Bate-boca, memes, ‘troféu da Champions League’: destaques da audiência de Moro na Câmara

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O ministro da Justiça, Sergio Moro, esteve nesta terça-feira (2) na Câmara dos Deputados para responder a perguntas dos congressistas sobre as conversas que teriam ocorrido entre ele e os investigadores da força-tarefa da Lava Jato quando era juiz federal em Curitiba (PR).

Moro já tinha ido ao Senado em 19 de junho para falar sobre o mesmo assunto. Mas, ao contrário do clima relativamente tranquilo na conversa com os senadores, a audiência na Câmara teve memes, muito bate-boca e até um troféu.

Durante a audiência, Moro repetiu basicamente o que já tinha dito no Senado: afirmou não reconhecer as mensagens divulgadas pelo site jornalístico The Intercept e que elas teriam sido obtidas por um hacker de forma criminosa. Disse ainda que, mesmo que o conteúdo das conversas atribuídas a ele e aos procuradores seja verdadeiro, não exibiria qualquer crime.

Já o Intercept alega que as conversas entre Moro e os investigadores mostrariam os envolvidos agindo com motivação política – principalmente contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o site, Moro teria extrapolado seu papel como juiz ao trabalhar com os investigadores para prejudicar réus e pessoas investigadas. O então magistrado teria, por exemplo, orientado o procurador Deltan Dallagnol sobre a melhor ordem para deflagrar fases da Lava Jato; e teria também indicado possíveis delatores à força-tarefa da Lava Jato, entre outros episódios.

Na audiência do Senado, Moro também aproveitou para ironizar o jornalista Glenn Greenwald, um dos fundadores do Intercept. O ministro disse que seu depoimento aos deputados é o mesmo do Senado porque não é igual “ao site lá, que adultera versões”.

A respeito das reportagens, Moro disse várias vezes que elas configuram “um balão vazio”.

“Eu não reconheço a autenticidade, eu não tenho mais essas mensagens (retratadas nas reportagens). Podem até algumas serem (reais), mas podem ter sido adulteradas total ou parcialmente. Eu saí (do Telegram) em 2017. Eu não tenho condição de recordar de mensagens trocadas três anos atrás”, disse o ministro.

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