Política é o verdadeiro teatro dos vampiros

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Poderia ficar calado, deixando de escrever ou falar aquilo que penso, que é o resultado daquilo que vejo, percebo, sinto e processo no meu cérebro. Entretanto, há uma força maior que movimenta os músculos das minhas mãos, fazendo com que as palavras se construam diante da tela do computador.

A cidade de Rio Bonito está abandonada. Enquanto o capim e a erva daninha infestam as divisas existem entre os paralelepípedos por suas ruas, desde as periferias até o centro. O governo construiu clínicas e unidades de pronto atendimento descartáveis, que serão desmontadas da noite para o dia, caso o aluguel dos contêineres não seja pago. Mas, faltam os medicamentos necessários ao atendimento célere e responsável, porque os médicos e os enfermeiros precisam ser santos e realizarem milagres em nome do salário.
A cidade de Rio Bonito está falida, mas não é pela falta de dinheiro. Simplesmente, nossos governantes decidiram construir estruturas, cujos suportes não poderão ser aplicados, tendo em vista que a mão-de-obra é pouca, bem como, seus certificados. O dinheiro está se esvaindo na forma do asfalto, do concreto e da pedra brita. Eles construíram pirâmides, que não testemunharão a história, porque não fazem qualquer sentido no presente mesozoico de uma sociedade que deseja emprego e salário, mas sem a obrigação do compromisso consigo e com o contribuinte.

E assim, seremos as testemunhas do apocalipse da geração dos órfãos do colegiado, que terão que construir novos avatares e deuses, enquanto que a cegueira da adoração será transferida para uma alma doce, gentil e atormentada pelo confronto moral entre a justiça e o gosto afrodisíaco do poder.

Os vampiros voltarão aos seus sarcófagos e entrarão em torpor, na esperança de retornarem numa geração menos educada e doente, porque eles sugaram o sangue das últimas três dinastias, enquanto as gotas restantes se amargaram pelo sódio do ócio e o álcool do cio.

Por fim, na esperança de que tudo se resolva num passe de mágica, o cidadão pega seu dente de alho e sua estaca, deslumbrando acabar com a origem de tudo isso. Todavia, não há qualquer hipótese do povo acabar com tais tiranias, sem que a estaca perfure o próprio peito, porque somos o alimento que nutre nossos políticos, através das nossas fraquezas e vícios.

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

6 COMMENTS

  1. Write more, thats all I have to say. Literally, it seems as though you relied on the video to make your point. You clearly know what youre talking about, why throw away your intelligence on just posting videos to your weblog when you could be giving us something enlightening to read?| Alex Dion Eustazio

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