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Você sabe quanto custa um vereador em Rio Bonito?

O leitor que estudou OSPB (Organização Social e Política do Brasil) e Educação Moral e Cívica na década de 1980, saberá responder na ponta da língua, que os vereadores tem a função de fiscalizar o Poder Executivo e de legislar, que significa fazer leis. O problema é que as duas disciplinas foram banidas da grade curricular com a abertura democrática, levando consigo a propagação do civismo, nacionalismo e da cidadania. Dessa forma, as gerações, que nasceram na década de 1990 para cá, não tem a menor ideia de como funciona o sistema público, o que é uma república e as funções dos políticos. Os heróis deles são o Pablo Escobar e a linha de produção das séries dos narcotraficantes em Hollywood ou em Paulínia – SP.

Em Rio Bonito, localizado no Estado do Rio de Janeiro, era para os vereadores fiscalizarem as contas públicas, os gastos, investimentos e projetos executados pelo Município. O problema é que eles não fazem, e, quando o fazem, é sempre pelos objetivos pessoais ou do grupo político. Quando o assunto é legislar ou fazer leis, o critério da qualidade despenca, enquanto que a maioria se utiliza da máxima reversa: “na natureza, nada se cria. Tudo se copia”.  Assim, com as funções CTRL + C e CTRL+V, os poucos projetos nascem, contrariando a constituição e atrapalhando a vida dos cidadãos e dos empresários.

A Câmara Municipal é a representação do Poder Legislativo na jurisdição municipal. Ela é autônoma, possui 10 vereadores e custa mais de R$6 milhões por ano ao contribuinte, com seu duodécimo. Isso quer dizer que cada vereador custa R$600.000,00 por ano, R$50.000,00 por mês e R$1.666,66 por dia, com a hora trabalhada computada em R$208,33. Agora, se pensarmos na Câmara Municipal como um todo, ela consome, em média, R$500.000,00 por mês, R$125.000,00 por semana, R$62.500,00 por sessão legislativa realizada.

Na prática, com o custo mensal de um vereador em Rio Bonito, daria para manter 25 professores e 22 médicos concursados na rede Municipal.

Certamente, aparecerá alguém patrocinado pela folha de pagamento, argumentando que o salário do vereador é de R$6.800,00 por mês e que os cálculos são absurdos, não batendo com a veracidade dos fatos, demonstrando a ignorância e a incapacidade na interpretação do fato e do ato administrativo em relação ao cálculo do custo, que é justamente uma das tarefas do vereador no cumprimento da função nobre do fiscal, ratificando a essência desta resenha.

Por fim, a Câmara Municipal é um elefante branco, enorme, gordo e desengonçado, que tem servido mais de enfeite à democracia rio-bonitense, afastando-se do seu ideal como instituição política na construção da sociedade a cada eleição realizada nos últimos 30 anos, sem se preocupar com a opinião pública e os índices de aprovação, porque o objetivo do político não é materializar as políticas públicas, mas controlar o duodécimo, sem a transparência e a participação popular necessárias.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Rafael do Rio do Ouro foi coerente, quando votou para a presidência da Câmara Municipal no biênio 2019 / 2020

Hoje pela manhã desta quarta-feira, 09/08/2017, recebi o telefonema do deputado estadual, Marcos Abrahão, que espontaneamente informou que não pediu ao vereador, Rafael Caldas, popularmente conhecido como Rafael do Rio do Ouro, para votar em fulano ou ciclano, enquanto que ele não interviu nos assuntos ligados à Câmara Municipal de Rio Bonito, incluindo a escolha do presidente para o biênio 2019/2020.

Achei muito importante o feedback do deputado em relação ao posicionamento público do vereador, Rafael do Rio do Ouro, que fundamentou sua decisão na lealdade ao Marcos Abrahão, abandonando a chapa do vereador Fabiano Xeroca, votando no vereador Humberto Alexandre Belgues.

Precisamos lembrar que o vereador Rafael do Rio do Ouro e Humberto Belgues concorreram, apoiando o deputado Marcos Abrahão nas eleições municipais de 2016. Logo, a lógica do Rafael seria votar na chapa do Humberto Belgues, desde o início. O fato é que, com ou sem a intervenção do deputado, o vereador, que está no centro do cenário político nessa semana, decidiu o destino da Câmara Municipal, deixando a bancada governista com minoria e sem representatividade dentro da casa legislativa, salvo a boa vontade do futuro presidente, Humberto Alexandre Belgues, que defende a autonomia do legislativo municipal e demonstra estar focado no cargo de prefeito no futuro, talvez, na próxima eleição.

Há algo que me incomoda na política rio-bonitense, que é a necessidade de polarizar tudo nos grupos políticos, quando as políticas púbicas e os projetos passam a existir a partir do voto e busca pela coalizão, que são a matéria-prima da política e da essência democrática. Por outro lado, também fiquei incomodado com a resposta do vereador pela mudança da intenção do voto no episódio, que poderia ter se limitado ao simples “votei assim porque quis”. Mas, ele desejou expressar sua lealdade publicamente, trazendo o deputado para uma briga territorial, que está fora da sua jurisdição. Assim, deixando a manipulação da opinião pública nas redes sociais de lado, precisamos atentar para o fato de que o eleitor do Rafael do Rio do Ouro é o eleitor do Marcos Abrahão. Se por um lado, o vereador conquistou a rejeição daqueles que não votaram nele, do outro, ele se manteve na coerência ideológica e eleitoral.

Por fim, Humberto Alexandre Belgues foi eleito o presidente para o biênio 2019/2020, apresentando o discurso da busca pela harmonia com o Poder Executivo, buscando o melhor para o município, enquanto que só nos restará saber se o prefeito Mandiocão e seu staff compreenderão a mensagem. A chapa derrotada indica que fará igual ao Fluminense na esfera judicial, uma vez que alega irregularidade no rito. E é a vida que segue, com o vereador Reis como presidente da Câmara Municipal até o final de 2018.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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URGENTE: IPREVIRB informa sua folha de pagamento à transparência pública, com nomes, cargos e salários

“Água mole, pedra bruta. Tanto bate, até que fura”. Não poderia iniciar a resenha sem mencionar a força do ditado popular, que é antigo, mas que demonstra o potencial da comunicação social e eletrônica, através da internet e das redes sociais, principalmente nos quesitos da informação e do feedback (retorno) com a opinião pública e os órgãos governamentais e as autarquias, em relação à transparência.

Desde o início do mandato do prefeito José Luiz Alves Antunes (Mandiocão), a cidade de Rio Bonito tem testemunhado o confronto entre as forças políticas da oposição e da situação, que colocaram o Poder Executivo e o Legislativo municipal num conflito, que foi iniciado nas Eleições 2016 e que parece não ter mais fim. No meio da guerra, a lista dos cargos comissionados do poder executivo foi exposta nas redes socais, o que provocou a exoneração de todos na última semana de julho de 2017.

Diante do quadro atual, objetivando conquistar o apoio da opinião pública em relação aos atrasos nos repasses do desconto previdenciário dos servidores públicos, o IPREVIRB (Instituto de previdência dos servidores públicos municipais de Rio Bonito), através do diretor presidente, JOSÉ ANTONIO CARDOSO, abriu as portas para a transparência, enviando sua folha de pagamento mensal e as despesas, dando o primeiro passo para a transparência pública na esfera municipal, cuja planilha segue abaixo:

 

 

DIRETORIA MATR. CARGO SALÁRIO
AÉCIO RODRIGUES LOPES JUNIOR 3145 DIRETOR ADMINISTRATIVO R$6.880,00
CIRINEU PAES DE ALMEIDA 599 DIRETOR FINANCEIRO R$6.880,00
DENISE DE SOUZA MONTEIRO RAMOS 10071 DIRETORA R$6.880,00
GUSTAVO DA SILVA LOPES 10069 PROCURADOR R$6.880,00
JOSÉ ANTONIO CARDOSO 7059 DIRETOR PRESIDENTE R$6.880,00
SERGIO RICARDO LOPES DE MORAES 12027 DIRETOR DE SEGURIDADE R$6.880,00
SUB-TOTAL: R$41.280,00
CONSELHO FISCAL MATR. CARGO SALÁRIO
FRANÇOIS RANIERI MENDES FELIX 12155 CONSELHEIRO FISCAL R$600,46
MARCOS ANTONIO VELASCO BRAGA 17 CONSELHEIRO FISCAL R$600,46
WALTER LOPES TERRA 12159 CONSELHEIRO FISCAL R$600,46
SUB-TOTAL: R$1.801,38
CONSELHO DELIBERATIVO MATR. CARGO SALÁRIO
ARNALDO RODRIGUES DA SILVA 11249 CONSELHEIRO R$600,46
GENESIS MENDES 10067 CONSELHEIRO R$600,46
GEREMIAS AZEVEDO GUIMARÃES 22 CONSELHEIRO R$600,46
MARIA DALVA SANTOS DE OLIVEIRA 10068 CONSELHEIRO R$600,46
SAMUEL GOMES DE OLIVEIRA 7 CONSELHEIRO R$600,46
SUB-TOTAL: R$3.002,30
COMISSIONADOS MATR. CARGO SALÁRIO
ELISEU HENRIQUE TEIXEIRA 1042 CONTROLE INTERNO R$1.500,00
GUILHERME ARTHUR DE PAULA MELO 10050 ASSISTENTE R$880,00
LIVIA CARDOSO OLIVEIRA AMARAL 7112 ASSESSORA FINANCEIRA R$4.200,00
LUCIA HELENA DA SILVA 70896 ASSISTENTE R$950,00
RAINA BEZZI DE ALMEIDA 12031 ASSISTENTE R$880,00
TATIANA PIO BORGES PEIXOTO 12016 ASSESSORA R$4.200,00
VERÔNICA FERREIRA MACHADO VALADÃO TOSTES 7073 ASSISTENTE R$880,00
WIARA ROSADA COSTA 12032 ASSISTENTE R$950,00
SUB-TOTAL R$14.440,00
SERVIDORES EFETIVOS MATR. CARGO SALÁRIO
ALESSANDRA JOICE RAMALHO NOGUEIRA RONZANI 946 EFETIVO DA AUTARQUIA R$937,00
ANDREA IBRAHIM ROLEMBERG 949 EFETIVO DA AUTARQUIA R$937,00
GABRIEL MARTINS DIAS 948 EFETIVO DA AUTARQUIA R$937,00
RAFAEL PEIXOTO LOURENÇO 942 EFETIVO DA AUTARQUIA R$937,00
RODRIGO ANTONIETO DUTRA NASCIMENTO 944 EFETIVO DA AUTARQUIA R$937,00
SUELI LIMA DE ALMEIDA 945 EFETIVO DA AUTARQUIA R$937,00
THIAGO HOSANA FREIRE 943 EFETIVO DA AUTARQUIA R$937,00
YURI MORAIS DOS SANTOS 941 EFETIVO DA AUTARQUIA R$937,00
SUB-TOTAL: R$7.496,00
CUSTO TOTAL DA FOLHA DE PAGAMENTO MENSAL – 2017 R$68.019,68
Despesas Administrativas + atrasados de maio, junho e julho de 2017. R$39.171,90
TOTAL R$107.191,58

 

Por fim, deixei de mencionar os atrasos do último trimestre do governo Solange Pereira de Almeida, uma vez que o prefeito procedeu o pagamento parcial da dívida, levando, inclusive, sua comitiva para dentro do IPREVIRB diante dos holofotes da imprensa local.Na prática, se analisarmos a média dos descontos das licenças médicas, concluiremos que os valores estão entre R$100.000,00 a R$119.000,00. Dessa forma, a manutenção administrativa dos contratos e das despesas fixas da autarquia ficam comprometidas, tendo em vista seu custo mensal, computado em R$107.191,58. Assim, após a análise do fluxo de caixa do IPREVIRB, nota-se que o prefeito está trabalhando de forma equivocada na aplicação dos descontos, comprometendo a manutenção do fundo previdenciário e o pagamento dos aposentados.É importante atentar para o fato de que o IPREVIRB é uma autarquia autônoma, enquanto o Município de Rio Bonito tem a obrigação de realizar o repasse mensal para o instituto, não podendo realizar qualquer desconto, salvo as previsões legais. O problema é que o prefeito está concedendo licenças médicas, sem a verificação pericial, descontando-as nos repasses, sem a especificação e o motivo dos descontos. Assim, em função dos atrasos, a PMRB já sofreu o primeiro arresto, que poderá declinar no crime de apropriação indébita previdenciária.

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

 

 

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Câmara Municipal de Rio Bonito tentou acabar com o Mandiocão de todas as formas e fracassou

Enquanto que, na teoria, a Câmara Municipal de Rio Bonito é o lugar em que dez pessoas, eleitas pelo povo, fiscalizam e decidem o melhor caminho para os 57.000 habitantes da cidade, na prática, a Câmara Municipal de Rio Bonito é o lugar em que a maioria das dez pessoas, eleitos pelo povo, decide o melhor para eles mesmos, destruindo o futuro dos 57.000 habitantes da cidade, incluindo as futuras gerações, quando falamos da saúde e da educação.

Por outro lado, a imprensa local está de olho nas nomeações do Mandiocão, que exonerou todo mundo há uma semana atrás, no final de julho de 2017. Todavia, eu gostaria que essa mesma imprensa se dedicasse à publicidade das nomeações dentro da Câmara Municipal de Rio Bonito, que parece uma caverna, isolada do mundo real, tratando-se da transparência e da comunicação com a sociedade.

Até hoje não compreendi os dois pesos e duas medidas da Câmara Municipal de Rio Bonito, que aprovou todas as contas da Solange Pereira de Almeida até agora, mas reprovou as do Mandiocão. O detalhe é que a ex-prefeita, por mais ilógico que pareça, consumiu o orçamento público todo, deixando uma dívida R$55 milhões, sem construir um legado. Por outro lado, o Mandiocão tem elefantes brancos construídos, fez seu legado, mas investiu um pouco mais dos 24% na saúde e na educação, ficando abaixo do mínimo estabelecido por lei, que são 25%.

Sem os cargos comissionados e o apoio do Mandiocão, os vereadores de Rio Bonito farão canibalismo para sobreviverem ao longo do mandato. Logo, só falta o caldeirão, as danças tribais e muito molho para amolecer a carne, porque falta voz, propósito, conteúdo e qualidade para se fazer oposição ao governo, mesmo com a maioria na casa legislativa.

Por fim, depois dos fracassos contínuos na tentativa de acabar com a carreira política do Mandiocão, acho que está na hora de aparecer um vereador capacitado, para tirar a presidência da Câmara Municipal do Reis. O problema é a latente incapacidade política e financeira para a missão, pois, mantê-lo no cargo está cômodo. A questão é saber até quando? – E a opinião pública delira com a possibilidade no imaginário humano.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Com supersalários no passado, IPREVIRB ainda não pratica a transparência com a sociedade e os aposentados

Criado em abril de 2000, no governo de Solange Pereira de Almeida, o IPREVIRB (Instituto da Previdência dos Servidores Públicos do Município de Rio Bonito) ficou por 12 anos sob a mesma gestão e no anonimato para a opinião pública, mantendo o salário bruto do presidente no valor de R$33.000,00. Ao longo do governo Mandiocão de 2004 a 2012, o prefeito manteve o IPREVIRB intacto, respeitando sua autonomia, mesmo diante da influência direta da Câmara Municipal e do grupo político da Solange na autarquia, cujos cargos da diretoria e do conselho fiscal transitavam por um grupo seleto, cuja maioria se mantem até hoje nos quadros, ora como diretor, ora conselheiro e ora presidente.

Em 2013, no início do mandato da prefeita Solange, houve a mobilização política dentro dos poderes executivo e legislativo municipal, objetivando alterar a diretoria, desfragmentar as regalias da presidência para a criação de mais cargos, para atender a demanda dos pedidos políticos, principalmente dos vereadores. O processo demorou 03 anos para ser executado, materializando-se em 2016, com a reformulação jurídica e administrativa completa do IPREVIRB. Dessa forma, o cargo com a remuneração de R$33.000,00 caiu para R$6.880,00, mais as ajudas de custo da autarquia. O problema é que a despesa concentrada em R$33.000,00 anteriormente foi desfragmentad em vários cargos, cuja soma dos salários e dos encargos é muito superior ao dobro do supersalário anterior, enquanto que a autarquia continuou com seus problemas financeiros, principalmente, na hora de pagar o aposentado.

Buscando atender seu público alvo, em nome da transparência, no meio do conflito entre o prefeito e a maioria dos vereadores, o instituto já registrou seu domínio na internet, através do endereço www.iprevirb.com.br. O problema é que o site está em MANUTENÇÃO, sem a divulgação dos salários e dos cargos da atual gestão, que insiste em bater na tecla dos supersalários do passado, ignorando as máculas provocadas pelos arranjos políticos de 2013 para cá.

Por fim, na briga entre o IPREVIRB e o Prefeito Mandiocão, quem sai perdendo é o aposentado, que se tornou uma vítima do sistema econômico e político.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

Prefeito Mandiocão e o secretário de desenvolvimento econômico, Bruno Soares, na reunião do monitoramento remoto realizada na CDL, em 18/01/2017.

Liminar do Mandiocão é mantida com o placar de 6×0

whatsapp-image-2017-08-02-at-19-28-57Nesta quarta-feira, 02/08/2017, a liminar do processo 0050701-04.2016.8.19.0000, foi submetida ao colegiado da colênda 3ª Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, sendo mantida por unanimidade de 5  x 0, repetindo o padrão dos recursos eleitorais, jogando para 6×0, considerando a teoria da conspiração dos grupos políticos opositores, que insistem na teoria da influência do desembargador imaginário. Brincadeiras à parte. Na prática, o prefeito José Luiz Alves Antunes, popularmente conhecido como Mandiocão, continua ficha limpa e no cargo de prefeito em Rio Bonito, tendo em vista a anulação dos efeitos da sessão da Câmara Municipal do dia 26/11/2013, cujas contas de 2012 foram reprovadas pela casa legislativa.

Foi criada muita expectativa por conta deste acórdão, devido a possibilidade da realização de uma nova eleição municipal e do conflito declarado entre os poderes executivo e legislativo municipal. O clima não estava bom, enquanto que a Câmara Municipal poderá insistir nos mecanismos legislativos mais ortodoxos, incluindo a abertura do processo do impechment em face do Mandiocão, que é uma hipótese remota, desde que sua equipe trabalhe direito e não o deixe exposto nas rotinas administrativas da gestão pública.

O Deputado Marcos Abrahão é a parte mais interessada na cassação da liminar supramencionada, uma vez que isso levaria a uma nova eleição, enquanto que ele foi anunciado como o primeiro colocado nas urnas no dia da eleição, até que os votos do Mandiocão fossem validados pelo TRE-RJ. A questão é saber se o eleitorado do Mandiocão votaria no deputado numa segunda eleição, tendo em vista as variáveis intervenientes de janeiro de 2017 até a presente data.

Há um indicador que pesou e muito na avaliação do colegiado, que foi justamente o resultado das eleições em 2016. Uma nova eleição sairia muito caro para os cofres públicos, enquanto que os riobonitenses estão desgastados com a instabilidade política propagada até então.

A oposição ao prefeito Mandiocão terá que repensar suas estratégias e focalizar o combate no momento certo, que será nas Eleições Municipais de 2020. O único problema é que não existem concorrentes para o candidato, que possivelmente irá para a reeleição, fará o deputado estadual do seu grupo político em 2018, com muita chance de fazer a sucessão, através da vice-prefeita.

Por fim, mesmo com todas as janelas favoráveis, não podemos esquecer o que foi que aconteceu nas Eleições Municipais de 2016, quando o Mandiocão mentiu para seus eleitores, afirmando que seus votos não seriam anulados, enquanto que, desde o início da campanha, a frase mais exaltada pelo seu grupo político era: – Vamos dar um jeitinho. Ele foi diplomado, se sentou na cadeira do prefeito pela quarta vez, e se igualou a ex-prefeita Solange Pereira de Almeida, perdendo a magia, a pureza e o encanto de tempos anteriores.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Mandiocão gasta o triplo do orçamento da merenda escolar com os cargos comissionados em 2017

Com o orçamento estimado em R$200 milhões para 2017, a cidade de Rio Bonito está no meio de uma guerra entre os três principais grupos políticos pelo poder, que envolve empresários, contratos, licitações, empreendimentos, tráfico de influência, ganância e domínio de território. Ter acesso à prefeitura de Rio Bonito se tornou o suporte político, financeiro e econômico para os grupos políticos da Solange Pereira de Almeida e do José Luiz Alves Antunes (Mandiocão) nos últimos 25 anos, com suas secretarias, cargos comissionados e os contratos temporários, que foram utilizados irresponsavelmente por anos, recrutando os soldados da política local, até que a Justiça Pública exigiu o cumprimento da lei, estabelecendo o processo seletivo simplificado. Mesmo assim, o sistema se adaptou, enquanto que os soldados e os mercenários continuaram sendo recrutados a cada mudança de governo, como peças no tabuleiro de xadrez.

O combate político se intensificou entre os poderes executivo e o legislativo municipal, elevando o conflito à exposição dos comissionados do governo, com nomes, cargos e salários. Todavia, muito além da exposição, faltou a estratégia ao autor intelectual, uma vez que a informação é poder, enquanto que este poder foi compartilhado pelos princípios errados. Logo, pegarei as mesmas informações e as transformarei em indicadores simples para a compreensão do cidadão.

 

 

CUSTO COM COMISSIONADOS – PMRB – 2017
CARGO VAGAS VENCIMENTO CUSTO MENSAL CUSTO ANUAL
Secretário Municipal 16 R$6.880,00 R$110.080,00 R$1.320.960,00
Assessor Especial 4 R$6.880,00 R$27.520,00 R$330.240,00
Assessor DAS-1 22 R$2.932,00 R$64.504,00 R$774.048,00
Assessor DAS-2 59 R$1.559,00 R$91.981,00 R$1.103.772,00
Assessor DAS-3 30 R$1.233,00 R$36.990,00 R$443.880,00
Assessor DAS-4 66 R$935,00 R$61.710,00 R$740.520,00
Diretor de Departamento DAS-4 (R$935,00 para servdior) 6 R$937,00 R$5.622,00 R$67.464,00
Diretor de Divisão DAS-5 (R$560,00 para servidor) 15 R$937,00 R$14.055,00 R$168.660,00
Assistente DAS-5 (R$560,00 para servidor) 49 R$937,00 R$45.913,00 R$550.956,00
Assistente DAS-6 (R$520,00 para servidor) 18 R$937,00 R$16.866,00 R$202.392,00
TOTAL 285 R$24.167,00 R$475.241,00 R$5.702.892,00

Analisando os números, nota-se que o prefeito não utilizou todos os cargos disponíveis, racionalizando a demanda, concentrando a gestão pública nas mãos das pessoas sem vínculo com o serviço público, desvalorizando o servidor público municipal, com raríssimas exceções. Quanto maior é o vencimento, a participação dos servidores públicos de carreira diminui na gestão pública.

Há um outro ponto muito interessante nas informações, tendo em vista que o apadrinhamento político está custando R$475.241,00 por mês, ultrapassando o quantum de R$6 milhões por ano. Está claro e objetivo que o prefeito investe o triplo do orçamento estimado e destinado à merenda escolar nos cargos comissionados, demonstrando que sua prioridade é a manutenção do grupo político.

Por fim, na ausência da transparência na municipalidade, seria muito interessante que o presidente da Câmara Municipal fizesse a exposição nominal, com os cargos e os salários, para que a sociedade pudesse acompanhar e avaliar o impacto. A pergunta é: – Alguém se habilitaria para tal? Será que um dos três vereadores da situação assumiriam a transparência perante à opinião pública?

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Justiça Estadual decreta a indisponibilidade dos bens do Madiocão

O prefeito José Luiz Alves Antunes, popularmente conhecido como Mandiocão, está com seus bens indisponíveis por determinação judicial do Dr. Pedro Amorim Gotlib Pilderwasser, Juiz Titular da 2ª Vara da Comarca de Rio Bonito, conforme os documentos de fls. 1847/1850 do Processo Eletrônico nº0002888-03.2017.8.19.0046, referente à ação civil pública que busca a condenação dos réus pela prática de atos de improbidade administrativa previstos nos arts. 10, caput e 11, V da Lei nº8429/92, consistente em ilicitudes praticadas na contratação de sociedade especializada em locação de veículos para atendimento às secretarias municipais, na forma detalhada na inicial. Dessa forma, o Ministério Público, liminarmente, requereu a decretação da indisponibilidade de bens dos demandados até o limite do prejuízo causado aos cofres públicos, no valor de R$257.235,69.

É importante atentar para o fato de que o processo ainda não foi sentenciado, enquanto que se encontra na fase inicial.

Por fim, vamos aguardar as novidades no cenário político municipal pelas próximas semanas.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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Com o aumento da gasolina, o governo Temer intensificou o desemprego e a crise econômica

O aumento no preço do litro da gasolina para o valor de R$4,19, provoca um efeito em cascata para todos os setores, tendo em vista que há uma relação diretamente proporcional no frete e em toda logística do transporte nacional, que é focalizado nas rodovias. Dessa forma, o fabricante, os distribuidores e os vendedores incorporam os encargos na venda, transferindo a sobrecarga tributária repetidas vezes, até o produto chegar às mãos do consumidor. Assim, a unidade da latinha do refrigerante, que custa aproximadamente R$1,59 no atacado, salta para o preço final entre R$4,50, podendo chegar aos R$7,00 para o consumidor nas lanchonetes e restaurantes. Todavia, se calcularmos a carga tributária e o seu impacto no aumento dos combustíveis, o consumidor ficará assustado, porque ele descobrirá que o Estado consome direta e indiretamente 42,7% de tudo que é produzido e conquistado com o suor do seu trabalho, sem dar qualquer contrapartida no mundo real, salvo os conchavos, os apadrinhamentos e a cooperação financeira entre os políticos.

Como o agronegócio tem sua logística concentrada no transporte ferroviário, os maiores prejudicados serão os setores da indústria e do comércio, que estão concentrados na região sudeste, que são muito dependentes do transporte rodoviário para a distribuição e a revenda no restante do país. Em suma, o valor do atacado e do varejo aumentarão, enquanto que as empresas terão que fazer cortes para compensar o fluxo de caixa e o lucro, restando a única opção mais viável, que é a demissão, o que aumentará o desemprego e os gastos do governo com a seguridade social, além de ter impacto direto no comportamento do mercado consumidor, que há conta com 68 milhões de inadimplentes em 2017, conforme o CERASA e SPC.

A política econômica brasileira está fechando vagas de emprego, quando deveria abrir mais, focalizando o incentivo do consumo e a tributação por demanda. Mas, o governo focaliza a liquidação da economia nacional, aplicando altas taxas de juros para atrair o investidor estrangeiro, fechando as portas para as portas para as empresas nacionais. Isso é tangível para os cariocas, quando andam pelo centro do Rio de Janeiro e se deparam com as lojas e as salas comerciais fechadas. Entretanto, nada disso faz diferença para as metas do Banco do Central e do Ministério da Fazenda, que precisam fazer a política econômica para manterem a elite na ponta da pirâmide, no meio de uma crise política na Presidência da República, que está custando R$15 bilhões aos contribuintes. No final, as ações na bolsa de valores e os papéis do tesouro nacional valem mais do que sua própria nação.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O Complexo Contínuo da Eternidade

Os dias estão mais curtos e os anos pequenos.

A velhice é inevitável na ordem da vida.

Ontem, ele me carregava em seus braços.

Hoje, eu aguardo sua visita eternamente.

Tento ensinar minha filha o certo,

Que é acreditar em Deus e praticar a justiça e a caridade.

 

Todavia, tenho medo de perder a crença e os valores,

Porque o mundo está ao contrário e acelerado,

Com as pessoas cheias de si e cultuando a vaidade.

Elas não percebem que estão perdendo o tempo,

Que é a única moeda com o valor da verdade.

 

Quando um único segundo passa,

Ele leva parte de todos consigo,

Sem direito ao reembolso ou a devolução.

Por fim, lembre-se da sua mortalidade…

E que ela sempre perderá para o infinito,

Com seu complexo contínuo da eternidade.

 

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior