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Precisamos conversar sobre a terceirização e suas consequências

Nesse exato momento, a terceirização das atividades-fim não acabará com os direitos do trabalhador, tais como o 13º salário, férias e a carteira assinada. Na prática, uma empresa de grande ou médio porte contratará outra empresa, que prestará os serviços contratados. Assim, a empresa cliente não terá a obrigação de pagar os encargos trabalhistas, enquanto que a responsabilidade ficará toda e exclusivamente à empresa contratada.

Trabalho na área da gestão de pessoas há três anos, enquanto que já vi as empresas contratadas ingressarem com suas atividades e decretarem falência antes do término do contrato, deixando os colaboradores sem pagamento ou à mercê das negociações entre o patrão e o sindicato dentro da esfera da justiça do trabalho. Logo, na maioria das vezes, o empregado fica sem receber seus direitos ou recebe valores muito inferiores àqueles de direito. Em suma, o trabalhador fica sem o último salário, se desgasta física e mentalmente, além de ficar ingressando de uma empresa para outra, aumentando sua fadiga, uma vez que as empresas contratadas não conseguem fechar a carência de 12 meses para os colaboradores gozarem suas férias.

Conforme a atual norma legal, quando a empresa contratada faz parte de um grupo de empresas, a  empresa alfa ou o grupo são incluídos nas ações trabalhistas, vislumbrando a garantia do pagamento das obrigações, causando mais dores de cabeça ao mercado do que soluções viáveis aos colaboradores e a própria sociedade, diante dos impactos econômicos. Diante do padrão, tem sido aplicado nos editais de licitação a exigência do depósito do empenho no valor médio de 10% a 20% do contrato, objetivando arcar as garantias trabalhistas, caso a empresa fique com seu fluxo de caixa comprometido antes do término do contrato.

Diante dos fatos administrativos e o volume dos pedidos de falência e concordatas das empresas ligadas ao ramo da prestação dos serviços, é óbvio que a terceirização receberá outros instrumentos legais para tornar a mão-de-obra brasileira mais barata para o empregador. Assim sendo, na qualidade de consultor em recursos e gestão de pessoas, observo que já é esperado que o mercado de trabalho se adapte às necessidades econômicas, exigindo que o empregado constitua sua pessoa  jurídica através do microempreendedor individual , fechando as relações de contrato entre empresas, o que obrigaria o empregado a pagar suas obrigações junto ao INSS como autônomo, aplicando a alíquota de 20% sobre os rendimentos brutos.

A terceirização é o primeiro passo de um plano articulado para mudar as regras trabalhistas, que precisará do microempreendedor individual para funcionar de um lado, enquanto que o Congresso Nacional terá que  aumentar a jornada de trabalho semanal para 60 horas, afastando a hipótese das horas-extras do outro. Logo, como a terceirização e o microempreendedor individual já foram aplicados e existem no mundo real e jurídico, só falta majorar a jornada de trabalho para que os barões da indústria e do comércio comecem a comemorar o aumento dos lucros e o aumento da produção.

Por fim, o governo não precisou mudar a CLT ou retirar os direitos trabalhistas diretamente, tendo em visto que o caminho paralelo conseguiu manter o equilíbrio constitucional e garantir a continuidade da produção através do trabalho, sob a alegação da crise econômica , da necessidade do combate ao desemprego e a segurança econômica da nação.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O Brasil está caminhando para a Guerra Civil

Não precisa ser expert em sociologia ou economia política para concluir que chegamos ao 3º estágio da estagnação econômica, que se desencadeará em todos os nichos da sociedade, assim como as drogas, as doenças sexualmente transmissíveis, a síndrome do pânico e a violência doméstica, que, por mais que tenham sido anunciadas e recebido bastante propaganda preventiva, ocorreram ao longo dos últimos 30 anos, se alastrando pela maior parte do planeta, ocupando o mesmo espaço da humanidade. Esse estágio foi conhecido pelo mundo em 1929, cujos historiadores e pesquisadores o chamam de DEPRESSÃO ECONÔMICA.

Para os leigos, a depressão econômica ocorre após um longo período de inflação, mesmo sendo controlada, que desencadeia o desequilíbrio na linha de produção, no estoque e no consumo, provocando os ajustes necessários por parte dos empregadores, que demitem em massa, para compensarem os buracos nas contas. O problema é que quanto mais gente é demitida, menor se torna o consumo. Quanto menor consumo, menor se torna a compra das mercadorias. Assim, as empresas continuam demitindo, até que o inevitável aconteça, que é a falência generalizada.

Na sociedade, a depressão econômica é anunciada com os efeitos do desemprego, que mantém as fórmulas supramencionadas, enquanto que o cidadão, que não tem opção, acaba ingressando na criminalidade para literalmente colocar comida em casa. Não satisfeito, o governo aumenta a água, a luz, os impostos e os tributos, sobrecarregando a indústria e o consumidor, que paga a maior parte da fatia na transferência dos encargos. Em suma, não precisa ser gênio para concluir que a violência e a criminalidade aumentarão, enquanto que os chefes de família cometerão suicídio nas áreas públicas, como uma forma de protesto. No caso do Brasil, a depressão foi oficialmente anunciada com a queda de 25% no consumo da cerveja no primeiro trimestre de 2016 em comparação com 2015. Isso quer dizer que o brasileiro está tentado se adaptar, deixando de beber nos bares, assumindo o último estágio da dieta econômica.

Não estamos vivendo uma simples inflação ou recessão econômica. Nós entramos na depressão econômica em outubro de 2015, quando o governo assumiu as pedaladas fiscais. Quando paralisaram a PETROBRÁS e as empreiteiras, independentemente das questões legais, paralisaram a maior parte da máquina econômica e produtiva do Brasil. Seguraram a válvula da corrupção por alguns meses, mas os políticos criaram uma crise econômica nos Estados Federativos e passaram a compensar os fornecedores e as licitações com o dinheiro da saúde e da educação, atrasando o pagamento dos servidores públicos e dos aposentados, sob a alegação da crise do petróleo com seus royalties.

Por fim, conforme a teoria geral econômica, a depressão econômica se agravará do estagio da inflação, do desemprego generalizado e da falência, para o aumento dos índices do suicídio, da violência doméstica e urbana, se alongando para a escarcez dos estoques, até que o nível máximo seja alcançado, que é a Guerra Civil. Logo, que sirva de alerta, já começaram os suicídios.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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O pão com ovo que se acha Big Mac

De vez em quando, durante minhas leituras diárias nas redes sociais, eu me deparo com o fenômeno do “pão com ovo que se acha Big Mac.” É um fenômeno simples de ser detectado, tendo em vista que a pessoa diz uma coisa nas redes sociais, mas vive uma realidade completamente diferente  no mundo real.

Ostentação é quando a pessoa tem e se exibe ou esnoba. Entretanto, como chamar a ostentação, quando a situação  não é verídica?  – Terei que dar algum exemplo, tendo em vista que o tema exige: Hipoteticamente, o empresário falido e sem solução para seu caso, se senta no mesmo restaurante todos os finais de semana. Ele bebe uma garrafa de Whisky da marca mais cara da casa, bem como anda no modelo do carro esportivo mais caro do mercado. Entretanto, tudo é uma grande ilusão, objetivando enganar a plateia.

O fenômeno “pão com ovo que se acha Big Mac” não é algo que acho importante ou interessante, porque ele está mais ligado aos valores pessoais do seu praticante do que aos valores propagados e praticados pela sociedade. Entretanto, se esse tipo de fenômeno ocorre com frequência, é porque o consumismo está se infiltrando na consciência, enquanto que seu praticante vê o mundo com cifrões, seguindo, justamente, a medição a partir de si, dos seus valores e ideias.

Por fim, como o personagem sobreviverá, quando o óbvio acontecer, que será a busca e a apreensão do carro, dos bens e o bloqueio da sua conta e dos créditos no mercado financeiro? – Talvez, ele acorde e coloque seu currículo no mercado de trabalho, na tentativa de recomeçar, da maneira certa.  No mais, não vejo problema algum em ser pão com ovo, principalmente, quando a gema está mole, e escorre pelo prato.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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A quebra da Kodak é o exemplo de que a visão do futuro é necessária nos negócios

Kodak_Kodakchrom_64_KBO estudo do caso da quebra da KODAK, que foi a maior referência global na qualidade do material fotográfico, é um exemplo de grandes atitudes e, também, de grandes erros.

Toda organização que acredita que sua posição está inatingível e que se estará sempre na liderança, porque possui os melhores executivos do seu tempo, investindo no desenvolvimento da sua equipe e dos seus talentos, mas, deixando de sincronizar seu planejamento estratégico com o plano do negócio, vislumbrando o mercado consumidor, com suas necessidades e tendências, salvo a ausência da concorrência, estará fadada ao fracasso e à falência, por maior que tenha sido seu legado global e a valorização da sua marca.

Mas, onde foi que a KODAK errou, tendo em vista que possuia um dos maiores centros industriais do setor fotográfico no mundo, produzindo tecnologia de ponta e investindo nos seus talentos? A culpa é da crise econômica americana de 2009? – A resposta poderia ser simplificada e colocada na conta da cries econômica de 2009 e seus efeitos no mercado financeiro global. Entretanto, não há qualquer relação de um fato com o outro. A KODAK errou, porque ela não sincronizou seu planejamento estratégico com o negócio, ignorando as tendências tecnológicas do mercado. Assim, seguindo uma linha padrão, a KODAK continuou investindo no marketing, como a COCA-COLA. Todavia, manter sua marca em evidência não é a garantia de que seus produtos continuarão sendo consumidos pelo mercado, quando se tem um concorrente inteligente, inovador e visionário. A situação piora, quando esse concorrente pertence a outro mercado, enquanto que sua inovação causará total desequilíbrio em outras setores, por conta do conceito da inovação dos seus produtos. Logo, poderíamos afirmar que a FUJI e outras marcas famosas no setor fotográfico foram os causadores do fracasso da KODAK. Mas, tal afirmação, embora tenha sentido dentro do mercado da fotografia, seria um erro, tendo em vista que o mercado consumidor mudou seu comportamento, enquanto que o lançamento dos smartphones, com a resolução digital e os aplicativos de edição, provocaram uma mudança no comportamento do mercado consumidor, que deseja simplicidade, mobilidade e carregar o mínimo de peso possível. Assim, a onda negativa da KODAK se iniciou com o lançamento do IPHONE e seus efeitos no setor da telefonia e da tecnologia. A SAMSUNG e os Tigres Asiáticos não ficaram para trás e começaram a desenvolver tecnologias menores e mais eficientes na área da fotografia, migrando tais tendências aos portáteis.

kodak-bankruptcyA KODAK, na sua falta de visão estratégica para construir e simular cenários no futuro, acabou se perdendo na sua história de glória e conquistas. Mas, há um outro ponto muito interessante nisso tudo, tendo em vista que a empresa não ficou de braços cruzados e deixando a era digital passar diante dos seus olhos. Ela reagiu e entrou no mercado, produzindo câmeras e impressoras digitais específicas para o ramo da fotografia. Entretanto, havia um outro problema, uma vez que a KODAK tinha o recurso tecnológico digital muito caro, em comparação à concorrência, agravando a situação com as limitações do acesso aos produtos, que não migravam com outros dispositivos e produtos que não fossem da marca KODAK. Logo, a empresa cometeu o segundo erro no cenário tecnológico e mercadológico, acreditando que as pessoas continuariam consumindo seus produtos por causa da marca, mantendo a fidelidade forçada.

No final, restaram três opções a KODAK: 01 – Não reagir e quebrar; 02 – Expandir a área do mercado, fazendo parcerias ou fusões com empresas no setor tecnológico e da comunicação; e 03 – Diminuir a estrutura da organização, objetivando atender o fotógrafo profissional e o fotógrafo que trabalha com a fotografia como arte, dento do modelo original, com lentes especiais e caras, exigindo o modelo do laboratório fotográfico e a revelação no papel. Em suma, a KODAK aplicou a terceira opção, demonstrando que terá o mesmo fim das fábricas das fitas cassetes ou das máquinas de datilografia. Se os concorrentes do setor não migrarem seus negócios com outros setores e tendências no mercado consumidor, sofrerão do mesmo efeito dominó, porque o mercado quer praticidade, enquanto que o mesmo ainda não acordou para o fato que se tornará escravo do sistema das nuvens e do controle da informação. Mas, isso é uma conversa para uma outra hora.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior

 

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Nação Estranha

Eu tenho visto corpos estranhos,

Gente estranha com ideias estranhas.

Eles querem o bem do país,

Mas só pensam no melhor para si.

 

Eles perderam as eleições,

E decidiram ganhar no grito.

Construíram emendas,

Que provocaram as demissões,

Transformaram o Brasil num circo.

 

Carros blindados andam pela madrugada.

Somos manipulados na era da informação.

Constroem notícias de fachada,

Para gerar o ódio em uma nação.

 

Não existe política, sem corrupção. Proibiram o lobismo!

Os partidos foram construídos para purificação.

Logo, manter o cargo é muito caro, exigindo sacrifícios.

Mas o político não gosta do trabalho, usando os termos aditivos.

 

A eleição se faz com democracia.

Mas a democracia está no cadeado.

O sistema se blindou com as delações premiadas,

Dificultado o trabalho do Estado.

 

Essa nação é muito imatura.

Constrói candidaturas, para manter a ditadura.

Enquanto a informação nacional te aliena,

A imprensa internacional te orienta.

 

E essa é uma nação soberana,

Que transformou os nobres em estadistas.

Consentindo aberrações desumanas,

Que também são narcisistas.

 

Não importa se a economia está delicada,

Ou se o trabalho de uma vida irá à falência.

O Estado tem que aumentar a arrecadação,

Visando manter toda essa desorganização.

 

Somos tribos,

Que se organizam em feudos.

Depois, construíram a constituição,

Para transformarem tudo isso em unidade da federação.

 

Nadelson Costa Nogueira Junior