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Sobre a guerra bélica, o paradoxo e a inteligência espiritual

O maior problema de uma guerra declarada é que nós somos obrigados a escolher um lado. O silêncio e a omissão são escolhas, que terão consequências.

Numa guerra, quando se faz o certo, se mata ou morre. Quando se faz o errado também.

A guerra consome o melhor do soldado, que é justamente sua alma.

No final do combate, não importarão os vivos ou mortos, o derrotados e os vencedores, porque tudo estará em ruínas dentro dos padrões da humanidade.

As noites serão marcadas por pesadelos e o fantasma dos companheiros.

As cenas se repetirão, uma vez ou outra, com a mesma intensidade de sua ocorrência.

Mas, no final, tudo terá valido a pena se você lutou pelo certo.

O paradoxo só pode ser compreendido em tempos de conflitos, quando o comandante calcula o número dos resgatados entre os civis e escravos, subtraindo as baixas militares no lado inimigo. Se o resultado for positivo, isso significará que muitos irmãos foram libertos e verão a luz. Entretanto, se o cálculo for negativo, isso significará que a luta foi válida, mas que os soldados ficarão em dívida com a criação.

É por causa do paradoxo que a luz não inicia as guerras e os conflitos. Mas, se não existir uma alma justa do lado oponente, uma resistência moral qualquer, a mesma fórmula que determina a retificação da criação, também estabelece que deva existir o equilíbrio. Logo, se a ordem for dada, não ficará uma cidade em pé. Sua população será retirada desta existência, sem culpa ou remorso, porque as regras da prevenção são forças estabelecidas em todas as dimensões.

No mundo espiritual, existe a guerra bélica. Ela não é travada entre anjos e demônios, mas pelos próprios homens, aprisionados em sua vibração e frequência. Por isso, peço que idealizem os campos com as flores e o horizonte brilhante, com seus pensamentos e atitudes no presente e nesta realidade, tendo em vista que o produto ético e moral da sua existência, no mundo material, indicará sua frequência e vibração no outro mundo, em outra dimensão, porque estamos conectados, mas não desenvolvemos nossa inteligência espiritual para compreendermos isso.

Por fim, me atrevo a afirmar que a inteligência espiritual é o instrumento da comunicação capaz de tirar a humanidade do caminho cíclico da retificação, onde o homem existe para consertar falhas e condutas do passado, para a iluminação, que é marcada pela compreensão de si, da criação e do criador, transmitindo todo conhecimento possível para se melhorar e ao seu próximo.

Em períodos de guerra, a inteligência espiritual começa com um aperto de mão e a cooperação da confiança entre as partes, transformando tal aproximação em alianças, tratados, acordos, convenções e experiências mútuas, idealizando a paz e o fim da escravidão dos homens por outros homens e seres.

 

Por Nadelson Costa Nogueira Junior

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