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O Brasil precisa abandonar o petróleo e abraçar a fusão nuclear

fusaoA Balança Comercial se baseia no confronto entre os produtos importados e exportados, enquanto que sua base se mantém na estrutura da reserva cambial e metalista, colocando o Onça Troy (Ouro) como referência mundial. Logo, para uma nação fechar o período de forma positiva, ou superávit, é necessário que as flutuações financeiras estejam abaixo da reserva cambial, enquanto que o país deverá exportar (vender) mais do que importar (comprar). Todavia, no caso do Brasil, a fórmula está sendo manipulada artificialmente pelo Governo desde 1994, priorizando a taxa de juros acima do mercado internacional para captar os investidores estrangeiros, além da injeção contínua dos dólares na flutuação do mercado, objetivando mantê-lo atrativo. No final, o contribuinte brasileiro paga caro pelo padrão de vida duas vezes, uma vez que a manutenção do aquário financeiro não é barata, enquanto que dinheiro não dá em árvore.

Desde 2003, o governo do ex-presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, manteve a política econômica e cambial iniciada por FHC, utilizando-se, em contraposição, do mecanismo dos empréstimos às nações estrangeiras, bem como a intensificação das obras e grandes construções no exterior, convertendo os valores em dólares, que eram incorporados à balança comercial como investimentos, provocando o superávit artificial da economia. E foi assim que o governo do PT construiu a famosa “economia emergente” até a entrada da ex-presidente Dilma Rousseff, que retornou ao modelo econômico anterior ao período do real, investindo maciçamente no social, ignorando a necessidade primária do Brasil, que é justamente o investimento no setor energético e na produção industrial nacional.

Todavia, deixando a política cambial de lado no momento, é importante analisarmos que o Brasil se prendeu ao petróleo, deixando toda sua economia dependente do setor, que está em decadência e com os próximos trintas anos de contagem regressiva para sua subutilização na produção dos plásticos, tendo em vista o investimento maciço das maiores nações e economias do planeta na pesquisa e na produção das novas fontes de energia, mais limpas, baratas e sustentáveis, contrariando todas as regras do setor petrolífero. Logo, o que está acontecendo com os Estados Federativos produtores de petróleo, que estão imersos numa crise financeira, acontecerá com a União, se não investir nas novas formas de energia, afastando-se progressivamente do hidrocarboneto.

Para tornar o Mal Holandês ainda pior para o brasil, a Alemanha anunciou essa semana que conseguiu tornar operacional e com a segurança de 99,99% o primeiro reator de fusão nuclear, cujo seu mecanismo se baseia no formato de uma rosca de 16 metros, que controla os gases e o plasma através do magnetismo, sem contato direto com o material metálico do projeto. Assim, a Alemanha inaugurou uma nova etapa da evolução científica, elevando a corrida energética ao nível mais estratégico, limpo e infinito, alterando, inclusive, o panorama político do continente europeu, uma vez que a solução energética poderá alimentar a escala de bilhões de pessoas, diminuindo a importância logística da Rússia, que é responsável pela maior parte do fornecimento do gás aos europeus.

Por fim, o Brasil precisa abandonar os projetos hidrelétricos e petrolíferos, vislumbrando a tecnologia da fusão nuclear, que é literalmente a reprodução da manutenção energética do sol. O anuncio o reator alemão elevou o mundo contemporâneo ao panorama científico do filme “Jornada nas Estrelas”, uma vez que tal fonte de energia se encaixa perfeitamente como uma solução aos motores de dobra espacial e à autonomia colonial fora do planeta Terra. Entretanto, o governo brasileiro continuará insistindo no Pré-Sal e no modelo econômico sustentado pelos royalties do petróleo e pelo ICMS, que é descontado no destino, em Brasília, dentro do setor, enquanto que, contraditoriamente com a crise financeiro no Estado do Rio de Janeiro, o mesmo enviou mais de R$108 Bilhões em 2016, sozinho, sustentando a União e os Estados Federativos que não conseguiram evoluir autonomamente no último século.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

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PMDB maximizou a crise no Estado do Rio de Janeiro para forçar a volta da CPMF e privatizar tudo

Ainda no governo do ex-governador, Sérgio Cabral, o PMDB constituiu o superfundo, utilizando os ativos do RIOPREVIDÊNCIA, vislumbrando aumentar os ganhos, aplicando o mecanismo na bolsa de Nova Iorque, EUA. A única coisa que eles não esperavam era o óbvio, que se resumiria na saída dos dois maiores consumidores do petróleo do mercado mundial, EUA e China, causando o maior desequilíbrio energético-financeiro desde 1974, levando os gigantes petrolíferos ao prejuízo. Tudo aconteceu com o anúncio em 2009 e a materialização da logística no final de 2014. Simplesmente, os americanos e os chineses se especializaram no óleo de xisto e na busca das novas fontes de energia, cujos mecanismos vão desde a energia nuclear até à solar. Mas, o que o Estado do Rio de Janeiro tem com tudo isso? – Bem, o Estado do Rio de Janeiro se tornou economicamente dependente da política do petróleo, entrando no fenômeno chamado de “Mal Holandês”. Com a crise do petróleo na atualidade, os royalties despencaram, enquanto os irresponsáveis do PMDB condicionaram o superfundo e os riscos dos investimentos aos royalties do petróleo, comprometendo a imagem do Brasil no exterior, tendo em vista que os investimentos saíram dos lucros para os prejuízos, levando as bandeiras das principais seguradoras internacionais a demandarem com os cariocas, que, no silêncio de vários meses, realizaram as manobras com o próprio fundo previdenciário, procedendo o pagamento das dívidas no exterior, mas deixando um rombo bilionário para os servidores ativos e inativos.

Não satisfeito, o recém-eleito governador Pezão se aproximou da presidente Dilma Rousseff, apresentando a proposta do retorno da CPMF, com a alíquota dobrada, sendo 50% da porção para a União e os outros 50% para os Estados. Assim, o Estado do Rio de Janeiro triplicaria sua arrecadação, sem movimentar um único parafuso, somando o imposto e o fim da crise do petróleo. O problema é que o povo brasileiro não aprovaria naquele momento a criação de mais impostos, diante dos altos índices do desemprego. Em suma, os políticos precisavam construir uma crise generalizada, que levaria a sociedade brasileira às ruas para sensibilizar o Congresso Nacional, para que o mesmo votasse extraordinariamente o retorno da CPMF, com a alíquota dobrada. Mas, para tanto, seria necessário cortar a manutenção da saúde e da segurança pública, expondo o cidadão à situação de risco, além de colocar o povo na rua para fazer pressão diante da mídia nacional e internacional. Assim, eles precisariam de doze meses para articularem todas as peças do tabuleiro de xadrez.

Em março de 2016, o governo do Estado do Rio de Janeiro alterou a fórmula com gastos com pessoal, incorporando os apadrinhados, contratados e tudo mais no pacote, transformando a soma de todos em servidores públicos. Assim, a folha de pagamento anual dos servidores públicos saltou dos R$13 bilhões para R$20 bilhões, aparecendo 12.000 novos funcionários na conta do pessoal, quando sua colocação era em outra distinta para os Tribunais de Conta do Estado do Rio de Janeiro e da União. Em suma, na tentativa em justificar a crise financeira, o atual governo acabou denunciando o fato de que o Estado está mantendo R$7 bilhões de cabides de emprego diretos e indiretos entre as autarquias e fundações, que deveriam ser os primeiros cortes, cuja solução é a indução à privatização, mesmo contrariando os R$138 bilhões de isenções e incentivos fiscais concedidos nos últimos 06 anos.

Por fim, as categorias dos servidores públicos já se uniram e chamaram a atenção da mídia. Agora, só falta aparecer alguém em Brasília com a brilhante ideia de resolver tudo nos Estados Federativos com a volta da CPMF, com o apoio popular diante do caos generalizado, transformando a sociedade e os servidores públicos em peças descartáveis no jogo do poder. Mas, antes de mais nada, os Estados do Rio Grande do Sul e Minas Gerais precisarão sofrer as mesmas mobilizações, para que a crise pareça generalizada, com sua radiação afetando o Estado de São Paulo na política.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

José Luiz Alves Antunes (Mandiocão).

A candidatura do Mandiocão ainda não foi decidida no TRE

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Consulta on-line do TSE em 22/08/2016.

A primeira quinzena de agosto foi de altos e baixos na politica rio-bonitense, principalmente para o candidato e ex-prefeito, JOSÉ LUIZ ALVES ANTUNES, popularmente conhecido como Mandiocão, tendo em vista que as contas do ano de 2012 foram reprovadas pela Câmara Municipal de Rio Bonito em 2013, com a votação de 05 x 05, quando que, conforme o artigo 31, §2º, da Constituição Federal, as contas só poderiam ser aprovadas com o quórum mínimo de dois terços das cadeiras, o que exigiria o placar  de 07 votos pela aprovação.

No dia 10/08/2016, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que, em conformidade ao artigo 31 da CRFB, os Tribunais de contas dos Estados não terão o poder decisório sobre as contas do Poder Executivo Municipal, devendo emitir simplesmente o parecer técnico, que passará pelas Câmaras Municipais, que votarão, seguindo a regra constitucional. Assim sendo, como o artigo supramencionado só poderá ser alterado pelos dois terços da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, conforme os princípios do Direito Constitucional, a conclusão é que o Mandiocão está inelegível pelo período de 08 (oito) anos.

IMG-20160823-WA0012Analisando as redes sociais e os comentários pelas ruas, o grupo político do candidato está focalizando sua defesa na interpretação de que o impeachment da Dilma Rousseff exigiu a aprovação dos dois terços da Câmara dos Deputados, seguindo para o Senado Federal com a mesma regra. O único problema é que a Dilma Rousseff é a Presidente da República, eleita pelo processo democrático. O ex-prefeito não exerce qualquer função pública que o qualifique ao exercício do direito constitucional pleiteado, enquanto que sua tese ganhou força diante do vídeo divulgado pelo G1, informando justamente a regra contrária nas situações das contas reprovadas no TCE, cujo parecer técnico foi mantido na Casa Legislativa.

Mesmo com a certeza do artigo 31, §2º, da CRFB, caberá à Justiça Eleitoral a interpretação e a decisão, bem como a aplicabilidade dos níveis hierárquicos dos recursos, se for o caso. Todavia, priorizando a ética acima de tudo, é importante informar ao leitor que não há nada definido até o momento sobre a situação da candidatura do Mandiocão, enquanto que as teorias e teses estão animadas no mundo das ideias e nas mentes jurídicas e políticas da nossa cidade.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Com Rodrigo Maia, os Democratas retornaram ao centro do poder

A noite do dia 13/07/2016 (quarta-feira), foi marcada por uma eleição épica e literalmente extraordinária na Câmara dos Deputados, em Brasília. Depois dos trâmites de praxe, o PT e o PMDB  demonstraram que lhes faltam estratégia e articulação na política, mesmo com o poder, quase que absolutista, e o controle do tesouro nacional em suas mãos, uma vez que o novo presidente da casa legislativa é o deputado federal, ROGRIGO MAIA, do DEM (Democratas), que recebeu 285 votos contra os 185 de Rosso, cujo histórico está diretamente ligado à linha gestora e estratégica do seu pai e ex-prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, César Maia.

A Eleição para a Presidência da Câmara dos Deputados deixou bem claro à sociedade que a direita e a esquerda brasileira tiveram suas principais siglas partidárias desgastadas, em função dos escândalos e das condutas técnicas e pessoais das suas lideranças, abrindo espaço aos partidos políticos que se posicionaram de forma neutra ou que se manifestaram diante do caos gestor, ético, político e administrativo do cotidiano. Assim, inacreditavelmente, o DEM, antigo PFL (Partido da Frente Liberal), ressurgiu das cinzas, assumindo a posição mais estratégica na política nacional, trazendo o cenário político da década noventa, que foi marcado pelo triângulo amoroso entre o PFL, PSDB e o PMDB.

Pessoalmente, acho que a democracia foi restabelecida na Câmara dos Deputados, tendo em vista a vitória do Rodrigo Maia, cujo perfil político e ideológico demonstra pouca simpatia à esquerda brasileira, que o alinhará diretamente com o discurso dos cariocas e paulistanos. Em suma, independentemente da volta da Dilma Rousseff ou da manutenção do Michel Temer na Presidência da República, a Câmara dos Deputados pegará pesado nos projetos sociais e nas questões orçamentárias, enquanto que o PMDB terá que negociar parte dos seus cargos comissionados, ministérios e secretarias com os partidos menores, vislumbrando o equilíbrio e a manutenção da sua pseudo-supremacia, uma vez que, ironicamente, o PMDB deu o tiro no próprio pé, quando sabotou o PT para ampliar seu poder, tendo em vista que os partidos do centro só conseguem se manter no domínio, quando há um hospedeiro para sustentá-lo. Logo, só resta saber se o DEM se alinhará com a maioria dos partidos pequenos, vislumbrando a independência, ou se permitirá ser infectado pelo PMDB, ao ponto de se tornar mais um hospedeiro histórico, que será abandonado no momento oportuno.

Historicamente, é muito difícil a manutenção, a longo prazo, da aliança entre o PSDB e o PMDB por causa das vaidades, o que dará ao DEM a oportunidade de reassumir a posição parlamentar de outros tempos áureos, fazendo a conexão entre os dois principais partidos políticos representantes da direita.

Por fim, talvez o Rodrigo Maia consiga fazer mais pelo Estado do Rio de Janeiro do que seu antecessor, que teve todas as janelas disponíveis para entrar para história, mas fez questão de manter a política do mais do mesmo, como uma criança narcisista se admirando no espelho.

Por Nadelson Cosa Nogueira Junior

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Rio Bonito sofre a síndrome da bela adormecida

bela_adormecidaO conceito das “cidades adormecidas” vem sendo muito utilizado pelos economistas e cientistas sociais na atualidade, fazendo referência às cidades que, simplesmente, estacionaram ou regrediram nos indicadores do desenvolvimento humano, incluindo seus efeitos na paisagem e nas relações sociais. Por analogia, inúmeras cidades entraram em coma, enquanto que suas funções mecânicas e orgânicas vão perdendo a  força ao longo das gerações, até que o inevitável aconteça: – A falência múltipla dos órgãos e o óbito.

Com a explosão da bolha imobiliária, o impeachment da Dilma Rousseff, e elevação do índice do desemprego nacional aos 11% e a crise econômica, cujas origens estão baseadas na guerra econômica e energética entre as nações, o Estado do Rio de Janeiro se agarrou, com unhas e dentes, aos royalties do petróleo, quando deveria ter incentivado o uso da energia solar, eólica, elétrica e a substituição dos hidrocarbonetos por outras alternativas mais limpas e baratas.  E, mesmo sabendo do inevitável, instalaram o COMPERJ (Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro) numa área sem sentido estratégico para o país e o continente sul-americano, construindo ilusões e uma dívida superior aos R$68.000.000.000,00 (sessenta e oito bilhões de reais), que afastam qualquer interesse estrangeiro de dar continuidade ao projeto, salvo as licitações governamentais, com seus termos aditivos.

Nos últimos 30 anos, o Município de Rio Bonito caiu do status do império da laranja, do transporte de carga e da capital da mariola para mais uma cidade satélite, cujos valores e projetos circulam ao redor das cidades do Rio de Janeiro e Niterói. Simplesmente, o rio-bonitense abriu mão da sua identidade cultural e local para se transformar numa cópia mal acabada das cidades que possuem asfalto e grandes monumentos, que fazem justiça à arrecadação. Todavia, os governantes se esqueceram de investir na fiscalização e em novas alternativas para gerarem receitas, não incentivando a economia local. O comércio, por outro lado, deixou de acreditar na nossa cidade, porque o cidadão, que possui o poder de compra, não consome em Rio Bonito, mas nos aglomerados de lojas localizados ao redor da Baia de Guanabara.

Rio Bonito sofre a síndrome da bela adormecida, que foi amaldiçoada por uma bruxa e que só acordará com o beijo do príncipe encantado, cujo amor deverá ser verdadeiro. Os rio-bonitenses clamam para que esse príncipe encantado consiga ultrapassar todos os desafios na política, passando por florestas assombradas pelo medo e pela corrupção, e enfrentando a fome e a carência do povo.

Há um nome sendo clamando pelas ruas para retornar ao poder e garantir que a cidade continue respirando, mesmo que seja no sono, para que o príncipe encantado venha na sucessão, para cumprir a profecia do conto de fadas. Mas, enquanto a maioria clama pela volta do José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), fixarei meus olhos no seu vice, na esperança de que a donzela desperte do seu sono.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A Magia do Impeachment e as expectativas na economia

Conforme a ritualística legislativa, o impeachment deve ser recebido, com a sessão aberta, passar pela eleição no plenário, com maioria de 2/3 (dois terços) da Câmara dos Deputados. Após a eleição, o expediente deve ser encaminhado ao Senado para ser votado. Caso aprovado, nesta etapa, o presidente é afastado pelo prazo de 180 dias ou 06 meses, enquanto que o expediente será supervisionado pelo Excelentíssimo Presidente do Supremo Tribunal Federal. Em suma, o impeachment só pode tramitar sob a tese da prática do crime de responsabilidade, enquanto que será justamente essa a matéria analisada e julgada deste momento histórico adiante.

Conforme as estatísticas apresentadas pela imprensa, dos 513 deputados federais, 58,09% respondem processos na justiça, enquanto que, no Senado Federal, 60% dos 81 senadores se encontram na mesma situação.

Com a taxa de juros do cheque especial na casa dos 12,75% ao mês e 333% ao ano e a classe média endividada, os economistas mais otimistas esperam que o dólar retorne aos R$2,75, com o afastamento da Presidente Dilma Rousseff e a entrada do Presidente em Exercício, Michel Temer. Tudo num passe de mágica, mesmo com o barril de petróleo na casa dos US$48,00, e com a Petrobrás com 68% do valor de mercado comprometido, com as ações desvalorizando na Bolsa de Valores. Há uma contradição entre o idealizado no discurso político e a prática econômica nacional e internacional, enquanto que a gasolina teria que retroagir aos R$2,90.

Para intensificar o desafio econômico, as empreiteiras envolvidas nos escândalos estão proibidas de negociarem com o governo pelos próximos dois anos. Assim, só existem duas opções para o mercado interno: 01 – Anistiar as empreiteiras para que os trabalhos continuem em execução; ou 02 – Criarem mecanismos legais e constitucionais que possibilitem o remanejo das pessoas jurídicas penalizadas para outras, recém constituídas.

O governo Michel Temer terá que injetar dinheiro no mercado, para que o mesmo possa girar e movimentar a sociedade brasileira como antes da crise. Para tal, ele terá que movimentar o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica. Todavia, há outro desafio, que seria o dinheiro para o financiamento. Todavia, eles já pensaram em tudo e fizeram a fusão do Ministério da Fazenda com o da Previdência Social. A lógica indica que o tesouro nacional fará novos movimentos com o dinheiro dos aposentados, como já vem acontecendo há bastante tempo em alguns Estados da Federação. Com tal fusão, o céu será o limite para realizar o ilusionismo.

No mais, vem aquela pergunta que poucos fizeram até agora: – Qual foi o crime de responsabilidade cometido por Dilma Rousseff? – No final, não importará mais, desde que o novo governo baixe o índice do desemprego, o dólar volte aos R$2,75, a gasolina retorne aos R$2,90 e os juros do cheque especial se estabilize abaixo dos 8% ao mês.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Quando o assunto é economia, o brasileiro é hipócrita

Não há sombra de dúvidas de que a economia brasileira prosperou no governo Lula de 2003 a 2010, enquanto que a Dilma Rousseff conseguiu manter o padrão dos indicadores econômicos até 2013. Esse período foi marcado pelo renascimento da construção naval e civil, bem como da habitação popular, cujos empreendimentos atraíram a atenção dos investidores estrangeiros. Assim, a cereja do bolo do crescimento econômico foi o PRÉ SAL e as promessas de altos ganhos e investimentos no petróleo brasileiro. Todavia, em 2014, o sonho acabou.

O primeiro sinal de que o inevitável aconteceria, foi quando a OGX, de Eike Batista, sofreu sua primeira retração no mercado internacional, provocando o impacto de -R$42bilhões  na balança comercial, logo no primeiro trimestre de 2014. O governo brasileiro injetou no mercado o mesmo valor para deixar a balança comercial em superávit. E o mesmo mecanismo artificial foi aplicado até o término das eleições presidenciais, no mesmo ano.

Da mesma forma que o governo brasileiro injetou dinheiro artificialmente para permitir o fluxo do capital (capital de giro) no comércio exterior, realizando empréstimos às nações do terceiro mundo, o sistema público seguiu a dinâmica, injetando dinheiro no setor industrial e no agronegócio, utilizando o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES. Em suma, o Brasil estava crescendo nos índices econômicos, mas o setor da produção e o energético continuaram na mesma estrutura, porque injetaram dinheiro no mercado, sem planejar a base das operações futuras, que corresponderiam na construção de mais indústrias e geradores de energia. Resumidamente, os empresários se aproveitaram dos empréstimos com juros baixíssimos para ganharem muito dinheiro, através do aço, do petróleo, dos fundos de investimento e da construção civil. Mas, conforme a lei da responsabilidade, o governo não poderia injetar dinheiro no mercado no ano eleitoral, logo, a onda iniciada pela OGX, com seu fracasso operacional no PRÉ SAL, se estenderia ao mercado brasileiro como um todo, porque o bolo do crescimento econômico era uma miragem, construída por banqueiros e especuladores financeiros.

Deixando as ideologias de lado, fico assustado, quando observo o comportamento humano e empresarial do brasileiro, que construiu prédios e casas com o empréstimo do governo, ganhando muito dinheiro, sem remorso ou culpa. Será que eles realmente acreditavam que o dinheiro estava saindo da própria economia? – Acho que não, porque dinheiro não dá pé e exige muito trabalho e planejamento. Por exemplo, a cidade de Rio Bonito – RJ, que possui 57.000 habitantes, teve uma majoração astronômica no mercado imobiliário por causa do milagre econômico e do COMPERJ: – O terreno, medindo 12 X 30, saltou dos R$30.000,00 para R$200.000,00, enquanto que o imóvel padrão com 02 quartos saltou dos R$60.000,00 para R$780.000,00. O problema é que a cidade continua com a mesma configuração econômica da década de 1980, com altos índices de desemprego e desigualdade social, que se agravaram com a crise no COMPERJ.

As pessoas se perguntam para onde foram os R$167bilhões das pedaladas fiscais. Se vocês olharem os imóveis fechados, com as placas de aluga-se  ou vende-se, as indústrias e demais empresas, que fecharam suas portas nos últimos seis meses, encontrarão a resposta. No final, é fácil culpar o governo e a economia, quando, na realidade, muitos executivos e empresários ficaram milionários, especulando, comprando e vendendo, com o dinheiro público, que era injetado continuamente em setores estratégicos. Logo, não é errado afirmar que a Operação Lava-Jato retirou a PETROBRÁS do circuito da corrupção, deixando o ambiente limpo para que qualquer pesquisador possa analisar e tirar sua própria conclusão.

Por fim, a sociedade precisa compreender que retornamos à realidade brasileira, sem marketing ou ilusões. Isso quer dizer que o imóvel que está sendo vendido por R$780.000,00 vale, na realidade, R$270.000,00, porque a economia brasileira é baseada no salário mínimo e na capacidade de compra do cidadão.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

DF - DILMA/MUNICÍPIOS/INVESTIMENTO - POLÍTICA - A presidente Dilma Rousseff,   acompanhada de seu vice, Michel Temer,   descendo a rampa para a cerimônia de   contratação de obras de saneamento do   Programa de Aceleração do Crescimento   (PAC) 2 em municípios com até 50 mil   habitantes, no Salão Nobre do Palácio   do Planalto, em Brasília, nesta quarta-  feira.   21/12/2011 - Foto: DIDA SAMPAIO/AGÊNCIA ESTADO/AE

A Economia só voltará a crescer, quando o Impeachment acontecer

Precisamos deixar a hipocrisia e as ideologias de lado nesse momento, para analisarmos a política nacional, que está afetando a economia e a vida de todos os brasileiros. Quando a Dilma Rousseff oficializou as pedalas, enviando o buraco bilionário nas contas públicas na casa dos três dígitos ao congresso nacional, ficou latente que não havia como jogar a sujeira para debaixo do tapete, mesmo com a aprovação, quando as planilhas do governo tinham sido reprovadas pelo Tribunal de Contas da União em 2015.

A verdade é que a Operação Lava-Jato fechou as portas da corrupção, da propina e dos mecanismos contábeis governamentais, que movimentavam o dinheiro da Petrobrás e de outras autarquias para o sistema paralelo, deixando o político à deriva e sem opções para os investimentos pessoais e os famosos fundos de campanha ou caixa dois, salvo as verbas da educação, da merenda escolar, da saúde pública e da previdência social, baseados no princípio de que, se não chegou ao destino, a verba poderá ser reutilizada em outros destinos, seguindo a vontade do governante e do seu respectivo grupo político. Assim, decidiram inverter a hierarquia das obrigações governamentais, colocando os fornecedores na primeira fila da prioridade, deixando os servidores no final, quando a Lei diz que a regra é justamente o contrário daquilo que está sendo praticado no Estado do Rio de Janeiro.

Na tentativa transparente de assumir o buraco nas contas, objetivando ganhar tempo no mandato para manter o plano de poder do Partido dos Trabalhadores, a presidente, Dilma Rousseff, acabou deixando tanto seu governo, como o Congresso Nacional expostos, diante do pacote econômico, que se baseava na única regra que o governo conhece: – Majorar os impostos, as taxas sobre os serviços da água, da luz, do telefone e dos combustíveis, provocando o aumento do desemprego e fechamento de milhares de empresas na sociedade.

Assim sendo, os industriais, os grandes empresários brasileiros e os investidores estrangeiros decidiram adiantar o inevitável, demitindo o máximo de gente possível, vislumbrando a intensificação do caos, que só parará com o impeachment da Dilma Rousseff. O mercado já percebeu que o governo não apresentará soluções reais e legítimas para a solução do problema econômico, enquanto que a troca do governante, mesmo que seja ilusória, dará a força e a energia necessária para que a economia volte a se movimentar por suas próprias pernas, com a intervenção mínima do Estado.

Chegou a hora da Dilma Rousseff se afastar para que as coisas voltem aos seus devidos lugares.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Odebrecht

Abriram a Caixa de Pandora da ODEBRECHT. E agora?

Na última sexta-feira (18/03/2016), encerrou-se o prazo para a mudança partidária para os políticos. Portanto, quem migrou, migrou. Quem não migrou, continuará como está. E assim, o PT (Partido dos Trabalhadores) perdeu considerável número das suas cadeiras no Congresso para a Rede e o PDT. Embora esse seja um fato isolado da Operação Lava Jato, o mesmo passou a ter grande importância na estratégia da Polícia Federal e do Tribunal Regional Federal no Estado do Paraná, uma vez que a PF prendeu parte do segundo escalão da ODEBRECHT, cujos depoimentos levaram ao departamento responsável pela corrupção dentro da empresa, com registros operacionais datados dos anos de 1980 até a presente data, demonstrando toda a logística contábil, incluindo os nomes dos políticos envolvidos, os apelidos, as datas e os valores.

Conforme a imprensa brasileira, o departamento da ODEBRECHT originou a primeira lista, composta por 200 nomes dos políticos que fazem parte do circuito do poder desde a década de 80 até os dias atuais. Coincidência ou não, a liberação da lista deixaria todos os partidos políticos expostos perante a opinião pública, incluindo aqueles criados recentemente, acabando com a linha lógica do marketing e do processo da renovação política perante a opinião pública, deixando toda estrutura da situação e da oposição exposta, lançando a política brasileira na luta na lama, no mesmo nível das eleições presidenciais em 2014. Por tal motivo, foi colocado o sigilo nas informações originais do departamento por parte do Judiciário Federal, através do juiz, Sérgio Moro.

Depois da exposição do áudio do telefonema entre o Lula e a presidente Dilma Rousseff em março de 2016, perante a imprensa nacional e internacional, o princípio da imparcialidade exigiria que fosse aplicado o mesmo rigor com a lista dos nomes ligados à caixa de pandora, que é o departamento da corrupção da ODEBRECHT, deixando claro que existem dois pesos e duas medidas, quando o assunto é política.

Por fim, não importará mais o fato da listagem da ODEBRECHT se tornar pública, porque o peso da dúvida foi lançado em todos os políticos no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas, envolvendo prefeitos e empresas estrangeiras, deixando a sociedade brasileira exposta à vergonha e ao escárnio perante a comunidade internacional, ora pelo excesso de transparência em suas ações, ora por transparência nenhuma.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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FHC e Lula dançam juntos no fogo amigo do poder

Não me assusto de ver a mídia brasileira com seus fotógrafos e colunistas políticos mirando o Lula, tendo em vista que o PT (Partido dos Trabalhadores) faz questão de deixar bem claro que não largará o osso do poder, enquanto que lutará até o último soldado. Todavia, mesmo com o Aluízio Mercadante em stand by, a única estrela do partido é o ex-presidente LULA, cujas bases do seu colégio eleitoral estão fincadas nos sindicatos, nas federações e no público alvo do Programa Bolsa Família.

Também, não me assusto com o fato de ver a mesma mídia brasileira bombardeando o ex-presidente, Fernando Henrique Cardoso (FHC), tendo em vista que, até a presente data, é o único nome com força política nacional e internacional dentro do PSDB para confrontar o LULA. E assim, mesmo com o excesso da energia depositada no Aécio Neves, no José Serra e no Geraldo Alckmim, o PSDB está passando pela crise da identidade política da meia idade, com poucas lideranças reais ou quase nenhuma para concorrer ao pleito presidencial em 2018.

Enquanto Lula atravessa o bombardeio dos possíveis escândalos, compartilhando o desgaste com a estrela do seu partido, Dilma Rousseff se arrasta para melhorar a opinião pública, através do marketing, associando sua imagem aos Jogos Olímpicos do Rio 2016, enfrentando seu vice-presidente, que é do PMDB, na construção das coalizões e acordos com os partidos políticos dentro do Congresso Nacional.

A verdade é que o maior inimigo dos políticos, cuja liderança é inquestionável, é a vaidade, que serve de trampolim para que os jornais sejam financiados, produzindo resenhas encomendadas, objetivando derrubar o oponente e o próprio amigo.

No final, Lula só tem o FHC, enquanto que o FHC só tem o Lula como amigo, demonstrando que o Brasil está sem opção para o futuro, salvo os escândalos com seus respectivos cartéis.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior