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Preocupados com a reforma da previdência, os brasileiros perderão seus direitos trabalhistas com a aprovação da terceirização no Congresso

terceirizacaoMeu caro leitor, eu ainda consigo me surpreender com a reação da opinião pública brasileira, embora o mecanismo de resposta esteja seguindo o planejamento adotado pelas forças econômicas e políticas, que evidenciam um tema polêmico, tipo a reforma da previdência, para liberar a terceirização de todas as atividades-fim dentro do Congresso Nacional, passando por cima das garantias trabalhistas, através de um caminho constitucional paralelo. Assim, por exemplo, uma escola poderá terceirizar a prestação dos serviços dos professores, das merendeiras, dos supervisores, colaboradores da limpeza e dos serviços gerais, dando margem legal para a anulação do 13º salário, FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e férias, uma vez que as pessoas jurídicas não possuem as garantias trabalhistas das pessoas físicas.

Após 06 anos da investidura fracassada dos barões da indústria e do comércio paulistano e carioca pela terceirização no governo Dilma Rousseff, os empresários materializaram seus planos, através do governo do presidente Michel Temer, que não recebeu um único voto através da democracia, pagando sua parte na contrapartida da manutenção do político do PMDB no cargo, quando o Brasil deveria ter ingressado numa nova Eleição Presidencial, após o impeachment de julho de 2016.

Enquanto a imprensa te mantém focalizado nos possíveis 40 anos de contribuição e na aposentadoria pós-morte, a privatização da CEDAE foi aprovada na ALERJ, a Presidência da República focalizará a reforma previdenciária no âmbito privado e nos servidores públicos federais, deixando os Estados e Municípios encarregados das suas reformas no momento oportuno. Mas, a pior parte é saber que o governo cortará na carne do trabalhador, deixando de recolher R$417 bilhões das empresas, que não recolheram ou fizeram o recolhimento da forma errada, com o Bradesco na liderança, com seus R$700 milhões em dívidas junto ao INSS (Instituto Nacional da Seguridade Social).

Por fim, a propaganda do PMDB já está no ar, justificando cada ato calculado como necessário para o futuro da sociedade e do mercado nacional, quando uma minoria, composta por executivos, banqueiros e políticos, se beneficiará com lucros majorados, ao custo do tempo de vida dos trabalhadores brasileiros, que se mobilizam pelas causas certas nos momentos errados, porque um grupo de consultores em marketing e estratégia econômica decidiram as portas fechadas dentro do Palácio do Planalto.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Reis se aproxima do Marcos Abrahão para medir força com Mandiocão

Não me assustei ou fiquei surpreso com a manutenção do vereador Reginaldo Ferreira Dutra, do PMDB, na Presidência da Câmara Municipal de Rio Bonito pelo 3º biênio consecutivo, tendo em vista sua articulação dentro do governo Solange Pereira de Almeida, flutuando por várias secretarias, e a obtenção dos 2000 votos nas urnas nas Eleições 2016, sendo o vereador mais votado em Rio Bonito.

Não fui surpreendido com o apoio que o Reis recebeu por parte dos vereadores novatos, que ingressaram no seu primeiro mandato, uma vez que a gravidade dos grupos políticos e dos interesses investidos neles, por parte dos seus respectivos patrocinadores, convergiam para a manutenção do sistema, que é contraditório, diante da predominância da palavra MUDANÇA nos discursos, mas mantendo as coisas nos seus respectivos lugares: – O pobre implorando por emprego, porque o mercado está saturado, deixando de absorver a juventude e as pessoas com mais de 50 anos de idade. Como já dizia o jornalista Flávio Azevedo: – Tudo isso já era esperado.

Todavia, devo admitir que estou surpreso com a aproximação declarada do Presidente da Câmara Municipal, Reginaldo Ferreira Dutra, do deputado estadual, Marcos Abrahão. Na verdade, era para ambos estarem trabalhando juntos desde o primeiro mandato do deputado, prospectando verbas, investimentos sociais, anistias e incentivos para beneficiar o desenvolvimento social, político e econômico de Rio Bonito. Entretanto, foi construído um muro imaginário nos Poderes Executivo e Legislativo na esfera municipal, que deixaram o Marcos Abrahão isolado na ALERJ e com pouca inteiração institucional local. Ao que tudo indica, o afastamento da Solange do circuito político deu maior liberdade ao deputado estadual Paulo Melo e aos vereadores para optarem por uma terceira opção, aproximando o Poder Legislativo Municipal da ALERJ.

Os movimentos no tabuleiro de xadrez do poder indicam que o prefeito José Luiz Alves Antunes (Mandiocão) terá as dificuldades maximizadas por parte da Câmara Municipal, que está refletindo a mágoa gerada pela liminar que anulou os efeitos da sessão, que reprovou as contas do ex-prefeito, legitimando sua posse e a permanência no cargo por parte do TRE-RJ e do TSE. Todavia, os políticos deveriam avaliar suas estratégias, uma vez que, provavelmente, o Reis não seria reeleito vereador, caso o escândalo do concurso público de Rio Bonito tivesse acontecido antes das eleições. Por outro lado, mesmo que Mandiocão sofresse o impeachment ou fosse cassado antes do período de 02 anos, Rio Bonito iria para uma nova eleição, que resultaria na manutenção do candidato da situação, tendo em vista o controle da máquina pública e o apoio do 1º Distrito. Entretanto, não poderíamos desconsiderar a síndrome do vice Michel Temer, que assumiu o comando da nação com o impeachment da Dilma Rousseff, antes dos 24 meses, abrindo precedentes para prefeitos e governadores no futuro.

Por fim, espero que a democracia seja cumprida, desejando que o deputado Marcos Abrahão aproveite a oportunidade para aumentar sua aprovação perante à opinião pública riobonitense, caso ainda insista concorrer ao cargo de prefeito no futuro. Também espero que os vereadores novatos compreendam a profundidade da crise ética e econômica que nos encontramos, enquanto que a cidade de Rio Bonito deverá sempre estar acima das vaidades e dos desejos pessoais, pois, atrapalhar o governo do Mandiocão nesse momento, sem fundamento, seria o mesmo que sabotar os riobonitenses.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Teori Zavascki foi mais uma baixa na guerra econômica global

As condições ambientais do acidente aéreo, que provocou a morte do Ministro Teori Zavascki, leva a opinião pública a especular várias teorias da conspiração, uma vez que a autoridade era o relator da Operação Lava Jatos dentro do STF (Supremo Tribunal Federal), responsável direto pelas decisões nos autos, incluindo a homologação das delações dos 77 executivos da Odebrecht, que estava prevista para ser materializada até o fim deste mês.

A aeronave, prefixo PR-SOM, modelo Hawker Beechcraft King Air C90, tinha o piloto experiente, que conhecia as características climáticas e geográficas da região de Paraty e Angra dos Reis, enquanto que a tripulação de 05 pessoas estava dentro dos padrões do avião, que se encontrava com a documentação e a manutenção em dia. Logo, as suspeitas da sabotagem aumentam, principalmente, diante da aproximação da homologação das delações, cujos conteúdos envolvem a maioria dos partidos e políticos no poder, desde 1987. Assim, a expectativa do mercado e da imprensa é enorme, enquanto que a morte do relator atrasará o andamento da Operação Lava Jatos, deixando a Odebrecht e a maioria das construtoras e consórcios brasileiros paralisadas, diante do impedimento legal para participarem das licitações governamentais.

Acompanhando a imprensa e as teorias da conspiração da opinião pública nas redes sociais, nota-se o óbvio, uma vez que a primeira suspeita induzida cai no Partido dos Trabalhadores, que estava no poder desde 2003. O problema é que, caso as delações alcançassem o Lula, todos os políticos cairiam, com o efeito dominó. Todavia, precisamos lembrar que a Odebrecht tinha um departamento para cuidar das propinas e fraudes dentro dos contratos do governo, com registros organizados contabilmente desde 1987. Assim, o óbvio é que a questão não pode ser centralizada numa única pessoa ou partido político, mas em todo Congresso Nacional. Entretanto, o óbvio seria contraditório, tendo em vista que a Operação Lava Jatos teve efeitos colaterais na Europa, América Central e Estados Unidos, dando origem aos acordos firmados entre os consórcios internacionais, as grandes corporações e os governos vitimados pelos esquemas.

Pessoalmente, acho que deveríamos abandonar o óbvio e ir além das questões partidárias da nossa nação, uma vez que existem várias corporações de olho nos projetos governamentais brasileiros, tanto civis quanto militares, vislumbrando a intensificação das suas bases na América do Sul, provocando, literalmente, uma competição entre as principais nações econômicas do planeta, evidenciando os Estados Unidos da América, a Rússia, a Suécia e a China. Dessa forma, diante do prisma econômico, a construção dos benefícios com o acidente indica a interferência internacional, por meio das agências privadas de inteligência, que foram contratadas pelas grandes corporações estrangeiras, vislumbrando retardar a homologação das delações, mantendo a Odebrecht e os demais consórcios isolados dos processos licitatórios no território nacional, começando pela construção dos novos presídios e da Unidade de Produção de Gás Natural na estrutura daquilo que já foi idealizado, um dia, como o COMPERJ (Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro).

Não seria a primeira vez e nem a última, a utilização do acidente aéreo como maquiagem para afastar todas as circunstâncias de um homicídio, uma vez que a sociedade tenderá a se comover e a aceitar a natureza da morte de tal forma, enquanto que a reação da opinião pública já não seria solidária diante da queima de arquivo, do assassinato encomendado ou do suicídio, utilizando-se, nesse caso, o ex-presidente Getúlio Vargas.

Há uma tradição nos acidentes aéreos no Brasil, que foi inaugurada com a morte do presidente e marechal, Castelo Branco, que se vinculou ao Ulisses Guimarães, Roger Agnelli, Eduardo Campos e outros empresários fortes e influentes na economia nacional e internacional. Como o avião era de um empresário do ramo da hotelaria, a arquitetura da missão de sabotagem exigiria o grampo telefônico dos envolvidos, o rastreamento do itinerário da aeronave através das torres de controle e do sistema de geoprocessamento, podendo contar, ainda, com os satélites e drones para a execução. Todavia, se ampliarmos para os acidentes automobilísticos, a lista ficará muito maior, começando pelo ex-presidente.

A maioria da população não sabe, mas a Odebrecht atua em vários países e setores, incluindo a área da defesa, com a construção e venda dos armamentos, consolidando sua marca nas Américas, Europa, Ásia e África. Logo, como sua matriz se encontra fragmentada pelo escândalo da Operação Lava Jato, se a corporação ficar isolada dos projetos da iniciativa pública, o governo brasileiro será compelido a investir nas empresas estrangeiras, que querem e muito retornar com o modelo aplicado até a década de 1990.

Por fim, a morte do Ministro Teori Zavascki tranqüilizou o mercado, demonstrando alta na BOVESPA e no otimismo do investidor estrangeiro, enquanto que o Governo Brasileiro está negociando o retorno dos americanos à Base Militar de Alcântara, iniciando um ciclo estratégico que vai muito além da briga ideológica e política. Todavia, a ex-presidente Dilma Rousseff ampliou os laços econômicos do Brasil com a China, colocando o Brasil no olho do furacão da doutrina Monroe, que se baseia na máxima: “América para os americanos.”

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O Brasil precisa abandonar o petróleo e abraçar a fusão nuclear

fusaoA Balança Comercial se baseia no confronto entre os produtos importados e exportados, enquanto que sua base se mantém na estrutura da reserva cambial e metalista, colocando o Onça Troy (Ouro) como referência mundial. Logo, para uma nação fechar o período de forma positiva, ou superávit, é necessário que as flutuações financeiras estejam abaixo da reserva cambial, enquanto que o país deverá exportar (vender) mais do que importar (comprar). Todavia, no caso do Brasil, a fórmula está sendo manipulada artificialmente pelo Governo desde 1994, priorizando a taxa de juros acima do mercado internacional para captar os investidores estrangeiros, além da injeção contínua dos dólares na flutuação do mercado, objetivando mantê-lo atrativo. No final, o contribuinte brasileiro paga caro pelo padrão de vida duas vezes, uma vez que a manutenção do aquário financeiro não é barata, enquanto que dinheiro não dá em árvore.

Desde 2003, o governo do ex-presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, manteve a política econômica e cambial iniciada por FHC, utilizando-se, em contraposição, do mecanismo dos empréstimos às nações estrangeiras, bem como a intensificação das obras e grandes construções no exterior, convertendo os valores em dólares, que eram incorporados à balança comercial como investimentos, provocando o superávit artificial da economia. E foi assim que o governo do PT construiu a famosa “economia emergente” até a entrada da ex-presidente Dilma Rousseff, que retornou ao modelo econômico anterior ao período do real, investindo maciçamente no social, ignorando a necessidade primária do Brasil, que é justamente o investimento no setor energético e na produção industrial nacional.

Todavia, deixando a política cambial de lado no momento, é importante analisarmos que o Brasil se prendeu ao petróleo, deixando toda sua economia dependente do setor, que está em decadência e com os próximos trintas anos de contagem regressiva para sua subutilização na produção dos plásticos, tendo em vista o investimento maciço das maiores nações e economias do planeta na pesquisa e na produção das novas fontes de energia, mais limpas, baratas e sustentáveis, contrariando todas as regras do setor petrolífero. Logo, o que está acontecendo com os Estados Federativos produtores de petróleo, que estão imersos numa crise financeira, acontecerá com a União, se não investir nas novas formas de energia, afastando-se progressivamente do hidrocarboneto.

Para tornar o Mal Holandês ainda pior para o brasil, a Alemanha anunciou essa semana que conseguiu tornar operacional e com a segurança de 99,99% o primeiro reator de fusão nuclear, cujo seu mecanismo se baseia no formato de uma rosca de 16 metros, que controla os gases e o plasma através do magnetismo, sem contato direto com o material metálico do projeto. Assim, a Alemanha inaugurou uma nova etapa da evolução científica, elevando a corrida energética ao nível mais estratégico, limpo e infinito, alterando, inclusive, o panorama político do continente europeu, uma vez que a solução energética poderá alimentar a escala de bilhões de pessoas, diminuindo a importância logística da Rússia, que é responsável pela maior parte do fornecimento do gás aos europeus.

Por fim, o Brasil precisa abandonar os projetos hidrelétricos e petrolíferos, vislumbrando a tecnologia da fusão nuclear, que é literalmente a reprodução da manutenção energética do sol. O anuncio o reator alemão elevou o mundo contemporâneo ao panorama científico do filme “Jornada nas Estrelas”, uma vez que tal fonte de energia se encaixa perfeitamente como uma solução aos motores de dobra espacial e à autonomia colonial fora do planeta Terra. Entretanto, o governo brasileiro continuará insistindo no Pré-Sal e no modelo econômico sustentado pelos royalties do petróleo e pelo ICMS, que é descontado no destino, em Brasília, dentro do setor, enquanto que, contraditoriamente com a crise financeiro no Estado do Rio de Janeiro, o mesmo enviou mais de R$108 Bilhões em 2016, sozinho, sustentando a União e os Estados Federativos que não conseguiram evoluir autonomamente no último século.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

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PMDB maximizou a crise no Estado do Rio de Janeiro para forçar a volta da CPMF e privatizar tudo

Ainda no governo do ex-governador, Sérgio Cabral, o PMDB constituiu o superfundo, utilizando os ativos do RIOPREVIDÊNCIA, vislumbrando aumentar os ganhos, aplicando o mecanismo na bolsa de Nova Iorque, EUA. A única coisa que eles não esperavam era o óbvio, que se resumiria na saída dos dois maiores consumidores do petróleo do mercado mundial, EUA e China, causando o maior desequilíbrio energético-financeiro desde 1974, levando os gigantes petrolíferos ao prejuízo. Tudo aconteceu com o anúncio em 2009 e a materialização da logística no final de 2014. Simplesmente, os americanos e os chineses se especializaram no óleo de xisto e na busca das novas fontes de energia, cujos mecanismos vão desde a energia nuclear até à solar. Mas, o que o Estado do Rio de Janeiro tem com tudo isso? – Bem, o Estado do Rio de Janeiro se tornou economicamente dependente da política do petróleo, entrando no fenômeno chamado de “Mal Holandês”. Com a crise do petróleo na atualidade, os royalties despencaram, enquanto os irresponsáveis do PMDB condicionaram o superfundo e os riscos dos investimentos aos royalties do petróleo, comprometendo a imagem do Brasil no exterior, tendo em vista que os investimentos saíram dos lucros para os prejuízos, levando as bandeiras das principais seguradoras internacionais a demandarem com os cariocas, que, no silêncio de vários meses, realizaram as manobras com o próprio fundo previdenciário, procedendo o pagamento das dívidas no exterior, mas deixando um rombo bilionário para os servidores ativos e inativos.

Não satisfeito, o recém-eleito governador Pezão se aproximou da presidente Dilma Rousseff, apresentando a proposta do retorno da CPMF, com a alíquota dobrada, sendo 50% da porção para a União e os outros 50% para os Estados. Assim, o Estado do Rio de Janeiro triplicaria sua arrecadação, sem movimentar um único parafuso, somando o imposto e o fim da crise do petróleo. O problema é que o povo brasileiro não aprovaria naquele momento a criação de mais impostos, diante dos altos índices do desemprego. Em suma, os políticos precisavam construir uma crise generalizada, que levaria a sociedade brasileira às ruas para sensibilizar o Congresso Nacional, para que o mesmo votasse extraordinariamente o retorno da CPMF, com a alíquota dobrada. Mas, para tanto, seria necessário cortar a manutenção da saúde e da segurança pública, expondo o cidadão à situação de risco, além de colocar o povo na rua para fazer pressão diante da mídia nacional e internacional. Assim, eles precisariam de doze meses para articularem todas as peças do tabuleiro de xadrez.

Em março de 2016, o governo do Estado do Rio de Janeiro alterou a fórmula com gastos com pessoal, incorporando os apadrinhados, contratados e tudo mais no pacote, transformando a soma de todos em servidores públicos. Assim, a folha de pagamento anual dos servidores públicos saltou dos R$13 bilhões para R$20 bilhões, aparecendo 12.000 novos funcionários na conta do pessoal, quando sua colocação era em outra distinta para os Tribunais de Conta do Estado do Rio de Janeiro e da União. Em suma, na tentativa em justificar a crise financeira, o atual governo acabou denunciando o fato de que o Estado está mantendo R$7 bilhões de cabides de emprego diretos e indiretos entre as autarquias e fundações, que deveriam ser os primeiros cortes, cuja solução é a indução à privatização, mesmo contrariando os R$138 bilhões de isenções e incentivos fiscais concedidos nos últimos 06 anos.

Por fim, as categorias dos servidores públicos já se uniram e chamaram a atenção da mídia. Agora, só falta aparecer alguém em Brasília com a brilhante ideia de resolver tudo nos Estados Federativos com a volta da CPMF, com o apoio popular diante do caos generalizado, transformando a sociedade e os servidores públicos em peças descartáveis no jogo do poder. Mas, antes de mais nada, os Estados do Rio Grande do Sul e Minas Gerais precisarão sofrer as mesmas mobilizações, para que a crise pareça generalizada, com sua radiação afetando o Estado de São Paulo na política.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

José Luiz Alves Antunes (Mandiocão).

A candidatura do Mandiocão ainda não foi decidida no TRE

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Consulta on-line do TSE em 22/08/2016.

A primeira quinzena de agosto foi de altos e baixos na politica rio-bonitense, principalmente para o candidato e ex-prefeito, JOSÉ LUIZ ALVES ANTUNES, popularmente conhecido como Mandiocão, tendo em vista que as contas do ano de 2012 foram reprovadas pela Câmara Municipal de Rio Bonito em 2013, com a votação de 05 x 05, quando que, conforme o artigo 31, §2º, da Constituição Federal, as contas só poderiam ser aprovadas com o quórum mínimo de dois terços das cadeiras, o que exigiria o placar  de 07 votos pela aprovação.

No dia 10/08/2016, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que, em conformidade ao artigo 31 da CRFB, os Tribunais de contas dos Estados não terão o poder decisório sobre as contas do Poder Executivo Municipal, devendo emitir simplesmente o parecer técnico, que passará pelas Câmaras Municipais, que votarão, seguindo a regra constitucional. Assim sendo, como o artigo supramencionado só poderá ser alterado pelos dois terços da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, conforme os princípios do Direito Constitucional, a conclusão é que o Mandiocão está inelegível pelo período de 08 (oito) anos.

IMG-20160823-WA0012Analisando as redes sociais e os comentários pelas ruas, o grupo político do candidato está focalizando sua defesa na interpretação de que o impeachment da Dilma Rousseff exigiu a aprovação dos dois terços da Câmara dos Deputados, seguindo para o Senado Federal com a mesma regra. O único problema é que a Dilma Rousseff é a Presidente da República, eleita pelo processo democrático. O ex-prefeito não exerce qualquer função pública que o qualifique ao exercício do direito constitucional pleiteado, enquanto que sua tese ganhou força diante do vídeo divulgado pelo G1, informando justamente a regra contrária nas situações das contas reprovadas no TCE, cujo parecer técnico foi mantido na Casa Legislativa.

Mesmo com a certeza do artigo 31, §2º, da CRFB, caberá à Justiça Eleitoral a interpretação e a decisão, bem como a aplicabilidade dos níveis hierárquicos dos recursos, se for o caso. Todavia, priorizando a ética acima de tudo, é importante informar ao leitor que não há nada definido até o momento sobre a situação da candidatura do Mandiocão, enquanto que as teorias e teses estão animadas no mundo das ideias e nas mentes jurídicas e políticas da nossa cidade.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Com Rodrigo Maia, os Democratas retornaram ao centro do poder

A noite do dia 13/07/2016 (quarta-feira), foi marcada por uma eleição épica e literalmente extraordinária na Câmara dos Deputados, em Brasília. Depois dos trâmites de praxe, o PT e o PMDB  demonstraram que lhes faltam estratégia e articulação na política, mesmo com o poder, quase que absolutista, e o controle do tesouro nacional em suas mãos, uma vez que o novo presidente da casa legislativa é o deputado federal, ROGRIGO MAIA, do DEM (Democratas), que recebeu 285 votos contra os 185 de Rosso, cujo histórico está diretamente ligado à linha gestora e estratégica do seu pai e ex-prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, César Maia.

A Eleição para a Presidência da Câmara dos Deputados deixou bem claro à sociedade que a direita e a esquerda brasileira tiveram suas principais siglas partidárias desgastadas, em função dos escândalos e das condutas técnicas e pessoais das suas lideranças, abrindo espaço aos partidos políticos que se posicionaram de forma neutra ou que se manifestaram diante do caos gestor, ético, político e administrativo do cotidiano. Assim, inacreditavelmente, o DEM, antigo PFL (Partido da Frente Liberal), ressurgiu das cinzas, assumindo a posição mais estratégica na política nacional, trazendo o cenário político da década noventa, que foi marcado pelo triângulo amoroso entre o PFL, PSDB e o PMDB.

Pessoalmente, acho que a democracia foi restabelecida na Câmara dos Deputados, tendo em vista a vitória do Rodrigo Maia, cujo perfil político e ideológico demonstra pouca simpatia à esquerda brasileira, que o alinhará diretamente com o discurso dos cariocas e paulistanos. Em suma, independentemente da volta da Dilma Rousseff ou da manutenção do Michel Temer na Presidência da República, a Câmara dos Deputados pegará pesado nos projetos sociais e nas questões orçamentárias, enquanto que o PMDB terá que negociar parte dos seus cargos comissionados, ministérios e secretarias com os partidos menores, vislumbrando o equilíbrio e a manutenção da sua pseudo-supremacia, uma vez que, ironicamente, o PMDB deu o tiro no próprio pé, quando sabotou o PT para ampliar seu poder, tendo em vista que os partidos do centro só conseguem se manter no domínio, quando há um hospedeiro para sustentá-lo. Logo, só resta saber se o DEM se alinhará com a maioria dos partidos pequenos, vislumbrando a independência, ou se permitirá ser infectado pelo PMDB, ao ponto de se tornar mais um hospedeiro histórico, que será abandonado no momento oportuno.

Historicamente, é muito difícil a manutenção, a longo prazo, da aliança entre o PSDB e o PMDB por causa das vaidades, o que dará ao DEM a oportunidade de reassumir a posição parlamentar de outros tempos áureos, fazendo a conexão entre os dois principais partidos políticos representantes da direita.

Por fim, talvez o Rodrigo Maia consiga fazer mais pelo Estado do Rio de Janeiro do que seu antecessor, que teve todas as janelas disponíveis para entrar para história, mas fez questão de manter a política do mais do mesmo, como uma criança narcisista se admirando no espelho.

Por Nadelson Cosa Nogueira Junior

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Rio Bonito sofre a síndrome da bela adormecida

bela_adormecidaO conceito das “cidades adormecidas” vem sendo muito utilizado pelos economistas e cientistas sociais na atualidade, fazendo referência às cidades que, simplesmente, estacionaram ou regrediram nos indicadores do desenvolvimento humano, incluindo seus efeitos na paisagem e nas relações sociais. Por analogia, inúmeras cidades entraram em coma, enquanto que suas funções mecânicas e orgânicas vão perdendo a  força ao longo das gerações, até que o inevitável aconteça: – A falência múltipla dos órgãos e o óbito.

Com a explosão da bolha imobiliária, o impeachment da Dilma Rousseff, e elevação do índice do desemprego nacional aos 11% e a crise econômica, cujas origens estão baseadas na guerra econômica e energética entre as nações, o Estado do Rio de Janeiro se agarrou, com unhas e dentes, aos royalties do petróleo, quando deveria ter incentivado o uso da energia solar, eólica, elétrica e a substituição dos hidrocarbonetos por outras alternativas mais limpas e baratas.  E, mesmo sabendo do inevitável, instalaram o COMPERJ (Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro) numa área sem sentido estratégico para o país e o continente sul-americano, construindo ilusões e uma dívida superior aos R$68.000.000.000,00 (sessenta e oito bilhões de reais), que afastam qualquer interesse estrangeiro de dar continuidade ao projeto, salvo as licitações governamentais, com seus termos aditivos.

Nos últimos 30 anos, o Município de Rio Bonito caiu do status do império da laranja, do transporte de carga e da capital da mariola para mais uma cidade satélite, cujos valores e projetos circulam ao redor das cidades do Rio de Janeiro e Niterói. Simplesmente, o rio-bonitense abriu mão da sua identidade cultural e local para se transformar numa cópia mal acabada das cidades que possuem asfalto e grandes monumentos, que fazem justiça à arrecadação. Todavia, os governantes se esqueceram de investir na fiscalização e em novas alternativas para gerarem receitas, não incentivando a economia local. O comércio, por outro lado, deixou de acreditar na nossa cidade, porque o cidadão, que possui o poder de compra, não consome em Rio Bonito, mas nos aglomerados de lojas localizados ao redor da Baia de Guanabara.

Rio Bonito sofre a síndrome da bela adormecida, que foi amaldiçoada por uma bruxa e que só acordará com o beijo do príncipe encantado, cujo amor deverá ser verdadeiro. Os rio-bonitenses clamam para que esse príncipe encantado consiga ultrapassar todos os desafios na política, passando por florestas assombradas pelo medo e pela corrupção, e enfrentando a fome e a carência do povo.

Há um nome sendo clamando pelas ruas para retornar ao poder e garantir que a cidade continue respirando, mesmo que seja no sono, para que o príncipe encantado venha na sucessão, para cumprir a profecia do conto de fadas. Mas, enquanto a maioria clama pela volta do José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), fixarei meus olhos no seu vice, na esperança de que a donzela desperte do seu sono.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A Magia do Impeachment e as expectativas na economia

Conforme a ritualística legislativa, o impeachment deve ser recebido, com a sessão aberta, passar pela eleição no plenário, com maioria de 2/3 (dois terços) da Câmara dos Deputados. Após a eleição, o expediente deve ser encaminhado ao Senado para ser votado. Caso aprovado, nesta etapa, o presidente é afastado pelo prazo de 180 dias ou 06 meses, enquanto que o expediente será supervisionado pelo Excelentíssimo Presidente do Supremo Tribunal Federal. Em suma, o impeachment só pode tramitar sob a tese da prática do crime de responsabilidade, enquanto que será justamente essa a matéria analisada e julgada deste momento histórico adiante.

Conforme as estatísticas apresentadas pela imprensa, dos 513 deputados federais, 58,09% respondem processos na justiça, enquanto que, no Senado Federal, 60% dos 81 senadores se encontram na mesma situação.

Com a taxa de juros do cheque especial na casa dos 12,75% ao mês e 333% ao ano e a classe média endividada, os economistas mais otimistas esperam que o dólar retorne aos R$2,75, com o afastamento da Presidente Dilma Rousseff e a entrada do Presidente em Exercício, Michel Temer. Tudo num passe de mágica, mesmo com o barril de petróleo na casa dos US$48,00, e com a Petrobrás com 68% do valor de mercado comprometido, com as ações desvalorizando na Bolsa de Valores. Há uma contradição entre o idealizado no discurso político e a prática econômica nacional e internacional, enquanto que a gasolina teria que retroagir aos R$2,90.

Para intensificar o desafio econômico, as empreiteiras envolvidas nos escândalos estão proibidas de negociarem com o governo pelos próximos dois anos. Assim, só existem duas opções para o mercado interno: 01 – Anistiar as empreiteiras para que os trabalhos continuem em execução; ou 02 – Criarem mecanismos legais e constitucionais que possibilitem o remanejo das pessoas jurídicas penalizadas para outras, recém constituídas.

O governo Michel Temer terá que injetar dinheiro no mercado, para que o mesmo possa girar e movimentar a sociedade brasileira como antes da crise. Para tal, ele terá que movimentar o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica. Todavia, há outro desafio, que seria o dinheiro para o financiamento. Todavia, eles já pensaram em tudo e fizeram a fusão do Ministério da Fazenda com o da Previdência Social. A lógica indica que o tesouro nacional fará novos movimentos com o dinheiro dos aposentados, como já vem acontecendo há bastante tempo em alguns Estados da Federação. Com tal fusão, o céu será o limite para realizar o ilusionismo.

No mais, vem aquela pergunta que poucos fizeram até agora: – Qual foi o crime de responsabilidade cometido por Dilma Rousseff? – No final, não importará mais, desde que o novo governo baixe o índice do desemprego, o dólar volte aos R$2,75, a gasolina retorne aos R$2,90 e os juros do cheque especial se estabilize abaixo dos 8% ao mês.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Quando o assunto é economia, o brasileiro é hipócrita

Não há sombra de dúvidas de que a economia brasileira prosperou no governo Lula de 2003 a 2010, enquanto que a Dilma Rousseff conseguiu manter o padrão dos indicadores econômicos até 2013. Esse período foi marcado pelo renascimento da construção naval e civil, bem como da habitação popular, cujos empreendimentos atraíram a atenção dos investidores estrangeiros. Assim, a cereja do bolo do crescimento econômico foi o PRÉ SAL e as promessas de altos ganhos e investimentos no petróleo brasileiro. Todavia, em 2014, o sonho acabou.

O primeiro sinal de que o inevitável aconteceria, foi quando a OGX, de Eike Batista, sofreu sua primeira retração no mercado internacional, provocando o impacto de -R$42bilhões  na balança comercial, logo no primeiro trimestre de 2014. O governo brasileiro injetou no mercado o mesmo valor para deixar a balança comercial em superávit. E o mesmo mecanismo artificial foi aplicado até o término das eleições presidenciais, no mesmo ano.

Da mesma forma que o governo brasileiro injetou dinheiro artificialmente para permitir o fluxo do capital (capital de giro) no comércio exterior, realizando empréstimos às nações do terceiro mundo, o sistema público seguiu a dinâmica, injetando dinheiro no setor industrial e no agronegócio, utilizando o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES. Em suma, o Brasil estava crescendo nos índices econômicos, mas o setor da produção e o energético continuaram na mesma estrutura, porque injetaram dinheiro no mercado, sem planejar a base das operações futuras, que corresponderiam na construção de mais indústrias e geradores de energia. Resumidamente, os empresários se aproveitaram dos empréstimos com juros baixíssimos para ganharem muito dinheiro, através do aço, do petróleo, dos fundos de investimento e da construção civil. Mas, conforme a lei da responsabilidade, o governo não poderia injetar dinheiro no mercado no ano eleitoral, logo, a onda iniciada pela OGX, com seu fracasso operacional no PRÉ SAL, se estenderia ao mercado brasileiro como um todo, porque o bolo do crescimento econômico era uma miragem, construída por banqueiros e especuladores financeiros.

Deixando as ideologias de lado, fico assustado, quando observo o comportamento humano e empresarial do brasileiro, que construiu prédios e casas com o empréstimo do governo, ganhando muito dinheiro, sem remorso ou culpa. Será que eles realmente acreditavam que o dinheiro estava saindo da própria economia? – Acho que não, porque dinheiro não dá pé e exige muito trabalho e planejamento. Por exemplo, a cidade de Rio Bonito – RJ, que possui 57.000 habitantes, teve uma majoração astronômica no mercado imobiliário por causa do milagre econômico e do COMPERJ: – O terreno, medindo 12 X 30, saltou dos R$30.000,00 para R$200.000,00, enquanto que o imóvel padrão com 02 quartos saltou dos R$60.000,00 para R$780.000,00. O problema é que a cidade continua com a mesma configuração econômica da década de 1980, com altos índices de desemprego e desigualdade social, que se agravaram com a crise no COMPERJ.

As pessoas se perguntam para onde foram os R$167bilhões das pedaladas fiscais. Se vocês olharem os imóveis fechados, com as placas de aluga-se  ou vende-se, as indústrias e demais empresas, que fecharam suas portas nos últimos seis meses, encontrarão a resposta. No final, é fácil culpar o governo e a economia, quando, na realidade, muitos executivos e empresários ficaram milionários, especulando, comprando e vendendo, com o dinheiro público, que era injetado continuamente em setores estratégicos. Logo, não é errado afirmar que a Operação Lava-Jato retirou a PETROBRÁS do circuito da corrupção, deixando o ambiente limpo para que qualquer pesquisador possa analisar e tirar sua própria conclusão.

Por fim, a sociedade precisa compreender que retornamos à realidade brasileira, sem marketing ou ilusões. Isso quer dizer que o imóvel que está sendo vendido por R$780.000,00 vale, na realidade, R$270.000,00, porque a economia brasileira é baseada no salário mínimo e na capacidade de compra do cidadão.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior