Por deus!
Não vejo motivo para tanto espanto;
Pois cai da lua…
Tropecei numa de suas crateras,
E lançado… Fui… dejeto ao espaço.

Bailei com as estrelas
Na inércia de minha trajetória.
Segurei as mãos dos anjos…
E fui vagando como moribundo
Pelo insensato infinito.

Meu espírito estava livre…
A ausência de gravidade me inspirava.
E, durante a quebra das leis físicas,
Aprendi o banjo tocar,
Encoberto pela seda das fadas.

Sem dúvida,
Muitos enamorados apontaram para mim
E exaltavam em alegria:
– É um cometa…. Uma estrela cadente!!!
Todavia, estavam todos enganados;
Afinal, era somente um pirilampo…
Cantando e enfeitando o espaço.

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