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Estrela Cadente

Não sou herói.

Não trouxe a paz para Israel.

Não encontrei a cura para qualquer doença.

 

Não segurei a dor que corrói.

Também não me considero um bom fiel.

Salvo a fé cega depositada na ciência.

 

Não fiz muita coisa produtiva.

Mas matei um leão todos os dias

Para manter minha família unida.

 

Para muitos, isso é pouco.

Para mim já é o bastante.

 

Quanto menor for o peso no lombo,

Meu passo será mais largo e distante.

 

Assim, como o dedo que aponta a criança,

Alcançarei a calda daquela linda estrela cadente.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Rio Bonito, 31 de julho de 2018.

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Precisamos buscar o verdadeiro espírito do Natal continuamente

É no momento da crise, que o ser humano consegue alcançar os extremos da sua essência, que pode decair à sobrevivência selvagem ou se elevar à nobreza da existência singular por si mesma. Logo, diante da crise econômica e financeira que testemunhamos, que foram provocadas pela crise ética e moral, que assolam a sociedade brasileira há décadas, várias famílias não poderão comprar os presentes, em conformidade à tradição consumista, ora por causa do déficit na renda familiar, dos problemas nos negócios ou por causa do fantasma do desemprego. Mas, a questão é: – Quem foi que disse que o Natal é a festa do consumismo e da troca dos presentes entre as pessoas? – Quem foi que reduziu uma data tão nobre no seu significado para uma relação de troca, banhada por bebidas e comidas, que se estende até o primeiro dia do ano, conforme o calendário gregoriano? – Precisamos fazer tais perguntas para compreendermos o presente e como chegamos até aqui, nesta encruzilhada ideológica que coloca o material acima do espiritual e da própria essência fraterna da família.

O Natal é uma festa cristã, baseada nos princípios universais da fé, da família, do amor e da caridade, cujo cenário do nascedouro do menino Jesus é representado pelos presépios ou pela liturgia teológica nas igrejas, que expressam o período de perseguição aos recém-nascidos judeus, levando José e Maria a se exilarem, declinando a trama do nascimento do messias cristão dentro de um celeiro, sem luxo ou ostentação. Os reis magos, que seguiram a grande estrela, lhe trazem presentes espirituais, tais como a fé, o amor e a caridade, elevando o celeiro com a conexão estabelecida entre àqueles que davam com aqueles que recebiam e retribuíam.

O espírito do Natal está diretamente ligado ao sentimento e à expressão humana do afeto e do carinho, cujo presente somos nós mesmos, quando seguramos uns aos outros no momento da alegria e da tristeza. Logo, não perca seu tempo enfrentando filas ou se endividando pelos próximos doze meses para comprar presentes materiais, quando o maior presente é você, dando aquele abraço apertado no seu próximo, expressando o amor através das atitudes.

Embora pareça pouco diante do consumismo, o afeto, o carinho, o amor e a caridade podem transformar um único momento num episódio mágico, que ficará registrado pela eternidade. Tais virtudes não separam, mas agregam a diversidade, o respeito e a tolerância entre os povos e as pessoas. Logo, não tenho dúvida de que o seu abraço de hoje poderá pacificar o conflito do amanhã, porque você se colocou no lugar do próximo, agora.

Assim, como estamos no ano 5777, no Shabat do dia 24 do mês de Kislev, cuja data natalina coincide com o Chanuká (A Festa das Luzes), eu termino desejando um feliz natal fraterno aos meus amigos cristãos e Chag Chanukah Sameach à comunidade judaica e aos exilados, porque estamos conectados ao Eterno e uns aos outros, compondo a harmonia com a criação.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Padre Eduardo Braga.

AS ÚLTIMAS MORTES EM RIO BONITO

“Na última semana, nossa “pacata cidade” viveu (ou deveria ter vivido!) dias de luto. Foram muitas perdas humanas. Mortes naturais, assassinato e acidentes tocaram o coração daqueles que ainda possuem sensibilidade. E aqui está a questão mais sútil!
Segundo a expressão do Papa Francisco, a globalização da indiferença, nos tirou a capacidade de chorar. A cultura do bem estar (próprio e egoísta!) nos anestesiou e nos leva a pensar apenas em nós mesmos, torna-nos insensíveis com os outros.
Quem chorou a morte de Douglas e Vitor? Quem ainda pensa que um adolescente como Douglas ainda não estava na hora de partir? Sua morte ficará impune? Pecadores? Quem não for, atire a primeira pedra! Quem os chorou? Quem ainda lembra, sente compaixão e ora por aquela criança encontrada na beira do valão ano passado? Rios bonitenses também adoeceram pela insensibilidade do coração!
O acidente dos operários? Oramos por suas famílias? A dor deles foi também um pouco da nossa? Perdemos alguns minutos de sono naquela sexta para sábado? Nossas Igrejas também foram abatidas pela tibieza? Onde está o poder do fogo, da intercessão, do avivamento nestas horas? Sustentamos varões e “varoas” nossa Cidade com nossos joelhos ou ainda (como os pagãos) estamos pedindo carros, casas e prosperidade ao Senhor dos Exércitos?
Geralmente somos tocados apenas quando a dor e a angústia nos toca. Que pobreza! Precisamos disse o Papa aos jovens na África, ser compreensivos com os demais. Se vocês não receberam amor, amem os demais. Se sentiram a dor da solidão, concluía Francisco, aproximem-se daqueles que experimentam solidão.
Sobra-nos tempo para o julgamento, falta-nos tempo para perdoar e amar. Por isso somos uma sociedade que adoece. Temos remédio: Precisamos amar. Precisamos retornar de coração a Deus, sem interesses. Corações abertos à fé e a esperança sempre estarão abertos aos irmãos a certeza do futuro! Temos futuro se tivermos Deus! Teremos futuro se vivermos o amor! A dor, a tragédia e a morte não terão a última palavra sobre a história humana. Há um rebento novo de vida eterna e ressurreição desde o dia em que Jesus venceu a morte com Sua morte. Douglas e Vitor recebam a vida eterna! Operários do acidente sejam convivas na mesa celeste! Descansem em paz! Amém!
Deus perdoe nossa insensibilidade, nossa ausência de lágrimas e a dureza de nossos corações e convertei-nos antes que o Beto anuncie nosso velório na funerária Santo Antônio! Amém!
Parentes de nossos irmãos recebam do Espírito Consolador o que em nossa fraqueza não vos demos! Amém!”

Pe. Dudu

Padre Dudu - Canção Nova.

Dez passos para começar o ano em Deus

“Diariamente, somos desafiados a “dar a Deus o que é de Deus e a César o que é de César”. É um bom combate, uma luta constante na batalha da vida! Não é só a ação ou a experiência que enriquecem nosso ser. Tudo depende da qualidade dos nossos atos e experiências. Uma abundância de ações mal vividas também pode esgotar nosso ser, esvaziar nossos sonhos, roubar o sentido da vida. Não podemos viver apenas para “fazer alguma coisa”.

Como viver no início deste Novo Ano?

Começar em comunhão com Deus, Sob o olhar carinhoso da Mãe: Guardar o primado de Deus! Nos primeiros instantes de 2016, pela fé, entregamos tudo a Ele! O cristão deveria, onde estivesse, com quem estivesse, parar e rezar. No primeiro dia do ano civil, a Igreja nos faz celebrar a “Mãe de Deus”. Dia Santo de preceito. Começar com a benção da Mãe nos deve confortar! Consagrar o novo ano a Ela: Eis um bom e santo segredo!

Vivendo reconciliados: Começar o ano com ressentimentos e mágoas não é inteligente nem poderá fazer bem. Aproveite o dia internacional da paz para estar em paz com todos! Libere perdão! Comece um novo ano interiormente livre, literalmente novo.

Em Família: Em meio ao contexto da crise, não se pode esquecer que a Família é o melhor recurso do ser humano. Basta pouco para programar algo em família. Na verdade, basta querer. Não são grandes viagens; mas momentos intensos vividos juntos nestes dias onde possivelmente todos gozam de férias.

Cuidar da saúde: Bom também seria tirar uns poucos dias para os exames de rotina. Cuidar do corpo que precisará ter forças suficientes para enfrentar os desafios do novo ano;

Viver com propósitos: Um pequeno plano de vida não faz mal a ninguém. Nada de esquemas rígidos e fechados; mas alguns objetivos, virtudes e propósitos a serem alcançados devem nos motivar quando as dificuldades chegarem;

O justo descanso: Descansar é sempre necessário e salutar. Repousar ao menos dois ou três dias é uma necessidade neste tempo presente. Fazer memória de como Deus, em sua fidelidade e providência, tem me ajudado; permitir a alma descansar em Deus, entregando a Ele as preocupações;

Boas leituras, sobretudo a Escritura: O tempo das férias pode ser propício para as leituras que enriquecem e fortalecem nosso espírito. Recordo de um pedido do Papa Bento: Leiam integralmente os pequenos livros da Bíblia durante as férias!

Visite parentes e amigos: Aproveitar o tempo livre para viver a “cultura do encontro” visitando pessoas que você não vê há algum tempo é um ato salutar;

Praticar obras de misericórdia: Como bons católicos, em comunhão com o Ano Santo da Misericórdia, o exercício das obras espirituais e corporais de Misericórdia pode ser um ato concreto para nossa vivência de férias verdadeiramente cristãs;

Participe da Santa Missa em Igrejas que você ainda não conhece: Ao fazer tua programação semanal ou mensal de férias, priorize a Santa Missa dominical, e, se puder, vá a uma Comunidade Católica diferente para perceber a riqueza e a diversidade da nossa Igreja. Se estiver em um grande centro onde tenha a Catedral, visite a Porta Santa neste Ano da Misericórdia!

Que a Fé no Deus Vivo e Verdadeiro nos diga que Ele nos acompanhará todos os dias deste ano que começamos. Sustentados pela Esperança, caminhemos na certeza de que é Fiel Quem fez a Promessa! Oh não! Ele Não dorme, nem cochila! O Seu Espírito virá em socorro à nossa fraqueza! Caminhemos, ao longo deste ano, Ano da Misericórdia, certos de que a alegria de Deus é nos perdoar e fazer em nós, como em Maria, maravilhas!”

Padre Dudu

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Um minuto de serenidade para escrever aquilo que ninguém quer ler

Rio Bonito, 04 de Novembro de 2015.

Não sou político e não pretendo sê-lo. Minhas pretensões se limitam as responsabilidades do pai, do filho, do marido, do trabalhador e do cidadão.

Não basta ir às ruas e pedir a mudança do comportamento ao ladrão. Isso seria o mesmo que pedir seu suicídio. Há uma aristocracia, que se diz brasileira, mas que gosta do luxo e da grandeza das metrópoles estrangeiras. Essa mesma aristocracia não gosta do trabalho, mas idolatra o dinheiro. Logo, em nome da tradição e dos costumes, acordos são  lacrados na propina, na troca dos favores, no peculato, no abuso do poder, na ameaça e no medo.

A democracia brasileira não foi construída para a sociedade, mas para quem tem propriedade. A Constituição, que emana e inspira toda a nação, foi forjada num congresso, que mencionou os direitos do povo e da coletividade com generalidades, tais como a saúde, a educação e a seguridade social, enquanto que os assuntos dos interesses da aristocracia foram tecidos lentamente, de forma imperceptível, dentro da máquina do Estado e dos princípios que tanto rogamos e lutamos para garanti-los: – Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Na realidade, somos iguais desde que as cartas sejam lançadas à mesa, enquanto que o bolso tenha condições de manter a cada rodada. Assim que o bolso se esvazia, o cidadão perde sua igualdade nos direitos e o acolhimento na fraternidade. A liberdade já estava perdida, quando ele se permitiu sentar à mesa com os veteranos.

Hoje, não tenho dúvida que as cláusulas pétreas não são garantias das democracias e da república, mas dos proprietários das terras e dos dominadores do poder econômico. E assim, criaram os Estados Federativos para atenderem as necessidades dos senhores de cada região, como as capitanias hereditárias no período colonialista. Junto com os Estados Federativos, surgiram os cargos, os poderes interdependentes e a especialização dos acordos entre as famílias e seus apadrinhados. Essa gravidade corruptível aumenta e se torna insuportável, quando chegam aos municípios. É como que se Brasília fosse a crosta terrestre, enquanto que os Estados Federativos e os Municípios se transformassem, literalmente, na profundidade, medida pela ausência do conhecimento e da luz, tornando-se uma escuridão, que ofusca as instituições políticas do restante da sociedade. Simplesmente, eles estão ali do nosso lado, mas não conseguem se comunicar. Aliás, não querem comunicação alguma. Quanto maior for a alienação será melhor, tanto para o analfabeto quanto para o doutor.

Esse contrato social e aristocrático, que foi firmado há séculos na Europa, possui uma força degenerativa da alma e do espírito humano. Seus praticantes são como zumbis, que vagueiam pela terra, famintos da luz e do dinheiro alheio. De vinte em vinte anos, os zumbis perdem a capacidade de locomoção, transferindo o fronte da carnificina para as gerações mais jovens.

Não há pureza individual que consiga vencer o sistema cristalizado na cultura política nacional. Simplesmente, tentarão revoluções no futuro, que estarão presas aos princípios da democracia e da República, e que, consequentemente, ficarão limitadas pelas cláusulas pétreas, com sua garantia de soberania aos Estados Federativos, porque a constituinte, que era para ter sido a representação de um povo e de uma nação, acabou fazendo o teatro diante do mundo, mantendo as coisas nos seu devido lugar, como já foi estabelecido no ciclo do determinismo e do elitismo.

A fórmula é tão exata e perfeita no controle social, que alimentam os cidadãos com a esperança da mudança, objetivando a renovação no voto. Mas, por regra, os novatos são doutrinados pelos veteranos e pelos aristocratas que comandam o sistema, gerando a cultura do eco e da repetição do sonho da construção dos heróis, que são consumidos pela força gravitacional da anomalia astronômica da corrupção.

O governo e a sociedade precisam cuidar do social e dos necessitados. Entretanto, por exemplo do Bolsa Família, era para o cidadão receber a ajuda de custo para manter seus filhos na escola, não somente para se alimentarem com merenda escolar, quando a tem, mas para receberem a educação, objetivando o retorno à sociedade.  O problema é que a bolsa família não erradicou a fome do Brasil, conforme a propaganda na ONU, mas escravizou uma geração, que não terá perspectiva de emprego, seguridade social ou qualquer outra garantia constitucional real. Isso acontece, porque o Estado é soberano, mas já decidiu fazer o mínimo por sua sociedade, que tem a obrigação de mimá-lo e mantê-lo com os impostos, taxas e tributos.

Os idealistas, se forem eleitos, ficarão isolados em seus gabinetes, com os projetos engavetados em algum departamento governamental.  E assim, ratifico que não haverá mudança pelo individual, mas pelo coletivo. Hoje, acredito mais no anonimato da caridade do que na oratória de um político ou do seu partido.

O resultado disso será o óbvio: – Desemprego, guerra civil, seguida da intervenção militar, que terminará na mão de um ditador, que terá que fazer a abertura à democracia, para que o capital possa se transformar em riquezas, fazendo grandes concentrações de renda e um contraste na desigualdade social, perceptível pelo observador pelos extremos. O problema é sério e dialético. O pior é o político só tinha que fazer a coisa certa: – trabalhar, escutando as necessidades do seu povo. Mas, o povo brasileiro é adolescente. Ele está repleto de dúvidas e receios, enquanto que somente o tempo poderá dar a oportunidade demonstrarmos o lado mais nobre da humanidade.

Eu amo o meu país. Tenho orgulho de ser brasileiro. Todavia, isso não me dá mais o direito de ser infantil e ingênuo, ou de acreditar que as coisas melhorarão para as futuras gerações, quando as fórmulas e as estratégias demonstram manter as coisas no seu devido lugar. É isso que sinto nesse minuto de lucidez racional. Mas, quando olho para minha filha, vejo o brilho radiante nos seus olhos. Eles me dizem que estou errado e que não posso desistir. Então, eu deixo a lucidez de lado, abraçando a esperança nas futuras gerações, porque a minha já está perdida, em função da idolatria à vaidade e ao dinheiro.

Por fim, se cada pai e mãe investirem seus conhecimentos em seus filhos, com ética e moralidade, valorizando o próximo e as experiências, eu acredito  na possibilidade da mudança, não para o hoje, mas para o amanhã. Assim, retifico tudo que escrevi até aqui, baseado na lucidez racional, porque foram necessários quarenta anos do êxodo no deserto para chegarmos até aqui.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A Encruzilhada

Rio Bonito, 20 de novembro de 2005.

Eu tenho vagado por muito tempo por essa terra. Transcorri estradas, calçadas, avenidas, elevados, morros, favelas, trilhas, montanhas, rios e florestas. Já enfrentei a fome, a sede, o calor, o frio e a morte. Fui mais abandonado do que abandonei nas relações sociais, desde amizades antigas até os namoros e paqueras. Tem momentos em que tenho a sensação de que cruzei o mar vermelho! – E assim, me pego vagando como moribundo pelo mundo que se transforma no contínuo.

Nesse exato momento da minha vida, eu estou numa encruzilhada, pela qual posso insistir em retornar, como também, posso seguir adiante, ou pela esquerda, ou pela direita. Caberá única e exclusivamente da minha vontade e de tudo aquilo que o Eterno está planejando para minha jornada.

Se fosse possível separar os seres que me compõem o todo, como o pensador, o físico, o filósofo, o poeta e o guerreiro, eu colocaria cada um de frente para o outro e lhes perguntaria: – O que faremos?  Sem dúvida alguma, o guerreiro esperaria a decisão do pensador, do físico e do filósofo para elaborar a estratégia de ataque se fosse necessária.  O pensador, o físico e o filósofo decidiriam, temporariamente, se sentar abaixo duma árvore e ver no que poderia acontecer.  O poeta correria para sua casa, pediria licença aos seus pais, te beijaria a boca,  acumulado com o abraço da saudade de anos, pedindo-te em casamento.

Agora, estou aqui nesta encruzilhada especulando sobre minha vida e suas possibilidades. De fato, estou até com um pouco de medo hoje, pois perder-me-i, se não fosse o poeta e o guerreiro.  Mas cedo ou tarde, poderá aparecer um rabo de saia que poderá me desviar os olhos de ti e me levar embora de meu destino.  Talvez, os próprios embaixadores do bem ou do mal se façam presentes, só para testar minha fé naquilo que penso e sinto por ti. Talvez, os caminhos se fechem total ou parcialmente.  Talvez, se abram novos caminhos.  Entretanto, a única certeza que tenho, é que a lógica determina o dever e o amor próprio de ir adiante e não para trás. Enquanto que, pela primeira vez na minha vida, meu coração quer ficar e apostar tudo. – Talvez essa seja a sina do amante: Arriscar tudo sem querer qualquer coisa em troca. Simplesmente, se alimentar do sonho, chegando a ponto de só se querer dormir.

E é assim que terminam nossas vidas: Num conjunto de encruzilhadas que definem o tamanho da nossa fé, o fim da nossa busca e a ausência de dúvidas.

Uma coisa é certa: Não mais dormirei para idealizar a ilusão, bem como, não permitirei que outros vivam os meus sonhos, à minha sombra.

E espero que na próxima encruzilhada da minha vida, eu não esteja sozinho e que dividam comigo o peso da escolha e as alegrias duma vida bem vivida, por maiores que sejam as dificuldades.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A gestão do conhecimento é o caminho humano e histórico

Existem quatro coisas que, quanto mais são compartilhadas, crescem: – O conhecimento, a ignorância, a pobreza e a fé. O que você anda compartilhando consigo e com o mundo? Essa é uma fórmula que se aplica aos indivíduos, grupos, organizações, sociedades, governos e nações.

Quando o conhecimento está associado à fé, ele se propaga com facilidade e se converte em práticas e exemplos. A ética nasce da junção entre o conhecimento e a fé compartilhados no tempo.

Quando o conhecimento se associa com a pobreza, ela desaparece gradativamente da sociedade. Nesse caso, estamos falando da pobreza econômica e também da espiritual.

Quando o conhecimento se associa à ignorância, ela diminui, dando espaço às virtudes da fé e da ciência.

O ignorante tem propriedades complicadas para se trabalhar no cotidiano, tais como o orgulho, a vaidade e a falsa ideia de que ele sabe de alguma coisa. Existem ignorantes de todas as formas e em todos os lugares. Para Sócrates, todo ser humano é ignorante. A existência humana se justifica pela luta em diminuir a ignorância ao ponto de tornar o conhecimento produtivo e transmissível ao próximo. Entretanto, o pior de todos os ignorantes é justamente aquele que se esconde por trás de um diploma e acredita que chegou à posição de se achar acima do bem e do mal. Esse último exemplo fez questão de não “aprender fazendo” ou pensando, além de basear sua existência na fé de que a ignorância e a pobreza podem salvar o mundo do resultado de suas próprias ações.

E, mais uma vez, eu convido aos meus caros leitores a repensarem a existência individual e social, bem como aquilo que estão compartilhando em seus lares, com seus filhos e entes queridos.

Por fim, emobra a ignorância seja uma marca da humanidade, é possível melhorarmos continuamente através do estudo, da prática do amor e da caridade intelectual e espiritual. Por isso, eu lhes faço o seguinte convite: – Vamos pensar para, depois, transformarmos o mundo, através do trabalho e da ética, independentemente de que o praticante tenha escolhido a ciência ou a religião como o caminho inicial, porque o final dessa jornada está na sociedade e na construção da própria história.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior