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No Brasil, o dinheiro jorra como água ou dá em árvore como folha e fruto

Eles trabalham nas empresas dos mais variados nichos no mercado, desde do ramo da exportação, conectando as pessoas jurídicas com os paraísos fiscais, até alcançarem a profundidade das licitações no poder público, constituindo uma rede de conexão corporativa e política, que constroem impérios e feudos da corrupção. Também mantém o status e ostentam o padrão de riqueza, que contradiz a lógica matemática, financeira e tributária brasileira, com carros importados, apartamentos e casas de praia nas áreas mais badaladas e caras do Estado do Rio de Janeiro, porque o dinheiro não brota no chão como água ou dá em árvore como folha ou fruto, salvo, se você for amigo confiável do político, que o transformará em laranja, para ter acesso ao dinheiro público e destruir o futuro do Brasil, do Estado do Rio de Janeiro e dos municípios, desviando o dinheiro das pastas da educação, saúde e desenvolvimento urbano.

Normalmente, as pessoas ligadas a esse tipo de conexão maligna indagam que não precisam mais se expor ou trabalhar, porque estão bem financeiramente, mas que farão para ajudar sua cidade, o Estado e o Brasil. Todavia, elas não abrem mão dos seus salários, do tráfico de influência e de todas as alegorias que envolvem o poder, porque, na realidade e contrariando o discurso original, o negócio da família precisa de todo o aparato para continuar existindo e ganhando dinheiro, de forma direta ou indireta, ora sugando tudo, ora lavando dinheiro ou captando percentuais de participação.

A corrupção é tão profunda no Brasil, que o presidente da república, Michel Temer, do PMDB, liberou R$12 bilhões em verbas, em 2017, para a base aliada ao governo, para continuar no poder e deixar os processos paralisados, pelo menos, enquanto ele estiver na presidência. Na prática, o governo federal foi liberando verbas, em sua maioria para projetos antigos e engavetados, estabelecendo, na maioria das vezes, quem os executaria. No caso de Rio Bonito, temos o exemplo da ciclovia superfaturada, cuja obra está paralisada.

É latente atentarmos para o fato de que o problema do Brasil não está somente na política, mas na classe empresarial e na elite que estão acostumados a ganhar dinheiro com o dinheiro público, através das licitações e dos empréstimos junto ao BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, tirando o problema de Brasília e dos palácios governamentais estaduais, trazendo-lhe para a sociedade, podendo ser uma pessoa comum, íntima, familiar ou conhecida no contexto.

Por fim, como já dizia Honore de Balzac: “Por trás de uma grande fortuna existe um crime”. Era difícil ver um milionário na imprensa internacional até a década de 1990, porque eles eram poucos, enquanto que se dedicavam à difícil arte de se perpetuar o capital, através dos investimentos. Foi por volta de 2003, que a moda das celebridades milionárias e bilionárias pegou na mídia global, com suas fusões corporativas, encantando o mundo com suas bolhas e ilusões. Mesmo assim, era comum a fortuna oriunda do acúmulo das heranças entre gerações. Todavia, o Brasil da atualidade está marcado pelo surgimento das grandes fortunas da noite para o dia, com pouco ou nenhum trabalho. Simplesmente, os amigos dos políticos se tornaram ricos e circulam entre os poderes da federação e os estrangeiros, sem dó, remorso ou arrependimento pelo mal que ainda causam à nação brasileira.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Deus te ama desde o ventre da tua mãe

“Preocupada, uma mulher procurou seu ginecologista.
– Doutor, eu estou com um problema muito sério e preciso da sua ajuda desesperadamente! Meu bebê não tem um ano e eu estou grávida novamente. Eu não quero outro filho.
Então o médico disse:
– Em que exatamente você quer que eu a ajude?
– Eu quero fazer um aborto!
Depois de pensar por alguns instantes, o médico falou:
– Olha, eu tive uma idéia que me parece melhor e também é menos arriscada.
A mulher sorriu satisfeita.
Então o médico continuou:
– Veja bem, para que você não tenha que tomar conta de dois bebês, vamos matar esse que está nos seus braços. Assim, você poderá descansar até que o outro nasça. Já que vamos matar um dos seus filhos, não importa qual deles. Dizem que os filhos são todos iguais para as mães. Não é mesmo? E, além do mais, sua vida não correrá risco com procedimentos cirúrgicos, se você escolher esse aí para matarmos.
A mulher ficou horrorizada com as palavras do médico e disse-lhe:
– Que monstruosidade o senhor está me propondo. Matar uma criança é um crime!
O médico respondeu-lhe:
– Eu concordo. Mas eu pensei que isso não fosse problema para você. Eu só estou sugerindo que você troque o filho que será morto.
Pelo semblante da mulher, o médico viu que tinha conseguido esclarecer seu ponto de vista.
E ele a convenceu que não há diferença entre matar uma criança que está nos braços ou uma que está no ventre. O crime é o mesmo.
Você sabe desde quando Deus te ama? DESDE O VENTRE DA TUA MÃE!”

 

Por Padre Eduardo Braga

#NÃOAOABORTO #SIMAVIDA ⚘

Padre Dudu - Canção Nova.

O WhatsApp de cada dia nos dai hoje?

“Não! A vida não é só WhatsApp! Ele não pode ser o nosso pão de cada dia! A vida não pode ser resolvida pelo WhatsApp! Será que um aplicativo, além de quase “onipresente”, pode ser também “onipotente”? Parece ser para tantos de nós! Quantos precisamos bater no peito? Não! Não se pode resolver tudo pelo WhatsApp! Definido como um aplicativo para comunicação por mensagens através dos smartphones, o WhatsApp se transformou em um dos principais meios de comunicação da atualidade, substituindo até mesmo as ligações e, o pior, as relações pessoais, a “cultura do encontro”. No entanto, assim como qualquer recurso humano, também o WhatsApp precisa ser usado com sabedoria e equilíbrio.
Precisamos de critérios
Talvez não estivéssemos preparados para a chegada deste aplicativo, atualmente quase “divinizado”; e, é exatamente por isso, que precisamos, em nossas conversas privadas ou em nossos inúmeros grupos, pensar em critérios e regras de conduta que devem ser sempre lembradas para o uso justo do WhatsApp.
A exposição da vida, a futilidade nos conteúdos desnecessários, a dispersão na concentração, a substituição da pessoa real pela virtual, o uso do aplicativo para não dizer o que precisamos dizer pessoalmente, a dependência viciosa de vivermos grudados no telefone por causa dele… Todas essas situações precisam nos fazer pensar. Até quando estamos sendo verdadeiramente livres depois do advento do WhatsApp em nossa vida? Quantos minutos conseguimos ficar sem olharmos o telefone? Conseguirmos ficar alguns dias sem usá-lo?
Precisamos nos questionar
A comunicação pelo smartphone e aplicativos ainda é um fenômeno recente, no entanto, ninguém pode negar que o contato contínuo e a instantaneidade fazem parte da essência deste aplicativo. A informação imediata e o perigo de ser absorvido pelo mundo virtual caminham juntos no uso do aplicativo.
Em qualquer tempo e lugar, pelo WhatsApp nossas mensagens podem ser recebidas e respondidas quase simultaneamente! A conversação em tempo real traz uma nova dinâmica social, ampliando-se a dimensão espaço- temporal. “O indivíduo está presente fisicamente, mas é absorvido por outro mundo tecnologicamente mediado”, disse um estudioso recentemente.
Novamente digo que não estávamos preparados para esse dilúvio de tecnologia virtual carregada de informações e possibilidades, e que, em muitas vezes, nos forçam a tomar decisões imediatas. Pessoalmente, o que mais tem me incomodado é que somos “pressionados” muitas vezes a agir a partir do que as pessoas nos pedem, perguntam ou exigem pelo telefone. Todos querem respostas e soluções para suas dúvidas e questões imediatamente, na mesma velocidade em que recebemos e respondemos as mensagens. Não temos praticamente o tempo que precisamos nem mesmo para pensar em responder. Quantas vezes podemos por isso ter respondido ou nos expressado de maneira errada?
A questão da sociabilidade, da convivência.
A alienação de algumas pessoas demonstrando a supervalorização do virtual em detrimento do diálogo e do convívio com outros indivíduos, é um dos fatores que certamente mais afeta de modo negativo. Várias pessoas estão completamente viciadas no WhatsApp. Não se trata apenas de adolescentes! Muitas das vezes não conseguimos distinguir o real do virtual. Um dos maiores problemas apontados por aqueles que estudam o assunto, e por quem decidiu cancelar a conta, é à “eterna conectividade”. Percebe-se que, com a facilidade da comunicação virtual, o convívio social e pessoal tem sido deixado de lado por muita gente. Isso é um risco não só para as relações afetivas, mas também, para a trajetória profissional do indivíduo, uma vez que assuntos importantes ainda demandam maior atenção e exigem que as informações sejam trocadas pessoalmente.
A cibercultura do nosso século, especialmente entre os jovens, transformou a internet num elemento da cultura atual. Pensemos na cultura da visibilidade provocada pelas telas dos computadores e telefones, por exemplo. As comunidades virtuais falam, por exemplo, de “eu visível” e “eu invisível”. Ninguém pode negar o quanto tudo isso tem tocado em nossas relações, tanto positivo quanto também negativamente
Quem de nós, ainda não dominado pelo vício, não se sentiu extremamente mal por estar em uma mesa, por exemplo, onde a atenção real foi desviada pela virtual? E naquela reunião, quando nos momentos mais importantes, alguém está no “Sapp”? O que pensar da cena absurda e grotesca daqueles quatro membros da família que estavam todos à mesa cada qual com seu telefone on line no Sapp?
Resolver tudo pelo WhatsApp?
O ritmo que atualmente a vida moderna nos impõe é uma rotina louca e acelerada. Nela, sobretudo, o telefone celular ampliou a possibilidade de coordenar à distância coisas corriqueiras e ordinárias sem querer ter tanto trabalho. Não estamos falando aqui daqueles que dependem quase que exclusivamente da rede telefônica para seu trabalho ordinário e cotidiano.
No entanto, cresce a tendência de resolver tudo via WhatsApp. É a famosa frase: “Eu mandei um Saap” ou ainda “Me manda um Saap”. É assim mesmo? Tem que ser assim mesmo para tudo? E o que dizer do absurdo de pessoas que terminam relacionamentos não só por causa do WhatsApp como também por WhatsApp? Vovó diria: “Meu filho, é o apocalipse!”.
A questão da Gestão do tempo
Ih…que ponto difícil! Quanto tempo estamos no Sapp? Nem sei! Quantas coisas deixamos de fazer é mais fácil pensar. Quantas horas de leitura, convivência, orações e sono passaram a ser subtraídas, sequestradas e roubadas depois que nós conhecemos o Sapp?
Prejuízos e limites no ambiente de trabalho e na Igreja?
Vale dizer que o alto grau de interatividade pode ser bastante prejudicial no trabalho, sobretudo, se o alerta sonoro do aplicativo fica ligado. Tem gente que não tem “desconfiômetro”! Nada contra os carteiros, mas ninguém merece aquele barulhinho do assovio! E na Missa? Sempre acho que veio do “grupo do inferno” mandado pelo capeta! Deus não precisa de WhatSapp para se comunicar conosco! Porém, a conversão também precisa passar primeiramente pelos ministros do culto. Temos visto coisas que até mesmo o grupo do inferno duvida…
A chegada constante de mensagens atrapalha a concentração e diminui significativamente a produtividade do profissional, o que tende a gerar atrasos e baixa qualidade.
Vejam esta frase de um jovem de São Gonçalo: “O whatsapp não me deixa trabalhar, mas me deixa viver”. O que pensar?
Alguém conseguiria trabalhar eficazmente estando online durante toda a carga horária? Se já reclamávamos da atenção que o cliente precisava antes, imagine agora…
O Conteúdo, O excesso desnecessário e a futilidade das Mensagens
Muitos usuários têm abandonado o aplicativo por conta da enxurrada de mensagens recebidas diariamente – algumas até sem importância – e pelo aumento desordenado do número de grupos – família, trabalho, escola, entre outros. Essas duas desvantagens acabam gerando um outro ponto negativo listado por quem utiliza o Sapp: O compartilhamento de conteúdo inapropriado. Não estou pensando em conteúdo impróprio, moralmente falando, mas o que dizer do dilúvio de pornografia que nossos adolescentes recebem atualmente pelo Saap?
Conflitos dos mais sensatos e a questão dos Grupos
A cobrança imediata porque você visualizou acredito ser uma das maiores dificuldades, mesmo que alguém pense diferente. Estar na chuva é pra ser molhar ou podemos pensar que se eu não dou conta, eu posso sair.
Mas, eis a questão: Ler ou não ler? E se você leu? Basta ler? Como esse WhatsApp é exigente! Não basta ler todas essas conversas, tem que participar! Porque seria muita falta de consideração da sua parte visualizar a mensagem e não manifestar a sua opinião. Se você não tiver tempo para responder, nem leia, é o que muitos pensam. Do contrário, a mensagem azul dirá para o seu amigo que você leu, mas não está nem aí para responder e quer mais que ele exploda! – é assim que ele vai se sentir (a propósito, é como você também se sente). E também não adianta muito não abrir a mensagem só para não constar como visualizada, porque o WhatsApp conta que “você foi visto pela última vez há 2 minutos atrás e não quis responder ninguém!” – semeando a discórdia!
Todos esperam que você leia os seus WhatsApps, como se cada um fosse único! O pior é que, inevitavelmente, um belo dia, enquanto você responde as suas últimas 672 mensagens não visualizadas, você acaba enviando para um grupo ou pessoa errada. Mais um problema; fora a questão do corretor, que não cansa de te constranger…
Quanto aos grupos, encontrei um texto de uma jornalista com umas reflexões legais:
“Além de todas essas pessoas aclamando a sua resposta com urgência, você também tem que dar atenção para os grupos: grupo dos amigos do colégio, dos amigos da faculdade, dos amigos que são mais amigos da faculdade, grupo do trabalho, grupo dos amigos do trabalho, grupo da família (e os 476 “Bom Dias” diários), grupo das melhores amigas…
Sair desses grupos não parece uma boa opção, porque, isso sim, seria o cúmulo dos cúmulos! Deixar um grupo do WhatsApp é o mesmo que desligar na cara das pessoas, ou mandá-las calar a boca. Sim, eu sei que no fundo essa é a sua vontade, mas você não quer que eles saibam – só que todos saberão, porque no exato minuto que você sair, aparecerá na tela: “você, pessoa ingrata, saiu”. Pronto! Ali já começam as especulações e outros integrantes do grupo irão se perguntar o motivo (este será o assunto do dia!) levantando as hipóteses mais absurdas: “Ela deve ter saído porque naquele dia eu falei que o ex dela estava ficando com a minha prima, com certeza ela não gostou porque ainda pensa nele. Ou então, agora ela está interessada na minha prima…” – mundo moderno. Se você procurava paz, errou. Você que só queria um tempinho para viver, agora terá que usar os seus próximos minutos para se explicar.
Eis que silenciar os grupos no Whatsapp parece ser a melhor solução”
A novidade do WhatSapp: A Criptografia
Nestes primeiros dias de Abril, nossos telefones pediram atualização; e eis que recebemos uma outra surpresa: A Criptografia!
Com o que chamam de “criptografia de ponta a ponta”, as mensagens são embaralhadas ao deixar o telefone da pessoa que as envia e só conseguem ser decodificadas no telefone de quem as recebe. A criptografia amplia a confidencialidade das informações que as pessoas trocam para lidar com assuntos de trabalho, fotos pessoais, etc. Já há polêmica em relação a esse novo recurso. Vamos esperar!
Peço perdão se me equivoquei em alguma coisa. Os que me conhecem sabem que essa nunca foi nem será minha área. Apenas partilhei situações do cotidiano vividas por mim e pelas pessoas que convivo ou atendo e que me passaram a incomodar um pouco ou bastante. Amigo WhatSaap, sei que você é importante é já me ajudou muito. Agradeço-lhe e talvez fiquemos um tempo sem nos falar. Que nossos amigos nos compreendam…”

Por Padre Dudu

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Conversando sobre a humanidade com Deus

ricos1eEterno, compartilhando da unicidade e da criação, suplico por justiça e misericórdia, tendo em vista que a humanidade ainda não chegou ao nível mais profundo da pobreza moral e ética, mas as bases da imoralidade estão fincadas nos corações petrificados dos seres humanos.

Eterno, nós estamos cheios da ganância, que originam as desigualdades sociais, a exploração e a escravidão do Homem, além da destruição do mundo natural. As pessoas estão fazendo filas gigantescas por emprego, enquanto que milhares de famílias passam fome, em total situação de miséria e pobreza material. Não há cura para as doenças, porque não há dinheiro para comprar os medicamentos.

Eterno, nossos governantes se afastaram da sociedade e ignoraram as consequências coletivas dos seus atos e decisões. Com isso, perdemos o respeito e deixamos de obedecer às autoridades. E, por pior que pareça, a situação se agravará, uma vez que virá a guerra civil, que se tornará uma guerra continental e mundial. Novamente, homem matará homem, famílias serão exterminadas com o apertar de um único botão. Será nesse momento que chegaremos à plenitude de que erramos, mas continuaremos destruindo, porque essa foi a programação da nossa natureza social e primitiva.

Eterno, rogo pela vinda do Messias. Todavia, não nos envie o salvador, porque Ele será incompreendido pelos políticos e religiosos. Possivelmente, Ele será adorado por muitos e perseguidos pelas instituições governamentais. No final, o matarão para que a profecia não seja cumprida.

Eterno, o inevitável acontecerá. Chegaremos ao limite da degradação humana e do canibalismo. Logo, na ausência dos justos, rogo que envie seus três anjos expiadores, para que possam provar da nossa hospitalidade e do melhor que temos para dar ao mundo e a Ti. E, se no final da jornada e do julgamento, não for encontrado um único justo, que seja aplicada a sentença, com a destruição de tudo.

Por fim, Eterno, imploro que tenha misericórdia das crianças, por dois motivos: – Elas são inocentes, enquanto que precisaremos das testemunhas, objetivando retardar o processo inevitável na relação entre o progresso, o crescimento populacional e a extinção de toda a espécie humana.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Padre Eduardo Braga.

AS ÚLTIMAS MORTES EM RIO BONITO

“Na última semana, nossa “pacata cidade” viveu (ou deveria ter vivido!) dias de luto. Foram muitas perdas humanas. Mortes naturais, assassinato e acidentes tocaram o coração daqueles que ainda possuem sensibilidade. E aqui está a questão mais sútil!
Segundo a expressão do Papa Francisco, a globalização da indiferença, nos tirou a capacidade de chorar. A cultura do bem estar (próprio e egoísta!) nos anestesiou e nos leva a pensar apenas em nós mesmos, torna-nos insensíveis com os outros.
Quem chorou a morte de Douglas e Vitor? Quem ainda pensa que um adolescente como Douglas ainda não estava na hora de partir? Sua morte ficará impune? Pecadores? Quem não for, atire a primeira pedra! Quem os chorou? Quem ainda lembra, sente compaixão e ora por aquela criança encontrada na beira do valão ano passado? Rios bonitenses também adoeceram pela insensibilidade do coração!
O acidente dos operários? Oramos por suas famílias? A dor deles foi também um pouco da nossa? Perdemos alguns minutos de sono naquela sexta para sábado? Nossas Igrejas também foram abatidas pela tibieza? Onde está o poder do fogo, da intercessão, do avivamento nestas horas? Sustentamos varões e “varoas” nossa Cidade com nossos joelhos ou ainda (como os pagãos) estamos pedindo carros, casas e prosperidade ao Senhor dos Exércitos?
Geralmente somos tocados apenas quando a dor e a angústia nos toca. Que pobreza! Precisamos disse o Papa aos jovens na África, ser compreensivos com os demais. Se vocês não receberam amor, amem os demais. Se sentiram a dor da solidão, concluía Francisco, aproximem-se daqueles que experimentam solidão.
Sobra-nos tempo para o julgamento, falta-nos tempo para perdoar e amar. Por isso somos uma sociedade que adoece. Temos remédio: Precisamos amar. Precisamos retornar de coração a Deus, sem interesses. Corações abertos à fé e a esperança sempre estarão abertos aos irmãos a certeza do futuro! Temos futuro se tivermos Deus! Teremos futuro se vivermos o amor! A dor, a tragédia e a morte não terão a última palavra sobre a história humana. Há um rebento novo de vida eterna e ressurreição desde o dia em que Jesus venceu a morte com Sua morte. Douglas e Vitor recebam a vida eterna! Operários do acidente sejam convivas na mesa celeste! Descansem em paz! Amém!
Deus perdoe nossa insensibilidade, nossa ausência de lágrimas e a dureza de nossos corações e convertei-nos antes que o Beto anuncie nosso velório na funerária Santo Antônio! Amém!
Parentes de nossos irmãos recebam do Espírito Consolador o que em nossa fraqueza não vos demos! Amém!”

Pe. Dudu

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O Telefonema de Deus

Objetivando afastar a hipótese do início da terceira guerra mundial, o Papa Francisco conseguiu marcar uma audiência direta na Assembleia das Nações Unidas, contando com a presença do Presidente dos Estados Unidos da América, da Rússia e da China. Com a abertura dos trabalhos, o Papa Francisco atentou para o fato de que o mundo precisava de comida, água e energia. Entretanto, acima das necessidades materiais, era imperativo mais cooperação entre as nações do mundo, e maior humanização  e respeito entre os seres humanos. Somente assim, o Homem conseguiria afastar o fantasma da guerra, da fome, da doença e da pobreza material e espiritual.

Antes da reunião oficial na assembleia, os líderes não alcançavam um coeficiente comum entre os interesses das suas respectivas nações. A guerra parecia inevitável, incluindo o fim dos dois terços da humanidade ao longo da próxima década. Todavia, enquanto Barak Obama falava em tom alto pela manutenção da OTAN, Vladimir Putin já estava preparado para mandar fechar o registro dos dutos de gás no Kosovo e na Macedônia.  Xi Jinping pretendia liberar mais barris de petróleo no mercado asiático, para provocar o aumento da oferta e a queda do preço do barril de petróleo. Do nada, os telefones vermelhos tocaram juntos, enquanto que os respectivos assessores se aproximaram de cada autoridade dizendo: – Senhor, a ligação é urgente. Os líderes olharam, desconfiados, uma vez que as pessoas mais importantes do planeta estavam naquela sala. E perguntaram aos seus respectivos assessores: – Quem é? Os assessores responderam imediatamente: – Deus. Todas as autoridades se direcionaram aos seus respectivos telefones vermelhos, e ficaram por lá por alguns minutos, somente escutando. Logo após algum tempo, eles colocaram os telefones vermelhos no gancho e retornaram aos seus respectivos assentos, sincronicamente. Eles se olhavam, enquanto que não sabiam  como prosseguir com a reunião, quando Xi Jinping explanou: – Se não deixarmos nossas diferenças de lado… Continuou Putin, com a frase: – O peso do fim da humanidade estará sobre nossos ombros. Obama completou o restante do período: – O que fizermos hoje, selará o destino de todos. Dai por diante todas as autoridades falaram a mesma frase, ao mesmo tempo: – Se não fizermos o certo, Deus não terá misericórdia. Não haverá nem vencedor ou vencido. Somente a destruição dos ímpios.

A Assembleia da ONU anunciou o início do trabalho conjunto entre os Estados Unidos da América, a Rússia e a China. Todos estavam determinados a compartilharem recursos e tecnologias para o restante do mundo.  As fronteiras ideológicas estavam se dissolvendo diante das soluções, uma vez que nascia o primeiro governo mundial.

Embora seja uma crônica, o telefone vermelho está tocando constantemente para as nações do mundo e suas respectivas autoridades atenderem e escutarem. Todavia, a ganância e a cegueira da cobiça não permitem que a humanidade pare para escutar a natureza e os chamados dos nossos vizinhos celestiais.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A noite que Che Guevara abalou o Brasil, sem balas e sem platéia

ernesto-che-guevara-62bDesde o final da segunda guerra mundial, o Brasil vivia uma crise em sua identidade política e partidária. O cenário político contava com a presença do PTB, que tinha como avatar Getúlio Vargas, o PSD e a  UDN (UNIÃO DEMOCRÁTICA NACIOAL),  fundada em 07 de abril de 1945.

A UDN era considerada como o partido da classe média, cujos projetos e propostas se concentravam nos interesses dos latifundiários e dos industriais, que se relacionavam continuamente com o mercado estrangeiro, contrapondo e criticando as políticas públicas, as práticas sociais materializadas pelo Estado Novo e o intervencionismo estatal na economia. Seguindo a linha neoliberalista, a sigla cativou considerável parte da classe média brasileira, trabalhando diretamente no combate à corrupção e ao comunismo, no mundo bipolarizado pela Guerra Fria, apoiando, inclusive a candidatura do Jânio Quadros à Presidência da República em 1960.

Jânio Quadros, também conhecido pela vassoura, diante do discurso fincado no combate à corrupção estatal, teve uma carreira rápida e brilhante, começando como vereador e chegando à Presidência da República Federativa do Brasil em exatos 15 anos, permanecendo no cargo de 31/01/1961 a 25 de agosto de 1961, quando renunciou por força da pressão política nacional e internacional, tendo em vista que o presidente tinha condecorado, em 19/08/1961, Ernesto Che Guevara, com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul.

A ironia do contexto é que a UDN tinha ajudado a construir um presidente, que não se importava em reconhecer e apoiar o socialismo e o comunismo publicamente. Tirando a questão da Doutrina Monroe, com o seu lema “América para os americanos”, não havia condição política e apoio popular para que o Jânio Quadros se perpetuasse no cargo. Entretanto, havia outro ponto interessante na história, tendo em vista que o cargo de Vice-Presidente era também eletivo e de forma autônoma e direta no sistema democrático daquela época. Todavia, o Vice-Presidente da República era João Goulart, do PTB. E, mais uma vez, a UDN cometeu o fiasco em apoiar um político legitimado pelo voto, conspirando dentro da máquina política para que o mesmo fosse deposto. Assim, começaria a novela política da Ditadura Militar no Brasil, em 31/03/1964. Por ironia do destino, os partidos políticos foram dissolvidos, incluindo a UDN, sendo estabelecido o bipartidarismo, com os seguintes partidos políticos: MDB (Movimento Democrático Brasileiro) e a ARENA (Aliança Renovadora Nacional). A maioria dos membros da UDN migrou para a ARENA, que se ramificou em diversas siglas com a abertura democrática, perpetuando suas ideias e princípios até a atualidade.

Por fim, não me assustaria com um novo fiasco histórico e político, incluindo a tentativa de construírem o mecanismo, que  permitirá a terceirização nos serviços públicos e privados, incluindo a transição para o fim dos direitos trabalhistas do cidadão, porque, no final, o interesse dos grupos econômicos estará acima dos interesses da nação, enquanto que a democracia sempre estará ameaçada pelo medo do estranho e do desconhecido, mesmo que ele venha fantasiado pelo fantasma do socialismo, do comunismo e do populismo.

Na noite do dia 19/08/1961, Ernesto Che Guevara abalou o Brasil e o mundo, denunciando um sistema hipócrita, que falava uma coisa e que praticava o contrário. Essa hipocrisia está dentro de muitos, tendo em vista que foi transmitida por osmose e pelo DNA, passando de uma geração para outra.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Padre Dudu - Canção Nova.

Dez passos para começar o ano em Deus

“Diariamente, somos desafiados a “dar a Deus o que é de Deus e a César o que é de César”. É um bom combate, uma luta constante na batalha da vida! Não é só a ação ou a experiência que enriquecem nosso ser. Tudo depende da qualidade dos nossos atos e experiências. Uma abundância de ações mal vividas também pode esgotar nosso ser, esvaziar nossos sonhos, roubar o sentido da vida. Não podemos viver apenas para “fazer alguma coisa”.

Como viver no início deste Novo Ano?

Começar em comunhão com Deus, Sob o olhar carinhoso da Mãe: Guardar o primado de Deus! Nos primeiros instantes de 2016, pela fé, entregamos tudo a Ele! O cristão deveria, onde estivesse, com quem estivesse, parar e rezar. No primeiro dia do ano civil, a Igreja nos faz celebrar a “Mãe de Deus”. Dia Santo de preceito. Começar com a benção da Mãe nos deve confortar! Consagrar o novo ano a Ela: Eis um bom e santo segredo!

Vivendo reconciliados: Começar o ano com ressentimentos e mágoas não é inteligente nem poderá fazer bem. Aproveite o dia internacional da paz para estar em paz com todos! Libere perdão! Comece um novo ano interiormente livre, literalmente novo.

Em Família: Em meio ao contexto da crise, não se pode esquecer que a Família é o melhor recurso do ser humano. Basta pouco para programar algo em família. Na verdade, basta querer. Não são grandes viagens; mas momentos intensos vividos juntos nestes dias onde possivelmente todos gozam de férias.

Cuidar da saúde: Bom também seria tirar uns poucos dias para os exames de rotina. Cuidar do corpo que precisará ter forças suficientes para enfrentar os desafios do novo ano;

Viver com propósitos: Um pequeno plano de vida não faz mal a ninguém. Nada de esquemas rígidos e fechados; mas alguns objetivos, virtudes e propósitos a serem alcançados devem nos motivar quando as dificuldades chegarem;

O justo descanso: Descansar é sempre necessário e salutar. Repousar ao menos dois ou três dias é uma necessidade neste tempo presente. Fazer memória de como Deus, em sua fidelidade e providência, tem me ajudado; permitir a alma descansar em Deus, entregando a Ele as preocupações;

Boas leituras, sobretudo a Escritura: O tempo das férias pode ser propício para as leituras que enriquecem e fortalecem nosso espírito. Recordo de um pedido do Papa Bento: Leiam integralmente os pequenos livros da Bíblia durante as férias!

Visite parentes e amigos: Aproveitar o tempo livre para viver a “cultura do encontro” visitando pessoas que você não vê há algum tempo é um ato salutar;

Praticar obras de misericórdia: Como bons católicos, em comunhão com o Ano Santo da Misericórdia, o exercício das obras espirituais e corporais de Misericórdia pode ser um ato concreto para nossa vivência de férias verdadeiramente cristãs;

Participe da Santa Missa em Igrejas que você ainda não conhece: Ao fazer tua programação semanal ou mensal de férias, priorize a Santa Missa dominical, e, se puder, vá a uma Comunidade Católica diferente para perceber a riqueza e a diversidade da nossa Igreja. Se estiver em um grande centro onde tenha a Catedral, visite a Porta Santa neste Ano da Misericórdia!

Que a Fé no Deus Vivo e Verdadeiro nos diga que Ele nos acompanhará todos os dias deste ano que começamos. Sustentados pela Esperança, caminhemos na certeza de que é Fiel Quem fez a Promessa! Oh não! Ele Não dorme, nem cochila! O Seu Espírito virá em socorro à nossa fraqueza! Caminhemos, ao longo deste ano, Ano da Misericórdia, certos de que a alegria de Deus é nos perdoar e fazer em nós, como em Maria, maravilhas!”

Padre Dudu

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Os Santos passaram, passam e passarão entre nós

A Santidade nunca sai, nem sairá de moda! Deus, que é Santo, também nos quer santos como Ele! O Espírito de Deus tem concedido à Igreja um entendimento muito claro a respeito da teologia da santidade: Viver a vontade de Deus com amor! Eis a santidade!

Na Oração Eucarística V, há uma frase que sempre me chama atenção: “(…) os que na vida souberam amar Cristo e seus irmãos”. No meu limitado entendimento, aqui está o conceito do santo: Quem na vida amou Cristo e seus irmãos! A Santidade, portanto, é possível! Os santos passaram, passam (estão!) e passarão entre nós!

O mundo precisa de santos! O Brasil precisa de santos! Sua família, universidade, seu bairro, sua paróquia! Nossa existência precisa ser santificada! Viveremos a santidade não como escravos, mas na verdadeira liberdade de seres humanos, com responsabilidade, compromisso e propósito diante de Deus e do mundo. E porque na liberdade escolheremos o bem, viveremos o amor a Deus e também aos irmãos. Na liberdade, seremos conduzidos pelo Espírito Santo aos caminhos de santidade por onde trilham os santos!

Os santos passaram por aqui! Nossa Igreja Particular de Niterói pode se alegrar por alguns destes grandes homens e mulheres que passaram por aqui: São José de Anchieta que tanto tempo esteve em Niterói. O que falar da possível beata Zélia Pedreira (nascida no Ingá) que, vivendo numa sociedade escravocrata, tratava seus empregados como pessoas livres e durante a viuvez distribuiu todos os seus bens? Todos nós sabemos que a Madre Teresa de Calcutá pisou também em nossas terras? E o futuro santo seminarista e surfista que estudou com os nossos seminaristas e tantas vezes cruzou a ponte para pregar aos nossos jovens?

Pensemos na Solenidade de todos os santos! Vivamos este mês reacendendo em nós o desejo pela santidade! Ser santo não pode mais ser a exceção da regra do Cristianismo, precisa ser a sua norma. Precisamos de homens e mulheres fortes que assumam a vocação à santidade como propósito diário de vida. Buscar a santidade como se busca o oxigênio e a água!

Os santos não se perdem pelas encruzilhadas e atalhos da vida; eles vão a Deus pelo caminho mais seguro: o Amor. Não se pode amar uma ideia ou uma abstração. Ama-se alguém com quem é possível entrar em diálogo, ter comunhão, receber amor. Os santos descobrem Deus como Pessoa Viva, são apaixonados por Ele, jamais O trocam por nada ou ninguém. Sentem-se habitados pelo Seu Espírito. O santo age, ora, luta, chora, sofre, profetiza e tem esperança no futuro.

Se passarmos por esta vida sem ao menos nos aproximarmos da santidade, sairemos dela insatisfeitos. O homem nunca será feliz se não for santo. Só a comunhão com o Senhor nos deixará completamente realizados, felizes, completos. Queira o Senhor Jesus, pela força do Seu Espírito, mandar sobre nossa Igreja Particular, sementes de santidade que brotem a seu tempo no caminho daqueles que por nossas terras passam e passarão.

Pe. Dudu

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SONETO SABATINO

Rio Bonito, 04 de junho de 2006.

Eu contei todas as estrelas do céu

challah_566_356_c1E não te vi nas constelações.

Tracei trajetórias de cometas,

E até fiz pedidos às estrelas cadentes.

 

Esperei sua anunciação e vinda de D’Alva.

Ansiei por sua chegada pela direção de Órion.

E… a cada fim de noite,

O Sol me cegava os olhos e ensurdecia aos ouvidos.

 

Idealizei sua pele como a mais pura seda.

Escutei sua voz no clamor do sábado.

 

Procurei-te nas escrituras.

Apertei bem os olhos para te enxergar,

Enquanto fazia a preleção no púpido.

Criando-me como uma nova criatura.

 

E assim, te olhava no jardim de infância.

Enquanto obteria a paciência de esperar.

Segurei suas mãos que tocavam piano,

E que traziam, aos ouvidos, cantigas de ninar.

 

Idealizei sua voz como uma oração.

Ajoelhei-me no cansaço dum ganso.

 

Na hermenêutica, fiz reparos pessoais.

Sinais foram-me enviados através do espírito.

Escutei a trombeta tocar durante o ofício.

Era o Sábado me chamando aos ouvidos.

 

Pude sentir a criação em gênesis.

Cada átomo do meu corpo se decompôs.

Ora eu era matéria… Ora eu era luz.

E só senti isso; porque era Sábado.

 

Talvez eu tenha ido onde o ancião não mais alcança.

Talvez a aliança deva se confirmar como uma composição.

 

Em Segunda Crônicas, capítulo quinto ao oitavo,

Salomão inaugurou o Templo de D’us…

A trombeta tocou e anulou os levitas;

Porque era Sábado.

 

E assim, cala-me a alma…

Como uma flor que perde pétala por pétala.

Mas, a força da flor sempre esteve ali;

Porque existe o Sábado.

 

Logo, consigo compreender o Criador e a criação.

Entretanto, não sou mais criatura, mas parte do divino.

 

Quem vive de projeção é número.

Quem vive de rancor, se torna um mal a si próprio;

Enquanto que quem se esconde,

Não terá conhecido mais nada além do seu esconderijo.

 

Em minha partida, tem aquele gostinho salgado na boca.

Parece que meus lábios estão ressecados.

Estou segurando a pontinha da primeira lágrima

Para demonstrar que nada disso importa.

 

Mas, lágrima não se segura o bastante.

Ela desce e escorre na fronte.

 

Não se escolhe quando se chora;

Mas pode-se decidir quanto tempo isso transbordará.

 

E quanto maior for o amargo no peito,

Maior será a intensidade da lágrima.

Até que os passos diminuem o ritmo,

E as pernas estremecem em covardia.

 

O poeta tentará não olhar para trás.

Contará que a amada lhe grite: – Espere.

Todavia, mesmo que assim não o faça,

Ele, na esperança de ouvir o pedido, parará.

 

Desencantada se fará sua alma.

Menor ficará sua chama.

 

Abandonado, assim, se fará o poeta;

Enquanto que, em sua porta, se verá a fila das gazelas.

 

Durante o tempo determinado,

Manterei minha Casa e minhas orações.

Exaltarei, no silêncio, minha súplica.

Guardarei toda minha força vital no sorriso.

 

Só não quebrarei a Lei de Moisés,

Porque conheço o tamanho da Mão do Senhor…

E o tamanho dos dedos do mundo.

E foi assim que, como homem, sempre pensei…

 

E para a amada, só posso deixar a compreensão do tempo;

Além de desejá-la que o Sábado esteja muito além do descanso.

 

Que o dia seja o dia…

Enquanto que noite seja somente à noite.

Que as estrelas continuem em suas respectivas posições.

Que o planeta Terra continue sua epilepsia.

 

Que o sim seja somente sim.

Que o não seja somente o não.

Que haja o respeito e a obediência.

Que haja o sentido no ser e na comunhão.

 

Que a Tathiana Ferraz compreenda o tempo certo das coisas;

Enquanto que a guardarei, como se fosse o Sábado.

 

Shabat Shalom!

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior