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A Múmia do Faraó

Retiraram suas vísceras.

O cérebro foi dissolvido em doses homeopáticas.

Havia total integridade nas têmporas,

Salvo o buraco da sucção hemorrágica.

Como uma obra de arte,

A carne foi convertida em cerâmica.

O corpo foi dissecado por milímetros

E enrolado por várias ataduras,

Compondo um casulo humanoide,

Que aguardava o nascimento da nova criatura,

Recebendo os cuidados de um ovoide.

A múmia era o início da conexão,

Cuja jornada não podia contar com a sorte,

Porque Anúbis cobraria o seu quinhão,

Enquanto que não havia plenitude para os pobres.

Uma vez servo e escravo na vida,

A mesma condição se perpetuaria na morte,

Porque o barco precisava navegar pelo infinito,

Enquanto que alguém teria que remar

E carregar os tesouros do Faraó,

Reproduzindo àquilo que é egípcio

E todos os abusos que ocorreram no leito do Nilo.

Logo, observe atentamente ao seu redor.

Trabalhe para atender os caprichos do Estado

E acumule para obter a concessão dos deuses.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior : .

Rio Bonito, 07 de agosto de 2018.

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Por que Aécio Neves ainda não foi preso?

No caso de Rio Bonito e municípios adjacentes, os aluguéis saltaram dos R$760,00 para os R$1.200,00. Na ganância pelos contratos dos trabalhadores do COMPERJ, os proprietários dos imóveis dispensarem os inquilinos patrícios, para cobrarem até R$3.000,00 de aluguel. Simplesmente, na busca pela prosperidade, os empresários e os proprietários dos imóveis ficaram cegos e entorpecidos pelo dinheiro, ignorando o fato de que não tinha sido colocado um único tijolo ou estrutura pública na nossa cidade que pudesse justificar tamanho contraste.

O COMPERJ afundou, levando consigo toda energia da região, deixando um buraco direto nos cofres públicos, computado em R$167 bilhões, além dos altos índices do desemprego e da violência. Nesse mesmo caminho, os políticos do Estado do Rio de Janeiro construíram fortunas e leiloaram a gestão pública às construtoras e aos consórcios, cujos resultados testemunhamos diariamente nos jornais, como a farra com o dinheiro público, fechando escolas e postos de saúde e deixando a sociedade civil exposta ao caos generalizado.

As operações da polícia federal estão prendendo empresários e demonstrando a contradição da cultura e dos valores brasileiros, tendo em vista que, por exemplo, o político Aécio Neves foi gravado pedindo dinheiro da JBS (FRIBOI), além de manifestar a intenção calculada em atrapalhar e anular a Operação Lava Jato. Contraditoriamente, a irmã do Aécio Neves foi presa e ainda continua em cárcere. Mas, o Aécio Neves foi afastado do cargo de Senador, gozando da liberdade de ir e vir, podendo, inclusive, manter sua investidura em atrapalhar as investigações. Por que ainda não prenderam o Aécio Neves? – Essa é a pergunta do mês de maio de 2017, que ninguém fez publicamente na imprensa brasileira, porque, no final, o que manda no nosso país é o dinheiro.

A verdade é que o Brasil está afundado na corrupção ativa e passiva há décadas, cuja administração pública se tornou um instrumento para atender os interesses dos grupos econômicos, abandonando a sociedade ao ostracismo, demonstrando que o problema social é a consequência da incapacidade política e gestora do Estado, porque o dinheiro está sobrando para bancar a farra e a alegria de muitos. No final, se deixarmos as bandeiras políticas e as ideologias de lado, concluiremos que não ficará um único político em pé para contar estória ou a história, enquanto que fabricamos estes monstros, que nos fabricaram com as ideias dos seus pais e avós, através do controle do Estado e do ensino público. E pensar que quase elegemos o Aécio Neves para presidente em 2014.

Por fim, as prioridades foram invertidas no Brasil, porque antes da reforma da previdência, eleitoral e trabalhista, os brasileiros precisam passar pela reforma moral, ética e humanitária, porque a maioria ainda acredita que é possível fazer a mudança plástica para solucionar o problema, tal como trocar a sigla partidária, o logotipo e o slogan, mantendo as pessoas, as coisas e os problemas nos mesmo lugares.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Inconstitucionalidade

As coroas e os símbolos do Poder Moderador.

As coroas e os símbolos do Poder Moderador.

O advento da República trouxe a participação popular direta ou indireta na administração pública. Embora seu primeiro modelo registrado tenha sido no período clássico da antiga Grécia, com o relatos e teses do filósofo Aristóteles, o modelo republicando, construído pela sociedade moderna e contemporânea desde a revolução francesa, trouxe a participação plena da sociedade, uma vez que somente os homens livres participavam da gestão pública ou votavam, criando-se uma grande linha de exclusão entre os escravos e as mulheres, limitando o grau da cidadania plena a um terço de toda a população grega.

A República se baseia sob o princípio do contrato social, cuja natureza se baseia na ideia de que todos os cidadãos acordaram com seu s termos, mantendo-lhes de uma geração à outra, materializando todas as regras da conduta social e individual, da ética e da moralidade na maior invenção jurídica de toda história da humanidade depois do decálogo, conhecido como CONSTITUIÇÃO.

Cada país possui sua própria constituição, que está diretamente ligada aos costumes e hábitos da cultura interna. Também é comum, na atualidade, a exigência de um padrão mínimo civilizatório por parte da ONU (Organização das Nações Unidas), que, após a segunda-guerra mundial e o holocausto, estabeleceu o padrão mínimo de conduta entre as nações-membros, exigindo o estabelecimento dos direitos humanos, o combate à escravidão e a aplicabilidade da hegemonia nos gêneros.

A República Federativa do Brasil é composta por 26 Estados e um distrito federal, pelo qual cada Estado Federado possui sua própria constituição e a representação dos três poderes, mantendo-se a mesma lógica nos municípios, que são regidos pela Lei Orgânica. Todavia, não importa o número dos Estados e Municípios, tendo em vista que suas constituições e leis orgânicas sempre estarão abaixo da Constituição Federal, enquanto que, em caso de conflito entre as Leis, a Constituição Federal sempre terá a posição final, lançando, assim, a maior parte da responsabilidade legítima da Nação Brasileira nas mãos do Congresso Nacional, que é composto pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Embora a administração pública já tenha toda sua organização definida nos primeiros artigos da Constituição Federal Brasileira, desde a constituinte de 1988, tem se tornado comum e normal, infelizmente, a prática da INCONSTITUCIONALIDADE ou do ATO INCONSTITUCIONAL por parte dos entes públicos, que criam e aplicam da forma que querem e bem entendem tributos, taxas e impostos, invertendo, quando conveniente, as regras, criando o conflito de competência ou de constitucionalidade, sobrecarregando o Poder Judiciário com demandas, que na maioria das vezes, já estão claras e definidas na essência da Magna Carta. Assim, os governos vão enriquecendo os cofres através das irregularidades, que levarão uma geração para serem solucionadas, o que possivelmente levará a demanda ao esquecimento por parte do cidadão e da empresa prejudicados.

No final, vivemos um Estado de Exceção, tendo em vista os excessos das inconstitucionalidades aplicadas no cotidiano, cujo exercício da cidadania se demonstra perdido diante do sistema, que sucateou a educação, a saúde, a segurança pública, além de fazer questão de estabelecer o estado mínimo, mesmo com a maior carga tributária da democracia ocidental, que, na prática, deveríamos ter a qualidade de vida da Finlândia ou da Suécia, mas ficamos sem qualquer garantia e à deriva, porque a escravidão foi institucionalizada, sob aplicação do fator previdenciário, do salário mínimo com suas correições abaixo da taxa dos juros real, além da violência estatal praticada diariamente contra o cidadão e o trabalhador, afetando a organização sexual do trabalho e a rotina da família, quebrando o principal agente ético, moral e cultural. Assim, construímos as instituições políticas, econômicas e sociais, depositando a fé na Constituição, para que os gestores públicos quebrem as regras, governando nossa nação sob o prisma da INCONSTITUCIONALIDADE, trazendo o retorno da discussão de está faltando um poder superior na organização dos três poderes, que seria justamente o Poder Moderador, cuja a constituição estaria incorporada à coroa e à representatividade do seu soberano.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O Brasil precisa exercer a anarquia para amadurecer sua democracia

recadox-com-br-a-anarquia-economica-da-sociedade-capitalista-de-hoje-em-12209T2x4pMyJ0O governo subiu os impostos, as taxas e os tributos, ao ponto de tornar inviável o consumo dos produtos eletrônicos, eletrodomésticos e automobilísticos. Simplesmente, as pessoas não estão consumindo tais utensílios, porque não sobra dinheiro no final do mês, enquanto que as contas estão fechando no vermelho, transformando a inadimplência numa bola de neve descontrolada, cujos efeitos afetam a economia nacional e doméstica.

Há outro parâmetro que não vi qualquer jornalista comentar no momento: – O SEDEX e o PAC, que são os serviços de entrega oferecidos pelos correios. Essa semana, deixei de realizar a compra de dois produtos baratos, cuja compra total fecharia em R$36,00, porque o SEDEX ficaria em, aproximadamente, R$46,00. Em suma, eu pagaria mais pelo transporte do que pelo produto em si. Essa dinâmica é aplicada nos correios, nos combustíveis, na energia elétrica, na água, no gás e em tudo que consumimos.

Não me importo em pagar até 40% daquilo que recebo como fruto do meu suor e trabalho, quando é possível ver os valores aplicados na sociedade, através da saúde, educação, segurança e na prestação dos demais serviços públicos, com qualidade. O problema é que o Governo só suga e se recusa em dar a contrapartida daquilo que lhe é obrigado pela Constituição Federal, alegando que Estado deve ter a atuação mínima na economia e nas suas próprias obrigações, aproximando os Poderes Executivo e Legislativo à nobreza do antigo Império Brasileiro, com suas ilustrações, cargos e salários sem sentido para a sociedade.

No final, sou obrigado a expressar algo, que jamais pensei que poderia ser pensado ou escrito: – Acho que precisamos pensar na ausência do Estado na teoria, porque sua ausência já é um fato notório na realidade. Talvez, a solução para a desordem histórica da nossa nação seja a anarquia, lançando a responsabilidade do Poder Legislativo nas mãos dos cidadãos, que falarão por si mesmos, através da internet, tornando desnecessária a existência do poder Legislativo como o conhecemos, com seus deputados e senadores, com seus gabinetes cheios de cargos comissionados, por onde escoam os apadrinhamentos e considerável parte do dinheiro público, que deveria ser investido na saúde, na educação e segurança da nação brasileira.

Historicamente, a imprensa constrói a ideia de que a culpa de todo o caos está na nação brasileira, quando, na realidade, a culpa é única e exclusivamente do Estado, que transforma Presidentes em Reis, Deputados e Senadores em Nobres, colocando o povo na condição de servos e escravos. Logo, os brasileiros não precisam carregar tamanho peso em suas costas.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Boçalidade

A proposta inicial da internet era facilitar a comunicação entre os departamentos científicos e acadêmicos nas universidades. Depois, surgiram os gigantes do setor tecnológico, criando regras e nichos de negócios, objetivando o comércio eletrônico e o compartilhamento dos dados, com a gestão do conhecimento.

Estou conectado na internet continuamente desde 2003, embora utilizasse o serviço precário, disponibilizado na linha telefônica discada desde 1999. Vi empresas e projetos nascerem muito rápido, enquanto que o falecimento foi com a mesma velocidade e intensidade. Mesmo assim, muita coisa mudou de lá para cá, e foi para melhor.

Na atualidade, eu fico assustado, quando me deparo com as ideias e as propostas propagadas pelas redes sociais, porque deveríamos gerar a informação e o conhecimento, compartilhando-lhes com toda comunidade eletrônica. Todavia, a maioria dos conteúdos é fútil, temporal e sem sentido. Os usuários não querem ler e fazer a pesquisa com profundidade, porque quanto menos caracteres e linhas tiver o artigo, será melhor. E assim, sintetizamos o diálogo, as ideias e o próprio pensamento humano, como as mensagens rápidas no twitter.

Ironicamente, podemos construir projetos e compartilhá-los com o próximo, sendo conhecido ou estranho. Entretanto, quando poderíamos brilhar na produção literária ou na genialidade, optamos em transformar o produtivo no boçal.

Mesmo assim, tenho esperança em ver o brasileiro produzindo conteúdos de qualidade e se capacitando pela internet, com a educação à distância (EAD). Aliás, outra máxima que o brasileiro ainda não descobriu com o advento da internet: – É possível estudar em casa, sem o custo do deslocamento, da manutenção da sala de aula convencional e dos horários fixos. Enquanto o mundo está se especializando dentro das organizações ou nos lares, o brasileiro ainda se desloca às escolas e institutos acadêmicos, porque é difícil aceitar o novo e promover a mudança da consciência. É complicado construir uma arquitetura atualizada e dinâmica, quando a consciência coletiva insiste em continuar no passado. A situação fica mais latente, quando nos deparamos com as escolas sucateadas e os professores desvalorizados pelo Estado e por sua própria sociedade.

No final, compreenderemos que nada aconteceu ao acaso, enquanto que construímos cada peça do quebra-cabeça social e tecnológico brasileiro, que é incompreendido por seus criadores, limitando-se à pseudocultura do boçal, responsável pelas falhas humanas, bem como pela essência ética nula dos governantes. Quando nos olhamos no espelho, não nos reconhecemos, porque o reflexo é feio, limitando-se à boçalidade alheia e coletiva.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior : .

 

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O ovo do povo

Por entre os brinquedos das crianças,

Os políticos se realizam,

Subornando, com a gratidão,

A dependência financeira e a ignorância.

 

Por entre os cargos comissionados,

Os políticos negociam,

Transformando o público em privado,

Fazendo cortesia com o chapéu alheio.

 

Por entre as palavras do discurso da crise da saúde,

Os políticos lamentam a falta de dinheiro e amiúde,

Mas não fazem qualquer economia,

Chantageando a opinião pública para pressionar Brasília.

 

Por entre erros e mais erros,

Os políticos transformaram a república em várias monarquias.

Gastam todo o dinheiro do tesouro,

Contando com o ovo do povo.

 

Na próxima eleição,

O político apertará sua mão.

Ele levará seu voto e trabalho.

Cometerá o crime perfeito, com o abraço.

 

Ele colocará a culpa na crise mundial.

Dirá que falta dinheiro para o investimento público.

Mas, patrocinará festas e andará em carro oficial,

Pois, para eles, o eleitor é somente um número.

 

O cidadão, na qualidade do otário,

Pensa que é tudo em função das regalias e do salário.

Entretanto, o político precisa do seu voto e consentimento,

Para fazer acordos e dividendos com o orçamento.

 

Quando você pensa que já viu de tudo,

O político passa a investir em pedra brita,

Porque ela é a matéria-prima do concreto

E do trono futurista do Poder Executivo.

 

Se o dinheiro acabar,

Eles criarão um novo imposto.

O Estado precisa arrecadar,

Contando com o ovo do povo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

silêncio

Silêncio

3301_1186Acabei com os sonhos de uma nação

Que clama por justiça, saúde e educação.

Esta geração teve seus sonhos furtados

Sob a legitimidade do Estado.

 

Nos hospitais, as pessoas estão abandonadas.

As escolas, sucateadas e sem merenda.

Os professores lutam pela causa de todos.

Entretanto, a sociedade lhes chamam de tolos.

 

Esse é o Brasil do dilema,

Que diz uma coisa e faz outra,

Que mente para o mundo e para si mesmo.

Esse é o país do poema e do problema.

 

Farei a delação sem prêmio,

Porque faço parte de tudo isso.

Tudo que ocorreu por causa do meu silêncio,

causando enorme prejuízo.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior