vidro.

Diante da falta do conhecimento de nós mesmos,

Nos tornamos criaturas teimosas e egoístas…

Um espaço infinito, limitado pela falta de imaginação.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior