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Sobre a Operação Lei Seca e o Whatsapp

No dia 02/09/2017, fui dar uma volta em Rio Bonito à noite e me pararam pela primeira vez na Operação da Lei Seca. Achei muito interessante. A policial me parou, pediu os documentos e solicitou para acompanhá-la. Achei muito legal o aparato tecnológico e o bafômetro. Um colega me perguntou se eu estava preocupado: – Eu disse que não, porque pago meus impostos em dia e não bebo álcool. O bafômetro continuou zerado, me entregaram os documentos, enquanto que fiz o retorno e voltei para casa, com a sensação estranha do dever cumprido.

Na mesma noite, começaram os envios das mensagens pelo whatsapp e facebook, avisando que a Lei Seca estava em frente ao Super Market. Eu paguei a conta, entrei no carro e fui até lá para testar o serviço, que merece nota 10. Só faltou o cachaceiro de plantão, que deve ter mudado o percurso por causa da mensagem, até que ele provoque um acidente grave e machuque alguém que você ame. Pense nisso, antes de avisar sobre a fiscalização de qualquer coisa.

O DETRAN informou que existem mais de 60.000 pessoas que perderam o direito de dirigir e que não devolveram suas habilitações às autoridades competentes. Estranho, porque eu tenho a ligeira impressão que a maior parte dessa galera dirige em Rio Bonito.

Por fim, vejo uma sociedade hipócrita, cínica e demagoga, que exige mudança dentro de si e na política corrupta, mas que se recusa seguir seu discurso, começando pela desobediência às leis no trânsito e pelo envio das mensagens para proteger e blindar àqueles que estão alcoolizados ou sem a habilitação para dirigir, mas que mesmo assim insistem contrariar a lei, até baterem num poste em alta velocidade ou provocarem um acidente, envolvendo um inocente, porque, a partir do momento que eles beberam ou decidiram dirigir sem habilitação, se colocaram na condição de infratores, idealizando o suicídio ou o homicídio de outrem, que poderá ser alguém estranho, amigo, parente ou vizinho.

 

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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No Japão, as pessoas morrem de exaustão no trabalho: Karoshi

karoshi-imagem-reproducao-800-630x413Estamos acostumados a idolatrar o modelo japonês na inovação, na produção e no trabalho. Simplesmente, colocamos o Japão no topo das teorias e dos modelos da produtividade e da qualidade total, copiando, literalmente, suas práticas organizacionais, através do modismo das certificações na qualidade total.

Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o país do sol nascente investe sua energia na educação, objetivando formar as gerações subsequentes de cientistas e trabalhadores dedicados, colocando o oriente entre as nações mais competitivas, inovadores e produtivas do planeta. Todavia, diante da velocidade da informação e da guerra silenciosa entre as grandes corporações pelo mundo, torna-se imperativo que cada trabalhador se dedique ainda mais à empresa, com seus conceitos de eficiência, eficácia e produtividade, focalizando sempre o cliente, compreendendo suas opiniões, aspirações e tendências no mercado consumidor.

A verdade é que na busca pela otimização, o sonho japonês se tornou um pesadelo, enquanto que a taxa de suicídio dos trabalhadores, alegando a exaustão devido ao excesso das horas extras, está se transformando em objeto de estudo da sociologia, da antropologia industrial e psicologia organizacional, enquanto que o fenômeno já é popularmente conhecido pelos japoneses como “karoshi”.

Pelas leis trabalhistas japonesas, há o limite de setenta horas extras por mês, enquanto que muitos trabalhadores ultrapassam o limite, deixando de computar o excedente, para não prejudicar a empresa, principalmente, num período assombrado pela crise global nos recursos naturais e energéticos.

Não poderia deixar de associar a realidade japonesa à brasileira, uma vez que o governo federal está articulando no Congresso Nacional para dar maior liberdade nas relações contratuais trabalhistas entre o patrão e o empregado, além de elevar a jornada de trabalho de 8 para 12 horas diárias, o que deixaria o Brasil com a jornada semanal de 60 a 72 horas semanais, sem o cômputo das horas extras.

No Japão, temos os karoshis cometendo suicídio por exaustão no trabalho, com a maior incidência no universo dos trabalhadores com menos de 32 anos de idade, numa sociedade tecnológica, cuja tradição focaliza a perfeição. Por outro lado, no Brasil, temos o conflito entre as gerações X, Y e Z, com leis trabalhistas e modelos produtivos ultrapassados, sociedade anônimas frágeis diante da legislação empresarial e as peculiaridades culturais da política e da economia brasileiras.  De um lado, uma cidade de 50.000 habitantes é reconstruída em meses após os abalos sísmicos de um terremoto. Do outro, uma obra que duraria um trimestre é entregue com dois, podendo chegar a cinco anos de atraso, produzindo altos custos para manter o mercado de trabalho formal em andamento, porque o atual modelo não se sustenta.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O Brasil está caminhando para a Guerra Civil

Não precisa ser expert em sociologia ou economia política para concluir que chegamos ao 3º estágio da estagnação econômica, que se desencadeará em todos os nichos da sociedade, assim como as drogas, as doenças sexualmente transmissíveis, a síndrome do pânico e a violência doméstica, que, por mais que tenham sido anunciadas e recebido bastante propaganda preventiva, ocorreram ao longo dos últimos 30 anos, se alastrando pela maior parte do planeta, ocupando o mesmo espaço da humanidade. Esse estágio foi conhecido pelo mundo em 1929, cujos historiadores e pesquisadores o chamam de DEPRESSÃO ECONÔMICA.

Para os leigos, a depressão econômica ocorre após um longo período de inflação, mesmo sendo controlada, que desencadeia o desequilíbrio na linha de produção, no estoque e no consumo, provocando os ajustes necessários por parte dos empregadores, que demitem em massa, para compensarem os buracos nas contas. O problema é que quanto mais gente é demitida, menor se torna o consumo. Quanto menor consumo, menor se torna a compra das mercadorias. Assim, as empresas continuam demitindo, até que o inevitável aconteça, que é a falência generalizada.

Na sociedade, a depressão econômica é anunciada com os efeitos do desemprego, que mantém as fórmulas supramencionadas, enquanto que o cidadão, que não tem opção, acaba ingressando na criminalidade para literalmente colocar comida em casa. Não satisfeito, o governo aumenta a água, a luz, os impostos e os tributos, sobrecarregando a indústria e o consumidor, que paga a maior parte da fatia na transferência dos encargos. Em suma, não precisa ser gênio para concluir que a violência e a criminalidade aumentarão, enquanto que os chefes de família cometerão suicídio nas áreas públicas, como uma forma de protesto. No caso do Brasil, a depressão foi oficialmente anunciada com a queda de 25% no consumo da cerveja no primeiro trimestre de 2016 em comparação com 2015. Isso quer dizer que o brasileiro está tentado se adaptar, deixando de beber nos bares, assumindo o último estágio da dieta econômica.

Não estamos vivendo uma simples inflação ou recessão econômica. Nós entramos na depressão econômica em outubro de 2015, quando o governo assumiu as pedaladas fiscais. Quando paralisaram a PETROBRÁS e as empreiteiras, independentemente das questões legais, paralisaram a maior parte da máquina econômica e produtiva do Brasil. Seguraram a válvula da corrupção por alguns meses, mas os políticos criaram uma crise econômica nos Estados Federativos e passaram a compensar os fornecedores e as licitações com o dinheiro da saúde e da educação, atrasando o pagamento dos servidores públicos e dos aposentados, sob a alegação da crise do petróleo com seus royalties.

Por fim, conforme a teoria geral econômica, a depressão econômica se agravará do estagio da inflação, do desemprego generalizado e da falência, para o aumento dos índices do suicídio, da violência doméstica e urbana, se alongando para a escarcez dos estoques, até que o nível máximo seja alcançado, que é a Guerra Civil. Logo, que sirva de alerta, já começaram os suicídios.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior